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terça-feira, 24 de maio de 2016

E aí! Você sabia?: Uma lista de curiosidades sobre o filme "Titanic" de 1997

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Seja bem vindo ao Titanic em Foco

Lançado em dezembro de 1997 nos Estados Unidos e em janeiro de 1998 no Brasil, o filme "Titanic" foi responsável por trazer para a cultura popular a história do grande e luxuoso navio cujo desastre assustou e marcou época, quando de seu naufrágio em sua primeira e não terminada travessia atlântica em 15 de abril de 1912.

 A produção que faz um mix entre um evento histórico real e uma história de amor ficcional entre o casal romântico central "Jack e Rose" (vividos por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet), ainda hoje desperta curiosidade e uma infinidade de perguntas não ou mal respondidas, especialmente para o espectador que não tem interesse focado no assunto. Não é a toa, todas as produções de cinema que misturam realidade e ficção acabam deixando atrás de si um rastro de dúvidas que dificilmente se apaga, já que se torna difícil separar onde termina a representação da realidade e onde começa a ficção pura e simples.

Custando a bagatela de 200 milhões de dólares para ser feito e tendo arrecadado mais de 2 bilhões somadas sua estreia original de 1997 e sua reestreia em 3 D no ano de 2012, Titanic carrega ainda o feito de ter sido um dos mais caros filmes já gravados e o segundo lugar em arrecadação, perdendo apenas para o filme "Avatar", também obra do megalomaníaco e criativo diretor James Cameron.

Dentre os muitos títulos que carrega, as 11 estatuetas do Oscar que sustenta são também um testemunho da grandiosidade do esforço colocado em prática para recontar a curta e não terminada viagem do malfadado navio que sucumbiu à colisão com um iceberg na primavera de 1912. Não é exagero dizer que: "O século XX começou abalado pela maior tragédia da história da navegação, o Titanic em 1912. E o século XX terminou surpreendido pelo sucesso do maior filme da história do cinema, o Titanic em 1997". (Apresentadora Marília Gabriela em declaração sobre o Titanic para um especial do SBT Repórter)

Então... saiba um pouco mais sobre os segredos deste épico do cinema
 
Trabalheira que não acaba mais: uma réplica de respeito
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Para mostrar o Titanic no auge de sua glória e no caos do terror final, o cineasta James Cameron recorreu à uma vasta pesquisa histórica acerca dos fatos e dados da curta existência do famoso navio.

Entre centenas de colaboradores envolvidos no processo de produção, Cameron contou com o apoio de dois grandes historiadores do Titanic: Ken Marschall (área visual) e Don Lynch (área histórica), ambos grandes autoridades especializadas no assunto.

A dimensão do projeto de Cameron era tão inédita que obrigou que quase tudo fosse feito do zero, desde o imenso estúdio criado apenas para a produção até os cenários, aparelhos operacionais de gravação e iluminação, mobília, decoração e toda a volumosa logística envolvida para recriar o navio.

Construída apenas para as gravações do filme Titanic, a gigantesca réplica cenográfica foi montada dentro de um tanque com 64 milhões de litros de água (equivalente à 25 piscinas olímpicas), escavado às margens da praia do Rosarito, em Baja California, México. O Titanic cenográfico fora reconstruído sobre andaimes reforçados de aço (do meio até a traseira) e uma plataforma com elevação hidráulica (do meio até a área dianteira) para que fosse fisicamente afundado frente às câmeras.

Enquanto o verdadeiro Titanic media 269 metros de comprimento, a réplica cenográfica, obrigatoriamente encurtada como medida de economia, media ainda impressionantes 236 metros de uma ponta à outra.

O navio histórico real fora feito de aço e consumira exatos três anos para ser concluído, e o grande cenário foi construído num período de 100 dias com 500 trabalhadores utilizando aço (estruturas), compensado de madeira (casco e paredes), imitações de milhares rebites feitos com material plástico, botes salva-vidas e a grande maioria dos aparatos de convés reconstruídos com fibra de vidro. Um capricho histórico: os guindastes de suspensão dos botes salva-vidas do cenário realmente eram funcionais, foram reconstruídos pela empresa Welin Davit and Engineering Co., a mesma que fornecera os guindastes para os botes do Titanic em 1912.

Abaixo: Medindo 236 metros de uma ponta a outra, o Titanic cenográfico criado para James Cameron tinha 88% do comprimento do verdadeiro navio. Para conseguir encurtar o cenário, a equipe de engenheiros "retirou fatias" dos projetos originais do Titanic atrás de cada uma das quatro chaminés e uma fatia da área traseira na popa, eliminando ao todo 33 metros do comprimento do transatlântico sempre em pontos que não prejudicariam o visual geral. Cerca de 25 metros da área dianteira também não foi sequer construída como meio de contensão de gastos, sobrando na proa apenas uma fração do extremo frontal, onde aconteceram as gravações da famosa cena romântica entre Rose e Jack (vista na foto ao lado). Ainda durante a fase de projetos, observando que com o comprimento do navio encurtado as chaminés e mastros em dimensão original ficaram desproporcionalmente grandes, a solução encontrada foi de diminuir 10% da altura das chaminés e dos dois mastros para que se adequassem ao cenário sem distorcer a composição. A mesma solução foi usada para os botes salva-vidas e seus guindastes, que também foram diminuídos em 10% para que se adequassem ao espaço encurtado do cenário. Este curioso e estranho jogo de compressão de dimensões, aliado ao fato de que o casco negro do outro lado do navio não foi construído, resultou em grande economia sem prejudicar a ilusão de realismo necessária, a famosa "mágica do cinema". CURIOSIDADE: Toda a área do casco vermelho abaixo da linha d'água e uma grade porção do casco negro na área da popa do navio também não foi construído, ficando a cargo dos efeitos especiais o "preenchimento" destas áreas em cenas específicas. Assim então os interiores da réplica cenográfica não iam muito além de um gigantesco e complexo sistema de estruturas de aço, quilômetros cabos elétricos e uma infinidade de refletores para simular a iluminação interior do Titanic. Vale observar também que o mastro traseiro do cenário foi "cortado" pouco acima do meio, não foi plenamente recriado.
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Mais de 70% da enorme piscina à céu aberto onde foi alocada a réplica era rasa (apenas 1,2 m de profundidade) e funcionava apenas como um espelho d'água raso para completar a ilusão de realismo. O tanque ainda contava com mais dois níveis de maior profundidade logo abaixo do cenário para permitir que o navio fosse afundado frente às câmeras e para que os dublês pudessem pular para a água sem que se ferissem no fundo de concreto da piscina.

Ao lado: Com a construção em pleno andamento, a réplica cenográfica do Titanic segue ganhando formas, num processo que consumiu 100 dias de obras e 500 trabalhadores. O vão de cerca de 25 metros ausentes na área da proa fica evidente nesta foto. Na pós produção,  com a  inserção de modelos e computação gráfica somados aos truques de posicionamento forçado de câmera, deram conta de simular o comprimento total do navio, sem deixar aparente a "fatia não construída". Toda a base de concreto ao redor do cenário é parte do tanque raso, enquanto que ao lado e abaixo do navio é possível observar as áreas mais profundas do tanque, específicas para o afundamento e para os "pulos para o mar" nas cenas de pânico.

Uma das maiores vantagens levadas em consideração ao construir o estúdio junto ao mar, além de contar com uma vista natural do horizonte para as cenas diurnas, foi poder utilizar água bombeada diretamente do Oceano Pacífico. Logo após o fim das gravações tudo foi completamente desmontado, e parte dos componentes virou sucata, enquanto milhares de outras peças se tornaram artigo de colecionadores ao redor do mundo. O estúdio ainda permanece ativo, e com o passar dos anos recebeu produções como James Bond, Pearl Harbor, Mestre dos Mares, As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada, entre várias outras produções menores.
 
  
 E no fundo mar... Ops! peraí: E no fundo da piscina...

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Impossibilitado de de "escarafunchar" uma cabine real dos escombros do Titanic de maneira adequada para inserir as cenas em seu filme, James Cameron optou por recriar uma versão própria de uma suíte milionária para a personagem ficcional "Rose" (Kate Winslet) dentro de um tanque na cidade de Escondido (California, EUA), baseando livremente o visual nas imagens em vídeo reais captadas por ele em 1995 dos interiores dos escombros do verdadeiro navio.

As ilustrações prévias para o visual pretendido para a versão cenográfica foram feitas pelo próprio diretor, que chegou também a atuar diretamente na produção do cenário 'apodrecido' para garantir que a recriação fosse muito verossímil aos interiores decrépitos do verdadeiro navio. A cabine deteriorada obrigatoriamente coincidia com uma outra versão da cabine em estado de "nova em folha", o que possibilitou as incríveis transições de tempo criadas com efeitos especiais.

Além da cabine da protagonista Rose, a produção de arte também recriou uma versão parcial da recepção da 1ª classe com as famosas portas vaivém de ferro forjado. As cenas capturadas nos escombros cenográficos foram então mescladas às cenas captadas no fundo do Atlântico, fundindo realidade ficção de maneira muito convincente.
 
Navio caro... filme caríssimo

Custando 200 milhões de dólares, o filme ficou mais caro que a construção do verdadeiro Titanic. O custo da construção do Titanic entre 1909 e 1912 foi de 1 milhão e 500 mil Libras, equivalente a 7 milhões e 500 mil dólares em valores de 1912, e entre 120 e 150 milhões de dólares corrigidos para 1997. Assim então o filme custou 50 milhões de dólares a  mais que o Titanic real.
 
Uma "pontinha" como figurantes

Tendo atuado como consultor histórico durante o processo de produção do filme, o historiador e fundador famosa "Titanic Historical Society" (Sociedade Histórica do Titanic), Ed Kamuda junto de sua esposa, Karen, foram convidados por James Cameron a fazer uma pequena aparição numa das cenas do filme. O casal é visto no convés de passeio atrás de Jack e Molly Brown (Leonardo DiCaprio e Kathy Bates), logo após a famosa cena onde o casal faz um treino de cuspe à distância na amurada do navio.

Kamuda e vários outros membros da sociedade histórica trabalharam como consultores para o filme, onde Kamuda auxiliou com os detalhes históricos do navio e da história em si. Depois de gravarem suas cenas, James Cameron apresentou o casal Kamuda à equipe técnica dizendo: "É por causa destas duas pessoas que nós estamos aqui hoje". Cameron também apresentou Kamuda para vários atores dizendo: "Aqui está o homem que fez isso tudo possível". Kamuda, que inicialmente estava relutante em aparecer nas telas, descreveu depois a experiência de estar no cenário do navio como: "Olhar para os livros por 40 anos e então caminhar pelos conveses do navio - era um sonho se tornando realidade". Ed Kamuda faleceu em 2014 aos 74 anos, deixando a Sociedade Histórica do Titanic em pleno funcionamento, a qual ele ajudou a fundar em 1963 e que ainda segue emitindo sua publicação em revistas chamada "The Titanic Commutator" para assinantes ao redor do mundo. Abaixo: Ed Kamuda e Karen posam orgulhosamente no convés do Titanic cenográfico durante a produção do filme em meados de 1996.
   
"Foi há 84 anos... 
e ainda sinto o cheiro da tinta fresca, da porcelana nunca usada, dos lençóis nunca usados... O Titanic se chamava O Navio dos Sonhos. E era, realmente era..." 

Para interpretar a versão idosa de sua jovem heroína Rose, James Cameron recorreu ao talento da veterana atriz Gloria Stuart (Gloria Frances Stewart) que na época das gravações da superprodução já contava com 86 anos de idade, o que fez da atriz a única pessoa de todo o elenco que já havia nascido em 1912, pois Gloria Stuart tinha quase 2 anos de idade quando o Titanic naufragou em 1912, tendo nascido em julho de 1910. 

Ao contrário do que muita gente pensa ainda hoje, mesmo 19 anos depois do filme Titanic ter sido lançado, a querida velhinha "Rose" não é uma personagem real, não representa nenhuma real passageira do Titanic, assim como Gloria Stuart também não tinha qualquer relação com o Titanic, e foi chamada para atuar no papel de Rose devido à sua idade e à carreira de sucesso no cinema. A idosa Rose no filme tem 100 anos de idade, e Gloria na época em que as cenas foram gravadas estava no auge de seus 86 anos, fato que obrigou a equipe de maquiagem e efeitos a forçar as marcas da idade na expressão da veterana atriz, criando através de maquiagem marcas e manchas na pele para que ela parecesse ter de fato os 100 anos de idade, ou seja, 14 anos mais velha que a atriz. Gloria Stuart faleceu em 2010 aos 100 anos de idade vítima de câncer de pulmão.
 
A arte que inspira a sétima arte

Para convencer os estúdios Fox a financiar o seu ambicioso projeto de gravar o filme Titanic, o diretor canadense James Cameron, ainda sem ter um roteiro definido, se reuniu com os executivos dos estúdios Fox em março de 1995 levando consigo um exemplar do livro "Titanic An Illustrated History", que trazia uma grande quantidade das ilustrações  realistas criadas pelo ilustrador norte americano Ken Marschall. Em determinado momento de sua reunião com o presidente dos estúdios, Peter Chernin, Cameron simplesmente abriu o livro, apontou para uma das ilustrações, e declarou como argumento para fazer seu filme: "Romeu e Julieta no Titanic" [pontuando qual era o ideal para sua história] e, num resumo, a permissão para levar seu projeto adiante foi concedida.

Já durante a produção Ken Marschall foi então contratado para atuar como consultor histórico durante a construção dos cenários e recriação da miríade de artefatos necessários para trazer o Titanic de volta a vida, período no qual James Cameron usou com grande frequência as fantásticas ilustrações de Marschall como guia visual para as mais belas cenas recriadas com auxílio de efeitos especiais. Abaixo seguem alguns dos muitos momentos onde a arte de Marschall serviu de evidente inspiração para Cameron, onde as cenas finalizadas são na prática cópias ou releituras de sua arte ilustrada.
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Ilustrações de Ken Marschall ..............................................  Cenas do filme
 
A verdadeira "Madame Bijou"

Durante seu primeiro passeio junto do jovem personagem Jack (Leonardo DiCaprio) no convés de botes, a jovem Rose (Kate Winslet) após uma pequena discussão toma das mãos de seu companheiro de viagem uma pasta contendo vários dos desenhos feitos pelo viajante artista e aventureiro. Na pasta cheia de ilustrações com cenas do cotidiano e de prostitutas de Paris, Rose encontra uma ilustração de uma mulher de meia idade recostada num balcão com uma taça, sobre a qual Jack comenta brevemente: 

"Ah, essa senhora! Ela ficava sentada nesse bar todas as noites usando sempre as mesmas joias, esperando pelo seu amor perdido... a chamava de Madame Bijou. Vê a roupa dela comida por traças?"

O fato é que a simples ilustração foi de fato baseada numa pessoa real, no caso uma foto tirada pelo fotógrafo húngaro Brassaï (cujo nome real era Gyula Halász) no ano de 1932 no bairro boêmio Montmartre, em Paris, França. A foto verídica foi nomeada "Môme Bijou at the Bar de la Lune, France" (Algo como "Madame Bijou no Bar de la Lune, França"). O trabalho do criativo diretor James Cameron foi transferir e adaptar este registro histórico verídico para seu filme na forma de desenho. A foto inspiradora foi tirada 20 anos depois do naufrágio do Titanic.
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 Água neles!

O ator Eric Braeden, que interpretou o passageiro da 1ª classe John Jacob Astor, relatou que nunca esteve tão aterrorizado em sua vida do que quando estava se preparando para atuar na cena onde o domo da Grande Escadaria é implodido por uma imensa massa de água, visto que não houve qualquer possibilidade de ensaio prévio antes da tomada.

A cena foi planejada com muita meticulosidade já que não haveria chances de regravá-la porque parte da escadaria foi de fato destruída durante a tomada principal. O cenário da escadaria foi construído sobre uma plataforma de elevação sobre um tanque com 19 milhões de litros de água salgada para que fosse fisicamente afundado frente às câmeras. Durante a tomada onde foram literalmente despejados 342 mil litros de água que estouram o domo de vidro (três vezes mais água do que inicialmente planejado), a seção de degraus repentinamente soltou-se de suas bases e imergiu violentamente sob os pés dos dublês, mas sem causar ferimentos aos presentes. CURIOSIDADE: Para fins de segurança na gravação desta perigosa cena da implosão, os painéis de vidro da cúpula da escadaria tiveram de ser substituídos por painéis de parafina (fáceis de se romper), considerando que o vidro estilhaçado causaria ferimentos aos atores e dublês que atuaram na tomada.
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Arte de Picasso que nunca esteve no Titanic

No começo do filme a personagem Rose é mostrada manuseando vários quadros, alguns feitos por Pablo Picasso [que no momento da viagem inaugural do Titanic em 1912 ainda não era tão famoso]. Nenhum dos verdadeiros quadros de Picasso (ou nenhum outro retratado no filme como de Degas ou de Monet) estavam no navio real (assim como Rose também jamais esteve no Titanic porque é também uma personagem ficcional criada por James Cameron). A obra de arte retratada no filme chama-se "Les Demoiselles d' Avignon", que na verdade pertence ao Museu de arte Moderna de Nova Iorque. A sua inclusão no filme provocou reclamações sobre os direitos de Picasso tanto quando o filme foi lançado em 1997 e também durante o seu relançamento em 3D em 2012.

 
Ops! Corredor errado, navio errado!

http://i40.tinypic.com/wqsltt.gifPara criar os cenários dos luxuosos corredores das cabines da 1ª classe, na ausência total de fotos verídicas dos corredores da 1ª classe do verdadeiro Titanic, a equipe de arte de James Cameron recorreu às fotos de época dos corredores do navio RMS Mauretania, de propriedade da companhia concorrente à do Titanic, a Cunard Line. Deste modo então os corredores luxuosos que se vê no filme não são baseados no Titanic. Este recurso de pesquisa em outros navios da mesma época do Titanic foi utilizado para vários aspectos dos cenários no filme, especificamente para aqueles sobre os quais havia um total ausência de informações de época.

Uma "banheira" muito pequena pra um "barquinho" muito grande

Para mostrar seu Titanic numa escala comparável ao tamanho verdadeiro navio, o megalomaníaco diretor James Cameron optou por recriá-lo em tamanho quase natural, diminuindo sensivelmente o comprimento do cenário como medida de economia e para que sua réplica se encaixasse no enorme tanque criado especificamente para as gravações na praia do Rosarito, em  Baja California, no México. A questão é que sua réplica, mesmo encurtada em relação ao verdadeiro Titanic, não ficou plenamente alocada dentro do tanque, se projetando para fora dos limites da piscina escavada junto ao oceano Pacífico.

Quase a totalidade das cenas internas do filme foi gravada nos estúdios fechados construídos à margem do tanque, deste modo o interior da réplica do Titanic em si tratava-se muito simplesmente de um emaranhado de andaimes de aço que sustentavam um revestimento cenográfico de materiais muito variados. Apenas a ponte de comando, a casa do leme e a sala de mapas foram de fato construídas a bordo do navio cenográfico, e maioria das demais acomodações interiores que podem ser vagamente vistas através das centenas de janelas se tratavam simplesmente de simulações muito básicas dos luxuosos ambientes internos. Abaixo: A popa do Titanic cenográfico alojada fora do tanque onde o restante do navio foi assentado. Parte desta área inacabada cheia de andaimes pode ser vista durante uma cena muito rápida do filme quando o personagem Caledon Hockley (Billy Zane) desembarca do carro e admira o navio assim que chega ao porto junto de sua noiva Rose. Ao fundo da foto é possível ver parte do oceano Pacífico, visto que o estúdio todo foi construído na beira do mar.


Possante a bordo: Um Renault ano 1911 no Titanic

Tão logo o Titanic aparece na tela nas cenas de embarque em 1912, um belo Renault vermelho é mostrado sendo embarcado no navio suspenso por um dos guindastes do porto. O belo calhambeque realmente estava no verdadeiro Titanic e pertencia ao rico passageiro da 1ª classe William Ernest Carter, que havia comprado o possante na Europa e o estava levando para casa nos Estados Unidos embarcado no porão nº 02. Carter, esposa e filhos sobreviveram ao naufrágio, mas evidentemente perderam o carro, pelo qual o milionário pediu uma indenização alta o suficiente para comprar 10 carros Ford na época (!).

Quando James Cameron mergulhou aos destroços do verdadeiro navio em 1995 antes de iniciar as gravações do filme em si, sua ideia era de encontrar o carro e tentar usar a gravação numa de suas famosas transições de tempo, onde o carro apareceria decrepito no fundo do mar, para então ser mostrado em estado de glória tal qual em 1912. Cameron não conseguiu este feito, optando então por exibir o Renault brilhando como novo ao ser embarcado e posteriormente sendo abrigo para as cenas de amor entre Jack e Rose. O carro mostrado no filme trata-se muito simplesmente de uma réplica cenográfica que sequer tinha motor, e foi construída especificamente a pedido de Cameron. A recriação do carro de maneira muito fiel só foi possível porque a equipe de arte de Cameron conseguiu encontrar em arquivo os registros do seguro do carro histórico, que descreviam com riqueza de detalhes o visual do veículo naufragado a bordo do Titanic. Abaixo: Nesta foto dos bastidores de "Titanic" (1997), o famoso Renault vermelho que pertencera ao passageiro William Carter é mostrado durante o processo de embarque. Hoje os mais recentes estudos históricos sobre o verdadeiro Titanic apontam que o Renault de William Carter fora transportado nos porões do transatlântico semi desmontado e plenamente lacrado em uma caixa. O carro teria sido embarcado no navio no dia 06 de abril de 1912, quatro dias antes da partida, e não no dia 10 de abril como mostrado por Cameron.


 
Fabrizio De Rossi: Dois finais diferentes...

http://i45.tinypic.com/28m24bq.gifO personagem italiano Fabrizio De Rossi (Danny Nucci), colega de viagem de Jack, encontra seu fim quando é atingido pela queda da chaminé dianteira do Titanic.

Originalmente James Cameron havia escrito outro fim para este personagem: Fabrizio seria morto por Caledon Hockley (Billy Zane), ao tentar subir para bordo do bote salva vidas onde o magnata noivo de Rose estava a bordo. Na cena original Hockley o acerta com um remo na cabeça, deixando-o agonizando para a morte à deriva em meio aos outros náufragos. A cena chegou a ser gravada, mas foi deixada de lado e refilmada como a conhecemos hoje (e ao que se sabe esta versão violenta jamais foi divulgada nem nos extras do filme). Abaixo: Os últimos momentos de Fabrizio após a pancada desferida sobre sua cabeça através de um remo portado por Caledon.
 
Esta cena é real... aquela outra não é... um navio de cabeça pra baixo!
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http://titanicemfoco.blogspot.com.br/2016/05/e-ai-voce-sabia-uma-lista-de.htmlJames Cameron optou por gravar os escombros verdadeiro Titanic a 3.800 metros de profundidade no Atlântico Norte para usar as cenas reais em seu filme e atingir um alto nível de qualidade e de realismo, feito que conseguiu após 12 mergulhos ao local dos escombros do Titanic no ano de 1995, onde coletou as assombrosas cenas do verdadeiro navio decrépito. Cameron usou de fato as cenas reais captadas do Titanic, no entanto parte das cenas de exploração exibidas no começo do filme foram feitas com cenários e maquetes do navio naufragado gravadas em estúdio. Mas a qualidade do trabalho e os cortes são tão rápidos e bem feitos que se torna difícil identificar "o que é real e o que não é".

Ao lado: Em favor de facilitar a manipulação das câmeras controladas por pesados equipamentos de movimentação computadorizada, a equipe de James Cameron acabou optando por gravar as cenas de exploração subaquática com a maquete do Titanic afixada de cabeça para baixo, o que se revelou mais simples do que prender todo o aparato operacional ao teto do estúdio. Assim então, todas as cenas de exploração do Titanic que você vê nas cenas iniciais do filme foram gravadas literalmente de ponta cabeça (salvo apenas algumas tomadas intermediárias, que na realidade são cenas do verdadeiros Titanic no fundo do Atlântico). Na foto ainda é possível os dois pequenos modelos dos submarinos MIR 1 e MIR 2, que são réplicas dos submarinos reais utilizados por Cameron em 1995, quando visitou os escombros do Titanic. A cena abaixo - com visual muito realista - trata-se nada mais do que de maquetes (do navio e dos submarinos) gravadas com fumaça pesada para simular a distorção da água do mar.

  
Nada de se divertir no extremo da proa do Titanic!
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Você sabia que as famosas cenas com as exclamações empolgadas: "Eu sou o rei do mundo! / Eu estou voando..." do casal fictício "Jack e Rose" (Leonardo DiCaprio e Kate Winslet) jamais poderiam ter ocorrido na vida real?  

Utilizando-se de uma enorme dose de licença poética, James Cameron optou por colocar os personagens principais de seu filme numa das mais românticas cenas do cinema, locada no extremo frontal da proa do Titanic. Mas... O caso é que e proa do verdadeiro Titanic em 1912 era um local proibido aos passageiros, e havia inclusive uma nítida placa situada junto à mureta do quebra mar que proibia o acesso de pessoas a esta área do navio como medida de segurança. A placa trazia os dizeres: "NOTICE - PASSENGERS ARE NOT ALLOWED FORWARD OF THIS" (Tradução: "AVISO - PASSAGEIROS NÃO SÃO PERMITIDOS A PARTIR DAQUI". A proibição de tráfego e permanência de passageiros na proa do navio era uma atitude de segurança, visto que nesta área estavam localizados os mais pesados e perigosos equipamentos de manobra, que potencialmente poderiam ferir com gravidade os curiosos desavisados.

Recriando um gigante em "miniatura"

Para explorar o visual do Titanic com plena liberdade nas telonas, Cameron encomendou um enorme modelo do navio com 13,45 metros de comprimento, na escala 1:20, feito especificamente para as gravações das cenas de efeitos especiais.

A maquete levou 7 meses para ficar pronta com um batalhão de artistas trabalhando 7 dias por semana, e tinha um nível de detalhes fantástico, além de ter sido propositalmente envelhecida para que parecesse mais natural debaixo dos pesados holofotes das câmeras que captaram imagens que depois foram processadas por computador; a maquete tinha seus interiores plenamente iluminados além de contar com dezenas das famosas cadeiras de descanso espalhadas ao longo do convés de botes para completar a ilusão de realismo frente às câmeras. Ela é ainda hoje a segunda maior maquete do Titanic já criada, perdendo apenas para o modelo de 17 metros de comprimento feito para o filme "Raise the Titanic" de 1980 ("O Resgate do Titanic", no Brasil).

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Abaixo: O famoso modelo em sua condição atual, hoje exposto no "MBS Media Campus" em Manhattan Beach, na Califórnia - o mesmo estúdio onde James Cameron rodou as cenas de "Avatar". Claramente muito mal conservado devido aos anos de exposição descuidada, o modelo ainda hoje impressiona pelo detalhamento, pela dimensão e pela sensação de realismo fotográfico.

 
"Luz: Muita luz!"

A grande réplica cenográfica do Titanic foi construída às margens do Oceano Pacífico na costa do México, perto da fronteira dos Estados Unidos, e estava posicionada dentro de um tanque ao ar livre. Considerando o fato de que a maior parte das cenas externas de naufrágio foram gravadas realmente durante a noite a céu aberto, a equipe de arte reforçou a iluminação adicional do navio cenográfico utilizando gigantescos aparatos de luz rebatida para incrementar a nitidez das cenas.

O verdadeiro Titanic não era um navio  projetado para hábitos de passeio noturno (não havia este costume na época), portanto era bastante devedor em iluminação externa. Sabendo destas informações a equipe de James Cameron tratou de utilizar no cenário um porcentagem bem maior de potência e de lâmpadas adicionais para alcançar o efeito desejado frente às câmeras. Outra liberdade tomada em relação à iluminação foi a de acrescentar refletores nas bases das quatro chaminés do cenário para conferir-lhes um destaque... iluminação adicional que não existiu no verdadeiro Titanic em 1912, cujas chaminés não contavam com nenhuma iluminação própria. Abaixo: O convés de botes do cenário visto sem adição de iluminação adicional, algo bem próximo ao visual do verdadeiro navio. O erro proposital aqui é a iluminação nas bases das chaminés.
 
Dois navios "iguais"

Devido a notória escassez de fotos verídicas dos interiores do verdadeiro Titanic, que foi fotografado em apenas poucas ocasiões antes de sua viagem de estreia fatal, durante a produção do filme "Titanic" a enorme equipe de historiadores e artistas da produção do filme recorreu às fotos de época de seu navio irmão, o RMS Olympic, do qual existe uma quantidade e variedade muito grande de registros fotográficos obtidos durante sua carreira de 24 anos navegando na mesma rota em que o Titanic sucumbiu em sua primeira e não terminada travessia.

Olympic e Titanic eram considerados navios gêmeos porque foram construídos sobre o mesmo projeto geral, tinham o mesmo comprimento, mesma altura e mesma largura, além de que tinham o mesmo padrão de luxo, e suas decorações interiores, quando não idênticas, eram versões muito similares uma da outra. Ambos os navios foram construídos pelos Estaleiros Harland and Wolff, de Belfast, capital da Irlanda do Norte, ao mesmo tempo, pelos mesmos trabalhadores, com os mesmos materiais... a diferença é que o Olympic fez sua viagem inaugural em junho de 1911, dez meses antes da viagem de estreia do Titanic, que naufragou em sua primeiríssima viagem em abril de 1912. Com uma carreira de transporte de grande prestígio o Olympic navegou durante 24 anos na rota do Atlântico Norte até que foi demolido em 1935, e grande parte de sua decoração e objetos interiores foi a leilão. Abaixo: A Grande Escadaria dianteira da 1ª classe recriada para o filme, copiada diretamente das fotos de época do Olympic.

 
Uma vida feliz depois do naufrágio...


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Você sabia que boa parte das fotos nos porta retratos da personagem ficcional "Rose Calvert" exibidas no filme "Titanic" (1997) são apenas montagens? 

De maneira muito inteligente o cineasta canadense James Cameron conseguiu demonstrar em seu filme "Titanic" (1997) que a sua personagem ficcional, Rose De Witt Bukater (Kate Winslet), teria levado uma vida feliz e plena depois da tragédia... O recurso para sinalizar a vida feliz de Rose é que ela já idosa (interpretada então pela atriz Gloria Stuart) carrega junto de si para onde quer que vá suas antigas fotos em porta retratos, tiradas enquanto ainda era jovem, depois de se tornar uma sobrevivente do Titanic.

Nas fotos em questão a personagem aparece em variados momentos, sempre feliz e sorrindo, levando uma vida de aventuras, aparentemente realizando todos os sonhos sobre os quais conversara com seu par romântico Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) enquanto se conheciam no Titanic. 

Grande parte destas famosas fotos trata-se nada mais do que montagens, feitas através de alteração digital com a inclusão da atriz Kate Winslet em antigas fotos de arquivo. As fotos de Kate foram pré planejadas e tomadas de maneira com que ela se encaixasse perfeitamente nos retratos pensados por James Cameron.
 
Uma tábua de salvação: Rose deixou Jack para a morte?
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Ah... mas quem é que não ficou indignado com as dramáticas cenas finais de Titanic, quando o jovem casal apaixonado vê-se arrastado pelo turbilhão do desastre, obrigados a procurar salvação em meio a uma mar de moribundos e destroços, agonizando no mar glacial após o Titanic finalmente desaparecer abaixo dos pés das infortunadas 1.500 almas que permaneceram no navio, sem a esperança de tomar lugar em um bote salva vidas?

Jack e Rose agarram-se a primeira esperança de salvação que encontram boiando, nomeadamente uma famigerada "porta de madeira" (que na realidade NÃO trata-se de uma porta, mas um painel de revestimento do navio), e nela tentam abrigar-se precariamente contra a gélida temperatura da água, que naquela madrugada mataria a quase totalidade dos náufragos mesmo antes de um dos botes voltar à procura de sobreviventes. Num cavalheirismo que levaria à sua própria morte, Jack abandona sua chance de sobreviver por mais algum tempo, cedendo o artefato de madeira onde Rose se abriga flutuando na escuridão, sem largar por momento algum a mão de seu amado, enquanto juram seu amor e a protagonista promete seguir adiante, se tornando uma sobrevivente.

Durante muitos anos após o filme, que foi lançado em 1997, arrastou-se o mito popular de que Jack poderia sim ter se salvado junto de Rose, caso a garota não tivesse tomado todo o espaço apena para si, sem fazer menção de salvar também seu companheiro. Não era para menos, afinal de contas numa das cenas onde Rose aparece vista de cima a ilusão é de que realmente ali havia espaço mais do que suficiente para o casal.

Em 2012, num dos episódios de "Caçadores de Mitos", exibido no Brasil pelo canal por assinatura Discovery Chanell, os especialistas em efeitos especiais Adam Savage e Jamie Hyneman reconstruíram o artefato com material e dimensões idênticas à tábua de salvação que Rose usa no filme Titanic, e se aventuraram em várias peripécias sobre a água, para tentar desvendar o mito de que a tábua poderia sim ter salvado os dois, e que o desfecho do filme poderia ter sido diferente, com ambos os protagonistas salvos. Resultado: SERIA IMPOSSÍVEL sob as condições encontradas por Jack e Rose, visto que o artefato apesar de ter dimensão suficiente para acomodar ambos, não tinha poder de flutuação para manter ambos fora da água até que fossem resgatados por um bote. E se ambos tivessem se alçado para cima da tábua de salvação, ficariam semi imersos na água, logo pereceriam de hipotermia assim como as demais vítimas da tragédia.

A única hipótese que possibilitaria a salvação de ambos sobre a mesma tábua seria de que o casal tivesse a presença de espírito incomum e instinto digno de um MacGyver, e amarrassem o colete salva vidas de Rose abaixo da tábua, aumentando assim seu poder de flutuação, permitindo que o objeto sustentasse o peso de ambos sobre a água, prolongando então as esperanças de salvação até que fossem resgatados por um bote.

E assim cai por terra um mito popular do cinema, que indiferente aos testes físicos divertidos colocados em prática pela dupla dinâmica de cientistas, parece seguir ignorando às provas da física colocadas em prática pelo Caçadores de Mitos. Sob condições realistas e livre das fantasias de "faça você mesmo sua jangada na escuridão, em pânico e no mar glacial"... o casal não teria sobrevivido junto caso tentassem flutuar lado a lado; a não ser, é claro, que assistissem aos programas do MacGyver.
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Um Titanic feito em módulos

Em favor de mostrar o Titanic sendo engolido ao vivo frente às câmeras sem a ajuda de efeitos de computador em algumas das cenas, James Cameron optou por construir o cenário em módulos desmontáveis para que parte do navio fosse alojada sobre um potente sistema de elevação e rebaixamento hidráulico.

As mais notáveis cenas externas onde este efeito foi utilizado foram os momentos em que a água invade violentamente a área dianteira do convés de botes, tomando conta da ponte de comando, e engolindo literalmente centenas de atores e dublês frente às câmeras. Para atingir este efeito realístico a seção dianteira do navio de mais de 50 metros de comprimento foi suspensa diretamente sobre um sistema de elevação capaz de afundar o cenário no ritmo necessário num tanque com 12 metros de profundidade. Nas primeiras tentativas efetuadas, já com utilização de água, notou-se que o cenário estava absorvendo o choque, e naufragando de maneira lenta demais, o que obrigou a equipe de técnicos a remover do navio os componentes que estivessem atrapalhando o afundamento da maneira adequada, e assim então o efeito realístico rápido foi alcançado.
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Um filme com muito oceano... mas oceano real só mesmo no fim

Ao lado - As dramáticas cenas do resgate dos sobreviventes da tragédia. Para representar o Carpathia nas telonas, Cameron optou por inserir o navio no horizonte através de uma pintura digitalmente inserida por computação na pós produção; para as cenas de convés, onde os sobreviventes são brevemente mostrados em estado de choque após o resgate, a habilidosa produção de arte reconstruiu com esmero de detalhes uma fração dos conveses dianteiros do Carpathia, onde então as cenas foram rodadas sem acréscimo de efeitos gráficos.
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Apesar da ação se passar quase 100% no oceano, apenas uma das últimas cenas do filme foi gravada realmente no mar, nomeadamente a cena em que os poucos botes salva-vidas remam em direção ao navio de resgate, o Carpathia, que é visto no horizonte rodeado por vários icebergs no amanhecer da tragédia. Apesar de ter sido gravada de fato no oceano, esta cena recebeu retoque digital com a adição de um novo céu com as cores do amanhecer do dia e inclusive o navio salvador, o Carpathia, foi introduzido por efeitos através de uma pintura. À exceção das cenas do navio de pesquisa "escarafunchando" para encontrar o colar no fundo do oceano no começo do filme e as cenas dos escombros reais do Titanic, todas as demais cenas foram gravadas exclusivamente nos Estúdios Fox em Baja California. Abaixo: O navio de resgate, o Carpathia, e o passo a passo da cena que foi composta através de computação.
 
Crédito 

Edição de texto e imagens por Rodrigo, Titanic em Foco

15 comentários:

Andresa SJ disse...

Cada vez que leio artigos e postagens sobre o Titanic descubro mais coisas.Pelo jeito há para se descobrir sobre ele e o filme também e cada vez que encontro algo dele me emociono bastante.

Anônimo disse...

http://magnificenttitanic.tumblr.com/

https://www.youtube.com/watch?v=rs9w5bgtJC8

Desde a publicação da nossa animação em tempo real do naufrágio do Titanic em 14 de abril, que ultrapassaram 2,5 milhões de acessos em menos de uma semana! Na verdade, seus quase 2.700.000 vistas como das propagandas! Obrigado por todo o apoio e ações, bem como o número de doações foram chegando, e os meios de comunicação têm feito reportagens sobre isso.
Recebemos um monte de comentários positivos de pessoas, incluindo uma mensagem especial, que nós realmente gostaria de compartilhar com você do artista marítimo Ken Marschall:

Anônimo disse...

Tom, Kyle, Matt,
Obrigado por uma noite absolutamente incrível e memorável! A palavra "impressionante" é tão usado em demasia hoje que é quase sem sentido. Impulsivas ouvir as pessoas dizerem depois que alguém passa o sal. Mas esta noite nos deu algo verdadeiramente impressionante. Eu ouvi ao vivo aqui no sul da Califórnia, de animação YouTube no momento exato em que ele gritou em sua contagem regressiva. Tudo funcionou perfeitamente. Eu esperava ver alguns dos que antes de fazer o jantar, mas eu estava instantaneamente fascinado e não podiam ser separados. Eu fui para a tela cheia, sentou-se de novo ... e testemunhei a história - e horror - mais uma vez implantar uma maneira fresca, evocativa e assustadora que eu já vi.
O filme de Jim Cameron foi impressionante o suficiente, certamente, mas algo apenas observando isso ainda impor evento terrível da segurança de uma distância tranquila, não editada, momento a momento, em tempo real, que é estranhamente fascinante e atraente. Esta foi uma obsessão, experiência totalmente nova para mim, e eu não acho possível; quando se trata de Titanic, eu pensei que tinha visto e feito tudo. Aboard "Azamara Journey" para o centenário, no local exato dos restos, seguimos ao longo de nossos relógios, para fazer uma experiência única e emocional para ter certeza, estar no lugar certo, exactamente nas mesmas estrelas ..., um evento comum muito memorável. Mas testemunhar o colapso real de longe, vendo as fileiras de vigias desaparecer lentamente bem na frente dos nossos olhos, vendo a lista de portas que ela desenvolvidos perturbador ... eles estavam se movendo e novas experiências surpreendentes. Bravo foi tão obviamente uma enorme quantidade de pesquisa e trabalho.

Anônimo disse...

E o que uma educação! Algumas revelações surpreendentes para mim. Assumindo que o calcanhar grave retratado porta é exato, foi notável ver que a ré lado da porta do arco inundado bem antes da haste. Sem pensar, eu sempre apenas aceitou a cena icônica no filme de Cameron, onde a água começa a fluir sobre a ponta do arco (que não teve parte no cálculo ou de controlo do fluxo de tão grande em miniatura). Agora, para ver que, porque a lista de navio pura e do porto, a bombordo das primeiras inundações proa e estadias colmo seco por tanto tempo, é simplesmente impressionante. E como você mencionou em sua história (novamente, assumindo que a animação é preciso), a taxa de afundamento aparente realmente retarda a um grau surpreendente depois de um tempo. Eu vi com espanto quanto tempo o topo da haste tronco permaneceu seca, afundando em um ritmo tão lento que era quase imperceptível.
Assustador como o inferno para ver os vigias desaparecer lentamente. No entanto, em geral, o afundamento progride muito mais rapidamente do que você imagina. É incrível o quão longe o navio tinha afundado antes que os homens foram finalmente enviar wireless tal angústia e barcos foram descobertos. Estar fora do navio a uma distância que você pode ver claramente a situação extrema, enquanto o perigo era muito menos evidente para as pessoas a bordo. Revelação. Impressionante ver qualquer barco salva-vidas atividade com o barco afundado em o que era.
Como eu acho que Tom disse durante o podcast, você não pode ajudar, mas compreender como próximo Titanic foi a rolar. Se as coisas tivessem sido pouco empresa menor, e, geralmente, fazer com afundar navios, eles poderiam ter facilmente derrubado. Imaginar o horror ... com todas aquelas pessoas.
É incrível o que você fez em uma semana de antecedência e (presumivelmente) com um orçamento apertado. Claro que há um monte de atualizações / melhorias que poderiam ser feitas com o modelo CG, o fundo do céu, etc., mas, como explicou, eles estavam trabalhando com um modelo mais antigo. Imagine o que você poderia fazer se você tivesse um milhão de dólares para jogar com isso, uma simples mudança de bolso nesta época de filmes 150 milhões? Ou US $ 10 milhão! - Ser um número baixo no mundo dos media / entretenimento de alta tecnologia de hoje. Imagine adicionar pessoas animadas, uma estrela com planetas e da Via Láctea, mais efeitos de som (string música distante ecoando através da água), campo direito e assim por diante.
Sua câmera muito lento se move em torno do navio são maravilhosos, habilmente feito e muito bem pensado, o que nos coloca no lugar certo para ver os eventos mais importantes à medida que ocorrem. E efeitos sonoros existentes do barco são excelente - perturbadora e de pesadelo.
Parabéns e obrigado novamente por todo o seu trabalho na criação desta e para uma nova experiência de tirar o fôlego.
conhecido

Ken

Priscilla disse...

Olá Rodrigo... gostaria de fazer uma pergunta... não sei se você já ouviu falar de um livro,na verdade uma coleção com dois livros a respeito do Titanic... chamado "Titanic... the ship magnificent" e se vc já ouviu falar... se conhecer alguém ou algum site de confiança que venda... desde já obrigada!!!

Rodrigo Piller disse...

Oi Priscilla, td bem?

Eu conheço, inclusive utilizei ambos como fonte de pesquisa enquanto construía meu modelo, os livros já são referência hoje. Eles estão disponíveis apenas pela livraria Cultura se não e engano, mas a preço muito alto. No site Amazon também estão, mas aí demanda que você tenha a possibilidade de comprar com crédito internacional.


Até mais, abraço.

Cora disse...

Boa noite Rodrigo !
Parabéns pelo post e pelo seu incrível Blog!
Conheci muitos blogs sobre o Titanic desde que lançaram o filme homônimo, em 1997. Alguns até internacionais, mas nunca vi e li, riqueza de detalhes e uma pesquisa tão apaixonadas, como as que encontrei em teu espaço.
Estou lendo tudo que posso aos poucos, seu trabalho é muito bom !!! Muito obrigada por compartilhar seu conhecimento com outras pessoas!!

Ontem, 29/06/2016, assisti na tv à cabo, um documentário sobre o Titanic, que acredito, você conheça.
O título brasileiro foi:
"Titanic : Mistério Resolvido", de 2007. Mapeando os destroços bem do meio do navio, nunca vistos até aquele ano, p/ tentar descobrir porque o navio partiu-se.
Achei muito bem feito! Até testes com réplicas dos rebites foram apresentados.
Mas percebi que alguns detalhes como fotos que mostravam como sendo do Titanic, eram do Olympic. E é claro, logo lembrei das matérias em teu blog, explicando qtas vezes as fotos do Olympic serviram p/representar seu navio-irmão , o Titanic.

Rodrigo, se for possível gostaria de saber sua opinião sobre este documentário.
Ele é o melhor documentário sobre o Titanic disponível ?
Ou se houver outro, poderia indicar-me ? Tenho um blog sobre Barbies atualmente (nada a ver, não é ki ki ), mas desde criança sou fascinada pela historia do Titanic.

Tenho alguns livros sobre o tema, os que mais gosto são 2: um bem grande do Ken Marshall, com pinturas lindas e figuras em relevo do navio e "Titanic, o Naufrágio", de Leo Marriot. Abraços , Cora :)

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Oi Cora,

obrigado pelas palavras de apoio ao blog, isto é um presente para mim, já que o blog não tem fim lucrativo. Saber que o conteúdo é bem visto é um incentivo para que eu o mantenha disponível. Sou amador, mas tenho carinho pelo assunto, então faço aquilo que é possível.

Eu lembro deste documentário superficialmente, ele é de 2012, e está na lista dos melhores com certeza da última geração, e conta com a participação de nomes importantes e conhecidos. Onde houver a presença de Ken Marschall e Parks Stephenson, tenha a certeza de que o conteúdo é muito relevante. Eles só se envolvem em realizações de qualidade. E todos os documentários que são baseados em pesquisa de primeira mão in loco tendem a sempre ser muito relevantes porque não estão remastigando a história, mas reescrevendo-a através de novas evidências.

Dos documentários mais recentes eu não saberia indicar muitos, porque o movimento de 2012 acabou me deixando sem tempo para digerir este conteúdo, especialmente porque em 2014 me envolvi com a criação de minha maquete, trabalho que consumiu vorazmente minha disposição por 2 anos inteiros, período em que não tive tempo ou disposição para as mídias, já que eu estava saturado com muito trabalho e muita pesquisa. Eu cheguei a ver vários em 2012, mas com atenção de fato eu assisti apenas o "Titanic Final Word with James Cameron", que é um dos de maior relevância dos últimos anos, junto com este que você indicou.

Da lista dos antigos, tem vários que são "obrigatórios", pela relevância absoluta de seus conteúdos, alguns deles são

Os Segredos do Titanic
Ghosts of the Abyss
Mundos Perdidos: Construindo o Titanic
"Secrets of the Dead" Titanic's Ghosts
Titanic: Birth of a Legend
Titanic's Final Moments: Missing Pieces

Alguns destes docs eu sequer assisti em português, então não sei dizer se todos foram televisionados por aqui ou foram disponibilizados com legenda ou dublagem.

Continue com seu trabalho com seu blog, eu acredito que mesmo que não haja fim lucrativo, como é o meu caso, este movimento de publicar e manter um conteúdo, conversar com as pessoas, interagir e trocar informações... traz muitas coisas boas, e isso paga todo o trabalho. Nada se perde quando é feito com vontade, prazer.

O Titanic é um imenso quadro de arte, história, design, cultura... E o caminho que eu encontrei para não ficar saturado, é hora e outra me afastar do quadro, para esquecer destas formas. Quando volto, as formas estão ainda lá, mais vivas, mais interessantes e com detalhes que me passaram batidos e que sempre se expandem para novas formas. Poderia estar saturado depois de tantos anos sendo um curioso e buscando inspiração pra arte nesta "aura" que cerca Titanic, mas nestas idas e vindas, a curiosidade e esta "reverência" não esmaece.

Até mais, seja bem vinda, e novamente obrigado pelas palavras. Vamos em frente, o Titanic é história, é arte, é cultura, é cinema, e cult... e tem sempre algo proveitoso para mostrar, algo inspirador, curioso, surpreendente, uma história universal.

Cora disse...

Olá Rodrigo !
Obrigada por responder-me. Desculpe-me o erro ao datar o documentário. Tive a impressão que os dubladores falaram que a expedição tinha sido em 2007.

Muito agradecida igualmente, pela lista de documentários que indicou-me. Vou anotar e procurar para assistir.

Sei que Ken Marschall é além de um talentoso artista,
um estudioso dedicado e entusiasta, sobre o Titanic.
Na verdade, foi qdo o reconheci no documentário, que animei-me ainda mais em continuar a ver.

Você mencionou algo realmente relevante para mim; documentários que avançam em descobertas e fatos novos sobre o navio, ao invés de repetir a história que já conhecemos.

Estou muito feliz em ter encontrado seu Blog, e por você ter respondido minhas perguntas.
Continue com seu trabalho excelente!
Sucesso em sua Maquete !!!Abraços !
Cora :)

Cora disse...

Oi Rodrigo !
Esqueci de agradecer pelo incentivo ao meu Bloguinho.
Você tem razão, qdo amamos um tema e escrevemos sobre ele é realmente muito gratificante !!!
Abraços,
Cora :)

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Obrigado novamente, seja sempre bem vinda.

Espero poder manter o blog e expandir o conteúdo lentamente. Eu terminei meu modelo em no último dia 02 de abril, e de lá pra cá ele foi tema de três reportagens, a última delas foi uma curta apresentação ao vivo no "Encontro com Fátima Bernardes", em 14 de junho passado, onde tive o prazer de estar ao vivo muito brevemente.

Depois de ter recebido uma uma enorme de apoio ao meu trabalho com a maquete, eu vi o quanto o Titanic continua forte, ele é uma lenda, e não fosse a notoriedade de seu nome, nem metade desta onda teria vindo de encontro a mim que sou amador. Com o tempo, se as oportunidades permitirem, quero ter o prazer de voltar a construir um modelo melhor, que possa estar a disposição em algum lugar público, um museu ou uma mostra, porque a história merece ser sempre recontada da melhor forma possível. A arte é a mais interessante destas formas.

Se você não viu, aqui está a matéria onde eu conto sobre meu trabalho na maquete. A matéria é absurdamente grande, mas os vídeos no comecinho dela mostram tudo de maneira compacta. Grande abraço ;)

http://titanicemfoco.blogspot.com.br/2016/04/maquete-do-titanic-brasileiro-dedica-22.html

Cora disse...

Boa noite Rodrigo,
Obrigada mais uma vez pela gentileza em responder-me.
Vou ver o link de sua maquete, sim ! Agora tenho mais tempo livre. Eu e meu marido começamos uma maquete do Titanic em 1997. Recebi de presente de meu irmão, mas até hoje não terminamos, não sei qual é a escala, mas deve ter uns 60 cm de comprimento.. um dia vamos terminar, se Deus quiser.

Nossa !! Vi que houve uma exposição sobre o Titanic em Curitiba em 2011. Curitiba é onde moro! 2011 foi um ano duro para mim, provavelmente por isso não soube da exposição.
Adorei tudo que você e seu amigo relataram.
Tomara que haja outra exposição ao Paraná no futuro.

Já estou correndo atrás dos documentários, um deles eu já tinha...veio junto a 2 fitas VHS, edição especial do filme Titanic, é o documentário do James Cameron. Mas vou continuar na procura dos outros! Mais uma vez obrigada pelas dicas!

Abraços e abençoado fds !
Cora :)

Anônimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=vTz0cz3NTKs

https://www.youtube.com/watch?v=jyUyVaqJOSM

https://www.youtube.com/watch?v=a2VBIFizVrM

https://www.youtube.com/watch?v=rPRsN7cPs6Y

https://www.youtube.com/watch?v=8Bc4mkboF8k

https://www.youtube.com/watch?v=MAAEy1mj_tg

https://www.youtube.com/watch?v=EuDXVmllPY8

https://www.youtube.com/watch?v=k2WXKWstYAA

Gleiton Teixeira disse...

Rodrigo, tudo bem ? Sobre a cena do Fabrizio e o Call, ela "aparece" em um trailer no dvd de 2005, tem um trailer bem pesado, com uma música forte e a imagem e som estão ruins, ai aparece o Call batendo o remo contra a água, eu li a curiosidade e lembrei do trailer.

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi Gleiton, tudo certo

Exatamente, o fragmento do trailer é justamente desta cena não divulgada. Pode ser que eventualmente um dia ainda seja divulgado numa versão comemorativa conteúdo adicional, nunca se sabe. Cameron deu uma aliviada em alguns dos momento pesados, assim como fez ao omitir o desfecho de Cora, que foi divulgado nas cenas deletadas.

No roteiro do filme a descrição da morte de Fabrizio é bem triste, Cameron descreveu em poucas linhas, mas dá para entender bem o contexto...

Até