
1. Salão de Jantar da 1ª classe (convés D) .. 2. Salão de Jantar da 3ª classe (convés F) .. 3. Lounge da 1ª classe (salão de estar, convés A) .. 4. Sala de Leitura da 1ª classe (convés A) .. 5. Convés de Passeio Particular das suítes B 51 B 53 e B 55 .. 6. Sala de Ginástica (convés de botes) .. 7. Cúpula de ferro, bronze e vidro da Grande Escadaria de Proa .. 8. Banho Turco (sauna, convés F) .. 9. Grande Escadaria de Proa (convés de botes, 1ª classe) .. 10. Recepção e Sala de Música da 1ª classe (convés D) .. 11. Convés de Passeio (convés A) .. 12. Piscina da 1ª classe (convés F).Os quase 100 anos de fama e memórias relacionadas ao Titanic trazem consigo um gigantesco misto de arte, sonho, história, drama e tragédia. Ao citar a palava Titanic, a primeira imagem que vêm a mente da grande maioria de todos nós é a do grandioso navio e o triste fim encontrado por 2/3 das pessoas que nele embarcaram em 10 de abril de 1912.
As fontes documentais que registram os aspectos do Titanic são inúmeras, e estão espalhadas nos livros, documentários, filmes e na Internet; a parte trágica da história se estende em tantas direções quanto um punhado de peoira dispersa no vento. E apesar da imensa divulgação direcionada ao Titanic, não há uma grande quantidade de fontes fixas que registram especialmente os seus aspectos interiores, de modo que estas informações são fragmentadas na maioria dos casos.
Em uma tentativa de registrar os aspectos interiores do Titanic de modo suscinto e concentrado, o TITANIC EM FOCO traz a matéria a seguir, que faz um registro compacto de como eram as acomodações interiores do transatlântico mais famoso da história marítima mundial.
BOA LEITURA
IMPORTANTE - A maior parte das imagens nesta matéria é proveniente do RMS Olympic, o "navio irmão" do Titanic. Apesar das diferenças mínimas entre os dos dois navios, historicamente se sabe que as acomodações de ambos eram praticamente idênticas. Portanto, na grande maioria dos casos usa-se fotos do Olympic para se poder entender como foram os interiores do Titanic, do qual existem raras imagens devido à sua curtíssima vida, interrompida pelo naufrágio em sua viagem inaugural. Em casos de fotos reais do Titanic, haverá uma clara indicação na legenda.
Os interiores do Titanic
Como na maioria dos navios da época do Titanic, as instalações de primeira classe eram localizadas na parte central do navio, onde as vibrações e o balançar do navio eram minimamente sentidas. O navio tinha seus andares designados por letras (Convés A, Convés B, Convés C,...), com exceção do andar superior, chamado Convés de Botes.
A primeira classe abrangia desde o andar superior (Convés de Botes) até o Convés E, enquanto que a maioria dos outros conveses eram também divididos com a 2ª e 3ª classe. Neste panorama o convés A era uma exceção, uma vez que continha apenas instalações de primeira classe. Nos outros conveses a primeira classe ficava ao centro do navio, a segunda classe ficava nas bordas e a terceira classe se localizava na popa e na proa, onde o barulho e as vibrações eram mais evidentes.
Lawrence Beesley, passageiro da 2ª classe aproveita a oportunidade para pedalar em uma bicicleta estacionária do Ginásio da 1ª classe do Titanic em 10 de abril de 1912. Nem na mais longínqua imaginação ele saberia da tragédia da qual ele sobreviveria 5 dias depois desta foto, tampouco que sua estadia no Titanic seria registrada em um livro de sua própria autoria, no qual contaria a sua experiência a bordo.
Na fotografia pode-se notar a composição do piso, que era de linóleo com peças brancas, intercaladas com pequenos losangos pretos. À frente das duas bicicletas estacionárias um grande marcador que permitia aos passageiros a disputa de uma corrida de velocidade.
À ré das duas bicicletas havia um saco de pancadas que pendia do teto, disposto ali para o treino de BOXE.
Na extrema direita da parede ao fundo havia uma porta que acessava diretamente a Grande Escadaria de Proa, possibilitando aos passageiros sair do Ginásio sem a necessidade de se expôr ao tempo no Convés de Botes. O Ginásio era um dos ambientes mais iluminados do navio, visto que as grandes janelas arcadas de vidro texturizado permitiam a entrada de muita luz natural. ( acima: janelas arcadas do Ginásio do RMS Olympic, com padrão idêntico às instaladas no Titanic)
As classes eram altamente isoladas, e era teoricamente proibido passar de uma classe para a outra. Haviam placas nos acessos que indicavam aos passageiros que eles eram proibidos de freqüentar determinada área. Na prática, era completamente impossível, por razões de saúde, um passageiro de terceira classe entrar em contato com as outras classes, porém as barreiras entre a primeira e segunda classe eram mais flexíveis. (Na foto ao lado, cenário do filme "Titanic": AVISO Passageiros da 3º classe não são permitidos além deste ponto).
É sabido que um passageiro da primeira classe poderia visitar um amigo que estivesse viajando na segunda classe. Da mesma forma, antes do início da viagem, os passageiros de segunda classe poderiam visitar as acomodações da primeira classe antes da partida do navio. Assim Lawrence Beesley, um passageiro de segunda classe, foi fotografado em uma bicicleta no Ginásio do Titanic, um local reservado apenas para a primeira classe.

Ponte de Comando

BROWN'S PATENT TELEMOTOR - ROSEBANK IRONWORKS, EDINBURGH.

Um dos telégrafos de bronze que compunham a Ponte de Comando do Titanic, recuperado dos escombros do navio a quase 4 Km de profundidade.
A Ponte de Comando, no alto da superestrutura do navio, era o centro de comando da navegação do Titanic.
Ponte de Comando, em sua descrição original, se refere a uma estrutura similar a uma passarela que atravessa a largura de um navio, permitindo que os comandantes tenham vista para a frente e para os lados da embarcação quando atracado ou em movimento. Por volta do ano 1900, as empresas começaram a instalar janelas de vidro nas pontes de comando dos novos navios, o que protegia os oficiais do mal tempo e do vento frio.
A fotografia acima foi tirada a bordo do RMS Olympic, o navio-irmão do Titanic, e mostra a variedade de instrumentos na Ponte de Comando. Os telégrafos retransmitiam ordens de velocidade para a casa das máquinas e para a plataforma de atracagem localizada no extremo final do navio. Na foto se vê o timão (volante do navio), os controladores de acionamento dos apitos, e uma das bússolas. O Titanic tinha quatro bússolas, cada uma delas situada numa redoma de latão dourado acima de um pedestal de madeira chamado de bitácula ( esquerda).

O timão localizado nesta posição no navio era usado para a navegação em tempo bom e também ao entrar e sair do porto. O suporte do timão foi recuperado durante a expedição realizada pela RMS Titanic INC no ano de 2000.
O Capitão Edward John Smith fotografado à bombordo do Titanic, em frente a entrada para a ponte de comando. Pela vidraça vê-se o topo de um dos telégrafos que integravam as comunicações a bordo do navio. A foto foi tirada em Southampton no dia 09 de abril de 1912, um dia antes da partida e apenas 6 dias antes do naufrágio do Titanic e a morte do Capitão Smith.

A casa do leme reconstruída para os cenários do filme Titanic, de 1997. Dentro da casa do leme o timoneiro poderia pilotar o navio sem estar exposto ao clima frio tal como na ponte de comando, situada à frente.
Durante um tempo mais frio, o timoneiro se mudaria para a casa do leme, pequena e aquecida, que continha um timão adicional, uma bússola e um painel de telefones que ligava a ponte às estações importantes ao redor do navio. Uma dessas estações era o cesto da gávea, onde Frederick Fleet, sem a ajuda de binóculos, avistou o iceberg as 11:40 da noite em 14 de abril de 1912. Após tocar o sino três vezes, anexado ao cesto da gávea, telefonou para a ponte e exclamou: "Iceberg logo à frente!"
O Primeiro Oficial Willian Mc Master Murdock prontamente ordenou ao timoneiro Robert Hichens para virar o timão em uma tentativa desesperada de evitar a colisão com o iceberg. Nos próximos 37 segundos, a proa do Titanic virou 22 graus para bombordo (direira) e afastou-se do iceberg o suficiente para evitar uma colisão frontal no gelo, mas não o suficiente para impedir as perfurações fatais em sua lateral.

O Titanic possuía dois megafones de latão, ambos foram recuperados a partir do local do naufrágio. Em circunstâncias normais, eles eram usados para gritar ordens de ancoragem da Ponte para a proa do navio. No entanto, na noite do acidente, os oficiais usaram para coordenar o lançamento dos botes salva-vidas.
Cena excluída do filme Titanic (1997) que reproduz o uso de um dos megafones do navio pelo Capitão Edward John Smith (Bernard Hill) ao chamar de volta para o navio o bote salva-vidas Nº 06.


O Convés de Botes do Titanic em uma fotografia tomada enquanto o navio esteve ancorado na cidade de Queenstown, Irlanda, em 11 de abril de 1912, sua segunda parada. Dezenas de espreguiçadeiras são vistas recostadas na plataforma elevada do teto da Sala de Fumantes. Estas cadeiras dobráveis eram locadas pelos passageiros através do balcão do Comissário de Bordo, no Convés C, e não poderiam ser levadas e trazidas para qualquer lugar no Convés, tinham marcação de local fixo onde deviam ser colocadas.
O Titanic tinha a reputação de ser espaçoso, o que é evidenciado pela plataforma superior do navio com seu vasto passeio com piso revestido de pinheiro. Navios mais antigos eram cheios de equipamentos de ventilação, clarabóias, cabos de aço e botes salva-vidas, mas os projetistas do Titanic mantiveram todos esses recursos em requisitos mínimos em virtude de liberação de espaços.
Lâmpadas elétricas iluminavam o convés superior. Tetos elevados sobre o Convés de Botes formavam terraços em que os passageiros podiam passear ou jogar. Se o exercício não estivesse nos planos, bancos foram estrategicamente colocados para descanso e contemplação do mar.
No vídeo abaixo um teste de som com um real conjunto de apitos resgatado dos escombros do Titanic. O som emitido possivelmente não é o mesmo que teria sido em 1912, devido ao fato que o artefato permaneceu por mais de 74 anos no fundo do oceano e o teste foi executado com um nível de pressão inferior ao que realmente era utilizado no início do século, quando o Titanic fez sua 1ª e única viagem.
(abaixo) Os apitos do Titanic tal como reproduzidos nos cenários do filme Titanic (1997), possivelmente um som muito próximo ao que realmente o Titanic emitiu em 1912 quando prestes à partir em sua primeira e única jornada em direção à América. (direita) Um conjunto de apitos reais resgatado dos escombros do navio.

Altamente visíveis nas áreas de passeio aberto estavam as quatro imponentes chaminés, três das quais eram totalmente funcionais, com uma chaminé extra adicionada para completar a simetria de design. Anexado a cada uma das chaminés havia um conjunto de apitos. Os apitos instalados nas duas chaminés da frente eram funcionais e eram operados eletricamente a partir da ponte de comando. Os apitos das duas últimas chaminés não eram funcionais, sua presença visava completar a simetria entre as quatro chaminés.
Estas imensas estruturas com altura máxima de 22 m e largura máxima de 7,30 m, tinham como função central a eliminação dos gases (fumaça) da queima do carvão nas caldeiras do navio, mas também carregavam as cores tradicionais presentes nos navios da Companhia White Star Line, uma espécie indefinida de marrom-alaranjado com topo pintado de preto. Era nelas também onde os potentes apitos (acima) foram instalados com escadas de acesso e onde haviam várias tubulações e canos de eliminação de vapor excedente.
Entre as quatro chaminés, a 4ª delas (ultima, à ré) fugia às funções primárias, visto que não estava conectada às saídas das fornalhas de carvão e atuava apenas na eliminação dos gases da sala de máquinas, fumaça da lareira da Sala de Fumantes e fumaça das cozinhas; servindo também como duto de ventilação para várias partes do navio. Hoje conhecida hoje como "falsa chaminé" ou "chaminé decorativa", termos incorretos, visto que esta chaminé era tão funcional quanto as outras, apenas servia à funções diferentes das 3 primeiras. Seu grande e principal diferencial era de que ela não expelia a conhecida fumaça negra assim como as outras.

Ao contrário do que fora mostrado no filme "Titanic" de 1997 (na cena acima), as chaminés do Titanic na realidade não possuiam nenhuma iluminação noturna especial. A única luminosidade que recebiam era indireta, vinda das fracas lâmpadas que iluminavam o convés, portanto as quatro se apresentavam bastante obscuras durante a noite, difíceis até mesmo de serem vistas à distância.
Abaixo: A reconstituição gráfica ilustra de modo muito próximo como possivelmente seria a aparência do Titanic durante a noite, uma luminosidade muito inferior à que fora mostrada no filme Titanic, especialmente em relação às 04 chaminés.À direita: Uma das chaminés do Olympic recebendo retoques na pintura nas docas da White Star Line, em Southampton, Inglaterra . A tubulação à esquerda e à direita permitia a eliminação de vapor excedente. À direita também se pode ver um dos apitos com sua própria tubulação de vapor.
A área de passeio da primeira classe ficava no meio do navio no convés superior, enquanto que o passeio de segunda classe, ficava à ré, no final do convés de botes. Em 1912, as leis que regiam a capacidade de bote salva-vidas estavam absurdamente antiquadas. Através de uma peculiaridade na regulamentação, o número de botes salva-vidas dependia dos metros cúbicos do navio. Este regulamento exigia que Titanic tivesse capacidade para evacuar apenas 950 passageiros. Embora o Titanic estivesse equipado com mais botes do que a lei exigia, com seus 20 botes salva-vidas ainda não se poderia evacuar todos os passageiros em caso de emergência.
Após a colisão com o iceberg às 11:40 h da noite de 14 de abril, foram perdidos minutos importantes no exame, avaliação e início do processo de evacuação. Finalmente, às 00:45, o bote salva-vidas de estibordo nº 7 foi colocado para fora suspenso em um turco para iniciar a aterrorizante descida de sete andares para o mar. Neste bote estavam apenas 28 pessoas, muito longe dos 65 que tinha sido projetado para transportar. Nestes momentos, era difícil convencer os passageiros de que uma pequena embarcação em mar aberto seria mais segura do que o quente, bem iluminado convés do Titanic.

Sala do Telégrafo / Marconi Room

A única fotografia conhecida da Sala de Telégrafo do Titanic, de costas, operando o aparelho de telégrafo, está o operador Harold Bride. Harold sobreviveu à tragédia com os pés feridos pelo congelamento, mas perdeu seu companheiro de trabalho, Jack Philips.
A sala de telégrafo era localizada no Convés de Botes, perto da ponte de comando do navio, nela trabalhavam dois operadores de telégrafo empregados da Companhia Marconi. Seus trabalhos principais eram de receber e enviar mensagens por ondas de rádio usando o código Morse.
Uma reconstituição gráfica da Sala de Telégrafo do Titanic. Esta é uma recriação virtual com extrema atenção histórica e aos detalhes.
Os operadores da sala de telégrafo eram contratados exclusivos, não eram considerados parte da tripulação normal. Os uniformes usados por eles eram diferentes dos uniformes dos demais tripulantes, possuíam emblemas próprios nos botões, mangas e no quepe. Os operadores não eram diretamente subordinados à qualquer um dos tripulantes do navio, tendo apenas determinadas obrigações para com os comandantes do barco. A maior parte do tempo destes empregados era gasto dentro da sala, com a exceção das refeições, que eram feitas em um salão de jantar reservado no convés C.

Abaixo: Uma das cenas excluídas do filme Titanic (1997), onde os operadores Jack Philips e Harold Bride são mostrados em pleno trabalho na Sala de Telégrafo do Titanic.
Acima, esquerda: Uma reconstituição cenográfica da Sala de Telégrafo do Titanic. As mensagens escritas pelos passageiros e depositadas no Convés C (3 andares abaixo) chegavam a esta sala através dos tubos pneumáticos afixados na parede ao fundo. Foi de uma sala como esta que os pedidos desesperados de socorro do Titanic foram expedidos pelos dois operadores, Jack Philips e Harold Bride.
Na década de 1910 a telegrafia sem fio era ainda uma novidade e estava em seu estado de infância, era considerada uma maravilha tecnológica. Telégrafos em navios eram incorporações recentes na nova era. Muitos navios ainda não tinham aparatos de telégrafo e muitos capitães de navios ainda não haviam adquirido confiança nestes aparatos, outros viam estas comunicações como uma mera frivolidade direcionada apenas os passageiros.

O Ginásio/Academia de Ginástica

Uma imagem original do Ginásio, fotografado por Robert John Welch em março de 1912 na cidade de Belfast, onde o navio foi construído, cerca de um mês antes da viagem inaugural. No painel envidraçado ao fundo havia um MAPA MUNDI com a inscrição "Tracks of White Star Line Steamers" (Trajetória dos navios da White Star Line). O painel mais à frente mostrava um corte longitudinal do Titanic e cinco cortes transversais que exibiam as várias acomodações à bordo. Abaixo do desenho a seguinte frase: "RMS Olympic and RMS Titanic, The Largest Steamers in the World" ( RMS Olympic e RMS Titanic, os Maiores Navios do Mundo)

Sentado na máquina de simulação de remo o instrutor do Ginásio, Thomas W. McCawley. O instrutor chegou a comentar com um passageiro que não usaria um colete salva-vidas porque este o atrapalharia quando tivesse que nadar; acabou morrendo na tragédia.
Cinco das sete janelas do Ginásio a bordo do Titanic. As janelas eram de padrão idêntico às da Grande escadaria que ficava ao lado, mas neste caso eram de vidro texturizado para dificultar a visão e preservar a privacidade de quem estivesse dentro do Ginásio fazendo exercício. O sujeito na imagem é Jacques Futrelle, um escritor americano de 37 anos de idade que hospedou-se na primeira classe e acabou morrendo na noite da tragédia.O piso era composto de um mosaico de linóleo branco com pequenos losangos pretos nas extremidades. Sete janelas arqueadas deixavam entrar muita luz natural, o que era um benefício adicional para o ginásio, visto que ele era localizado no convés superior.
Dois cavalos mecânicos (um de sela lateral para senhoras) tinham um movimento motorizado que simulava o hipismo. Propagandas para o Ginásio do RMS Olympic mostram passageiros montadas nesses “cavalos” de exercício vestidos em plenos trajes de equitação. Havia também um "camelo" elétrico, seu movimento ondulante era voltado para o fortalecimento das costas e da tonificação dos músculos abdominais.
As horas de operação no Ginásio eram bem específicas, a fim de dar aos passageiros a oportunidade de usufruir dos exercícios de modo privativo com membros de seu próprio sexo ou da mesma faixa etária: Homens - das 06:00 às 09:00
Mulheres - das 10:00 às 13:00
Crianças – das 13:00 às 15:00
Homens - das 16:00 às 18:00

A Grande Escadaria da Proa

A Grande Escadaria de proa do RMS Olympic. Não se conhece qualquer foto das escadas do Titanic, mas os registros históricos confirmam que entre os dois navios (Olympic e Titanic) estes ambientes eram idênticos.
Abaixo: um vídeo espetacular que "flutua" pelos interiores da Grande Escadaria de cima à baixo. A apresentação está entre as mais espetaculares recriações em computação gráfica, pois incorpora vários aspectos históricos e reais deste ambiente, porém ainda assim, não é perfeita, o que não diminui a beleza e o entendimento dimensional.
O Titanic tinha duas escadarias na primeira classe, uma localizada entre a primeira e segunda chaminé e a outra localizada à ré, entre a terceira e a quarta chaminé. A Escadaria de proa, ou Grande escadaria, era a mais elaborada das duas, ligando seis conveses e encimada por uma cúpula de ferro e vidro. A decoração de ambas as escadas era uma curiosa combinação de estilos. Os painéis de madeira seguiam o estilo criado pelos mestres-artesãos ingleses do casal de monarcas William and Mary. Também foram instalados corrimãos de madeira e ferro com guirlandas de bronze dourado, as quais eram inspiradas pelas decorações da corte francesa de Luís XIV.

Sala de Leitura da Primeira Classe

A Sala de Leitura do RMS Olympic, com design idêntico à do Titanic. Os grandes lustres de cristal no teto enfeitavam o ambiente, porém receberam críticas negativas dos primeiros passageiros do Olympic, os quais alegaram que a luminosidade no ambiente era muito exagerada, causando ardência nos olhos de quem estivesse lendo.
Localizada no Convés A, logo a frente da Grande Escadaria, a Sala de Leitura era decorada no estilo Georgiano do final de 1770-1780, com suaves painéis brancos emoldurados e um mobiliário elegante dividido entre sofás, poltronas, cadeiras, mesas e pequenas escrivaninhas. As amplas janelas formavam recantos curvos que ofereciam muita luz e uma vista para o Convés A.
A Sala de Leitura a bordo do Olympic, de padrão idêntico à do Titanic. A grande janela à esquerda era voltada para o Convés de Passeio (Convés A) e para o mar. Ao fundo, através da grande janela, se pode observar uma dupla de janelas arcadas da Grande Escadaria, a qual ficava logo à frente.
Havia uma lareira recostada à parede de fundo onde se dispunha um relógio e acima um espelho oval emoldurado. As proporções geravam um ambiente acolhedor no qual se podia fazer uma leitura agradável, escrever, ou mesmo conversar entre amigos. Este ambiente era um contraponto à Sala de Fumantes, direcionada apenas para os homens, visto que este espaço foi planejado principalmente para as senhoras. Após o jantar, quando as convenções sociais ditavam que os casais se separariam em suas atividades, as mulheres poderiam se direcionar para este espaço aconchegante para tomar um café ou para uma conversa. Embora agradável aos olhos, a sala não era tão popular como o esperado pelos designers, os quais consideravam que ela fosse muito grande e foram feitos planos para eliminar a alcova lateral, convertendo o espaço em dois camarotes de primeira classe quando o Titanic entrasse para sua renovação no final de sua primeira temporada, o que não aconteceu, visto que o navio naufragou em sua primeira viagem.

Lounge da Primeira Classe (sala de estar)

O Lounge do RMS Olympic, com mesmo design arquitetônico, dimensões, decoração e mobiliário do Lounge a bordo do Titanic. A foto foi tomada com a câmera voltada para a proa (frente do navio).
O Salão de Estar da primeira classe era localizado no meio do navio, no Convés A (Convés de Passeio). Ao contrário da Sala de Leitura à frente ou a Sala de Fumantes à ré, o salão foi projetado para ser usado por ambos os sexos desde cedo até a sala ser fechada às 11:30 da noite. Quatro grandes alcovas foram equipadas com janelas de grandes dimensões para proporcionar uma vista panorâmica para o Convés A e para o mar.

O Lounge do RMS Olympic, com mesmo design arquitetônico, dimensões, decoração e mobiliário do Lounge a bordo do Titanic. A foto foi tomada com a câmera voltada para a popa (parte traseira do navio).
Várias escrivaninhas foram organizadas em torno do salão e os cartões postais podiam ser comprados através do atendente responsável. Uma caixa de correio foi colocada no canto da sala e os passageiros eram avisados que as mensagens deveriam ser depositadas ali ou entregues ao comissário no balcão de informações para serem postadas. Na parte posterior da sala havia uma grande estante de mogno com centenas de volumes que poderiam ser requisitados para leitura.Atrás do salão havia uma despensa para elaboração dos chás da tarde e para os cafés depois do jantar, além de sanduíches feitos sob pedido. Também havia uma despensa de onde eram servidas as bebidas alcoólicas. O Titanic não tinha um bar, assim como os bares americanos ou britânicos, mas as bebidas poderiam ser encomendadas na maioria das acomodações da primeira classe.

Sala de Fumantes da 1ª classe

A Sala de Fumantes à bordo do RMS Olympic com mesmo design, decoração e dimensões da Sala de Fumantes do Titanic. Acima da lareira pode se ver uma tela, cujo nome era "The Approach of a New World" ( A chegada ao Novo Mundo), com uma imagem da Estátua da Liberdade e de New York. No Titanic a pintura era diferente, chamava-se "Plymouth Harbour" (Porto de Plymouth) e mostrava a baía da cidade de Plymouth (EUA), onde estabeleceram-se uma das primeiras colônias norte-americanas.
Tradicionalmente encontrada nos navios britânicos, a Sala de Fumantes da primeira classe era um ambiente direcionado ao público do sexo masculino. As paredes eram revestidas com mogno no estilo Georgiano antigo, enriquecidas com a aplicação de desenhos em madrepérola brilhante incrustada na madeira e luminárias de bronze dourado. A White Star Line concebeu a sala com ares modernos, eliminando a pesada clarabóia tradicional e, em seu lugar, instalou vitrais naturalmente iluminados e vitrais iluminados por lâmpadas interiores que cobriam o duto ao redor da quarta chaminé.

Outro ângulo da Sala de Fumantes à bordo do RMS Olympic. À esquerda os vitrais artificialmente iluminados que revestiam o duto da quarta chaminé e que exibiam figuras com trajes clássicos em cenas de trabalhos artísticos, como a dança, escultura e música. Haviam três vitrais com o mesmo design do grande vitral na esquerda da foto, todos eles com imagens de antigas embarcações à vela de propriedade da White Star Line.
Projetada para se parecer com os clubes de cavalheiros de Londres ou Nova York, a sala oferecia várias alcovas laterais para se desfrutar de uma conversa intimista, um charuto ou uma bebida. Ao longo da sala as mesas foram convenientemente instaladas para um jogo amigável de cartas. A White Star Line, durante a viagem do Titanic, alertou a presença de jogadores de cartas profissionais no navio, que se fizeram à bordo para poder ganhar dinheiro dos jogadores menos experientes.

Uma reprodução da tela "Plymouth Harbour", de Norman Wilkinson. Uma pintura idêntica à esta decorava a lareira da Sala de Fumantes do Titanic.
Ao contrário de outras salas a bordo, a Sala de Fumantes continha uma real lareira alimentada à carvão, a única lareira totalmente funcional do navio. Para completar a sensação aconchegante, haviam sofás curvos perto da lareira. Sobre o topo da lareira havia um relógio e na parede acima havia uma grande tela pintada pelo artista Norman Wilkinson denominada "Plymouth Harbour". Thomas Andrews, o projetista do Titanic, foi visto em pé em frente à lareira quando o navio estava prestes a afundar, e possivelmente ele próprio teria afundado com o navio no interior desta sala.
Conheça um pouco mais do visual da Sala de Fumantes da 1ª classe na simulação virtual abaixo, que é uma prévia para um futuro jogo para video-game. A reconstrução gráfica é primorosa em detalhes e contém excelente pesquisa histórica. AVISO: o vídeo simula uma missão dentro da Sala de Fumantes que contém um clima de horror/suspense; portanto, se preferir, desative o áudio.
DIVULGAÇÃO: mrrrobville

Café Verandah e Palm Court

O Palm Court de estibordo (direita do navio) do RMS Olympic, semi-idêntico ao café do Titanic. As janelas ao fundo eram espelhadas e ofereciam a falsa sensação de estarem voltadas para o ar livre, conferindo maior amplitude ao ambiente.
O Café Verandah e Palm Court eram duas salas localizadas à ré do Convés A (Convés de Passeio). Estas salas eram praticamente idênticas e decoradas de modo que se assemelhavam aos gazebos encontrados nos jardins das grandes casas de campo Inglesas.

O Palm Court de bombordo do RMS Olympic, semi-idêntico ao café localizado no Titanic. A porta giratória ao fundo acessava a Sala de Fumantes da 1ª classe.
O Café Verandah carregava a sensação de estar localizado ao ar livre. Enormes janelas davam uma visão ininterrupta do oceano, enquanto que as portas de correr abriam espaço para a brisa do mar. Um trabalho de treliças de madeira pintadas de verde predominava sobre as paredes cobertas de heras trepadeiras, embora as imagens do Olympic e do Titanic sugerem que a folhagem era artificial, em vez de plantas reais. Cadeiras de vime concluíam a ilusão de um jardim à beira-mar. O Café Verandah compartilhava uma despensa de serviço com a Sala de Fumantes da primeira classe localizada à frente, oferecendo aos passageiros a possibilidade de encomendar refeições rápidas e também bebidas. Durante a travessia do Titanic, o café Verandah de estibordo (direita do navio) tornou-se uma creche informal e parque infantil para as crianças de primeira classe que passaram parte do tempo a brincar nesta sala.

Suítes da Primeira Classe

A suíte de primeira classe B 58, Belfast, Irlanda, março de 1912. Nesta cabine hospedou-se o passageiro Quigg Edmond Baxter, que não escapou da tragédia, morreu no naufrágio.
Banheiro de uma suíte da primeira classe (ilustração publicitária)
As cabines da primeira classe do Titanic eram espalhadas ao longo de cinco conveses, no centro do navio, onde o movimento causado pelas ondas seria menos sentido. As acomodações variavam desde cabines para uma só pessoa até suítes com sala de estar que poderiam ser configuradas para acomodar várias pessoas, fazendo com que se pudesse embarcar de 689 a 735 passageiros na primeira classe.Hoje, o termo "suíte" passou a significar acomodação de luxo, mas na época do Titanic, o termo refletia o seu significado original (francês) de cabines juntas, portanto, quando falamos de primeira classe do Titanic, a palavra suíte se refere a um conjunto de cabines com portas entre si, através das quais os ocupantes poderiam ir diretamente de uma sala para outra sem precisar acessar os corredores. A maioria das suítes localizadas no convés B seguiam exatamente esta disposição.

O Titanic foi equipado com duas suítes de altíssimo luxo, as quais eram compostas por quartos, salas de estar e banheiros privativos com pias de mármore, mas o mais importante eram os conveses de passeio privativo que ofereciam vista direta para o mar. A intenção era a de permitir que os hóspedes mais ricos viajassem em completo isolamento, se assim desejassem, com tudo arranjado para prover suas necessidades. Os quartos eram grandes, bem iluminados e equipados em uma variedade de estilos decorativos históricos. Os decoradores do navio tinham aprendido recentemente uma lição importante: menos era mais. Os estilos existentes nas cabines dos navios anteriores tendiam a ser exemplos do rococó e do barroco, como os encontrados nos palácios da Europa.
Estes densos estilos ficavam muito bons para um salão de baile, mas não para cabines de passageiros. Portanto, os decoradores do Titanic sabiamente escolheram variedades mais simples dos estilos decorativos. O estilo Adams, Chippendale, e até mesmo o estilo oficial da França de Napoleão, apropriadamente chamado de "Império", foram utilizados. O objetivo era fazer com que as suítes parecessem ainda maiores do que eram.

O convés de passeio particular das suítes B52, B54 e B 56, localizado à bombordo do Titanic (esquerda do navio). Havia apenas mais um passeio particular igual a este, localizado à estibordo (direita do navio) que integrava as suítes B 51, B 53 e B 55. Estes dois passeios particulares eram decorados no estilo TUDOR com mobiliário de vime, piso de pinheiro e vasos com plantas.
As 10 grandes janelas envidraçadas ( à direita) ofereciam vista direta para o oceano e podiam ser abertas através de manivelas de rotação, tal como o vidro de um automóvel. Estas cabines (3 à bombordo e 3 à estibordo) eram as mais caras de todo o navio e contavam com 2 quartos, uma sala de estar, 1 banheiro, 1 banheira, 2 closets e o convés de passeio. Foi precisamente nesta cabine da fotografia que hospedou-se Joseph Bruce Ismay (na foto ao lado), diretor administrativo da White star Line, o "dono" do Titanic. DETALHE: às costas do fotógrafo (fora de quadro) havia uma porta dupla que acessava diretamente o saguão de entrada da Grande Escadaria.
Sala de Estar C 57 do Olympic, de padrão idêntico à Sala de Estar C 55 do Titanic. Clique na foto e veja a reprodução cenográfica construída para o filme Titanic, 1997.
Esta cabine localizava-se exatamente junto da Grande Escadaria de proa, no Convés C, ao lado do Gabinete do Comissário de Bordo.
Esta sala, por sua vez, era decorada no estilo Regência com painéis feitos de mogno polido com apliques de arabescos feitos em bronze dourado. A lareira era, na realidade, um aquecedor elétrico, sobre a qual havia um relógio vertical de estilo Luís XV feito de madeira, também com apliques em bronze dourado. Acima da lareira uma bela tapeçaria da marca Aubusson com uma romântica cena de um casal em meio às árvores. No canto esquerdo uma pequena escrivaninha com gavetas. As duas vigias (janelas) eram voltadas diretamente para o mar.

O casal Isidor e Ida Strauss, hospedados na 1ª classe.
Foi precisamente nesta cabine (C 55 do Titanic, o navio real) que hospedou-se o famoso casal idoso Isidor Strauss e Ida Strauss, proprietários da loja de departamentos "Macy's" de New York, a qual até hoje existe. O casal Strauss não sobreviveu à catástrofe, ficando muito conhecidos após o naufrágio devido à recusa da Srª Ida de embarcar em um bote salva-vidas sem o marido, Isidor.
Ida Strauss, ao ser convocada à embarcar sozinha no bote salva-vidas Nº 08, disse a seguinte frase ao marido:
"Nós vivemos juntos há tantos anos, onde você for, eu vou"
Ambos morreram no naufrágio e apenas o corpo de isidor Strauss foi recuperado.
A Sala de Estar C 55 hoje
Acompanhe no vídeo abaixo quais são as condições atuais da cabine C 55 nos escombros do Titanic a 3.800 m. de profundidade no Oceano Atlântico-Norte. A gravação é um trecho do documentário Last Mysteries of Titanic (Os Últimos Mistérios do Titanic), produzido em 2005, dirigido por James Cameron (diretor do filme Titanic, 1997). As imagens foram feitas através de robôs teleguiados à distância através de submarinos tripulados.

A Sala de Estar C 55 reconstruída para o filme Titanic (1997)
Curiosidade: A cabine C 55 foi reconstruída cenograficamente para o filme Titanic em 1997 (foto ao lado), mas recebeu o nome B 52, algo totalmente incorreto, visto que a cabine B 52 do navio real possuía visual completamente diferente. A pesar de não representar o verdadeiro visual da cabine B 52 do Titanic (o navio real), que era equipada no estilo Luís XVI, o cenário representa muito bem a cabine C 55, localizada um Convés abaixo, a qual foi ocupada pelo famoso casal Isidor e Ida Strauss.
A reprodução cenográfica vista no filme Titanic (1997) é bastante próxima à fotografia real da cabine C 55, mas peca em muitos detalhes:
No filme, a Sala de Estar ( que é da personagem Rose DeWitt Bukater - Kate Winslet ) faz parte das "Suítes Milionárias" (B 52, B 54, B 56) quando, no navio real, a Sala de Estar com este visual e design ficava no convés C (um convés abaixo), fazendo parte de suítes luxuosas, mas não das famosas "Suítes Milionárias". / No filme, as arandelas (luminárias de parede) são idênticas às luminárias do Lounge (Sala de Estar da 1ª classe), com dimensões maiores e estilo muito diferente das luminárias da verdadeira cabine C 55. / No filme, acima da lareira há um espelho, quando na realidade na cabine C 55 havia a tapeçaria Aubusson / No filme, a posição da lareira é incorreta, sem as janelas nas duas laterias da lareira, as quais (no navio real) eram voltadas diretamente para o mar. / No filme, o acabamento interior da lareira é de mármore com uma proteção frontal de latão dourado, na cabine real o interior da lareira era apenas de metal. / A cabine mostrada no filme é bem maior em relação à verdadeira cabine C 55.
A verdadeira cabine B 52 do Titanic (mesmo design da cabine B 38 do Olympic, ao lado) foi ocupada por Joseph Bruce Ismay, o proprietário do Titanic, diretor administrativo da White Star Line.
Portanto, se o diretor James Cameron tivesse reconstruído a Sala de Estar B 52 com seu verdadeiro visual, ela teria ficado com o mesmo visual da fotografia ao lado. Consequentemente a personagem fictícia Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) jamais poderia estar hospedada na cabine B 52, visto que na vida real quem a ocupou foi J. Bruce Ismay, o proprietário do Titanic.
Porém este é apenas um capítulo da liberdade de criação tomada pelo diretor James Cameron, visto que a personagem Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) jamais existiu, ela foi criada pelo próprio cineasta, assim como toda e sua família e o parceiro Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), são também personagens ficcionais, jamais estiveram no Titanic, o navio real.
Acompanhe no vídeo abaixo (aos 28:14 min e aos 1:23:32 min) as cenas gravadas nos cenários da cabine recriada para o filme Titanic.

A escadaria de popa do RMS Olympic (virtualmente idêntica à do Titanic, da qual não se conhece nenhuma foto) seguia o mesmo estilo da escadaria principal, com o diferencial de ser um versão mais compacta e não possuir o grande relógio ornamental em seu patamar central, onde, neste caso, se localizava um relógio de menor porte e simplificado em suas formas.
A Grande Escadaria de Popa era localizada entre a terceira e a quarta chaminés e se estendida por três conveses, A, B e C. Ela era caracterizada por balaustradas de madeira de carvalho de mesmo estilo da escadaria principal e também contava com o mesmo modelo de cúpula de ferro forjado acima das escadas.

As diferenças maiores entre esta escada e a escadaria de proa eram de que em vez de haver um grande relógio esculpido no patamar central, nesta havia um relógio de formato quadrado mais simples, e que esta cúpula era circular e se localizava no Convés de Botes, enquanto que na Escadaria de Proa a cúpula era oval e se localizava um andar acima.
Durante a expedição realizada pela empresa RMS Titanic INC em1987, um querubim de bronze, considerado ter pertencido ao convés C da escadaria de popa , foi recuperado (foto ao lado). Ao contrário dos dois querubins grandes localizados na Grande Escadaria de Proa (no Convés A) e na Escadaria de Popa (no Convés B), este querubim resgatado em 1987 é bem pequeno, com cerca da metade do tamanho de seus "primos mais famosos".

Recepção do Restaurante À la Carte

Ilustração de panfleto publicitário da Recepção do Restaurante À la Carte. A porta dupla ao fundo da imagem acessava diretamente o Café Parisiense, enquanto que o acessso ao Restaurante ficava à direita das portas duplas, através de um pequeno corredor.
A Sala de Recepção era localizada fora do restaurante e aos pés da Grande Escadaria de Popa. A decoração seguia o estilo georgiano e as paredes eram revestidas de painéis brancos com detalhes emoldurados. O piso era composto de mosaicos de linóleo, coberto por grandes tapetes elaborados. A sala era equipada com cadeiras e sofás de vime estofados com seda. A característica mais impressionante era a escadaria de carvalho com o relógio simplificado no patamar central e o querubim de bronze aos pés da balaustrada central.

Restaurante À la Carte

Além de tomar as refeições no Salão de Jantar principal, os passageiros da primeira classe poderiam fazer reservas em um Restaurante À la Carte, localizado na parte final do convés B. O que começou como um pequeno restaurante no RMS Olympic um ano antes, foi expandido em dimensões no Titanic, oferecendo 140 lugares, onde o luxo e exclusividade dos serviços virtualmente acabou criando uma “Primeira Classe dentro da Primeira Classe”.

Uma das cadeiras do Restaurante À la carte do RMS Olympic, que recentemente foi disposta para leilão. A peça é original e em bom estado de conservação, apenas o estofamento fora substituído por um novo tecido, perdendo o padrão original.
Observadores informais citaram: "A introdução do Restaurante À la Carte parece estar criando uma nova classe de passageiros dentro do navio, que assumem um ar de superioridade e se mantém distantes do Salão de Jantar comum."
Por padrão as refeições para todas as classes do Titanic eram incluídas no preço da passagem e os passageiros poderiam selecionar as suas refeições em um cardápio generoso, mas fixo. No entanto, no Restaurante À la Carte os passageiros poderiam escolher cada prato separadamente a partir de uma seleção mais ampla do que a seleção disponível no Salão de Jantar principal. Lady Lucy Duff Gordon, uma modista de renome internacional, viajando com seu marido, Sir Cosmo Duff Gordon, escreveu sobre a experiência da refeição no restaurante: "Morangos frescos em abril, e em meio ao oceano. É estranho, porque você pensaria que estivesse no Restaurante Ritz.” (Ritz é o nome do restaurante em terra no qual o Restaurante à la Carte fora baseado).
Com esse luxo também vinha um alto preço, os passageiros tinham que pagar por estas refeições, assim como em qualquer restaurante em terra. O restaurante era decorado no estilo francês Louis XV, com detalhes dourados nas paredes formadas por painéis de nogueira com guirlandas e festões esculpidos. Essas guirlandas douradas eram repetidas no teto e até mesmo nos desenhos das bordas dos pratos. No teto haviam lustres de cristal, mas com uma diferença sutil dos lustres encontrados em terra: estes tinham sido construídos de forma rígida para que não demonstrassem o suave balanço do Titanic sobre as ondas.

Café Parisiense

Café Parisiense do Titanic, Belfast, março de 1912. Note a ausência parcial das heras trepadeiras sobre as treliças de madeira, algo que só foi completado após a tomada desta foto.
Outro novo recurso no Titanic era o "Café Parisien" (Café Parisiense), que ficava ao lado do Restaurante À la Carte. O Café Parisiense era uma inovação de luxo no Titanic, esta inovação foi depois incorporada também no RMS Olympic, no ano de 1913, após o naufrágio do Titanic.
Passageiros sentados aqui poderiam escolher as refeições do menu do restaurante, mas no Café Parisiense haviam grandes janelas panorâmicas que ofereciam vista direta para o mar, algo que nunca havia sido feito em um navio britânico antes. Se o tempo colaborasse, as janelas poderiam ser abertas e os passageiros poderiam jantar ao ar fresco, outra exclusividade do Titanic. Em sua primeira e única viagem, o Café Parisien se revelou particularmente popular entre os passageiros mais jovens da primeira classe.

O Café capturava o estilo e atmosfera de um café de calçada em Paris. A publicidade da White Star Line descrevia: “Uma varanda encantadora iluminada pelo sol, belamente decorada com treliças francesas com heras e outras plantas trepadeiras ...”
*** Note as heras trepadeiras nas treliças das paredes e o carpete no centro da sala, o que evidencia que esta foto foi tirada algum tempo após a tomada da 1ª imagem, quando os trabalhos de equipagem já estavam em avançado estágio de finalização.

Sala de Fumantes da 2ª Classe
A Sala de Fumantes da 2ª classe do Olympic. A porta à direita dava acesso direto às escadarias da 2ª classe.
Localizada no Convés B, a Sala de Fumantes da segunda classe era uma acomodação direcionada apenas para os homens, suas paredes eram compostas de painéis de carvalho esculpido. Os móveis, também de carvalho, eram estofados com couro marroquino verde-escuro para aumentar ainda mais o ar masculino. O piso era composto de mosaicos de linóleo, a última moda em revestimentos em 1912, e situado à ré, num canto da sala havia um bar com bebidas e um lavatório para o conforto dos passageiros. Luzes simples em soquetes de cerâmica iluminavam o espaço.
A Escadaria da 2ª classe do Olympic. A porta à esquerda acessava diretamente a Sala de Fumantes. A porta ao fundo acessava o convés de passeio aberto da 2ª classe.
As mesas eram todas aparafusadas ao chão para impedi-las de mover-se quando o navio balançasse sobre o oceano. Salas de fumo como estas no início do século só eram abertas para homens e eram vistas como inadequadas para as mulheres freqüentarem, isso acontecia porque, em muitos aspectos, o hábito de fumar ainda era visto como algo grosseiro para as mulheres.
Sala de Fumantes da 2ª classe do Olympic. A grande janela arcada e a porta ao fundo eram voltadas para a Escadaria da 2ª classe.
Em todos os navios da época haviam salas especificamente destinadas para que os homens pudessem se recolher para fumar e para tomar bebidas. Eles também poderiam se encontrar neste ambiente para conversar com os colegas passageiros e se o mar não estivesse muito áspero poderia-se jogar cartas, xadrez ou um algo similar. A Sala de Fumantes da Primeira Classe era muito mais espaçosa e confortável do que a da segunda. Os passageiros de terceira classe não dispunham de uma sala de fumar, eles tinham uma "sala geral", que agia como uma sala de fumo / sala de estar.

Castelo de popa, ponte de atracagem e espaço aberto da terceira classe

O Castelo de Popa do Titanic fotografado na cidade de Queenstown, Irlanda, em 11 de abril de 1912, a segunda parada do navio, apenas quatro dias antes da tragédia. Exatamente neste local uma grande multidão de passageiros se refugiou nos últimos momentos do naufrágio.

Parte do Castelo de Popa do Titanic em uma fotografia feita pelo passageiro Francis Browne no percurso entre a cidade de Cherbourg (França) e a cidade de Queenstown (Irlanda). A rasteira na água deixada pelo movimento do Titanic comprova os relatos de que o navio executou um trajeto sinuoso visando a execução de testes de manobrabilidade.
O Titanic foi o último grande navio de passageiros equipado com Castelo de Popa. Um Castelo de Popa é uma plataforma elevada na extremidade final de um navio, sua função original era a de ajudar a proteger a parte traseira do navio de ser inundada por grandes ondas vindas da ré. No entanto, na época em que os navios atingiram o tamanho do Titanic, este tipo de convés tinha perdido sua utilidade original e foi descartado como recurso de design.
O castelo de popa do RMS Olympic. O local servia de passeio para a terceira classe e abrigava a plataforma de atracagem, cabrestos de amarração, guindastes de carga, âncora reserva e continha oito grandes respiradouros responsáveis por suprir os pavimentos inferiores com ar fresco.
Os passageiros da terceira classe do Titanic utilizaram este espaço para descansar nos bancos, passear ou jogar baralho. Estes, no entanto, eram obrigados a dividir o convés com as máquinas de carga, cabrestos de amarração, respiradouros e dezenas de outros aparatos. Também localizado na popa havia a ponte de ancoragem traseira. Esta era uma plataforma elevada que cruzava a largura do navio e continha um timão, telégrafos de comunicação, telefone, e outros equipamentos para auxiliar na ancoragem do navio junto aos portos.

Gabinete do Comissário de Bordo

A reconstituição gráfica mostra o Gabinete do Comissário de Bordo localizado aos pés da Grande escadaria da 1ª classe, no Convés C.
Ao lado uma foto do Gabinete do Comissário de Bordo do RMS Olympic. Apesar de muito desfocada, na imagem pode-se ver as arcadas do balcão de atendimento, as divisórias com mesmo padrão das balaustradas da Grande Escadaria e atrás do balcão também se vê as prateleiras.
Localizado aos pés da Grande Escadaria de proa, no Convés C, o Gabinete do Comissário de Bordo consistia em um escritório fechado e um balcão de atendimento dedicado à condução dos assuntos burocráticos do navio, especialmente os assuntos relacionados aos passageiros. Durante a viagem, os passageiros visitaram o balcão para comprar bilhetes para o Banho Turco, cadeiras de convés, e Piscina. E aqueles que desejam enviar um telegrama para localidades em terra, ou saudações do Titanic para amigos e familiares em outros navios, o fariam através deste escritório. Após o pagamento, a mensagem escrita pelo passageiro era transmitida à Sala de Telégrafo no Convés de Botes por meio de um sistema de tubos com ar pressurizado, fazendo com que a mensagem subisse os três conveses rapidamente e caísse dentro de uma pequena cesta metálica na escrivaninha do operador de telégrafo que se encarregaria de transmití-la.

O Comissário Chefe Herbert McElroy à esquerda do Capitão Edward John Smith. Mc ElRoy fechou o Gabinete durante a evacuação do Titanic e pediu para que os passageiros se preocupassem com os seus coletes salva-vidas , e não com seus objetos de valor, e se direcionassem para os botes de salvamento.
Além disso, a White Star Line insistia para que os passageiros que viajassem com dinheiro, títulos e jóias depositassem no cofre do navio que ficava neste gabinete. Em troca, havia um recibo que registrava suas posses. Na noite do naufrágio, os comissários habilmente removeram um grande número desses objetos de valor, colocando-os em bolsas de couro para a evacuação nos botes salva-vidas do navio. As bolsas nunca chegaram aos botes e foram junto com o navio para o fundo do oceano. Uma destas bolsas foi recuperada pela empresa RMS Titanic, Inc. durante a Expedição de 1987. A escolha de bolsas de couro foi particularmente feliz, já que os produtos químicos utilizados no curtimento do couro atuaram como uma forte proteção aos delicados objetos, como notas de banco e cartões de visita, que em caso contrário teriam se deteriorado quando expostos à água do mar.

Barbearia

A Barbearia a bordo do RMS Olympic, similar à Barbearia do Titanic, da qual não se conhece qualquer fotografia.

Reconstituição gráfica da barbearia a bordo do Titanic.
Esta sala era situada no Convés C, ao lado da Grande Escadaria de Popa, à bombordo.
Este ambiente tinha uma regra semelhante à Sala de Fumantes, pois era voltada apenas para os homens. Havia duas utilidades neste ambiente, tanto para oferecer um corte de cabelo de boa qualidade quanto para vender souvenires e outras recordações da travessia pelo Atlântico. A sala acomodava duas pessoas sendo atendidas ao mesmo tempo para um corte de cabelo ou barba. Haviam duas cadeiras reclináveis, lavatórios de mármore e também um sofá de espera.

Salão de Jantar das empregadas e mordomos

Reconstituição gráfica do Salão de Jantar das empregadas e mordomos.
Esta sala era localizada no Convés C ao lado da Grande Escadaria de Popa, no lado estibordo. Esta era direcionada para as empregadas e para os empregados dos passageiros da 1ª Classe e tinha capacidade para 56 pessoas ao mesmo tempo. As paredes eram cobertas com painéis brancos com um design simples retilíneo. Havia seis longas mesas e cadeiras que eram presas ao chão e o piso eram composto com mosaicos de linóleo.

Biblioteca da 2ª classe

A Biblioteca da 2ª classe do Olympic. A imagem mostra os detalhes do ambiente, tal como o carpete, as colunas frisadas, a estante de livros na parede ao fundo e as mesas redondas e quadradas. A porta à esquerda da imagem acessava diretamente as escadarias da 2ª classe.
A Escadaria da 2ª classe do Olympic.
Localizada à ré do Convés C, a Biblioteca servia como o salão principal para os passageiros de segunda classe, era facilmente acessada a partir da escadaria principal da segunda classe e ficava ao lado da área do passeio fechado.
A Biblioteca era decorada em estilo Colonial Adams, e tinha o diferencial de ser a única sala em todo o navio a ter uma decoração americana ao invés de decoração européia.
Existem muitas histórias de passageiros que passaram um bom tempo na Biblioteca escrevendo cartões postais, verificando a localização do navio (que era disposta em mural), ou simplesmente relaxando. Entre aqueles que sobreviveram para contar suas experiências nesta sala, está o professor de ciências inglês Lawrence Beesley. Ele escreveu a seguinte observação sobre sua estadia no navio e suas horas passadas na Biblioteca na última tarde do Titanic:
Lawrence Beesley, passageiro da 2º classe
"A biblioteca estava lotada naquela tarde, devido ao frio no convés, mas através das janelas podíamos ver o céu claro com o sol brilhante que parecia anunciar uma linda noite e uma manhã iluminada, e a perspectiva de desembarque em dois dias, com tempo calmo até chegarmos em Nova York, havia uma sensação de satisfação geral entre todos nós. Eu posso claramente me lembrar de cada detalhe da Biblioteca naquela linda tarde com o ambiente lindamente decorado, com sofás, poltronas e pequenas mesas espalhadas, escrivaninhas em torno das paredes e a estante de livros com portas de vidro que ficava em uma das extremidades. Toda a sala era de mogno e decorada com colunas estriadas de madeira branca que sustentavam o convés superior. Através das janelas se via um corredor coberto, reservado por consentimento geral como o parque infantil, e lá estavam brincando os dois filhos do senhor Navratil, totalmente dedicado a eles e que nunca os deixava."
(O senhor Navratil perdeu a vida mais tarde naquela noite, mas salvou os seus dois filhos, entregando-os para um bote salva-vidas nos braços de pessoas estranhas).

Sala Geral da 3ª classe

Ilustração publicitária de época que mostra o aspecto da Sala geral a bordo dos navios da Olympic Class, o RMS Olympic e o RMS Titanic. O ambiente era desprovido de ornamentações, banhado pela luz solar que vinha das portinholas circulares voltadas para o oceano.
Localizada sob o Convés de Popa, a Sala Geral, era talvez a mais conhecida e popular entre os passageiros da terceira classe. E era realmente um local de encontro para a multidão de nacionalidades que embarcou no navio rumo à uma nova vida na América.
A sala ficava no lado estibordo do navio (direita), e foi revestida com madeira de pinho pintado de branco e equipada com bancos e cadeiras de teca aparafusadas ao piso. Não havia superfícies estofadas, pois se pensava que tecidos poderiam permitir a proliferação de piolhos entre os passageiros da terceira classe. No entanto, nas paredes haviam cartazes publicitários da White Star Line com anúncios dos portos de escala de seus navios.

A Sala Geral da 3ª classe em uma reconstrução gráfica (recente) em processo de finalização. Pode-se notar que o piso era composto por ladrilho de linóleo com um padrão de desenho denominado "fleur-de-lis", um design de revestimento bastante utilizado em todo o navio. (crédito: Yannick Allen)

Sala de Fumantes da 3ª classe
A Sala de Fumantes da 3ª classe a bordo do RMS Olympic.
A Sala de Fumantes da terceira classe ficava na posição aposta à Sala Geral, à bombordo (esquerda do navio). A revista “The Shipbuilder”, numa publicação de 1912 descreveu a sala assim:
"A sala têm painéis emoldurados em madeira de carvalho, e é um espaço muito adequado e confortável. A mobília é de madeira de teca, semelhante à mobília da Sala Geral."
A Sala de Fumantes tinha o seu próprio bar escondido no canto e haviam escarradeiras para aqueles que mascavam tabaco. Visto que o hábito de marcar fumo e cuspir ainda era moda em 1912, as escarradeiras se proliferaram no navio. Sabiamente, na Sala de Fumantes o piso era de linóleo, o que facilitava a limpeza no caso de sujidades causadas pelo cigarro.

Cozinha da 1ª e da 2ª classe

Parte da cozinha da 1ª e 2ª classe do RMS Olympic.
A cozinha do Titanic, localizada no convés D, fornecia as refeições para a 1ª e para a segunda classe e ocupava uma enorme porção do convés. A demanda de refeições girava entre 6.000 e 10.000 refeições diárias, para uma lotação de aproximadamente 3.000 passageiros a bordo do navio.
A cozinha foi equipada para preparar mais de 62.000 refeições durante a travessia e o espaço de trabalho foi cuidadosamente compartimentado de modo que uma quantidade máxima de alimentos pudesse ser preparada em áreas individuais concentradas. Os mais recentes equipamentos de restaurantes, como fornos, panelas, caldeiras de água quente, foram disponibilizados pela empresa Cooking Wilson de Liverpool. O piso era coberto com um ladrilho antiderrapante para a segurança da circulação do apressado pessoal que trabalhava freneticamente no preparo das refeições.
A cozinha também se compunha de copas, dispensa, padaria, açougue, salas para a prataria e porcelana, salas para os vinhos, cerveja, ostras e também tinha compartimentos de armazenamento para toneladas de carvão.
Entre os artefatos relacionados às cozinhas encontrados nos arredores do naufrágio está um vidro de azeitona ainda fechado, travessas de porcelana, panelas, pratos e garfos.
Ao lado a única fotografia conhecida da cozinha da 1ª e 2ª classe do Titanic.


Esquerda: O trio de elevadores da 1ª classe no Convés D do Olympic, de padrão semi-idêntico aos elevadores do Titanic.
Abaixo: Um dos raros lustres de bronze com tijela de vidro lapidado do RMS Olympic que ainda hoje existem. No Titanic este padrão também fora utilizado.
Aos passageiros de primeira classe foram fornecidos três elevadores elétricos, com ascensoristas e sofás confortáveis. O trio de elevadores era localizado lado a lado, imediatamente à frente da Grande escadaria de Proa. Outro elevador estava disponível para passageiros de segunda classe.
Nas palavras da publicidade da White Star Line:
"Podemos ser poupados do trabalho de subir ou descer as escadas, inserindo elevadores que levam-nos rapidamente a qualquer um dos inúmeros andares do navio que se pode desejar visitar".

Recepção da 1ª Classe

Esquerda: A Grande Escadaria do Olympic em fotografia tomada no Convés D, onde as escadas abriam-se para a recepção da 1ª classe, ao lado do Salão de Jantar. O candelabro de bronze com 21 lâmpadas fora fabricado pela empresa Perry e Co., de Londres.
Abaixo: O belo candelabro de 21 lâmpadas reconstruído para os cenários do filme Titanic (1997).
Subindo a plataforma de embarque e entrando no navio através das grandes portas de aço no Convés D, os passageiros da primeira classe estariam na grande Sala de Recepção, ao pé da Escadaria Principal (ao lado).
Durante a viagem, esta vasta sala se tornou um lugar para ver e ser visto e, talvez, beliscar doces enquanto se esperava pelos acompanhantes para o jantar. Após o jantar os músicos se reuniam aqui para entreter os passageiros com uma seleção de músicas clássicas e populares até as 23:00 h.
Ainda que a Sala de Recepção fosse localizada numa parte relativamente baixa do navio, o ambiente parecia ensolarado e acolhedor, isto graças a uma fileira dupla de portinholas de vidro mascaradas por janelas vitrais, as quais eram iluminadas por trás para dispersar a luz em todo o ambiente. Assim como o Salão de Jantar, a Sala de Recepção era decorada no estilo Jacobino com detalhes copiados de muitas das grandes casas da Inglaterra.
A sala se extendia por toda a largura do navio, se prolongando desde as portas de entrada para o Salão de Jantar até os elevadores que ficavam atrás da escadaria. O piso era recoberto com um elaborado carpete de tom vermelho e o mobiliário era composto por poltronas e sofás de vime estofados com tecido verde estampado.Na porção de estibordo havia um belíssimo piano de cauda com um elaborado trabalho de marchetaria (muito similar à reconstituição ao lado), este piano fora fabricado pela empresa Steinway e Sons e era tocado pela orquesta do navio entre as 16:00 e as 17:00 durante o chá da tarde, e entre as 20:00 e as 21:15.

A recepção do Olympic em uma foto voltada para o lado de bombordo. Na área central, exatamente de frente para a escadaria, havia uma grande tapeçaria Aubusson dentro de uma moldura. Esta tela trazia a representação de uma cena de caça em meio à uma floresta e em todo o navio haviam apenas duas tapeçarias desta marca, a outra tapeçaria integrava a sala de estar C 55 que ficava um convés acima da Recepção. De frente para a tapeçaria pode se observar (desfocado) o candelabro de bronze na base das escadas. O piano de cauda se localizava à direita da imagem, fora da visão neste caso.

A Recepção era decorada com estilo Jacobino com paredes e teto pintados de branco e enriquecidos com painéis e molduras esculpidas. A iluminação era feita por dezenas de lustres idênticos aos encontrados no Salão de Jantar, estes eram feitos de bronze com uma "tijela" de vidro lapidado com formato octagonal.
A área de estibordo (direita do navio) da recepção da 1ª classe no Convés D do Olympic, de padrão idêntico à recepção do Titanic. As janelas vitrais permitiam a entrada de luz natural durante o dia e à noite eram iluminadas por trás. Ao fundo pode-se ver três das cinco janelas em arco de vidro transparente voltadas para o Salão de Jantar.Abaixo um passeio em computação gráfica pela Recepção da 1ª classe no Convés D, ao lado do Salão de Jantar. Esta reconstituição, apesar da grande atenção histórica, não é perfeita em detalhes e apresenta muitas incorreções, ainda assim permite um bela visualização do ambiente de modo geral.
DIVULGAÇÃO: Hudzzle

Salão de Jantar da 1ª Classe

O Salão de Jantar do RMS Olympic. Ao fundo vê-se o elegante aparador central com o piano. No Titanic havia também um piano igual a este, e que, por sua vez, foi tocado apenas no domingo (14 de abril) no serviço religioso matinal da 1ª classe.
Porta de entrada para o Salão de Jantar a partir da Recepção no Convés D no Olympic, porém com mesmo design aplicado no Titanic. As portas tinham molas de retorno e aberturas envidraçadas com uma treliça ornamental de ferro forjado.
Abaixo: O vídeo a seguir é uma ótima reconstituição em CG (computação gráfica) da Sala de Jantar, que apesar de não ser perfeita, apresenta um resultado muito belo.
Ao lado: Observa-se que na Recepção (nesta foto) o padrão dos lustres e da composição emoldurada do teto eram exatamente os mesmos encontrados dentro da Sala de Jantar, com o único diferencial de que na Sala de Jantar a finalização entre teto e paredes da ala central apresentava uma suave curvatura, enquanto que na Recepção a junção era reta, com 90º de ângulo, onde foram instaladas molduras (sancas) de acabamento.

Esquerda: Uma cadeira autêntica do Salão de Jantar da 1ª classe do Olympic; elas eram feitas com madeira maciça esculpida e estofadas com couro verde-escuro.
Direita: Uma das portas do Salão de Jantar em sua condição atual nos escombros do Titanic, incrivelmente preservadas e ainda fixa nas dobradiças em sua posição original.
Entre a Recepção e a Sala de Jantar haviam portas de madeira com uma abertura de vidro com treliças de ferro forjado ornamental. Do outro lado dessas portas ficava uma sala enorme, que ocupava toda a largura do Convés D e com capacidade de acomodar mais de 500 passageiros numa só refeição. Se nem todos os assentos estivessem reservados, as crianças tinham permissão para jantar com seus pais no salão.
Sua localização entre as chaminés nº 2 e nº 3 não era apenas uma coincidência, esta localização oferecia aos passageiros o mais suave local disponível a bordo, onde as oscilações causadas pelo movimento do navio eram muito pequenas.
O Salão de Jantar foi equipado com um piso de mosaicos de linóleo estampados para se assemelhar a um tapete. O Salão era subdividido em alcovas semi-privativas, a sala tinha um ar intimista, um lugar para desfrutar de uma refeição suntuosa oferecida em um serviço de prata. Em 14 de abril de 1912, o menu incluia Filet Mignon, patinho assado, vinagrete de aspargos frios e pêssegos em Gelatina Chartreuse, servidos em porcelana com o logotipo da White star Line.

A única fotografia conhecida da Sala de Jantar da 1ª classe do Titanic. A foto foi tirada no início da viagem pelo passageiro Francis Browne, que escapou da tragédia ao desembarcar na cidade de Queenstown, Irlanda, levando consigo as últimas imagens conhecidas do Titanic. Apesar da pouca qualidade da imagem, se pode notar que a Sala de Jantar tinha exatamente o mesmo design nos dois navios-irmãos, RMS Olympic e RMS Titanic.
Mais um passo na evolução dos navios daquela época foi a eliminação dos longos bancos e mesas nas salas de jantar. Em navios anteriores, o espaço era muito reduzido e só as melhores mesas tinham lugares para duas, quatro ou seis pessoas. A grande maioria dos passageiros se sentava em longas mesas, o que fazia a conversa difícil, exceto para as pessoas sentadas de frente ou lado a lado.
Com a construção dos novos navios da Star White Line, todas as mesas na primeira classe eram de tamanho modesto, garantindo conversa fácil com qualquer companheiro sentado à mesa. As cadeiras antigas e desconfortáveis vistas em outros navios também foram substituídas por cadeiras estofadas e confortáveis, que se harmonizavam com a decoração.
Um conjunto de chá com mesmo design da louça padrão encontrada na 1ª classe do Titanic. Este modelo específico é denominado "Wisteria" e estava largamente distribuído nas acomodações da 1ª classe e também no Salão de Jantar.





O Banho Turco em computação gráfica
Segue também uma simulação gráfica da Sala de Resfriamento do Banho Turco. Este vídeo é uma pequena prévia de um trabalho que está em desenvolvimento, mas já ilustra muito bem a aparência geral da sala mais decorada do Banho Turco do Titanic.
Divulgação: The 3Dhistory

Segue uma simulação gráfica da Piscina do Titanic. Este vídeo é uma pequena prévia de um trabalho que está em desenvolvimento, mas já ilustra muito bem a aparência geral da área da piscina com seus vestiários e duchas para banho.
Divulgação: The 3Dhistory

A sala era simples, mas era pintada de branco iluminada pela luz natural que vinha das janelas exteriores e por lâmpadas em soquetes convencionais. Ao redor das paredes haviam dezenas de ganchos onde os passageiros poderiam pendurar os seus casacos e chapéus. O piso era coposto por um simples revestimento róseo.
Uma comida sem luxo, mas saudável era servida todos os dias, com pão e frutas em cada refeição. Em muitos casos esta era a melhor refeição que o passageiro emigrante já tinha comido.
A louça também era simples e continha apenas o tradicional logotipo vermelho da White Star Line gravado em cada peça. Assim como em toda a louça do navio, o nome "Titanic" não era estampado nas peças, e isto possibilitava que a louça fosse utilizada em outros navios da companhia caso fosse necessário.
A Quadra de Squash

***ilustração de panfleto publicitário

A Quadra de Squash se situava no Convé F e era mais um incentivo de atividade física para os passageiros, podendo ser usada tanto para jogo de squash quanto para tênis. A sala era bastante ampla, ocupando a altura de dois andares do navio. Redes eram fornecidas para os jogos e havia uma varanda para os espectadores situada na no Convés E, na extremidade posterior da sala, onde os passageiros poderiam assistir as atividades. Competições poderiam ser realizadas e um técnico era disponibilizado para os novatos.
Diferente do Ginásio (no Convés de Botes), o uso da quadra custava 2 Shillings (50 centavos), que era pago no gabinete do Comissário de Bordo, no Convés C. O uso era limitado à 1 hora caso houvessem pessoas à espera,
O corte lateral ao lado exibe a exata localização da Quadra de Squash, no centro do navio, ao lado da piscina.

Gabinete do Correio
Esta fotografia, de um gabinete de correio em um navio, é registrada como sendo verídica do Titanic; no entanto isto não é confirmado, tendo em vista que gabinetes como estes eram muito similares entre os navios devido aos padrões das prateleiras, mesas de separação e sacos de lona.
Embora não haja qualquer objeto recuperado do Gabinete do Correios, é justo registrar os esforços heróicos dos trabalhadores dos correios para salvar as correspondências embarcadas no Titanic. Quando o navio começou a afundar e a sala de correio começou a inundar, os cinco funcionários dos tentaram salvar 200 sacos de correspondências registadas, arrastando-as para o convés superior, um esforço que sem dúvida causou as suas próprias mortes.
Como muitos navios rápidos no Atlântico Norte, o Titanic foi licenciado para transportar correspondências entre os Estados Unidos e a Inglaterra, daí a denominação R.M.S. (Royal Mail Ship – Navio do Correio Real) por um acordo entre a empresa Ocean Steam Navegation, controladora da White Star Line, e a Her Majesty's Postmaster General, da Inglaterra.
Escondido dos passageiros, o navio tinha salas de classificação e de armazenamento de cartas, as quais ficavam nos convéses mais baixos e isolados. Nestas salas os funcionários postais (três americanos e dois britânicos) abriam centenas de sacos de correio destinados para entrega nos Estados Unidos e no Canadá. Cartas e encomendas eram examinadas manualmente e então colocadas em um separador enorme, com cada casulo representando a cidade de entrega prevista. Esta triagem feita ainda no mar acelerava o serviço de entrega uma vez que o navio chegasse à terra.
O grau de cuidado com as cartas e encomendas dependia do tipo de seguro adquirido pelo remetente. Correspondências comuns eram despachadas em sacos mantidos em compartimentos comuns, mas as correspondências seguradas ou inscritas eram mantidas isoladas em sua sala de armazenamento próprio. Uma sala especialmente reforçada, chamada de “sala de espécie”, foi equipada no Titanic caso ele fosse designado para levar o ouro ou dinheiro. Esta sala especial estava sob ordens do comissário chefe.

Parte das 29 caldeiras do Britannic ainda dentro dos galpões de construção, antes de sua instalação definitiva no navio. O Britannic foi o "irmão mais novo" do Titanic, no qual foi utilizado o mesmo tipo de caldeira.Dos quase 900 membros da tripulação que mantinham o Titanic em funcionamento, nenhum deles trabalhava mais pesado dos que os trabalhadores das caldeiras. Nos profundos recessos do navio, 29 caldeiras medindo mais de 4,5 m de diâmetro e divididas em seis salas dististas, as quais produziam o vapor de alta pressão necessário para impulsionar os motores do Titanic e o seu maquinário.
Uma sala de caldeiras de um navio da mesma época em que o Titanic foi construído. A imagem mostra as condições de trabalho da "gangue negra", os trabalhadores que alimentavam as fornalhas.O combustível para estas caldeiras era o carvão, e a cada dia mais de 650 Toneladas deste carvão tinha de ser movida dos estoques para os carvoeiros e lançados aos fornos manualmente. Estes homens, conhecidos popularmente como a "gangue negra" devido à seus corpos cobertos de poeira de carvão, eram a verdadeira máquina que dirigiram o Titanic em direção à New York.

Separando cada uma das salas de máquinas principais haviam portas de aço maciço que selavam os compartimentos um do outro, tornando-os impermeáveis; estas se chamavam watertigh doors (portas à prova d'água). Embora as portas fossem suspensas acima das cabeças e caíssem para fechar, um cilindro as prendia, impedido que se fechassem muito rápido e ferissem os tripulantes.
Uma das salas de caldeiras cenograficamente reconstruída para o filme Titanic (1997)
Siga abaixo uma apresentação dos cenários construídos para o filme Titanic, dirigido por James Cameron. Apesar da grande preocupação e cuidado nestas recriações cenográficas, a grande maioria dos cenários contém pequenos e grandes erros. Apesar disso este filme é, de longe, a melhor representação do Titanic já reconstruída para o cinema.


Os interiores do Titanic em Computação Gráfica
O vídeo abaixo é um pequeno tour pelos interiores do Titanic recriados em computação gráfica. Esta é uma prévia de um futuro jogo para video-game que encontra-se em estado de desenvolvimento e apresenta uma ótima resolução e uma grande atenção histórica.

Divulgação: ORM Entertainment
Divulgação: ORM Entertainment

Os exteriores do Titanic em Computação Gráfica
Mais alguns fascinantes passeios pelos exteriores do Titanic, reconstituições formuladas para outros jogos de video-game ou versões de apresentação de trabalhos em CGI.

DIVULGAÇÃO: mrrrobville
DIVULGAÇÃO: CJCA915
DIVULGAÇÃO: Hudzzle
DIVULGAÇÃO: The 3Dhistory channel
DIVULGAÇÃO: The 3Dhistory channel
DIVULGAÇÃO: 5050tv
DIVULGAÇÃO: anbrugger1

Crédito
Pesquisa, tradução, reedição, legendas e edição de imagens - Rodrigo, TITANIC EM FOCO

14 comentários:
JÁ SOUBE DO NOVO TRAILER DA SERIE TITANIC PARA TV DE 2012?? http://titanicfans.blogspot.com/
Muito rica sua postagem! Adorei, mais uma para a lista das "Melhores que já li "
Titâncios em Ação
Essa matéria ta ficando muito boa! super bem editada!
-
mais uma para a lista das "Melhores que já li " +1
opa, obrigado pela atenção. Sempre quiz reunir em um só lugar os interiores do navio, é difícil ter um panorama mais correto, visto que a maioria das fontes é apenas cheia de fotos, sem legendas e uma descrição direta e objetiva. Esta matéria pode se prolongar muito ainda, isto conforme eu puder acrescentar novas informações precisas e novos interiores do Titanic.
Apesar de ficar tudo absurdamente longo, eu quero exatemente assim, pois só concentrando as informações para que haja um panorama claro e visível. Caso contrário eu poderia "estilhaçar" esta matéria em dezenas de pequenos posts... e não é esta a intenção do blog.
De mais a mais, para mim é sempre uma descoberta nova, as pesquisas que ando realizando me trazem informações que eu também não sabia..
Vamos em frente.
Realmente, um grande Post (Em Ambos os sentidos)! Ricvo em imnformações muito iteressantes. Rodrigo sempre trazendo novas informações a cada post. Parabéns pelo seu blog, e que continue melhorando sempre!
Aleguem sabe qual vinho e champanhe foi servido no titanic? Sei que tinha Moët & Chandon e o Mumm, mas não tenho detalhes.
EU AMO TITANIC E TUDO Q TEM A VER COM ELE,DESDE Q VI AQUELE LINDO FILME ME APAIXONEI POR ELE E PELA HISÓTIA INTEIRA PARABENS POR TUDO QUE VC POSTA NESSE SITE,E OBRIGADA POR ME ENSINAR AINDA MAIS SOBRE ESTE LINDO SÍMBOLO HISTÓRICO,A JANELA DO tITANIC fANS,tITANIC EM FOCO E tITANIC MOMENTOS FIKA ABERTA O DIA INTEIRA NA TELA DO MEU NOTEBOOK
EU AMO TITANIC E TUDO Q TEM A VER COM ELE,DESDE Q VI AQUELE LINDO FILME ME APAIXONEI POR ELE E PELA HISÓTIA INTEIRA PARABENS POR TUDO QUE VC POSTA NESSE SITE,E OBRIGADA POR ME ENSINAR AINDA MAIS SOBRE ESTE LINDO SÍMBOLO HISTÓRICO,A JANELA DO tITANIC fANS,tITANIC EM FOCO E tITANIC MOMENTOS FIKA ABERTA O DIA INTEIRA NA TELA DO MEU NOTEBOOK
Olá Talia, seja bem vinda ao TITANIC EM FOCO. Eu é que agradeço a atenção ao blog, pois o criei com o único intuito de dividir um pouco de minha admiração e pesquisa com as pessoas que ainda têm um atenção especial pelo Titanic. Este foi o meio que encontrei de ajudar a seguir desvendando cada vez mais esta história tão imortal. E se meu trabalho de divulgação é bem visto, isto paga todo meu esforço e me confirma que não estou falando às paredes.
Espero que encontre aqui pesquisas que a levem sempre um passo além na admiração pela história, onde o meu esforço é justamente este: A HISTÓRIA. Tento ser o mais realista e histórico possível, publicar do modo mais factual que eu puder, quer seja sobre a parte real ou sobre os filmes, eu sempre estarei em busca do que real pelo real.
Até mais, grato pela atenção.
Sem palavras...
Sem palavras...
gostaria de saber quem ocupou a suite de luxo B51 53 55
Seu blog realmente é muito completo e super-bem editado, admiro sua paixão pelo Titanic. Realmente muito bom nota 10, seu blog fica em 1° lugar em meus favoritos.
Parabéns!
Oi Joyce, seja bem vinda.
Obrigado pela atenção ao blog, fico satisfeito em saber que ainda há pessoas que têm especial atenção pela história do Titanic.
Editar o blog têm sido um desafio constante, pois não tenho experiência longa, mas aprendo muito á cada matéria que publico. Não sou especialista no assunto, mas sou um eterno curioso que têm um lugar reservado para esta história e, em primeiro lugar, tenho respeito por isto tudo. Afinal o Titanic é, em 1º lugar, uma grande tragédia que envolveu muitas pessoas.
Abraço.
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