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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dentro do Titanic, uma visão geral

Para ir direto a um convés específico, clique em CTRL+F e digite:
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*cb - Para convés de botes
*a - Para convés A
*b - Para convés B
*c - Para convés C
*d - Para convés D
*e - Para convés E
*f - Para convés F
*g - Para convés G
*t - Para Tank Top
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https://2.bp.blogspot.com/-oW2JNSy1uwM/W2iqTTMPqjI/AAAAAAAAL1c/nTVs937ZnfszcLUs5GArwHaUJWtUgWWywCLcBGAs/s1600/inside_titanic.jpg
© Ken Marschall
1. Cabine da 1ª classe "B65"   2. Chaminé nº 02   3. Cabine "B63"   4. Salão de jantar da 1ª classe   5. Cabine "B59"   6. Convés A (passeio da 1ª classe)   7. Ginásio de exercícios da 1ª classe   8. Cabine "B57"   9. Convés de passeio particular das suítes "B51", "B53" e "B55"   10. Claraboia protetora sobre a cúpula da Grande Escadaria dianteira da 1ª classe   11. Grande Escadaria dianteira da 1ª classe   12. Convés A (passeio da 1ª classe)   13. Recepção da 1ª classe   14. Portas de embarque para a 1ª classe, convés B   15. Bote salva vidas nº 5   16. Banho Turco    17. Piscina da 1ª classe   18. Alojamentos dos oficiais   19. Portas de embarque da 1ª classe, convés D
Seja bem vindo ao Titanic em Foco
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Os mais de 100 anos de fama e memórias relacionadas ao Titanic trazem consigo um gigantesco misto de arte, sonho, história, drama e desastre. Ao citar a palavra Titanic, a primeira imagem que vêm a mente da grande maioria de todos nós é a do grandioso navio e o destino encontrado por 2/3 das pessoas que nele embarcaram entre 10 e 11 de abril de 1912.
As fontes documentais que registram seus aspectos são conflitantes, espalhadas entre livros, documentários, filmes e na Internet; e a parte trágica da história se estende em tantas direções quanto um punhado de poeira dispersa no vento. Apesar da imensa divulgação direcionada ao Titanic, não há uma grande quantidade de fontes fixas que registram especialmente os seus aspectos interiores de modo esmerado e expandido, de modo que estas informações são fragmentadas na maioria dos casos.
Em uma tentativa de registrar os aspectos interiores do Titanic de modo sucinto e concentrado, o Titanic em Foco traz a matéria a seguir, que faz um registro muito compacto - ainda que inevitavelmente muito longo - de como eram as acomodações interiores do transatlântico mais famoso da história marítima.
Faça um tour muito informativo para dentro do Titanic...
Boa leitura
IMPORTANTE - A maior parte das fotos nesta matéria é proveniente do RMS Olympic, o navio irmão do Titanic. A histórica e frequente identificação incorreta das fotografias exteriores e interiores dos dois navios não é algo que só acontece nos dias recentes, visto que até mesmo nos registros de época - jornais, livros e cartões postais - existem incontáveis casos de fotografias identificadas como pertencentes ao Titanic, que na realidade são provenientes do Olympic. Esta má identificação acontece ainda hoje até mesmo em algumas das melhores publicações e fontes online, o que contribui para acentuar ainda mais as muitas lendas e meias verdades criadas sobre o Titanic ao longo dos anos.

"A relativa raridade de fotos dos interiores do Titanic é causada tão simplesmente pelo atraso na finalização do navio que, quando já atracado em Southampton, Inglaterra, e faltando poucos dias para a viagem, ainda passava pelo processo de arremates na decoração e nos equipamentos. As obras e ajustes de última hora, a falta de tempo para uma abertura ampla aos fotógrafos da imprensa e a curtíssima vida útil do Titanic, são os fatores diretamente responsáveis pela pequena quantidade de registro fotográfico de seus aspectos interiores".
https://4.bp.blogspot.com/-8KVccQ-e8ZA/UnbWYgO8JoI/AAAAAAAAH-E/-5SpQxeisCc/s1600/rms_olympic_as_titanic.png
Há dezenas de casos, inclusive, de fotografias do Olympic que foram manualmente (ou digitalmente) alteradas para representar o Titanic. Estas pequenas fraudes têm motivo evidente: A vida útil extremamente curta do Titanic impediu que ele fosse largamente fotografado, enquanto que seu navio irmão, recebeu maior atenção da mídia por ser o primeiro da classe e teve longa carreira de 24 anos de navegação, na qual fora ostensivamente fotografado em milhares de ocasiões.
Ao lado: Mais uma das dezenas de fotos do Olympic manualmente alteradas para representar o Titanic. A foto foi publicada em jornais nos dias posteriores ao desastre em 1912. A identificação correta pode ser feita pela simples análise da configuração das janelas do convés superior, que no Olympic era apresentado como uma longa varanda aberta para o mar, mas no Titanic este convés teve metade de sua extensão fechada com janelas basculantes de vidro. Neste caso não foi preciso grande esforço para maquiar o Olympic: a nomenclatura foi simplesmente reescrita sobre a foto. O mesmo tipo de troca de identidade é igualmente válido para as fotos interiores do Titanic que, em sua maioria, em verdade são fotos dos interiores do Olympic.

No entanto é seguro dizer que grande parte das fotos do Olympic servem como perfeita ilustração de como foi o Titanic, considerando que ambos os navios possuíam interiores muito similares, especialmente no início da carreira. Em casos de fotos reais do Titanic haverá uma clara indicação na legenda. Registrado o alerta, siga a matéria onde todo o esforço foi feito para a correta identificação histórica destas imagens únicas.
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Um tour histórico por dentro do Olympic, o navio gêmeo do Titanic
Olympic e Titanic são fotografados lado a lado em marco de 1912, com os trabalhos de pintura do casco em pleno andamento no Titanic.
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O que você vai ver a seguir é uma incrível filmagem publicitária original encomendada pela empresa proprietária do Olympic e do [então naufragado] Titanic, que explora a vida a bordo do "irmão mais velho" da classe, no começo da década de 1920. Um tour de 16 minutos pelos conveses e interiores de luxo do transatlântico durante a tradicional viagem de 6 mil Km entre Southampton, na Inglaterra, e New York, nos Estados Unidos. As cenas percorrem a rotina da travessia passando pelos conveses externos do transatlântico, pela piscina, quadra de squash, pelo ginásio de exercícios, pela sala de leitura da 1ª classe, pela cozinha da 1ª e 2ª classe, pelo  salão de jantar, pela recepção e elevadores da 1ª classe, pela escadaria dianteira da 1ª classe , por uma cabine sala de estar em estilo decorativo Adam e pela sala de fumantes da 1ª classe.

http://i45.tinypic.com/25jea7m.gifDurante as décadas em que navegou com grande sucesso na rota do Atlântico, onde recebeu o apelido  de "Old Realiable" [velho Coanfiável], o Olympic passou por variadas obras de reequipagem e remodelação, que vagarosamente mudaram os aspectos externos e internos, tornando seu design cada vez mais distinto do Titanic, no entanto todas as tomadas internas neste filme promocional exibem um visual essencialmente idêntico ao seu fatídico navio irmão naufragado em 1912.
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Navegando durante impressionantes 24 anos na perigosa rota do Atlântico Norte, o Olympic percorreu mais de 3.3 milhões Km em suas centenas de travessias, suficientes para dar 83 voltas na Terra [distância equivalente à 8.6 vezes a distância entre a Terra e a Lua !]. Tivesse um intrépido cinegrafista gravado os interiores do Titanic em 1912, as imagens captadas seriam essencialmente iguais ao que se vê nesta nesta filmagem em específico [à exceção dos trajes femininos, cuja moda recatada de 1912 não permitia vestidos mais curtos]. Guiado por variadas combinações de tripulação - e pela sorte do destino - o Olympic cruzou o Atlântico por 1/4 de século, transladando milhares de pessoas e deixando uma longa história de júbilo e a saudosa imagem do tempo em que tudo parecia feito para encher os olhos.
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Uma visão geral do Titanic .
Acompanhe uma visão geral das acomodações interiores, aspectos técnicos e dimensões do Titanic. A animação tem 101 quadros e termina após 7 minutos. Se deseja parar a animação, clique a tecla ESC em seu teclado. Para reiniciar a animação, atualize a página.
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Arte gráfica original de  "alotef", deviantart.com / animação por Rodrigo, Titanic em Foco
https://2.bp.blogspot.com/-6RP2rurNe9g/UzdTCbtbRNI/AAAAAAAAImI/8pZ-M2vhU50/s1600/titanic_marschall.png
Abaixo: Publicidade de época sobre os dois navios irmãos divulgada pela Companhia White Star Line. A ilustração foi reeditada para uma visualização básica das acomodações interiores do Titanic.
Plano de arranjo geral interno
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 Você sabia?

Cyril Codus artwork
Você sabia que na decoração dos interiores do Olympic e do Titanic foram utilizados mais de 20 estilos arquitetônicos diferentes?
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Apesar da grande mistura de estilos e elementos decorativos, os decoradores dos dois navios irmãos conseguiram alcançar um balanço entre o grandioso e o bom gosto, o que fez com que ambos os navios estivessem a frente de seus dois maiores concorrentes, o RMS Mauretania e o RMS Lusitania, ambos propriedade da companhia Cunard Line. 

A coletânea de estilos adotada no interior do Titanic percorria centenas de anos em evolução arquitetônica, que se viam representados na decoração das cabines e salas sociais da 1ª e da 2ª classes. Seguem nomeados 21 dos estilos aplicados: Renascença Italiana, Luís XIV, Luís XV, Luís XVI, Adam, Tudor, Georgiano, Rainha Anne, Jacobino, Holandês Antigo, Holandês Moderno, William e Mary, Regência, Dórico, Jônico, Coríntio, Marroquino, Mouro, Chippendale, Sheraton e Grinling Gibbons. 

Grande parte da decoração interior dos navios irmãos foi projetada e instalada pelas mesmas equipes de artistas e e artesãos, visto que o Olympic e o Titanic foram construídos quase ao mesmo tempo. Os interiores foram projetados pela empresa Aldam, Heaton & Co., que já havia trabalhado em outros navios da White Star Line e também havia criado o design dos interiores das casas do presidente da White Star Line J. Bruce Ismay e sua família. A maior parte dos interiores em ambos os navios foi projetado pelo arquiteto Arthur Henry Durand, que tinha estudado a arquitetura em Bruxelas no fim da década de 1890, e estava envolvido também com o projeto da Torre Eiffel em Paris. Durand trabalhou tanto para a White Star Line como para a Peninsular & Oriental Steam Navigation Company.
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Os interiores do Titanic
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As instalações para os passageiros da 1ª classe a bordo do Titanic tinham como objetivo atender os mais altos padrões de luxo da época. De acordo com os planos de arranjamento geral o navio podia acomodar 833 passageiros na 1ª classe, 614 na segunda classe e 1.006 na terceira classe, totalizando uma capacidade combinada de 2.453 passageiros. Além disso, sua capacidade de hospedar membros da tripulação ultrapassava 900. A maioria dos documentos que registram a configuração original do Titanic afirmam que a capacidade total de transporte para os passageiros e tripulantes era de aproximadamente 3.547 pessoas ao todo.
Ao lado: Lawrence Beesley, passageiro da 2ª classe, aproveita a oportunidade para pedalar em uma bicicleta estacionaria do ginásio da 1ª classe do Titanic em 10 de abril de 1912. À frente das duas bicicletas estacionarias um grande marcador que permitia aos passageiros a disputa de uma corrida de velocidade. Certamente ele não imaginava na ocasião que sobreviveria a um desastre dentro de 5 dias, tampouco que sua estadia no Titanic seria registrada em um livro de sua própria autoria, no qual contaria a sua experiência a bordo.

O design dos interiores do Titanic partia do mesmo princípio do encontrado nos interiores de outros navios de passageiros da época, que eram tipicamente decorados em estilos bastante pesados, como os de mansões ou casas de campo inglesas. No entanto o Titanic foi projetado com um estilo geral muito mais leve e moderado, semelhante ao das casas contemporâneas de alta classe e hotéis de luxo; o Hotel Ritz foi um dos muitos ponto de referência como inspiração para os decoradores.
Uma grande variedade de outros estilos de decoração, que iam desde o Renascimento ao estilo Vitoriano, foram usados para decorar cabines e salas públicas na áreas da primeira e segunda classe. O objetivo era transmitir a impressão de que os passageiros estavam em um hotel flutuante ao invés de estarem em um navio. Exemplificando este sentimento, a seguinte frase foi utilizada como publicidade feita pela Companhia White Star Line sobre um passageiro que entrasse no navio:  
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"Nós deixamos o convés e passamos através das portas que nos levam ao interior do barco e, como por mágica, perdemos o sentimento de que estamos a bordo de um navio, a sensação é de que estamos entrando no saguão de uma grande casa em terra." 

Ao lado: Janelas arcadas do ginásio de exercícios da 1ª classe do Olympic, com padrão idêntico às instaladas no Titanic. A porta aberta era de acesso ao ginásio, e o pequeno nicho varanda na sequência protegia a porta de acesso para o mais alto patamar da grande escadaria da 1ª classe. Sobre a composição destaca-se a grande chaminé dianteira com 19 metros de altura visível acima do teto dos alojamentos dos oficiais.

Os passageiros da terceira classe não eram tratados com todo o luxo como os de primeira classe, mas mesmo assim eles estavam em melhores acomodações do que os seus companheiros em muitos outros navios da época. As acomodações de terceira classe a bordo do Titanic eram fortemente representativas da grande mudança de padrões que a White Star Line havia tomado no que se refere as melhorias das acomodações direcionadas aos passageiros imigrantes da classe mais baixa.
Na maioria dos navios de passageiros que percorriam a movimentada rota de transporte do Atlântico Norte, as acomodações de terceira classe consistiam em grandes dormitórios abertos, nos quais dezenas de pessoas eram alojadas, muitas vezes sem uma alimentação adequada, confinados no interior de compartimentos localizados na extremidade dianteira dos navios. A White Star Line há muito tempo vinha enfrentando o desafio de quebrar essa regra. Como visto, a bordo do Titanic, e todos os navios da White Star, os passageiros da terceira classe se dividiam em duas seções, sempre localizadas nas extremidades opostas do navio. O acordo estabelecido foi que homens solteiros seriam hospedados nas áreas dianteiras, enquanto as mulheres solteiras, casais e famílias seriam alojados à ré da embarcação. Além disso, enquanto outros navios da época forneciam apenas dormitórios coletivos, os navios de linha White Star Line ofereciam aos passageiros de terceira classe cabines privadas, pequenas mas confortáveis, capazes de acomodar dois, quatro, seis, oito e 10 passageiros em cada uma delas.
Abaixo: Uma cabine de 2ª classe a bordo do navio SS Laurentic, propriedade da Companhia White Star Line. No Titanic as cabines da 3ª classe seguiam o mesmo tamanho, mobiliário e padrão. Ao invés de grandes salões dormitórios onde amontoavam-se emigrantes humildes, no Titanic havia a vantagem de poder dividir uma cabine com familiares ou amigos conhecidos. A popa era uma área reservada exclusivamente às famílias e mulheres solteiras, os homens sozinhos e/ou solteiros eram obrigatoriamente hospedados no extremo oposto do navio, na proa.

Como na maioria dos navios da época do Titanic, as instalações de primeira classe eram localizadas na parte central do navio, onde as vibrações e o balançar do navio eram minimamente sentidas. O navio tinha seus andares designados por letras (Convés A, Convés B, Convés C,...), com exceção do andar superior, chamado Convés de Botes. A primeira classe abrangia desde o andar superior (Convés de Botes) até o Convés E, enquanto que a maioria dos outros conveses possuíam acomodações da 2ª e 3ª classe, porém devidamente isoladas uma da outra. Neste panorama o convés A era uma exceção, uma vez que continha apenas instalações de primeira classe. Nos outros conveses a primeira classe ficava ao centro do navio, a segunda classe ficava nas bordas e a terceira classe se localizava na popa e na proa, onde o barulho e as vibrações eram mais evidentes.

As classes eram rigidamente isoladas, e era teoricamente proibido passar de uma classe para a outra. Haviam placas nos acessos que indicavam aos passageiros que eles eram proibidos de frequentar determinada área. Na prática, era completamente impossível, por razões de saúde, um passageiro de terceira classe entrar em contato com as outras classes, porém as barreiras entre a primeira e segunda classe eram mais flexíveis.

Ao lado - Cenário do filme "Titanic" (1997): "AVISO PASSAGEIROS DA 3ª CLASSE NÃO SÃO PERMITIDOS ALÉM DESTE PONTO."

É sabido que um passageiro da primeira classe poderia visitar um amigo que estivesse viajando na segunda classe. Da mesma forma, antes do início da viagem os passageiros de segunda classe poderiam visitar as acomodações da primeira classe antes da partida do navio. Assim Lawrence Beesley, um passageiro de segunda classe, foi fotografado em uma bicicleta no Ginásio do Titanic, local reservado apenas para a primeira classe.
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O convés de botes no Titanic era o mais alto no navio, e a maior parte nele era aberta para o passeio e lazer dos passageiros. A plataforma era dividida pelos alojamentos construidos ao redor dos compartimentos ao redor das aberturas das chaminés e dutos de ventilação das entranhas do navio, e também pelos tetos elevados de algumas das salas públicas localizadas diretamente abaixo. A maioria dos captadores de ventilação do navio também estava localizada aqui, mas devido ao uso de ventiladores do tipo Sirocco [com motores para ajudar na indução do ar] para ajudar com a indução do ar, o convés não estava obstruído com a típica floresta de visual desagradável proeminentes em tantos outros navios do mesmo período, assim como os encontrado a bordo do navio RMS Mauretania, da concorrente Cunard Line.

Uma grande área de convés era revestido de madeira de pinheiro amarelo. Os tetos elevados da sala de leitura da 1ª classe e do Lounge da 1ª classe, que se elevavam acima do convés, proviam espaço para os jogos de convés, como o shuffleboad, típico nos navios da época. A maior porção do espaço no convés de botes era reservada aos passageiros de 1ª classe, enquanto uma área menor à ré servia como passeio para os passageiros de 2ª classe. Intercalando os dois espaços, havia um estreito convés separado por gradio e portões, reservado aos engenheiros da sala de máquinas. Em adição, os oficias tinham o seu próprio espaço na área dianteira do convés, separados da área pública por gradio com portões em ambos os lados do navio. Em virtude da vista panorâmica, a ponte de comando estava alocada na área dianteira do convés de botes, junto da casa do leme e sala de mapas.

Os alojamentos dos oficias de alto patente e do capitão [com sua própria sala de estar] estavam situados à ré da ponte de comando, bem como a sala de telégrafo, seis cabines de 1ª classe, o ginásio de exercícios da 1ª classe a o saguão superior da escadaria principal da 1ª classe. À ré da plataforma acima do longe da primeira classe estava um acesso com escada interna para o convés de passeio da 1ª classe,  a sala dos tanques de água junto da sala de fumantes dos oficiais e, logo adiante, a plataforma elevada do teto da sala de fumantes da 1ª classe e o saguão de acesso para a escadaria da 2ª classe. As claraboias protetoras dos domos decorativos das duas escadarias de 1ª classe estavam também aqui, a primeira alocada adjacente ao teto do alojamento dos oficiais no saguão superior da escadaria, e a segunda ao nível do convés de botes. O fosso de luz e ar sobre a sala de máquinas terminava aqui também, com alçapões envidraçados sobre o alojamento entre a terceira e a quarta chaminés. Flaqueando os dois lados do navio estavam alojados dezoito botes salva vidas, sendo mais dois deles alojados junto à base da chaminé dianteira.
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Ponte de Comando

Acima - A ponte de comando do Olympic ilustra com proximidade a mesma área do seu navio irmão, considerando que não há fotografias conhecidas da ponte no Titanic. Os dois objetos circulares instalados na parede entre duas janelas são os controles de acionamento dos apitos situados nas chaminés Nº 1 e 2; as únicas com apitos realmente funcionais. Ao redor do timão, contornando a circunferência em bronze, havia a seguinte inscrição gravada em baixo relevo:

BROWN'S PATENT TELEMOTOR - ROSEBANK IRONWORKS, EDINBURGH.


https://4.bp.blogspot.com/-zogZtMCYcjE/T_Bmzd8AqEI/AAAAAAAAFHA/UOzyeQkPBNs/s400/titanic3.jpgAo lado: Um dos telégrafos de bronze que compunham a ponte de comando no Titanic, recuperado dos escombros do navio a 3.800 m de profundidade.
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A Ponte de Comando, no alto da superestrutura do navio, era o centro de comando da navegação do Titanic."Ponte de Comando", em sua descrição original, se refere a uma estrutura similar a uma passarela que atravessa a largura de um navio, permitindo que os comandantes tenham vista para a frente e para os lados da embarcação quando atracado ou em movimento.

Por volta do ano 1900, as empresas começaram a instalar janelas de vidro nas pontes de comando dos novos navios, o que protegia os oficiais do mal tempo e do vento frio. A fotografia mais acima foi tirada a bordo do RMS Olympic, o navio-irmão do Titanic, e exibe a variedade de instrumentos na Ponte de Comando. Os telégrafos retransmitiam ordens de velocidade para a casa das máquinas e para a plataforma de atracagem localizada no extremo final do navio. Na foto se vê o timão ("volante" do navio), os controladores de acionamento dos apitos, e uma das bússolas.

Ao lado: Edward John Smith, o capitão, fotografado à bombordo do Titanic, frente a entrada para a ponte de comando. Pela vidraça vê-se o topo de um dos telégrafos que integravam as comunicações de bordo. A foto foi tirada em Southampton no dia 9 de abril de 1912, um dia antes da partida e 6 dias antes do naufrágio.

Ao lado: A casa do leme recriada para os cenários de "Titanic" (1997). Na casa do leme o timoneiro poderia pilotar sem estar exposto ao clima frio, como na ponte de comando à frente. A reprodução cenográfica é bastante próxima à realidade, porém não é historicamente exata; a mesma regra é válida para todos os demais cenários do filme.

Durante um tempo mais frio, o timoneiro se mudaria para a casa do leme, pequena e aquecida, que continha um timão adicional, uma bússola e um painel de telefones que ligava a ponte às estações importantes ao redor do navio. Uma dessas estações era o cesto da gávea, onde Frederick Fleet, sem a ajuda de binóculos, avistou o iceberg as 11:40 da noite em 14 de abril de 1912. Após tocar o sino três vezes, anexado ao cesto da gávea, telefonou para a ponte e exclamou: "Iceberg logo à frente!"
O Primeiro Oficial Willian Mc Master Murdock prontamente ordenou ao timoneiro Robert Hichens para virar o timão em uma tentativa desesperada de evitar a colisão com o iceberg. Nos próximos 37 segundos, a proa do Titanic virou 22 graus para bombordo (esquerda) e afastou-se do iceberg o suficiente para evitar uma colisão frontal no gelo, mas não o suficiente para impedir as perfurações fatais em sua lateral.
https://4.bp.blogspot.com/-fk2KKbc0rwc/TsGDhhk-44I/AAAAAAAAC0g/VhamMjic8n0/s1600/titanic_1997.jpg
O Titanic possuía dois megafones de latão [ambos foram recuperados a partir do local do naufrágio] para gritar ordens de ancoragem da Ponte para a proa do navio. No entanto na noite do acidente os oficiais usaram para coordenar o lançamento dos botes salva vidas.
Ao lado - Cena excluída do filme Titanic que reproduz o uso de um dos megafones pelo Capitão Edward John Smith [interpretado por Bernard Hill] ao chamar de volta para o navio o bote salva vidas Nº 6.
Convés de Botes

Acima - Convés de Passeio da 2ª classe, ao lado da 4ª chaminé do Titanic, em uma fotografia tomada durante a escala na cidade de Queenstown, Irlanda, em 11 de abril de 1912, sua segunda e última escala na Europa. As dezenas de espreguiçadeiras recostadas na plataforma elevada do teto da Sala de Fumantes eram dobráveis, e poderiam ser locadas pelos passageiros através do balcão do Comissário de Bordo, no Convés C, e não poderiam ser levadas e trazidas para qualquer lugar no Convés, tinham marcação de local fixo numerado onde obrigatoriamente eram posicionadas. Na esquerda se pode notar os botes salva-vidas Nºs 10, 12 e 14. As três pessoas caminhando sob pesadas roupas são as cunhadas Elsie Doling (18), Ada Julia Doling (34) e Edwin Frederic Wheeler (24), passageiros da 2ª classe. Edwin era criado particular do milionário norte americano George Washington Vanderbilt, que cancelou sua passagem no Titanic, mas o enviou com passageiro da 2ª classe. Edwin pereceu no desastre e seu corpo, se recuperado, não foi identificado. Elsie e Ada sobreviveram ao desastre. Esquerda: Uma visão dos bastidores de "Titanic" (1997) que exibe o mesmo local visto na fotografia histórica.
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https://1.bp.blogspot.com/-oql1G3H-E8g/UUdZ6PI5JhI/AAAAAAAAHfI/6fSgAg0OlrY/s1600/titanic_deck_chair.png
Ao lado - Cadeira autêntica do Titanic resgatada pelo navio CS Minia durante o processo de recuperação dos corpos no local do desastre nos dias posteriores ao naufrágio. A cadeira foi presenteada ao Reverendo Henry W. Cunningham, em reconhecimento ao seu trabalho no funeral e sepultamento das vítimas. A peça foi doada pelo neto de Henry ao Museu Marítimo do Atlântico, em Nova Escócia, onde estão enterradas a maioria das vítimas do naufrágio. A espreguiçadeira é de mogno, com uma estrela esculpida sobre o apoio da cabeça, marca registrada da White Star Line; o assento de palha não é original, foi refeito. Hoje esta é uma das únicas intactas ainda preservadas.
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O Titanic tinha a reputação de ser espaçoso, o que é evidenciado pela plataforma superior do navio com seu vasto passeio com piso revestido de pinheiro. Navios mais antigos eram cheios de equipamentos de ventilação, clarabóias, cabos de aço e botes salva vidas, mas os projetistas do Titanic mantiveram todos esses recursos em requisitos mínimos em virtude de liberação de espaços.
Lâmpadas elétricas iluminavam o convés superior. Tetos elevados sobre o Convés de Botes formavam terraços em que os passageiros podiam passear ou jogar. Se o exercício não estivesse nos planos, bancos foram estrategicamente colocados para descanso e contemplação do mar.
No vídeo abaixo: Teste com um real conjunto de apitos resgatado dos escombros do Titanic. O som emitido possivelmente não é o mesmo que teria sido em 1912, considerando que o artefato permaneceu por mais de 74 anos no fundo do oceano e o teste foi executado com um nível de pressão inferior ao que realmente era utilizado no início do século, quando o Titanic fez sua primeira e única viagem.

Esquerda - Foto autêntica da chaminé frontal do Titanic. Na madrugada do desastre os 12 cabos de aço que a sustentavam não resistiram à inclinação do navio e se arrebentaram, e a chaminé caiu sobre os que se debatiam na água em meio ao turbilhão de água..

Ao lado e abaixo - Momento recriado 85 anos depois do desastre... Em 1997 o diretor canadense James Cameron põe a seu favor a moderna tecnologia do cinema e utiliza-se de grandes efeitos especiais nas cenas do filme Titanic. 

O momento da queda da chaminé fora recriado através da mistura de filmagem em cenário do Convés de Botes com tamanho natural alojado num tanque, uma miniatura física da chaminé e um céu com horizonte gerado por computador. Curiosidade - A cena foi conseguida com duas técnicas diferentes: Na sequência inicial uma chaminé em miniatura foi gravada em estúdio fechado separado, com uma estrutura metálica interna coberta por uma "pele de aço" de papelão pintado nas cores da chaminé. Para simular a queda em dimensão mais próxima à realidade na tomada final foi utilizado um tanque de caminhão cilíndrico suspendido em cabos de aço sobre o tanque com dublês.
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https://2.bp.blogspot.com/-Itilfep_1E4/Uy8RoNpiJcI/AAAAAAAAIl4/a8HuybfcEzw/s1600/titanic_funnel.jpg
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Abaixo - Os apitos do Titanic tal como reproduzidos nos cenários do filme Titanic, possivelmente um som bastante próximo ao original de 1912, quando o Titanic fez a primeira, única e não terminada jornada em direção à América. Direita: Um conjunto de apitos resgatado dos escombros do navio a 3.800 m de profundidade.


Altamente visíveis nas áreas de passeio aberto estavam as quatro imponentes chaminés, três das quais eram totalmente funcionais, com uma chaminé extra adicionada para completar a simetria de design. Anexado a cada uma das chaminés havia um conjunto de apitos. Os apitos instalados nas duas chaminés dianteiras eram funcionais, e operados eletricamente a partir da ponte de comando. Os apitos das duas últimas chaminés não eram funcionais, sua presença visava completar a simetria apenas.Estas imensas estruturas com altura máxima de 19 m e largura máxima de 7,30 m, tinham como função a eliminação dos gases e fumaça da queima do carvão nas caldeiras do navio, mas também carregavam as cores tradicionais presentes nos navios da Companhia White Star Line, uma espécie indefinida de marrom levemente alaranjado com topo pintado de preto. Era nelas também onde os potentes apitos foram instalados com escadas de acesso e onde haviam várias tubulações e canos de eliminação de vapor excedente.
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Ao lado: Entre as quatro chaminés, a última à ré fugia às funções das demais, não estava conectada às saídas das fornalhas de carvão e atuava na eliminação dos gases da sala de máquinas, a fumaça da lareira da Sala de Fumantes e fumaça das cozinhas, servindo também como duto de ventilação para várias áreas internas. Geralmente chamada de "falsa chaminé" ou "chaminé decorativa", que são termos incorretos considerando o aspecto funcional apenas distinto das demais. O diferencial era de que ela não expelia uma grande quantidade da conhecida fumaça negra assim como as três dianteiras. No entanto em determinados momentos quando a cozinha ou a lareira da 1ª classe estivesse em funcionamento a 4ª chaminé expelia uma quantidade moderada de fumaça.
http://oi62.tinypic.com/2ebuzj9.jpg
Acima: Ao contrário do que fora exibido em "Titanic" (1997), as chaminés possuíam nenhuma iluminação noturna especial. A única luminosidade que recebiam era indireta, vinda das fracas lâmpadas que iluminavam o convés, portanto as quatro se apresentavam bastante obscuras durante a noite, difíceis até mesmo de serem vistas à distância. Curiosidade: A cena acima foi gravada com um modelo do Titanic em escala 1:20, com 13,45 metros de comprimento. A maquete demorou 5 meses para ser concluída, incorporando extremo nível de detalhes técnicos. A cena fora gravada em estúdio fechado com uma câmera de movimento controlado por computador. Na pós produção a tomada recebeu os toques da realidade com a adição da fumaça, céu, estrelas e mar gerados através de complicados métodos de computação gráfica e animação. Este grande modelo permanece ainda hoje como um das maiores e mais completos modelos do Titanic já criados.
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Abaixo: A reconstituição gráfica ilustra de modo muito próximo como possivelmente seria a aparência do Titanic durante a noite, com luminosidade muito inferior ao que oi cinema e suas exageradas técnicas de iluminação popularizaram.
Direita: Chaminés do Olympic recebendo retoques na pintura nas docas da White Star Line, em Southampton, Inglaterra. A tubulação à esquerda e à direita permitia a eliminação de vapor excedente. À direita também se pode ver o conjunto de apitos com sua própria tubulação de vapor.
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Ao lado: No detalhe da fotografia ao lado vê-se em 2º plano o mastro traseiro do Olympic e a chaminé Nº 4, com o conjunto de apitos instalado na porção frontal. As quatro chaminés carregavam apitos, no entanto apenas os instalados nas chaminés Nº 1 e Nº 2 eram funcionais, apenas eles estavam conectados às saídas de vapor responsáveis pela emissão de som. Através da enorme abertura oval de 7.3 m de diâmetro seria virtualmente possível a passagem com folga de uma locomotiva.

A área de passeio da primeira classe ficava no meio do navio no convés superior, enquanto que o passeio de segunda classe, ficava à ré, no final do convés de botes. Em 1912, as leis que regiam a capacidade de bote salva vidas estavam gravemente antiquadas. Através de uma peculiaridade na regulamentação, o número de botes salva vidas dependia dos metros cúbicos do navio. Este regulamento exigia que Titanic tivesse capacidade para evacuar apenas 950 passageiros. Embora o Titanic estivesse equipado com mais botes do que a lei exigia, com seus 20 botes salva vidas ainda não se poderia evacuar todos os passageiros em caso de emergência. 
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Ao lado - Uma rara fotografia da 4ª chaminé do Titanic. Aqui Charles Whilems, passageiro da 2ª classe, é fotografado equilibrando-se sobre o alojamento junto de duas damas não identificadas. Charles sobreviveu ao naufrágio e sua foto é muito raramente publicada nos livros. Considerando que esta não era uma área disposta para trânsito de passageiros, a foto denota ter sido propositalmente captada com intuito jornalístico de ressaltar as dimensões inéditas do Titanic. As chaminés mediam pouco mais que 19 metros de altura em sua porção externa visível acima dos alojamentos do Convés de Botes, no entanto seus respectivos dutos se projetavam para dentro das entranhas do navio onde estavam instaladas as 29 caldeiras. 
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Após a colisão com o iceberg às 11:40 h da noite de 14 de abril, foram perdidos minutos importantes no exame, avaliação e início do processo de evacuação. Finalmente, às 00:45, o bote salva vidas de estibordo nº 7 foi colocado para fora suspenso em um turco para iniciar a aterrorizante descida de sete andares para o mar. Neste bote estavam apenas 28 pessoas, muito longe dos 65 que tinha sido projetado para transportar. Nestes momentos, era difícil convencer os passageiros de que uma pequena embarcação em mar aberto seria mais segura do que o quente e bem iluminado convés do Titanic. 
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Abaixo: Quinta feira, 11 de abril de 1912, Queenstown, Irlanda: No convés de passeio da 2ª classe um jornalista do Irish Examiner fotografa a extensão do navio, flagrando John Harper e a pequena Annie Jessie [ao lado] caminhando sob pesados trajes. Apenas quatro dias após o clique histórico a pequena "Nina " seria salva no bote salva-vidas nº 11 - que na foto está exatamente ao lado de pai e filha -, mas John se tornaria uma das vítimas do desastre. Haviam mais botes disponíveis ao acesso imediato à 2ª classe [8 ao todo] do que para a 1ª classe, onde apenas 4 botes estavam de fato instalados no convés de passeio na parte dianteira do navio, porém outros 8 botes foram alojados no convés reservado aos tripulantes. Na madrugada do desastre, no entanto, as barreiras divisórias foram abertas, e a área da 1ª classe contou então com 12 botes ao todo. Nas áreas da 3ª classe, no entanto, não haviam qualquer bote disponível, sendo estes passageiros precariamente escoltados para as áreas de evacuação, muitos deles fizeram seu próprio caminho através de barreiras divisórias ao longo dos interiores e dos conveses externos.
Sala do Telégrafo / Marconi Room
Acima: Única foto conhecida da Sala de Telégrafo do Titanic. De costas operando o aparelho de telégrafo está Harold Bride. Harold sobreviveu ao desastre com os pés feridos pelo congelamento, mas perdeu seu companheiro de trabalho, Jack Philips

A sala de telégrafo era localizada no Convés de Botes, perto da ponte de comando, e nela trabalhavam dois operadores de telégrafo empregados da Companhia Marconi. Seus trabalhos principais eram de receber e enviar mensagens por ondas de rádio usando o código Morse. Os operadores da sala de telégrafo eram contratados exclusivos, não eram considerados parte da tripulação normal. Os uniformes usados por eles eram diferentes dos uniformes dos demais tripulantes, possuíam emblemas próprios nos botões, mangas e no quepe. Os operadores não eram diretamente subordinados à qualquer um dos tripulantes do navio, tendo apenas determinadas obrigações para com os comandantes do barco. A maior parte de seu tempo era gasto dentro da sala, com a exceção das refeições que eram feitas em um salão de jantar reservado no convés C.
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Acima: Reconstituição gráfica da Sala de Telégrafo do Titanic. À esquerda vê-se parte da porta da cabine dormitório dos oficiais de rádio, que intercalavam em turnos de repouso e trabalho. Esta é uma recriação virtual que incorpora extrema atenção histórica, incluindo novas informações vindas de explorações aos destroços do Titanic onde a sala ainda hoje preserva muitos de seus aspectos originais em meio à decomposição.

Ao lado: Cenas excluída de "Titanic" (1997), com os operadores Jack Philips e Harold Bride em pleno trabalho na sala de telégrafo. As mensagens escritas pelos passageiros e depositadas no Convés C [3 andares abaixo] chegavam aqui através dos tubos pneumáticos afixados na parede ao fundo, impelidas tubulação acima através de ar comprimido.  
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Na década de 1910 a telegrafia sem fio era ainda uma novidade e estava em seu estado de infância, era considerada uma maravilha tecnológica. Telégrafos em navios eram incorporações recentes na nova era. Muitos navios ainda não tinham aparatos de telégrafo e muitos capitães de navios ainda não haviam adquirido confiança nestes aparatos, outros viam estas comunicações como uma mera frivolidade direcionada apenas aos passageiros.
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Acompanhe no vídeo abaixo uma reconstituição aproximada gráfica da sala de telégrafo

O ginásio de exercícios
Acima: Uma foto original do ginásio no Titanic, fotografado por Robert John Welch em março de 1912 em Belfast cerca de um mês antes da viagem inaugural. Os planos originais mais antigos do Olympic e do Titanic ilustravam a posição do ginásio no convés F, próximo à piscina.

O Titanic oferecia aos passageiros da primeira classe um ginásio totalmente equipado, localizado no lado estibordo do convés de botes. Havia uma máquina de remo, duas bicicletas estacionarias, saco de pancadas, o Titanic tinha um conjunto completo de equipamentos de exercício sob a supervisão do instrutor de academia Thomas W. McCawley.

Acima: Nesta cena excluída do filme Titanic a personagem ficcional "Rose" (Kate Winslet) visita o Ginásio do Titanic acompanhada do engenheiro Thomas Andrews (Victor Garber). O cenário foi reproduzido de modo bastante próxima à realidade, mas não incluindo todos os aparelhos. Os painéis com o mapa-múndi e o desenho dos cortes que exibem os interiores do Titanic foram incluídos de maneira próxima à realidade. 

Acima, direita: Sentado na máquina de simulação de remo o instrutor do Ginásio, Thomas W. McCawley. O instrutor chegou a comentar com um passageiro que não usaria um colete salva vidas porque este o atrapalharia quando tivesse que nadar; acabou perecendo no desastre. O sujeito sentado em um aparelho ao fundo é William Henry Marsh Parr, gerente assistente do departamento elétrico da Construtora Harland and Wolff. Ele embarcou no navio a serviço da Harland and Wolff como membro do "Guarantee Group" (Grupo de Garantia), que tradicionalmente acompanhava os navios em viagens inaugurais com o intuito de observar e corrigir eventuais problemas técnicos que porventura surgissem. William Parr pereceu no desastre e seu corpo, se recuperado, não foi identificado. Acima: Cena excluída de "Titanic" (1997). 
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Abaixo: Os painéis instalados no ginásio eram iluminados por detrás. O painel ao fundo trazia um mapa-múndi com a inscrição "Tracks of White Star Line Steamers" (Trajetória dos navios da White Star Line). O painel mais à frente trazia  um corte longitudinal do Titanic e cinco cortes transversais que ilustravam as várias acomodações a bordo. Abaixo do desenho a seguinte frase: "RMS Olympic & RMS Titanic, The Largest Steamers in the World" (RMS Olympic e RMS Titanic, os Maiores Navios do Mundo).
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*** O termo "Grupo de Garantia" definia o grupo formado por nove trabalhadores selecionados para participar das viagens inaugurais de navios construídos pela Harland and Wolff, a fim de registrar o desempenho e todos os problemas que pudessem surgir. Os membros do Grupo de Garantia eram sempre aqueles considerados os melhores em suas respectivas áreas naquela época. Este grupo de elite nunca era o mesmo e poderia mudar a cada viagem inaugural. A possibilidade de fazer parte do grupo era sempre uma grande motivação para os trabalhadores da Harland e Wolff de trabalhar duro e provar suas habilidades para a empresa. Os membros do Grupo de Garantia do Titanic incluíam: Thomas Andrews (o projetista do navio), William Henry Campbell, Roderick Chisholm Robert Crispin, Alfred Fleming Cunningham, Anthony Wood Frost, Robert Knight, Francis Parkes, William Henry Marsh Parr, e Ennis Hastings Watson. Todos pereceram no naufrágio.

https://3.bp.blogspot.com/-q46X7DxBJUk/TzmgJzC038I/AAAAAAAAD84/tdS6dQLecbo/s1600/p61.jpgAo lado - As janelas eram no ginásio eram de padrão idêntico às instaladas na grande escadaria situada adiante, mas foram equipadas com vidro texturizado para dificultar a visão e preservar a privacidade de quem estivesse fazendo exercício. O sujeito na foto é Percival Wayland White (54), fabricante de algodão norte americano que embarcou na manhã de 10 de abril de 1912 acompanhado de seu filho, Richard, hospedando-se como passageiro da 1ª classe e ocupando a cabine "D 26"; pai e filho pereceram no desastre. À direita de Percival está o bote salva-vidas Nº 7, onde a famosa atriz Dorothy Gibson embarcou junto de sua mãe e foi salva na madrugada de 15 de abril, apenas 4 dias após esta foto (ela era passageira da 1ª classe, na foto ao lado). Vinte e nove dias após o naufrágio Dorothy Gibson estreava o 1º filme sobre o desastre "Saved from the Titanic" (Salva do Titanic), no qual ela interpretou a si própria.
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O piso era composto de um mosaico de linóleo branco com pequenos losangos pretos nas extremidades. Sete janelas arqueadas deixavam entrar muita luz natural, o que era um benefício adicional para o ginásio, visto que ele era localizado no convés superior.
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Dois cavalos mecânicos [um de sela lateral para senhoras] tinham um movimento motorizado que simulava o hipismo. Propagandas para o Ginásio do Olympic mostram passageiros montados nesses “cavalos” de exercício vestidos em plenos trajes de equitação. Havia também um "camelo" elétrico, seu movimento ondulante era voltado para o fortalecimento das costas e da tonificação dos músculos abdominais.
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Ao lado: Cavalo mecânico do Ginásio do Olympic em pleno uso.
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As horas de operação no Ginásio eram bem específicas, a fim de dar aos passageiros a oportunidade de usufruir dos exercícios de modo privativo com membros de seu próprio sexo ou da mesma faixa etária:
Homens - das 06:00 às 09:00
Mulheres - das 10:00 às 13:00
Crianças – das 13:00 às 15:00
Homens - das 16:00 às 18:00 

Foi aqui que o passageiro John Jacob Astor, o mais rico a bordo, aguardou com sua jovem esposa grávida, Madaleine, o lançamento do bote que a levaria em segurança para longe do navio em crise. Impedidos de embarcar juntos, ele entregou-lhe as luvas como proteção contra o frio e se afastou para encontrar o destino.
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Acima: Ginásio no Olympic em uma fotografia voltada para a proa (frente do navio). Tal como no Titanic aqui também havia o painel publicitário com as rotas da White Star Line, no entanto a imagem longitudinal que se vê no último painel não era um desenho com um corte do navio - como no Titanic -, mas uma foto do Olympic em alto mar. Nesta foto se pode ver também o pequeno saco de pancadas suspenso no teto ao fundo. A porta na foto acessava o patamar superior da escadaria dianteira da 1ª classe.

Acompanhe no vídeo abaixo uma reconstituição gráfica aproximada do Ginásio do Titanic
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O Promenade Deck - ou convés A - estava localizado abaixo do convés de botes e era onde estavam algumas das mais extravagantes acomodações de luxo. O Cafe Verandah estava aqui, os saguões de acesso à grande escadaria dianteira e traseira, a sala de fumantes da 1ª classe, a sala de leitura da 1ª classe e o Lounge da 1ª classe. Todas as cabines no convés A eram de 1ª classe e localizadas junto da área dianteira do convés e não contavam com banheiros privativos, sendo servidas por dois blocos de banheiros comunitários. Haviam apenas duas cabines adicionais situadas à ré, junto da escadaria traseira, e numeradas A36 e A37, ambas servidas por banheiros privativos com banheiras. As cabines no convés A eram de padrão simplificado sem ornamentação pesada. As cabines de luxo estavam situadas nos conveses B e C logo abaixo.
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A grande escadaria dianteira
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Abaixo: A icônica Grande Escadaria dianteira da 1ª classe do Olympic numa foto de seu mais conhecido patamar, no Convés A. Iniciando a cobertura no mais alto convés habitável do Titanic, o Convés de Botes, a escadaria percorria sete patamares do navio, sendo seis deles de luxo. A composição grandiosa seguia à risca a regra dos interiores da 1ª classe, e a escadaria foi projetada especialmente para interconectar as acomodações como via principal de acesso para todos os conveses dos mais privilegiados passageiros a bordo. 

https://2.bp.blogspot.com/-ODtbuzRmD_8/TzmfD4MnKpI/AAAAAAAAD8E/-cehqBuLmDg/s1600/p88.jpg
Ao lado: A escadaria dianteira do Olympic. Não se conhece qualquer foto das escadas do Titanic, mas os registros históricos confirmam que nos dois navios este ambiente era muito similar em composição decorativa e arquitetônica.

Abaixo: Reconstrução gráfica que flutua pelos interiores da Grande Escadaria de cima à baixo. A arte incorpora vários aspectos históricos mas não é exata. De todo modo as incorreções não diminuem a possibilidade de entendimento dimensional.
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O Titanic tinha duas escadarias na primeira classe(assim como o Olympic), uma localizada entre a primeira e segunda chaminé e a outra localizada à ré, entre a terceira e a quarta chaminé. A escadaria dianteira, ou Grande Escadaria, era a mais elaborada das duas, ligando seis conveses e encimada por uma cúpula de ferro e vidro. A decoração de ambas as escadas era uma curiosa combinação de estilos. Os painéis de madeira seguiam o estilo criado pelos mestres artesãos ingleses do casal de monarcas William and Mary. Também foram instalados corrimãos de madeira e ferro com guirlandas de bronze dourado, as quais eram inspiradas pelas decorações da corte francesa de Luís XIV.
Em moda naqueles tempos, um querubim de bronze erguia uma lâmpada que iluminava o patamar principal da escadaria no convés A (proa) e um no convés C (escadaria traseira). Muitos anos antes, luminárias como estas eram colocadas aos pés das escadas dos escuros palácios e mansões como aparato de iluminação que contribuía com segurança, mas no Titanic os querubins eram apenas ornamentais, visto que as escadarias já eram plenamente iluminadas pelos lustres e pelo domo de vidro.

Ao lado: Reprodução do querubim da Grande Escadaria. Esta é uma réplica criada para o museu "Titanic Branson Attraction", localizado na cidade de Branson nos Estados Unidos. O querubim do Titanic foi instalado na base dos degraus da escadaria no Convés A. A escultura de bronze media 1.3 m de altura da base ao topo da chama. A alegoria apresentava cabelos ondulados e fora representado seminu, onde apenas um pequeno manto recaia de cima de suas asas e cobria seu ventre, terminando envolvido em suas costas como se estivesse solto ao vento. Um outro querubim como este, mas de posição invertida [espelhada], estava instalado na escadaria traseira, no convés B.

Acompanhe abaixo mais uma reconstituição gráfica aproximada da Grande Escadaria, aqui vista em seu mais alto patamar, no Convés de Botes. 



A grande escadaria em "Titanic" (1997)

http://fat.gfycat.com/VagueSkeletalChrysomelid.gifAo lado: Eric Braeden, que interpretou o passageiro da 1ª classe John Jacob Astor no filme "Titanic" (1997), relatou que atuar nesta cena onde o domo é implodido por uma imensa massa de água foi uma das experiências mais assustadoras pelas quais já passou, visto que não houve qualquer possibilidade de ensaio prévio antes da tomada. 

Abaixo: A Grande Escadaria dianteira recriada para os cenários do filme "Titanic" (1997). A reprodução foi possível graças às fotografias e às peças esculpidas sobreviventes da escadaria do RMS Olympic, o navio irmão do Titanic, das quais foram feitas cópias em gesso artisticamente pintadas para se assemelharem à madeira de carvalho inglês esculpido. A excelência do trabalho de cenografia pode ser vista em cada detalhe, e à exceção dos dois lances centrais que foram alargados em cerca de 50 cm em cada lado [levando ao aumento na largura do ambiente como um todo, consequentemente também redimensionando a cúpula], todo o restante segue de maneira bastante educada a obra original, contanto não seja de fato uma réplica fiel, perdendo detalhes e recebendo alterações visíveis de design. Ainda hoje esta é a melhor recriação física da escadaria já materializada, e nem mesmo as muitas versões em museus ao redor do mundo conseguiram o feito de ultrapassar os resultados obtidos por James Cameron e seu batalhão de historiadores, artistas e cenógrafos
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O cenário foi construído sobre uma plataforma de elevação sobre um tanque com 19 milhões de litros de água salgada para que fosse fisicamente afundado frente às câmeras. Durante a tomada onde foram literalmente "despejados" 342 mil litros de água que estouram o domo de vidro, a seção de degraus repentinamente soltou-se de suas bases e imergiu violentamente sob os pés dos dublês, mas sem causar ferimentos aos presentes. Toda a reprodução foi muito danificada durante as repetidas tomadas, no entanto muitas peças da escadaria puderam ser salvas e hoje encontram-se sob posse de colecionadores, museus, sociedades históricas e esporadicamente surgem à venda em leilões virtuais.
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Um tour pela escadaria cenográfica

A Grande Escadaria nas palavras da White Star Line

Acima: Ilustração e texto extraídos de um panfleto publicitário de época publicado pela Companhia White Star Line, antecipando a beleza e benefícios dos interiores do Olympic e do Titanic.

A Escadaria
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"Nós deixamos o convés e passamos através das portas que nos levam ao interior do barco e, como por mágica, perdemos o sentimento de que estamos a bordo de um navio, a sensação é de que estamos entrando no saguão de uma grande casa em terra. Dignos e simples painéis de carvalho cobrem as paredes, enriquecidos em alguns lugares por trabalhos de entalhe, reminescentes dos dias quando Grinling Gibbon colaborava com seu grande contemporâneo, Wren. 

No meio do saguão se ergue uma graciosa escadaria curva, sua balaustrada sustentada por leves volutas de ferro com ocasionais toques de bronze, na forma de flores e folhagens. Acima de tudo um grande domo de ferro e vidro verte uma inundação de luminosidade pelas escadas abaixo. No lance abaixo há um grande painel esculpido que contribui com seu toque de riqueza na sobriedade da composição das paredes de painéis simples. O painel contém um relógio, e em cada um dos lados há uma figura feminina, uma composição simbolizando a Honra e a Glória Coroando o Tempo.

Olhando por sobre a balaustrada, nós vemos as escadarias precipitando-se para os muitos pisos inferiores. Voltando-nos para o lado poderemos ser poupados do trabalho de descer os degraus ao entrar em um dos elevadores com seu suave deslizar que nos levará rapidamente a qualquer outros dos inúmeros pisos do navio que queiramos visitar. A escadaria é um dos principais atributos do navio, e será muito admirada como sendo, sem dúvida, a mais fina obra deste tipo no mar."

O relógio da Grande Escadaria do Olympic, o navio irmão do Titanic


Ao lado: O grande relógio esculpido em carvalho inglês que integrava a Grande Escadaria dianteira do Olympic, o navio irmão do Titanic; hoje preservado sob os cuidados do 'SeaCity Museum', na cidade de Southampton (Inglaterra), o museu é localizado próximo às docas de onde o Titanic partiu em 10 de abril de 1912.

* Texto original: "Uma mulher olha para uma fotografia original da Grande Escadaria do Olympic em Southampton, Inglaterra, terça-feira, 03 de abril de 2012. O novo museu será aberto no dia 10 de abril de 2012, cem anos após o malfadado Titanic ter partido do porto da cidade".
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O belo relógio foi vendido na década de 1930, por ocasião do leilão de uma infinidade de peças decorativas do Olympic, que foram dispostas para venda após a demolição do navio; a peça esteve por décadas sob propriedade privada antes de ser doada ao antigo 'Maritme Museum of Southampton'. Originalmente o relógio não possuía qualquer tipo de tinta aplicada sobre a madeira de tom natural, mas foi primeiramente pintado quando o Olympic passou por uma reformulação da decoração de seus interiores no final de sua carreira (o relógio foi também repintado enquanto esteve sob propriedade privada). Em 1996, por ocasião da realização de pesquisas históricas sobre o visual do Titanic para a construção dos cenários do filme "Titanic", do diretor James Cameron, esta peça foi criteriosamente estudada, medida e fotografada, e deste modo permitiu a perfeição absoluta na recriação de uma réplica idêntica para os cenários do famoso filme Titanic.
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Acima: A icônica escadaria dianteira da 1ª classe do Titanic aqui vista em seu mais conhecido patamar, o Convés A. Ainda hoje o sumiço da escadaria está entre os pontos físicos mais intrigantes do naufrágio, e o desaparecimento quase completo dos vestígios dos lances de degraus da escadaria é um mistério; especialistas e historiadores ao cogitam a possibilidade de que os lances teriam sido brutalmente arrancados de suas bases durante o naufrágio devido à força da água, tendo sido destroçados, flutuando livres em meio aos destroços. O desaparecimento completo até mesmo da balaustrada de ferro forjado e bronze contribui para a teoria, considerando que a corrosão não afetaria o material resistente à ponto de eliminar qualquer vestígio de sua presença. Frações da balaustrada no entanto foram vistas e fotografadas na década de 1980 em meio aos destroços espalhados pelo leito marinho ao redor do Titanic.
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Hoje o que resta do aspecto interior mais icônico do Titanic é tão somente este grande "fosso" aberto do Convés de Botes até o Convés D, circundado por dezenas de colunas de aço e intensa formação de detritos ferruginosos formados pela decomposição do aço estrutural do Titanic. Ainda que não se saiba qual é a solução do mistério, a madeira da escadaria eventualmente poderia ter apenas se decomposto com o passar das décadas, seguindo a regra de quase toda a madeira nos interiores do navio, que se decompôs quase na totalidade ao passar dos anos.
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Ao lado: Escadaria do Olympic, numa foto posada para publicidade na década de 1920. A presença de corrimãos metálicos instalados sobre os originais demarca a preocupação com segurança, considerando a altura temerária ao redor de todos os patamares.
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Pesquisas e gravações obtidas em 2001 para o documentário "Ghosts of the Abyss" demonstraram que nos interiores dos escombros do Titanic há ainda incontáveis casos onde a madeira segue relativamente bem preservada; em sua maioria são peças que receberam aplicação de tinta, que acidentalmente atuou como uma espécie de "repelente químico" dos microrganismos decompositores. A escadaria do Titanic era revestida em madeira de carvalho apenas polida e encerada, o que aparentemente não afastou os microrganismos decompositores, os quais ainda hoje seguem devorando com voracidade o ínfimo de madeiramento que ainda resta da rica decoração interior do Titanic. Apesar da quase completa descaracterização visual da escadaria devido à decomposição, notavelmente dezenas de lustres de bronze e cristal ainda pendem do teto, sustentados pela própria fiação em meio às estalactites de aço decomposto.
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Abaixo: Nesta fotografia tomada a partir do balcão frontal em direção ao patamar entre o convés de botes e o convés A da escadaria dianteira, dois sujeitos posam junto ao famoso painel do relógio esculpido Honour and Glory Crowning Time.
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A foto ressurgiu a público em maio de 2003. Após uma extensiva e acalorada discussão entre especialistas de várias áreas, chegou-se ao consenso de que a fotografia é na realidade, proveniente do Olympic, e teria sido tirada em um período em que o transatlântico foi submetido a uma de suas várias reequipagens entre temporadas [a sujidade no chão aos pés dos sujeitos demonstra os trabalhos em andamento].
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titanicchannel.tv.
Entre os muitos fatores que ajudaram a comprovar a identidade da fotografia estão os frontais nas quinas dos degraus da escada, que no Olympic receberam proteções de borracha entre o fim de 1911 e o começo de 1912, mas originalmente até antes desta reequipagem eram finalizados com filetes largos de latão polido aparafusado [como pode ser visto em outras tantas fotos da escadaria tiradas antes de 1912]. Através de profunda análise de uma cópia nítida desta mesma imagem, o renomado especialista visual do Titanic Ken Marschall, cruzou as informações visuais a partir dos veios do apainelamento da madeira nas paredes de outras fotos de diferentes épocas, constatando então que as "impressões digitais" correspondem exatamente entre as várias imagens. A discussão no entanto se arrastou por um longo período, mas o consenso final postulou a identidade da foto como proveniente do Olympic após o início de 1912, e que ainda hoje não se conhece qualquer fotografia verídica das escadarias do Titanic. No entanto a foto não perdeu seu indiscutível valor histórico.
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Cabines da 1ª classe no Convés A
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Esquerda: Uma cabine de 1ª classe para uma só pessoa, localizada no Convés A do Olympic. Direita: Uma cabine da 1ª classe para duas pessoas, localizada no Convés C do Olympic. No Titanic as respectivas cabines seguiam o mesmo tamanho, estilo e padrão.
https://4.bp.blogspot.com/-Mlfq5FVVtAg/T_9md137uBI/AAAAAAAAFaA/HcT15y-LW50/s1600/titanic_cabin.jpghttps://3.bp.blogspot.com/-65JKAf9f7fA/TcmutrRV2VI/AAAAAAAAAKc/5-MKFZdj7QA/s400/thomas%2Bandrews%2B-%2Btitanic.jpg .
Todas as 37 cabines da 1ª classe instaladas no convés A do Titanic possuíam visual e mobiliário similares aos das fotografias acima, o que resulta em um grande constaste quando comparadas às cabines de luxo instaladas no Conveses B e C.
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As 37 cabines do Convés A eram todas cobertas com painéis de madeira inteiriços pintados de branco, livres de grande ornamentação. Nenhuma das cabines localizadas a frente da Grande Escadaria dianteira neste convés possuía banheiro privativo; os banheiros eram de uso comunitário, localizados em ambos os extremos do grande conjunto de dormitórios. As cabines A 36 e A 37, junto da Grande Escadaria traseira, eram as únicas que possuíam banheiros privativos.
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Curiosamente o projetista do Titanic, Thomas Andrews (na foto ao lado), hospedou-se na cabine de primeira classe A 36, junto da Grande Escadaria traseira. Apesar de ser uma das maiores deste convés e conter um banheiro próprio com uma banheira, a cabine A 36 era bastante simples, e muito similar à fotografia acima (direita).
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Sala de leitura da primeira classe
Acima: A Sala de Leitura do Olympic, com design idêntico à do Titanic. Os grandes lustres de cristal receberam críticas negativas dos primeiros passageiros do Olympic, que alegaram que a luminosidade no ambiente era exagerada, causava ardência nos olhos durante a leitura.
Ao lado: Réplica de uma das cadeiras da Sala de Leitura. Os móveis aqui eram estofados em seda estampada com padrão de folhagens, laços de fita e flores, combinando com o tema leve feminino do ambiente. Ilustrações publicitárias da época lançadas pela White Star Line sugerem que a sala era coberta por um carpete e cortinas róseas.

No meio do Convés de Passeio e junto ao Lounge da 1ª classe ficava a Sala de Leitura da classe, decorada no estilo georgiano do final de 1770-1780 com painéis brancos e um mobiliário delicado e elegante que variava entre cadeiras, poltronas, sofás, mesas e escrivaninhas. Havia uma lareira recostada à parede de fundo onde se dispunha um relógio e acima um espelho oval emoldurado. As proporções geravam um ambiente acolhedor no qual se podia fazer uma leitura agradável, escrever, ou mesmo conversar entre amigos.
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Este ambiente era um contraponto à Sala de Fumantes, direcionada apenas para os homens, visto que este espaço foi planejado principalmente para as senhoras. Após o jantar, quando as convenções sociais ditavam que os casais se separariam em suas atividades, as mulheres poderiam se direcionar para este espaço aconchegante para tomar um café ou para uma conversa.
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Embora agradável aos olhos, a sala não era tão popular como o esperado pelos designers, os quais consideravam que ela fosse muito grande e foram feitos planos para eliminar a alcova lateral, convertendo o espaço em dois camarotes de primeira classe quando o Titanic entrasse para sua renovação no final de sua primeira temporada, o que não aconteceu, visto que o navio naufragou em sua primeira viagem. 
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Ao lado: A Sala de Leitura a bordo do Olympic. A grande janela à esquerda era voltada para o Convés de Passeio e para o mar. Ao fundo, através da grande janela, se pode observar uma dupla de janelas arcadas da Grande Escadaria, situada logo adiante. O topo extremo de todas as janelas aqui estava situado acima do nível do convés acima, e a área da sala de fumantes se apresentava então como uma plataforma elevada sobre o convés de botes, bem como a área do lounge situado ao lado, que também seguia a mesma regra.

A grande luminosidade que se pode observar através da janela à esquerda e a ausência da silhueta de janelas acima da amurada exterior, comprova que esta é uma fotografia tirada no Olympic, onde a Sala de Leitura teve proveito vista panorâmica voltada para o Convés de Passeio e para o mar. No Titanic a instalação de janelas basculantes em metade do Convés de Passeio prejudicou esta a vista..As instalação de janelas basculantes de vidro (na foto ao lado) só veio ocorrer um mês antes da partida. No Titanic a perca do passeio envidraçado no Convés B - originalmente planejado como um longo passeio, mas eliminado com a inclusão de cabines da 1ª classe - obrigou a instalação de janelas envidraçadas nas duas metades dianteiras do convés de passeio da primeira classe para que assim os passageiros pudessem sair ao convés em dias de tempo menos favorável.

Abaixo: A sala de leitura no Olympic, fotografada a partir da alcova lateral. No Olympic a sala foi reduzida de dimensão em uma de suas primeiras reformas, com a eliminação da alcova e a instalação de cabines de primeira classe no local.

Lounge da primeira classe / Salão de estar
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Acima: O Lounge do Olympic, com mesmo design arquitetônico, dimensões, decoração e mobiliário do Lounge a bordo do Titanic. A foto foi tomada com a câmera voltada para a proa (frente do navio). A porta que se nota atrás da coluna se abria para um longo corredor de acesso para a grande escadaria traseira da 1ª classe. Na madrugada de 15 de abril de 1912 a sala correspondente no Titanic foi destroçada pela ruptura do navio em duas partes e a posição da lareira foi a mais afetada, considerando que estava próxima do epicentro da quebra. Medindo 3.55 m de altura o lounge era - junto da sala de leitura e da sala de fumantes da 1ª classe - o ambiente interno de pé direito mais alto, perdendo apenas para a quadra de squash que ocupava toda a altura entre os conveses F e G. Acima: Nesta cena de "Titanic" (1997), a personagem ficcional Rose aparece reflexiva enquanto toma chá no lounge. James Cameron optou por não recriar o ambiente em tamanho natural devido a dimensão que demandaria gastos consideráveis, então a cena foi composta com a ajuda de uma maquete do lounge, onde a ação ao vivo foi sobreposta através de efeitos especiais.
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Ao lado: Em meio ao campo de destroços do Titanic, uma cópia da estátua "Diana of Versailles, cuja obra original pouco maior que o tamanho natural integra  a coleção do Louvre, em Paris. No Titanic a pequena réplica de bronze estava afixada ao topo da lareira do Lounge, e eventualmente foi arrancada de sua posição com a quebra do navio durante o naufrágio. Fotografada pela última vez numa das expedições liderada por Robert Ballard na década de 1980, a obra de arte parece não ter sido resgatada, tampouco foi fotografada novamente em meio aos escombros, levantando a suspeita não confirmada de que tenha sido levada sem autorização tendo em vista o sumiço e o não pronunciamento sobre o paradeiro do artefato icônico. No Olympic a obra também estava presente sobre a lareira, mas curiosamente não aparece na fotografia de época acima.

Ao lado: Uma arandela de bronze em estilo francês de padrão idêntico às instaladas no Lounge do Titanic. Os adereços foram equipados com lâmpadas de formato "vela".

O Salão de Estar da primeira classe era localizado no meio do navio, no Convés A (Convés de Passeio). Ao contrário da Sala de Leitura à frente ou a Sala de Fumantes à ré, o salão foi projetado para ser usado por ambos os sexos desde cedo até a sala ser fechada às 11:30 da noite. Quatro grandes alcovas foram equipadas com janelas de grandes dimensões para proporcionar uma vista panorâmica para o Convés A e para o mar.
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Acima: O Lounge do Olympic, a foto foi tomada com a câmera voltada para a popa (parte traseira do navio). No andar superior externo, acima do recesso elevado do grande lustre oval [esquerda da foto], fora instalada uma plataforma elevada onde alocou-se uma pequena escada de acesso para a plataforma da da bússola auxiliar do navio. A porta arcada se abria para um longo corredor de acesso à grande escadaria dianteira da 1ª classe. Os dois elementos decorativos instalados em ambos os lados da estante de livros eram, acredita-se, um relógio e um barômetro. Na parede próxima à porta arcada a pequena vitrine seria para o depósito das correspondência escritas a bordo.
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Inspirado no estilo Luís XV, muitos dos detalhes, como as luminárias de parede e maçanetas foram inspiradas pelo Palácio de Versalhes. A sala toda tinha um clima britânico, no entanto, os painéis de carvalho com entalhes seguiam o tom natural da madeira, ao invés de serem dourados, assim como a moda ditava em ambientes localizados em terra firme. A lareira era de mármore acinzentado, mas não era alimentada à carvão, era na verdade um aquecedor elétrico.
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Várias escrivaninhas foram organizadas em torno do salão e os cartões postais podiam ser comprados através do atendente responsável. Uma caixa de correio foi colocada no canto da sala e os passageiros eram avisados que as mensagens deveriam ser depositadas ali ou entregues ao comissário no balcão de informações para serem postadas. Na parte posterior da sala havia uma grande estante de livros que poderiam ser emprestados pelos passageiros
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Ao lado - O grande lustre do Lounge do Olympic hoje preservado e em uso no edifício Cutlers Hall em Sheffield, Inglaterra. Ao fundo se vê o outro padrão de lustre, originalmente instalado nas alcovas laterais do lounge.
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Acima: Um dos vitrais do lounge do Olympic, hoje preservado e em uso como parte de um salão de eventos no White Swan Hotel em Alnwick, Reino Unido. Em 1935 por ocasião da demolição do Olympic e leilão de seus componentes internos, Algenon Smart - proprietário do hotel - arrematou uma vasta quantia dos painéis do Lounge, lustres da sala de fumantes da 1ª classe e seções inteiras da escadaria de 1ª classe, utilizando a decoração sob novas formas nas instalações internas, e desde então seguem conservados em pleno uso. Os vitrais coloridos no Lounge carregavam figuras dedicadas à música, cada uma delas representadas à tocar um instrumento. Curiosamente o lounge no entanto não contava com apresentações musicais, nem mesmo um piano.
Atrás do salão havia uma despensa para elaboração dos chás da tarde e para os cafés depois do jantar, além de sanduíches feitos sob pedido. Também havia uma despensa de onde eram servidas as bebidas alcoólicas. O Titanic não tinha um bar, assim como os bares americanos ou britânicos, mas as bebidas poderiam ser encomendadas na maioria das acomodações da primeira classe.
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Acima, o Lounge do Olympic transformado em sala de cinema. Durante a carreira ativa do Olympic - em época não determinada - o lounge fora utilizado para um novo fim, o cinema. Devido às grandes dimensões da sala não foram necessárias grandes alterações, de modo que as cadeiras e poltronas foram reagrupadas entre a lareira elétrica e a estante de livros. Em uma das alcovas sobre duas janelas foi instalada uma tela de projeção de tamanho médio, e possivelmente no outro extremo da sala fora instalado o aparato projetor. Certamente este novo uso teria sido de grande sucesso, visto que a exibição de filmes a bordo de navios era algo raro no início do século XX.

Sala de fumantes da 1ª classe
Acima: A Sala de Fumantes a bordo do Olympic com mesmo design, decoração e dimensões da Sala de Fumantes do Titanic. Acima da lareira pode se ver uma tela, cujo nome era "The Approach of a New World" (A chegada ao Novo Mundo), com uma imagem da Estátua da Liberdade e de New York. No Titanic a pintura era diferente, chamava-se "Plymouth Harbour" (Porto de Plymouth) e exibia uma bela vista da costa da cidade inglesa de Plymouth, no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, onde o Titanic faria escala em sua viagem de retorno à Europa.
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Ao lado: Resgatado dos escombros do Titanic à cerca de 3.800 metros de profundidade no Oceano Atlântico Norte, o lustre de bronze demonstra as brutais forças geradas no momento da quebra do Titanic, por volta das 2:15 da madrugada de 15 de abril de 1912. A Sala de Fumantes se localizava próxima à área da ruptura do navio em dois. Durante a descida violenta ao leito do Oceano o navio se desintegrou parcialmente, lançando milhares de artefatos e objetos que desceram ao redor dos destroços da popa e da proa, incluindo o lustre, que perdeu todas as suas cúpulas de cristal lapidado.

Tradicionalmente encontrada nos navios britânicos, a Sala de Fumantes da primeira classe era um ambiente direcionado ao público do sexo masculino. A White Star Line concebeu a sala com ares modernos, eliminando a pesada claraboia tradicional e, em seu lugar, instalou vitrais naturalmente iluminados e vitrais iluminados por lâmpadas interiores que cobriam o duto ao redor da quarta chaminé.
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Acima: Outro ângulo da Sala de Fumantes a bordo do Olympic. À esquerda os vitrais artificialmente iluminados que revestiam o duto abaixo da quarta chaminé e que exibiam figuras com trajes clássicos em cenas de trabalhos artísticos, como a dança, escultura e música. Haviam três vitrais com o mesmo design do grande vitral na esquerda da foto, com imagens de antigas embarcações à vela de propriedade da White Star Line.

Ao lado: Uma poltrona revestida com couro texturizado de padrão similar às instaladas na Sala de Fumantes do Titanic. Estudos recentes dão conta de que eram revestidas na cor vinho/vermelho, e combinariam com o piso em tons de vermelho e azul. A cor das poltronas é dos fatores diferenciais entre as salas de fumantes dos dois navios irmãos, entre outras variações de design interno, pequenas e mais evidentes.
Projetada para se parecer com os clubes de cavalheiros de Londres ou Nova York, a sala oferecia várias alcovas laterais para se desfrutar de uma conversa intimista, um charuto ou uma bebida. Ao longo da sala as mesas foram convenientemente instaladas para um jogo amigável de cartas. A White Star Line, durante a viagem do Titanic, alertou a presença de jogadores de cartas profissionais no navio, que se fizeram a bordo para poder ganhar dinheiro dos jogadores menos experientes.

Ao lado - Uma reprodução da tela "Plymouth Harbour", de Norman Wilkinson. Uma pintura idêntica à esta decorava a lareira da Sala de Fumantes do Titanic. Esta reprodução foi pintada por Rodney Wilkinson, filho de Norman, o pintor da versão original que afundou com o Titanic. Esta tela encontra-se hoje exposta no SeaCity Museum, na cidade de Southampton, Inglaterra.
Ao contrário de outras salas a bordo, a Sala de Fumantes continha uma real lareira alimentada à carvão, a única lareira totalmente funcional do navio. Para completar a sensação aconchegante, haviam sofás curvos perto da lareira. Sobre o topo da lareira havia um relógio e na parede acima havia uma grande tela pintada pelo artista Norman Wilkinson denominada "Plymouth Harbour". Thomas Andrews, o projetista do Titanic, foi visto em pé em frente à lareira quando o navio estava prestes a afundar, e possivelmente ele próprio teria afundado com o navio no interior desta sala.

Ao lado: A restauração de um dos vitrais das 16 janelas superiores em estilo clerestório da sala de fumantes do Titanic, resgatada dos escombros do transatlântico a 3.800 m de profundidade. A peça incrivelmente bem preservada ainda denota as cores originais. O mesmo tipo de vitral em semi círculo pode ser observado na foto abaixo.
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Abaixo: A sala de fumantes da 1ª classe no Olympic, numa foto voltada para a frente do navio. A porta ao fundo se abria para a grande escadaria traseira. Junto dos vitrais se pode ver também a porta de acesso ao lavatório e banheiro que servia a sala de fumantes. A fotografia foi tomada após uma das muitas reformulações dos interiores do Olympic, o que pode ser notado especialmente pelo diferente design do piso de linóleo em relação ao piso original instalado no início de sua carreira [o que se pode comparar analisando as duas fotos anteriores].

Abaixo: O exigente diretor James Cameron recorreu ao artista Ken Marschall, para que reproduzisse a tela "Plymouth Harbour" acima da lareira para utilizar em seu filme. No entanto devido aos muitos compromissos, Marschall não pôde atender ao pedido, e a tela foi então pintada por outro artista, possivelmente da própria equipe de arte. Insatisfeito com o resultado, James Cameron pediu para que Marschall retocasse o trabalho. Ao final das gravações Cameron ofereceu a tela como presente para o exigente Ken Marschall que, achando o resultado da pintura apenas aceitável, recusou ficar com a obra para si. Atitude da qual se arrependeu depois, porque na época não imaginava o sucesso retumbante que o filme faria logo em breve. Acima: Uma das cenas ambientadas na sala de fumantes com uma visão da tela sobre a lareira.
https://3.bp.blogspot.com/-5ifxhBrNzDA/WJNmH7fIxKI/AAAAAAAAKY4/JtSOmjvWYDgVesg8HfPdSs0RpH_Oc5lWgCLcB/s1600/ken_marschall_titanic_the_approach_of_a_new_world.png
Conheça um pouco mais do visual da Sala de Fumantes da 1ª classe na simulação virtual abaixo. A reconstrução gráfica é primorosa em detalhes, mas não historicamente perfeita.
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DIVULGAÇÃO: mrrrobville
Café Verandah e Palm Court (Petiscarias da 1ª classe)
Acima: O Palm Court de estibordo do Olympic (direita do navio), de padrão semi-idêntico ao mesmo café do Titanic. Algumas das janelas arcadas aqui possuíam espelhos ao invés de vidros transparentes, oferecendo a falsa sensação de estarem voltadas para o ar livre, conferindo maior amplitude ao ambiente. Nesta foto a porta de saída do local aparece refletida nos espelhos das duas janelas arcadas centrais, situadas na parede ao fundo.

Ao lado - A protagonista Rose DeWitt Bukater (vivida pela atriz inglesa Kate Winslet) é vista enquanto almoça no Palm Court, do lado de bombordo do Titanic, em 11 de abril de 1912 [cena de "Titanic", 1997]. O cenário fora fielmente recriado pela produção do mega sucesso dirigido pelo canadense James Cameron que, por uma questão de melhoria do visual, optou deliberadamente por não incluir a heras trepadeiras sobre as paredes desta petiscaria. Mais uma gafe do filme: No verdadeiro Titanic não eram oferecidos almoços completos neste local, aqui os passageiros poderiam pedir apenas lanches leves e refrescos. Refeições completas estavam disponíveis apenas nos outros três refeitórios da 1ª classe (Salão de Jantar, Restaurante A La Carte e Café Parisiense).

O Cafe Verandah e Palm Court eram duas salas localizadas à ré do Convés A (Convés de Passeio). Estas salas eram praticamente idênticas e decoradas de modo que se assemelhavam aos gazebos encontrados nos jardins das grandes casas de campo Inglesas.

Abaixo: A seção superior de bronze de uma das janelas arcadas do Palm Court resgatada dos escombros do Titanic. Localizado na área traseira do navio, o Palm Court foi uma das áreas devastadas durante a quebra e descida do navio em direção ao leito oceânico.
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Ao lado: O Palm Court de bombordo do Olympic, semi idêntico ao café localizado no Titanic. A porta giratória ao fundo acessava a Sala de Fumantes da 1ª classe. A porta branca que se vê à direita acessava o pequeno bar onde eram preparados e servidos lanches rápidos e bebidas aos comensais; o bar também possuía um pequeno balcão de atendimento, voltado para dentro da Sala de Fumantes logo à frente.

Abaixo: A única fotografia conhecida do Palm Court a bordo do Titanic. Nesta foto vê-se a ala de estibordo, originalmente pensada para os não fumantes, e que na viagem do Titanic foi utilizado como "sala de brinquedo" para as crianças da 1ª classe. A sala era era versão idêntica da ala de bombordo, mas não contava com uma porta giratória de acesso à sala de fumantes, como no outro lado. A porta ao fundo acessava uma pequena despensa e o bar fechado que servia a sala de fumantes à frente. Da mesma forma que na outra ala à bombordo, as heras trepadeiras aqui eram também artificiais.

O Café Verandah carregava a sensação de estar localizado ao ar livre. Enormes janelas davam uma visão ininterrupta do oceano, enquanto que as portas de correr abriam espaço para a brisa do mar. Um trabalho de treliças de madeira pintadas de verde predominava sobre as paredes cobertas de heras trepadeiras, embora as imagens do Olympic e do Titanic sugerem que a folhagem era artificial, em vez de plantas reais. Cadeiras de vime concluíam a ilusão de um jardim à beira-mar. O Café Verandah compartilhava uma despensa de serviço com a Sala de Fumantes da primeira classe localizada à frente, oferecendo aos passageiros a possibilidade de encomendar refeições rápidas e também bebidas. Durante a travessia do Titanic, o café Verandah de estibordo (direita do navio) tornou-se uma creche informal e parque infantil para as crianças de primeira classe que passaram parte do tempo a brincar nesta sala.
Ao lado: Uma das cadeiras de vime fielmente reconstruída para os cenários do filme Titanic (1997). A reprodução foi possível graças às referências obtidas através das fotografias do Palm Court do Olympic, que fora fotografado em diversas ocasiões durante os 24 anos de sua carreira de navegação.

Abaixo: Extraída de um panfleto publicitário de época, a ilustração abaixo sugere as cores do ambiente amplamente iluminado pelas janelas em arco, as maiores em todo o navio.
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O Bridge Deck, ou convés B, era tão opulento quanto o convés A, e local de maior concentração de cabines e suítes da 1ª classe. Também localizado aqui estavam o exclusivo restaurante A La Carte e o Café Parisiense, a Sala de Fumantes da 2ª classe e os conveses de passeio da 2ª classe em ambos os lados à ré do convés. Na extrema ré do navio estava o castelo de popa, que também era parte do convés B, e onde os passageiros da 3ª classe poderiam socializar ao ar livre, dispondo de um conjunto de bancos e compartilhando espaço com aparatos operacionais como a ponte de atracagem traseira, guindastes de carga e guinchos elétricos. A área dianteira extrema do convés B era tomada pela proa do navio, vetada ao acesso de passageiros, onde se agrupavam os aparatos operacionais do navio, como a âncora central de 16 Toneladas, cabeços de amarração, guinchos elétricos, a escotilha de acesso ao porão de carca nº 1, o mastros dianteiro, entre outros equipamentos pesados.
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Corredores da 1ª classe no Titanic

As instalações para os passageiros da 1ª classe no Titanic estavam distribuídas ao longo do Convés de Botes, Convés B, C, D, E e F, em todos estes patamares haviam cabines e/ou espaços comuns direcionados para o mais privilegiado grupo a bordo do transatlântico. As cabines para a 1ª classe se encontravam distribuídas em blocos separados a bombordo e estibordo por longos corredores longitudinais em cinco conveses: A, B, C, D e E, mas as mais opulentas suítes se alocavam apenas nos conveses B e C, onde se encontravam também os mais luxuosos corredores de trânsito.

Os corredores nos conveses B e C percorriam o sentido do comprimento do navio, irterconectando dezenas de cabines da 1 classe. Partindo em linha reta do início de qualquer um dos corredores nos conveses B e C, era possível ir de uma escadaria a outra que estavam alocadas 63 metros distantes entre si.  
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Abaixo: Uma recente reconstituição gráfica do longo corredor da 1ª classe no Convés B. A porta dupla ao fundo se abria para a Grande Escadaria. O pequeno letreiro iluminado indicava a localização de um pequeno conjunto de sanitários comunitários deste convés. Curiosamente as cabines dianteiras à frente da Grande Escadaria neste patamar não possuíam banheiro privativo, todas eram servidas por um bloco de banheiros comunitários.
https://1.bp.blogspot.com/-WXeKMw8JOhc/UC6viNVsh-I/AAAAAAAAG3g/wdlKbvEmxF4/s1600/titanic_corridor.png
Titanic Honor and Glory
Acima: O curioso acabamento decorativo abaulado junto ao teto parece apenas um elemento decorativo, mas a realidade é que estes eram importantes dutos que continham uma grande quantidade de cabeamento elétrico e tubulações de ventilação. O piso aqui era coberto com linóleo geométrico, material largamente utilizado em todo o Titanic. Os corredores no Convés C logo abaixo deste andar seguiam praticamente esta mesma disposição decorativa.

Ao lado: Recentemente descobertas, as peças históricas que pertenceram ao Olympic, o navio irmão do Titanic, possibilitaram as várias recriações em computação gráfica dos corredores não fotografados dos dois transatlânticos irmãos. Nesta pequena coleção está um ladrilho de linóleo geométrico e também frisos dourados metálicos que integravam a decoração de disfarce dos dutos superiores ao longo dos corredores.

Os artefatos foram leiloados após a demolição do Olympic em 1935 e então reaproveitadas como elementos decorativos em propriedades privadas do Reino Unido. Recentemente redescobertos, foram novamente leiloados e/ou direcionadas a museus e instituições históricas. Simples e despretensiosas à primeira vista, estas são relíquias que valem muito especialmente aos colecionadores de objetos náuticos histórico relacionados aos transatlânticos do início do século XX.

Ao lado: Uma cabine em estilo decorativo Adam do Olympic, fotografada em maio de 1911 enquanto o navio passava por processo de equipagem, o que pode ser notado especialmente pela ausência de maçanetas nas portas. Através da porta semi aberta se vê parte da pia de um banheiro adjacente. A porta fechada acessava um pequeno closet particular. No Titanic este era o visual correspondente das cabines C 64 e C 90, ambas localizadas no Convés C.

A foto têm sido citada como um dos corredores do Titanic, e a confusão é causada especialmente pela ausência de mobiliário. A luz natural que se projeta pela lateral direita da fotografia - que entra através de uma das janelas da cabine ainda vazia - ajuda também a comprovar a identidade como uma cabine, visto que nenhum dos corredores longitudinais no Titanic possuía janela, além de que neles não haviam arandelas de iluminação, tampouco aquecedores de ar ao longo das paredes.
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Esquerda: Uma rara foto de um dos corredores apainelados da 1ª classe a bordo navio RMS Mauretania - da Cunard Line - concorrente aos navios da White Star Line. A foto certifica que o grande navio de 1907 havia sido também equipado com requinte.
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Direita: Um corredor do Convés B da 1ª classe recriado para os cenários de "Titanic" (1997). Muito curioso é notar que por conta da ausência de fotografias de época dos corredores luxuosos da 1ª classe no Olympic e no Titanic, a produção de arte liderada pelo perfeccionista James Cameron parece ter recorrido à fotografia do Mauretania [foto ao lado] durante as pesquisas históricas para materializar a recriação adaptada dos corredores luxuosos no Titanic. O único acréscimo à versão cenográfica é a inclusão do frontão decorativo sobre as portas das cabines. Salvo pequenas variações, no demais a versão cenográfica segue quase à perfeição o visual encontrado nos corredores do navio concorrente. 
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Considerando que o Mauretania e o Titanic eram contemporâneos (apesar de pertencerem à companhias concorrentes), a reprodução pareceu bastante apropriada. No entanto, apesar de belamente recriado para o filme, as recentes descobertas acerca do visual dos corredores do verdadeiro Titanic revelam que a versão recriada de James Cameron em verdade está bastante incorreta.
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Suítes da Primeira Classe no Convés B
Acima: A suíte de primeira classe B 58, fotografada enquanto o Titanic ainda estava em Belfast, Irlanda do Norte, em março de 1912, antes de seguir para a cidade de Southampton. Nesta cabine hospedou-se o passageiro Quigg Edmond Baxter, que não escapou do desastre, pereceu no naufrágio.

Ao lado: Através da porta semi aberta do closet ao lado dos pés da cama, pode-se notar um pequeno rack de madeira onde estão armazenados alguns coletes salva vidas. O Titanic levava um total de 3.560 coletes salva vidas de modelo aprovado pela Câmera do Comércio Britânica, os quais ficavam estocados em locais muito acessíveis aos tripulantes e aos passageiros da primeira, segunda e da terceira classes. As peças foram colocadas nas cabines, em prateleiras e também eram encontrados em armários ao longo dos corredores da 3ª classe.
Ao lado: Banheiro de uma suíte da primeira classe (ilustração publicitária)
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As cabines da primeira classe do Titanic eram espalhadas ao longo de cinco conveses, no centro do navio, onde o movimento causado pelas ondas seria menos sentido. As acomodações variavam desde cabines para uma só pessoa até suítes com sala de estar que poderiam ser configuradas para acomodar várias pessoas, fazendo com que se pudesse embarcar de 689 a 735 passageiros na primeira classe.
Hoje, o termo "suíte" passou a significar acomodação de luxo, mas na época do Titanic, o termo refletia o seu significado original (francês) de cabines juntas, portanto, quando falamos de primeira classe do Titanic, a palavra suíte se refere a um conjunto de cabines com portas entre si, através das quais os ocupantes poderiam ir diretamente de uma sala para outra sem precisar acessar os corredores. A maioria das suítes localizadas no convés B seguiam exatamente esta disposição.
O Titanic foi equipado com duas suítes de altíssimo luxo, as quais eram compostas por quartos, salas de estar e banheiros privativos com pias de mármore, mas o mais importante eram os conveses de passeio privativo que ofereciam vista direta para o mar. A intenção era a de permitir que os hóspedes mais ricos viajassem em completo isolamento, se assim desejassem, com tudo arranjado para prover suas necessidades.
https://1.bp.blogspot.com/-SVQfE6Xknr8/TtPIt5-QduI/AAAAAAAADGY/6q1zcD8wwNM/s400/titanicsink.jpgAo lado: Umas das pias de mármore resgatadas dos escombros do Titanic. Esta peça segue o mesmo padrão do desenho publicitário na imagem acima.

Os quartos eram grandes, bem iluminados e equipados em uma variedade de estilos decorativos históricos. Os decoradores do navio tinham aprendido recentemente uma lição importante: menos era mais. Os estilos existentes nas cabines dos navios anteriores tendiam a ser exemplos do rococó e do barroco, como os encontrados nos palácios da Europa.

Estes densos estilos ficavam muito bons para um salão de baile, mas não para cabines de passageiros. Portanto, os decoradores do Titanic sabiamente escolheram variedades mais simples dos estilos decorativos. O estilo Adams, Chippendale, e até mesmo o estilo oficial da França de Napoleão, apropriadamente chamado de "Império", foram utilizados. O objetivo era fazer com que as suítes parecessem ainda maiores do que eram.
Acima: O convés de passeio particular das suítes B52, B54 e B 56, localizado à bombordo do Titanic (esquerda do navio). Havia apenas mais um passeio particular como este, localizado à estibordo (direita do navio) integrando as suítes B 51, B 53 e B 55. Os dois passeios particulares foram decorados no estilo Tudor com mobiliário de vime, piso de pinheiro e vasos com plantas. As 10 grandes janelas envidraçadas (à direita) ofereciam vista para o oceano e podiam ser abertas através de manivelas de rotação. As cabines milionárias eram as mais caras de todo o navio e contavam com 2 quartos, uma sala de estar, 1 banheiro, 1 banheira, 2 closets e o convés de passeio. Foi neste trio de cabines que hospedou-se Joseph Bruce Ismay, diretor administrativo da White Star Line, o "dono" do Titanic. DETALHE: às costas do fotógrafo (fora de quadro) havia uma porta dupla que acessava diretamente o saguão de entrada da Grande Escadaria. 
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Ao lado: O Convés de Passeio particular das suítes B52, B54 e B56 aqui reproduzido para as cenas de "Titanic" (1997). A reprodução cenográfica segue quase à perfeição a versão real, exceto por 1 metro adicional em sua largura, pela substituição dos soquetes simples das lâmpadas no teto por uma versão incrementada e pelas treliças com eras trepadeiras nas paredes. Nesta cena o protagonista Caledon Hockley (vivido por Billy Zane) observa o mar através de uma das 10 janelas envidraçadas. Na vida real, Joseph Bruce Ismay eventualmente teria feito o mesmo após se acomodar na luxuosa suíte. As duas portas fechadas que se vê ao fundo acessavam o saguão de entrada da famosa Grande Escadaria dianteira.
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A Grande Escadaria traseira
Acima, Convés A: A escadaria traseira da ª classe no Olympic vista em uma foto tirada no seu mais alto patamar, no Convés A. No Titanic atrás das duas janelas sem iluminação estava alocada a cabine A 36, a qual o projetista Thomas Andrews ocupou durante durante a viagem. Diferente da escadaria dianteira da 1ª classe que contava com um domo de vidro em formato elíptico/oval de maiores dimensões, o domo aqui era circular e pouco mais compacto, com 5.2 m de diâmetro.

Ao lado, Convés B: A Grande Escadaria traseira do Olympic (virtualmente idêntica à do Titanic) seguia o mesmo estilo da escadaria na proa, com o diferencial de ser um versão ligeiramente mais compacta e de não possuir o grande relógio ornamental em seu patamar central, onde neste caso se localizava um relógio de menor porte e simplificado em suas formas.

As duas portas ao fundo da imagem (uma aberta e outra fechada) comprovam que esta não é uma fotografia feita no Titanic, visto que estas são as portas das cabines A 65 e A 67; ambas as cabines foram construídas/adicionadas em uma das muitas reformas do Olympic, realizada tempos após o naufrágio do Titanic. Originalmente aos pés da escadaria na popa (tanto no Olympic quanto no Titanic) ficava a Recepção do Restaurante À La Carte (que será explicada no tópico abaixo), e caso esta fotografia tivesse sido feita no Titanic (ou no início da carreira do Olympic), ao invés das duas portas de entrada das cabines A65 e A67, veríamos as mesas, poltronas e sofás da recepção do Restaurante à La Carte e uma bela parede apainelada na cor branca.
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*** Apesar de originalmente este patamar da Grande Escadaria traseira estar localizado no chamado "Convés B", no Olympic este convés foi posteriormente renomeado como "Convés A", por isto as duas cabines receberam a devida nomeação "A 65 e A 67".

A Grande Escadaria traseira era localizada entre a terceira e a quarta chaminés e se estendida por três conveses, A, B e C. Ela era caracterizada por balaustradas de madeira de carvalho de mesmo estilo da escadaria na proa e também contava com o mesmo modelo de cúpula de ferro forjado acima das escadas. Durante a expedição realizada pela empresa RMS Titanic INC em 1987, um querubim de bronze, considerado ter pertencido ao convés C da escadaria traseira, foi recuperado (na foto ao lado). Ao contrário dos dois querubins grandes localizados na Grande 
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Escadaria dianteira (no Convés A) e na escadaria traseira (no Convés B), este querubim resgatado em 1987 é bem pequeno, com cerca da metade do tamanho de seus "primos mais famosos". As descobertas mais recentes apontam, no entanto, que este tipo de querubim pequeno em realidade pertencia ao conveses inferiores das duas escadarias, e não foram instalados no centro do lance de degraus, mas nas colunas laterais da escada, sempre em pares, onde dois querubins seguravam juntos uma tocha. Como na reconstrução gráfica abaixo.
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Titanic Honor and Glory
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As diferenças maiores entre esta escada e a escadaria dianteira eram de que em vez de haver um grande relógio esculpido no patamar central, nesta escadaria havia um relógio de formato quadrado menor e mais simples. A cúpula de ferro forjado acima desta escadaria tinha formato circular e foi instalada no Convés de Botes, enquanto que na Escadaria dianteira a cúpula era um pouco maior, tinha formato oval e foi instalada um andar acima. À ré da Grande Escadaria na proa havia um conjunto de três elevadores para a 1ª classe, o mesmo não se aplicava à esta escadaria, pois aqui não haviam elevadores. Enquanto que havia um piano vertical logo abaixo da cúpula da escadaria na proa, aqui não havia piano em nenhum dos três conveses por onde se estendia a escada.
Ao lado: Um pequeno tour partindo do convés C da grande escadaria traseira,  aqui recriada para o game "Titanic  Honor and Glory".
Outro fator diferencial entre as duas escadarias eram suas áreas de cobertura: A escadaria na proa se estendia por 07 conveses (Convés de Botes, A, B, C, D, E e finalizava-se num lance muito simples no Convés F, ao lado do Banho Turco e da Piscina), enquanto que esta escadaria se estendia apenas por 03 conveses: Convés A, Convés B e finalizava-se no Convés C, onde ficavam a Barbearia e a Sala de Jantar das criadas e mordomos dos passageiros da 1ª classe.
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Abaixo: Parte dos escombros do domo da escadaria traseira, aqui fotografado a 3.800 m de profundidade, e a cerca de 100 metros de distância dos escombros da popa do Titanic. A escadaria traseira estava alocada nas proximidades da área em que o Titanic partiu-se ao meio, e foi esmigalhada durante a quebra e descida ao leito marinho, onde uma infinidade de artefatos do navio se espalharam ao serem "vomitadas" para o fundo enquanto o transatlântico partido fez seu caminho até o leito do Atlântico.

Recepção do Restaurante À la Carte
Acima: Ilustração de panfleto publicitário da Recepção do Restaurante À la Carte. A porta dupla ao fundo da imagem acessava diretamente o Café Parisiense, enquanto que o acesso ao Restaurante ficava à direita das portas duplas, através de um pequeno corredor.

A Sala de Recepção era localizada fora do restaurante e aos pés da Grande Escadaria traseira. A decoração seguia o estilo georgiano e as paredes eram revestidas de painéis brancos com detalhes emoldurados. O piso era composto de mosaicos de linóleo, coberto por grandes tapetes elaborados. A sala era equipada com cadeiras e sofás de vime estofados com seda. A característica mais impressionante era a escadaria de carvalho com o relógio simplificado no patamar central e o querubim de bronze aos pés da balaustrada central.
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Restaurante À la Carte
Acima: O restaurante À La Carte do Olympic, de padrão e decoração semi-idêntica ao restaurante do Titanic. Em 1911, quando o Olympic entrou em operação, o Restaurante À La Carte era uma completa novidade e provou-se extremamente popular; esta grande aceitação fez com que no Titanic o mesmo restaurante fosse equipado com mesas e cadeiras adicionais para acolher os passageiros. Enquanto que no Olympic havia um piano localizado em uma área de destaque do restaurante, no Titanic o piano não foi instalado.

Ao lado: Uma das arandelas de bronze em estilo Luís XV que compunham o Restaurante À La Carte que foi resgatada dos escombros do Titanic.

Além de tomar as refeições no Salão de Jantar principal, os passageiros da primeira classe poderiam fazer reservas em um Restaurante À la Carte, localizado na parte final do convés B. O que começou como um pequeno restaurante no Olympic um ano antes, foi expandido em dimensões no Titanic, oferecendo 140 lugares, onde o luxo e exclusividade dos serviços virtualmente acabou criando uma “Primeira Classe dentro da Primeira Classe”.
Esquerda: Uma das cadeiras do Restaurante À la carte do Olympic, que recentemente foi disposta para leilão. A peça é original e em bom estado de conservação, apenas o estofamento fora substituído por um novo tecido, perdendo o padrão original.

Observadores informais citaram:
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"A introdução do Restaurante À la Carte parece estar criando uma nova classe de passageiros dentro do navio, que assumem um ar de superioridade e se mantém distantes do Salão de Jantar comum."

Por padrão as refeições para todas as classes do Titanic eram incluídas no preço da passagem e os passageiros poderiam selecionar as suas refeições em um cardápio generoso, mas fixo. No entanto, no Restaurante À la Carte os passageiros poderiam escolher cada prato separadamente a partir de uma seleção mais ampla do que a seleção disponível no Salão de Jantar principal. Lady Lucy Duff Gordon, uma modista de renome internacional, viajando com seu marido, Sir Cosmo Duff Gordon, escreveu sobre a experiência da refeição no restaurante: "Morangos frescos em abril, e em meio ao oceano. É estranho, porque você pensaria que estivesse no Restaurante Ritz.” (Ritz é o nome do restaurante em terra no qual o Restaurante à la Carte fora baseado).
Ao lado: O restaurante À La Carte do Olympic, de padrão e decoração semi-idêntica ao restaurante do Titanic. Na noite de 14 de abril de 1912, exatamente neste local do Titanic, fora dado um jantar especial em honra ao capitão Edward John Smith.

Com esse luxo também vinha um alto preço, os passageiros tinham que pagar por estas refeições, assim como em qualquer restaurante em terra. O Restaurante À La carte era abastecido por uma cozinha exclusiva (a qual também servia o Café Parisiense, adjacente ao restaurante), esta era totalmente independente da enorme cozinha que abastecia os Salões de Jantar da 1ª e da 2ª, ambos localizados no Convés D.
O restaurante era decorado no estilo francês Luís XV, com paredes formadas por painéis de nogueira com molduras e detalhes esculpidos que imitavam laços de fita; estes receberam aplicações douradas que engrandeciam ainda mais a beleza da composição. Guirlandas esculpidas embelezavam o teto e foram repetidas até mesmo nos desenhos das bordas dos pratos. No teto também haviam lustres de cristal, mas com uma diferença sutil dos lustres encontrados em terra: estes tinham sido construídos de forma rígida para que não demonstrassem o suave balanço do Titanic sobre as ondas.
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https://3.bp.blogspot.com/-ruWwVbpwsUE/T_iURonKjYI/AAAAAAAAFVU/ZrauJCr8m0I/s1600/titanic_1912.jpgAo lado: Réplicas exatas da louça utilizada no serviço luxuoso do restaurante À la Carte do Titanic. As reproduções foram feitas pela reconhecida empresa Royal Crown Derby em 2011, a mesma que fornecera as peças originais para o Titanic em 1912. A empresa Royal Crown Derby existe desde 1750 e é reconhecida pela sua cerâmica branca de alta qualidade. A réplica exata da louça só foi possível graças aos antigos arquivos da empresa, que mantinham ainda os projetos originais utilizados para a louça do Restaurante À la Carte do Olympic e do Titanic. 
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O desenho aplicado nas peças era composto por delicadas guirlandas de folhagens verdes e bordas arrematadas com um minucioso filete dourado redesenhado. No centro das peças havia o logotipo da "Oceanic Steam Navigation Company", nome oficial da White Star Line.

Ao lado: Uma curta reconstrução gráfica do Restaurante A la carte do Titanic que ilustra de maneira muito próxima a real aparência do salão em cores. Painéis em nogueira francesa com detalhes esculpidos dourados, um belo carpete róseo e maciças cadeiras de madeira estofadas com tecido estampado num motivo floral. A animação gráfica exibe a área dianteira do restaurante, equipada com janelas arcadas com espelhos.

Abaixo: Uma ilustração publicitária publicada no dos livreto de divulgação oficial dos novos navios, nesta caso retratando o restaurante a bordo do Olympic.



Café Parisiense
Acima: O Café Parisiense do Titanic, Belfast, março de 1912. Note a ausência parcial das heras trepadeiras artificiais sobre as treliças de madeira, algo que só foi completado após a tomada desta foto.
Outro novo recurso no Titanic era o "Café Parisien" (Café Parisiense), que localizava-se exatamente ao lado do Restaurante À la Carte. O Café Parisiense era uma inovação de luxo no Titanic, esta inovação foi depois incorporada também no Olympic, no ano de 1913, após o naufrágio do Titanic.
Ao lado: O Café Parisiense do Olympic foi incorporado apenas em 1913, um anos após o naufrágio do Titanic, mas possuía exatamente a mesma decoração e localizava-se no mesmo local que o Café do Titanic, ao lado do Restaurante À La Carte. A diferença notória era de que no Olympic foram instaladas pequenas divisórias entre as mesas localizadas na borda exterior, propiciando um ambiente pouco mais privativo para o bate-papo. Ao fundo da sala, antes da porta de saída, também fora instalada uma passagem arcada, e isto fez com que o Café Parisiense ficasse virtualmente dividido em dois ambientes, diferente do Titanic, onde a sala era totalmente aberta e sem divisórias. Os lustres aqui também não seguiam o padrão dos soquetes simples tal como os anteriormente instalados no Titanic.

Passageiros sentados aqui poderiam escolher as refeições do menu do Restaurante À La Carte, mas no Café Parisiense haviam grandes janelas panorâmicas que ofereciam vista direta para o mar, algo que nunca havia sido feito em um navio britânico antes. Se o tempo colaborasse, as janelas poderiam ser abertas e os passageiros poderiam jantar ao ar fresco, outra exclusividade do Titanic. Em sua primeira e única viagem, o Cafe Parisien se revelou particularmente popular entre os passageiros mais jovens da primeira classe. Ao lado: O café capturava o estilo e atmosfera de um café de calçada em Paris. A publicidade da White Star Line descrevia:

“Uma varanda encantadora iluminada pelo sol, belamente decorada com treliças francesas com heras e outras plantas trepadeiras ...”
. Acima: O café novamente fotografado, agora finalizado com as heras trepadeiras artificiais nas treliças e o carpete no centro da sala.

Ao lado: Um exemplar de pires e xícara idêntico à algumas raríssimas peças encontradas entre os escombros do Titanic. Estas peças eram decoradas com esmalte azul cobalto e filetes dourados, com o monograma da "Oceanic Steam Navigation Company" gravado no centro do pires. 

Este modelo refinado de louça foi empregado pela White Star Line no Olympic, no Titanic, no Majestic e esteve em uso até o final da carreira do Olympic em 1935, quando este fora demolido após a fusão entre as duas empresas (White Star Line e Cunard Line), formando então a Cunard White Star. 

Não há um consenso sobre em que local do Titanic esta louça cara foi utilizada. Alguns historiadores inicialmente acreditavam que teria sido no serviço do Café Parisiense. No entanto a descontração e leveza características do Café Parisiense, a extrema raridade destas peças nos escombros do navio e o alto valor da louça (a mais cara de todo o navio), levam a crer que teria sido utilizada apenas nas chamadas "suítes milionárias", localizadas nos dois lados do Convés B, ou então em serviços especiais relacionados ao comandante.

Na noite de 14 de abril de 1912 (a noite da colisão com o iceberg) o menu do Café Parisiense incluía ostras, salmão, pato assado, bife de picanha, patê de Foie Grass (patê de fígado de ganso), pêssegos em geleia Chartreuse [um tipo de licor francês muito apreciado] e éclairs de baunilha e chocolate [bombas de chocolate].
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Acompanhe no vídeo abaixo uma reconstituição gráfica do Café Parisiense
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Sala de Fumantes da 2ª Classe
Acima: A sala de fumantes da 2ª classe no Olympic. 

Localizada no Convés B, a Sala de Fumantes da segunda classe era uma acomodação direcionada apenas para os homens, suas paredes eram compostas de painéis de carvalho esculpido. Os móveis, também de carvalho, eram estofados com couro marroquino verde-escuro para aumentar ainda mais o ar masculino. O piso era composto de mosaicos de linóleo, a última moda em revestimentos em 1912, e situado à ré, num canto da sala havia um bar com bebidas e um lavatório para o conforto dos passageiros. Luzes simples em soquetes de cerâmica iluminavam o espaço.
Ao lado: A escadaria da 2ª classe do Olympic. A porta à esquerda acessava diretamente a sala de fumantes. A porta ao fundo acessava o convés de passeio aberto da 2ª classe.

As mesas eram todas aparafusadas ao chão para impedi-las de mover-se quando o navio balançasse sobre o oceano. Salas de fumo como estas no início do século só eram abertas para homens e eram vistas como inadequadas para as mulheres frequentarem, isso acontecia porque, em muitos aspectos, o hábito de fumar ainda era visto como algo grosseiro para as mulheres.
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Abaixo: A sala de fumantes da 2ª classe no Olympic. A grande janela arcada e a porta ao fundo estavam voltadas para a Escadaria da 2ª classe.

Em todos os navios da época haviam salas especificamente destinadas para que os homens pudessem se recolher para fumar e para tomar bebidas. Eles também poderiam se encontrar neste ambiente para conversar com os colegas passageiros e se o mar não estivesse muito áspero poderia-se jogar cartas, xadrez ou um algo similar. A Sala de Fumantes da Primeira Classe era muito mais espaçosa e confortável do que a da segunda. Os passageiros de terceira classe não dispunham de uma sala de fumar, eles tinham uma "sala geral", que agia como uma sala de fumo / sala de estar.
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Assim como os conveses acima, o Shelter Deck, ou convés C, era dominado pelas suítes da 1ª classe na porção central do navio em direção à proa. No extremo final da proa estava alocada a cozinha da tripulação e salões dos marinheiros e bombeiros, totalmente separados das áreas de 1ª classe. Pouco para diante da seção mediana traseira, e junto da escadaria traseira, estavam a barbearia da 1ª classe e o salão de jantar dos mordomos e criadas da 1ª classe. As áreas de recreação da 2ª e 3ª classe estavam na direção da popa, separadas das áreas de 1ª classe. O convés de passeio coberto da 2ª classe e a livraria da 2ª classe estavam aqui, e mais à ré estava a sala de fumantes e o salão geral da 3ª classe.
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Gabinete do Comissário de Bordo (central de atendimento e informações da 1ª classe)
Acima: O Gabinete do Comissário de Bordo do Olympic. Apesar de muito desfocada, na imagem pode-se ver as arcadas do balcão de atendimento, as divisórias com mesmo padrão das balaustradas da Grande Escadaria e atrás do balcão também se vê as prateleiras.
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Localizado aos pés da Grande Escadaria dianteira no Convés C, o Gabinete do Comissário de Bordo consistia em um escritório fechado e um balcão de atendimento dedicado à condução dos assuntos burocráticos do navio, especialmente os assuntos relacionados aos passageiros. Durante a viagem, os passageiros visitaram o balcão para comprar bilhetes para o Banho Turco, cadeiras de convés, e Piscina. E aqueles que desejam enviar um telegrama para localidades em terra, ou saudações do Titanic para amigos e familiares em outros navios, o fariam através deste escritório. Após o pagamento, a mensagem escrita pelo passageiro era transmitida à Sala de Telégrafo no Convés de Botes por meio de um sistema de tubos com ar pressurizado, fazendo com que a mensagem subisse os três conveses rapidamente e caísse dentro de uma pequena cesta metálica na escrivaninha do operador de telégrafo que se encarregaria de transmiti-la.
Ao lado: O Comissário Chefe Herbert McElroy à esquerda do Capitão Edward John Smith. Mc ElRoy fechou o Gabinete durante a evacuação do Titanic e pediu para que os passageiros se preocupassem com os seus coletes salva vidas , e não com seus objetos de valor, e se direcionassem para os botes de salvamento.

Além disso, a White Star Line insistia para que os passageiros que viajassem com dinheiro, títulos e joias depositassem no cofre do navio que ficava neste gabinete. Em troca, havia um recibo que registrava suas posses.

Na noite do naufrágio, os comissários habilmente removeram um grande número desses objetos de valor, colocando-os em bolsas de couro para a evacuação nos botes salva vidas do navio. As bolsas nunca chegaram aos botes e foram junto com o navio para o fundo do oceano. Uma destas bolsas foi recuperada pela empresa RMS Titanic, Inc. durante a Expedição de 1987. A escolha de bolsas de couro foi particularmente feliz, já que os produtos químicos utilizados no curtimento do couro atuaram como uma forte proteção aos delicados objetos, como notas de banco e cartões de visita, que em caso contrário teriam se deteriorado quando expostos à água do mar.

Abaixo: O gabinete de informações da 1ª classe aqui recriado em computação gráfica. Situado aos pés da grande escadaria dianteira no convés C no lado de estibordo do Titanic. As mensagens telegráficas particulares enviadas pelos passageiros eram expedidas e pagas através do balcão, mas enviadas via rádio no convés de botes, através dos esforços dos operados de rádio Jack Philips e Harold Bride, que operavam todo o tráfego telegráfico do Titanic. Aqui também estava alocado o grande cofre onde os passageiros poderiam garantir a segurança de seus bens a bordo, localizado à esquerda do balcão de atendimento dentro de um gabinete.
Titanic Honor and Glory
Sala de Estar C 55
https://4.bp.blogspot.com/-nEX_VfXFRhk/UxPwMyYP_gI/AAAAAAAAIhw/5W29SDbOnwk/s1600/olympic_titanic_cabin.pngAcima: Uma foto colorizada da sala de estar C57 no Olympic, de padrão decorativo idêntico ao da cabine C55 no Titanic.

Esta cabine localizava-se exatamente junto da Grande Escadaria dianteira, no Convés C, ao lado do Gabinete do Comissário de Bordo. Esta sala, por sua vez, era decorada no estilo Regência com painéis feitos de mogno polido com apliques de arabescos feitos em bronze dourado. A lareira era na realidade um aquecedor elétrico, sobre a qual havia um relógio vertical de estilo Luís XV com apliques em bronze dourado.
Direita: Um relógio em estilo Luís XV de madeira com apliques em bronze, de padrão bastante similar ao que fora instalado sobre a falsa lareira da sala de estar C 57 do Olympic, e C 55 do Titanic.
Acima da lareira uma bela tapeçaria da marca Aubusson com uma romântica cena de um casal em meio às árvores. No canto esquerdo uma pequena escrivaninha com gavetas. As duas vigias (janelas) eram voltadas diretamente para o mar.
A cabine C55 no Titanic foi ocupada pelo célebre casal idoso Isidor Strauss e Ida Strauss, proprietários da loja de departamentos "Macy's" de New York, a qual até hoje existe nos Estados Unidos. Graças a uma carta que escreveu a bordo do Titanic, e que postou em uma de suas escalas entre 10 e 11 de abril, onde Ida escreveu para uma amiga, a "sra. Burbridge", hoje se sabe o que ela achou do conjunto de cabines ocupado pelo casal, dizendo: “Mas que navio! Tão enorme e magnificamente equipado. Os nossos quartos são decorados com bom gosto e luxuosamente, e são realmente quartos e não cabines".

O casal Strauss não sobreviveu ao desastre, ficando muito conhecidos após o naufrágio devido à recusa da Srª Ida de embarcar em um bote salva vidas sem o marido, Isidor. Ida Strauss, ao ser convocada à embarcar sozinha no bote salva vidas Nº 08, disse a seguinte frase ao marido:
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"Nós vivemos juntos há tantos anos, onde você for, eu vou"
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Ambos pereceram no naufrágio e apenas o corpo de Isidor Strauss foi recuperado.
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Abaixo: A sala de estar C 57 no Olympic, numa segunda fotografia de época, extraída de um livreto publicitário de época. O relógio sobre a lareira estava conectado ao sistema regulador de horas do navio, que era ajustado na sala de mapas na ponte de comando, automaticamente afetando todos os demais relógios fixos a bordo. A técnica fotográfica aqui revela a intenção de insinuar grandiosidade, na tentativa de captar ângulos que tornassem os ambientes visivelmente mais amplos do que realmente eram. Impressão distinta de dimensão que fica evidente quando se compara esta foto com a foto anterior colorizada..
A Sala de Estar C 55 hoje
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Acompanhe no vídeo abaixo quais são as condições atuais da cabine C 55 nos escombros do Titanic a 3.800 m. de profundidade no Oceano Atlântico-Norte. A gravação é um trecho do documentário "Last Mysteries of Titanic" (Os Últimos Mistérios do Titanic, 2005), dirigido por James Cameron.
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A Sala de Estar C 55 recriada para o filme Titanic (1997) 
Acima: O padrão decorativo da cabine C 55 serviu como base para a criação da cabine "B 52", onde James Cameron alocou a personagem ficcional "Rose" (Kate Winslet) no filme "Titanic" (1997). O truque no cenário foi simples: Cameron utilizou a real planta baixa da cabine B 52 do Titanic e, sem saber na época sobre seu real padrão decorativo, apenas a "vestiu" com o padrão decorativo da cabine C 55 localizada um andar abaixo.

A cabine C 55 X a versão cenográfica B 52

http://i62.tinypic.com/2woww9v.gifNo filme a cabine faz parte das "Suítes Milionárias" (B 52, B 54, B 56); no navio real, ela estava alocada no convés C, fazendo parte de suítes luxuosas, mas não das famosas Suítes Milionárias. No filme as arandelas (luminárias de parede) são cópias das do Lounge da 1ª classe, maiores e com design diferente das encontradas na verdadeira cabine C 55. No filme acima da lareira há um espelho, quando na realidade na cabine havia a tapeçaria Aubusson. No filme, a posição da lareira não coincide com a cabine C 55, onde haviam duas escotilhas circulares voltadas pro exterior do navio em ambos os lados da lareira. No filme o interior da lareira é equipado com mármore; na cabine real o interior da lareira era metálico. A cabine no filme é cerca de 50% maior em relação à verdadeira cabine C 55. *** Estes detalhes fazem parte das muitas liberdades criativas utilizadas por James Cameron, e são aqui citados à título de curiosidade artística e histórica.
Acima: A cabine/sala de estar B38 no Olympic, de padrão decorativo idêntico ao utilizado na cabine B52 do Titanic. Tivesse James Cameron respeitado as informações históricas sobre o padrão decorativo, sua personagem ficcional seria sido desenhada nua numa cabine com este visual. Na vida real, no entanto, ela não poderia estar hospedada na cabine B52, visto que nela hospedou-se o proprietário do Titanic, Joseph Bruce Ismay.

Salão de Jantar das criadas e mordomos
Acima: Reconstituição gráfica do Salão de Jantar das criadas e mordomos dos passageiros da 1ª classe.

O salão de jantar das empregados e dos mordomos da primeira classe foi alocado no Convés C, junto da grande escadaria traseira, no lado estibordo (direita do navio) de seus degraus. A sala era direcionada para as criadas e para os empregados dos passageiros da 1ª Classe, e tinha capacidade para 56 pessoas ao mesmo tempo. As paredes eram cobertas com painéis brancos com um padrão simples retilíneo. Havia seis longas mesas e cadeiras - fixas ao chão - e o piso era composto com mosaicos de linóleo. Os operadores da sala do telégrafo, Jack Philips e Harold Bride também faziam as refeições aqui.
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Biblioteca da 2ª classe
Acima: A Biblioteca da 2ª classe do Olympic. A imagem mostra os detalhes do ambiente, tal como o carpete, as colunas frisadas, a estante de livros na parede ao fundo e as mesas redondas e quadradas. A porta à esquerda da imagem acessava diretamente as escadarias da 2ª classe.

Ao lado: A Escadaria da 2ª classe do Olympic. 

Localizada à ré do Convés C, a Biblioteca servia como o salão principal para os passageiros de segunda classe, era facilmente acessada a partir da escadaria principal da segunda classe e ficava ao lado da área do passeio fechado.

A Biblioteca era decorada em estilo colonial Adam, e tinha o diferencial de ser a única sala em todo o navio a ter uma decoração americana ao invés de decoração europeia. Existem muitas histórias de passageiros que passaram um bom tempo na Biblioteca escrevendo cartões postais, verificando a localização do navio (que era disposta em mural), ou simplesmente relaxando. Entre aqueles que sobreviveram para contar suas experiências nesta sala, está o professor de ciências inglês Lawrence Beesley. Ele escreveu a seguinte observação sobre sua estadia no navio e suas horas passadas na Biblioteca na última tarde do Titanic:
Ao lado: Lawrence Beesley, passageiro da 2º classe
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"A biblioteca estava lotada naquela tarde, devido ao frio no convés, mas através das janelas podíamos ver o céu claro com o sol brilhante que parecia anunciar uma linda noite e uma manhã iluminada, e a perspectiva de desembarque em dois dias, com tempo calmo até chegarmos em Nova York, havia uma sensação de satisfação geral entre todos nós. Eu posso claramente me lembrar de cada detalhe da Biblioteca naquela linda tarde com o ambiente lindamente decorado, com sofás, poltronas e pequenas mesas espalhadas, escrivaninhas em torno das paredes e a estante de livros com portas de vidro que ficava em uma das extremidades. Toda a sala era de mogno e decorada com colunas estriadas de madeira branca que sustentavam o convés superior. Através das janelas se via um corredor coberto, reservado por consentimento geral como o parque infantil, e lá estavam brincando os dois filhos do senhor Navratil, totalmente dedicado a eles e que nunca os deixava."

[O senhor "Navratil" (Michel Navratil ) perdeu a vida mais tarde naquela noite, mas salvou os seus dois filhos, entregando-os para serem socorridos em um bote salva vidas sob cuidado de outros passageiros].
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Salão Geral da 3ª classe
Acima: Ilustração publicitária de época que mostra o aspecto da Sala geral a bordo dos navios da Olympic Class, o Olympic e o RMS Titanic. O ambiente era desprovido de ornamentações, banhado pela luz solar que vinha das portinholas circulares voltadas para o oceano.
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Ao lado: Uma placa de linóleo com padrão "fleur-de-lis" resgatada dos escombros do Titanic. Este era o padrão de piso da Sala Geral da 3ª classe e estava presente em vários outros pontos do navio, incluindo também áreas na 2ª classe.

Localizada sob o Convés de Popa, a Sala Geral, era talvez a mais conhecida e popular entre os passageiros da terceira classe. E era realmente um local de encontro para a multidão de nacionalidades que embarcou no navio rumo à uma nova vida na América.
A sala ficava no lado estibordo do navio (direita), e foi revestida com madeira de pinho pintado de branco e equipada com bancos e cadeiras de teca aparafusadas ao piso. Não havia superfícies estofadas, pois se pensava que tecidos poderiam permitir a proliferação de piolhos entre os passageiros da terceira classe. No entanto, nas paredes haviam cartazes publicitários da White Star Line com anúncios dos portos de escala de seus navios.
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Acima: A Sala Geral da 3ª classe do Olympic, de padrão que teria sido idêntico no Titanic. O piso era composto por ladrilho de linóleo com um padrão de desenho denominado "fleur-de-lis", um design de revestimento bastante utilizado em todas as três classes do navio. Este salão era um versão espelhada da Sala de Fumantes da 3ª classe, situada exatamente ao lado; no entanto aqui as paredes receberam pintura branca e havia um piano disposto recostado na parede traseira para quem quisesse tocar para animar as reuniões. 
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Abaixo: Uma pequena porção do piso do navio, recentemente fotografado nos arredores dos escombros. O ladrilho colorido de linóleo surpreendentemente continua afixado à uma porção de sua base rósea de assentamento, conhecida como litosilo. Junto das peças pode-se observar uma bacia cerâmica, idêntica às instaladas em alguns dos gabinetes das pias nas cabines da 2ª classe.
Sala de Fumantes da 3ª classe
Acima: A Sala de Fumantes da 3ª classe a bordo do Olympic. Situada ao lado do Salão Geral da 3ª classe, esta sala possuía exatamente o mesmo tipo de mobiliário e tinha as mesmas dimensões que o Salão Geral; a diferença entre as duas salas era de que aqui não havia um piano, as paredes foram revestidas com painéis de madeira polida sem pintura, e que às costas do fotógrafo havia um pequeno bar.

A Sala de Fumantes da terceira classe ficava na posição aposta à Sala Geral, à bombordo (esquerda do navio). A revista “The Shipbuilder”, numa publicação de 1912 descreveu a sala assim:
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"A sala têm painéis emoldurados em madeira de carvalho, e é um espaço muito adequado e confortável. A mobília é de madeira de teca, semelhante à mobília da Sala Geral."
A Sala de Fumantes tinha o seu próprio bar escondido no canto e haviam escarradeiras para aqueles que mascavam tabaco. Visto que o hábito de marcar fumo e cuspir ainda era moda em 1912, as escarradeiras se proliferaram no navio. Sabiamente, na Sala de Fumantes o piso era de linóleo, o que facilitava a limpeza no caso de sujidades causadas pelo cigarro.
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O Saloon Deck, ou convés D, era por onde a 1ª classe tinha acesso ao navio, embarcando através das plataformas do porto posicionadas às portas de embarque nos saguões em ambos os lados do navio. À ré da escadaria dianteira neste convés estava um grande conjunto de cabines padronizadas da 1ª classe, numeradas de D1 à D50, enquanto à extrema ré do convés D estavam situadas cabines de 2ª e de 3ª classe. No meio do navio, numa área nobre devido à estabilidade ao balanço, estava o grande salão de jantar da 1ª classe precedido da recepção. Adiante do salão de jantar na direção da popa estavam alocadas as cozinhas da 1ª e da 2ª classe, seguidas do salão de jantar da 2ª classe. Na área dianteira do convés estava o salão geral da 3ª classe, e no extremo final dianteiro estavam os quartos dos bombeiros.
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Cozinha da 1ª e da 2ª classe
Acima: Parte da cozinha da 1ª e 2ª classe do Olympic.

A cozinha do Titanic, localizada no convés D, fornecia as refeições para a 1ª e para a segunda classe e ocupava uma enorme porção do convés. A demanda de refeições girava entre 6.000 e 10.000 refeições diárias, para uma lotação de aproximadamente 3.000 passageiros a bordo do navio. A cozinha foi equipada para preparar mais de 62.000 refeições durante a travessia e o espaço de trabalho foi cuidadosamente compartimentado de modo que uma quantidade máxima de alimentos pudesse ser preparada em áreas individuais concentradas.

Ao lado: A única fotografia que se acredita ser autêntica da cozinha a bordo do Titanic.

Os mais recentes equipamentos de restaurantes, como fornos, panelas, caldeiras de água quente, foram disponibilizados pela empresa Cooking Wilson de Liverpool. O piso era coberto com um ladrilho anti derrapante para a segurança da circulação do apressado pessoal que trabalhava freneticamente no preparo das refeições. A cozinha também se compunha de copas, dispensa, padaria, açougue, salas para a prataria e porcelana, salas para os vinhos, cerveja, ostras e também tinha compartimentos de armazenamento para toneladas de carvão. Entre os artefatos relacionados às cozinhas encontrados nos arredores do naufrágio está um vidro de azeitona ainda fechado, travessas de porcelana, panelas, pratos e garfos.
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Elevadores da 1ª Classe
Acima: O trio de elevadores da 1ª classe no penúltimo patamar de atividade, no Convés D do Olympic, de padrão similar aos elevadores do Titanic.
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Atrás da escadaria se localizava um trio de elevadores que operavam entre os conveses A e o convés E. Não haviam elevadores no Convés de Botes, onde estava instalada sua maquinaria, e no Convés F, onde estava localizado o último lance da escadaria da 1ª classe.
Nas palavras da publicidade da White Star Line:
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"Podemos ser poupados do trabalho de subir ou descer as escadas, inserindo elevadores que levam-nos rapidamente a qualquer um dos inúmeros andares do navio que se pode desejar visitar".
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Ao lado: O trio de elevadores no convés D do Olympic, atrás da grandes escadaria, e junto do saguão de embarque e recepção  da 1ª classe. Recentemente descobriu-se nos escombros do Titanic que o padrão decorativo do teto aqui era mesmo encontrado em toda a recepção, diferente do padrão nesta foto.
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Os motores de suspensão dos elevadores foram instalados em uma cabine localizada atrás da parede do relógio da Grande Escadaria. Cada elevador tinha capacidade para dez pessoas e só podia ser operado quando os portões internos estivessem fechados.Nas paredes frontais aos elevadores foram instaladas anúncios com letras fundidas em bronze dourado com a indicação de cada convés. Os elevadores tinham aparência idêntica em todos os conveses, revestidos com painéis de carvalho e colunas frisadas dispostas nos dois lados de cada pórtico de entrada. Sobre cada porta um frontão esculpido em carvalho arrematava a composição; estes frontões, por sua vez, têm origem na arquitetura greco-romana. Na coluna frisada de cada uma das três entradas se dispunha um pequeno painel de vidro iluminado onde foram descritos os conveses de operação: A DECK, B DECK, C DECK, D DECK, e E DECK. Logo abaixo do painel havia um pequeno botão de chamada. 
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Acima: Durante a expedição em setembro de 2001, James Cameron e equipe conseguiram acesso para a área dos elevadores nos escombros do Titanic a 3.800 metros de profundidade, através de um robô com câmera teleguiado remotamente. Para as surpresa dos pesquisadores, parte do portão ornamental de um deles revelou-se ainda intacto, com um design ligeiramente diferente do padrão utilizado nos elevadores a bordo do Olympic.

Ao lado: Uma recriação ilustrada do possível padrão dos portões ornamentais nos elevadores do Titanic [direita], comparados aos instalados no Olympic [esquerda].
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Os interiores dos elevadores foram decorados com painéis no estilo Empire, pintados de branco com inserções de delicados apliques dourados. Curiosamente este era o mesmo estilo decorativo que utilizado na cabine C 57 da primeira classe, localizada nos arredores da Grande Escadaria no convés C. Dentro de cada elevador foi disposta uma poltrona estofada recostada à parede de fundo. Nos painéis laterais e no fundo foram equipados três espelhos. Cada elevador dispunha de dois pares de portas corrediças. As portas interiores eram pantográficas, e as exteriores em ferro forjado com um elaborado design de barras verticais e desenhos espiralados.
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Acompanhe neste vídeo uma reconstituição gráfica aproximada dos elevadores

Saguão de embarque da 1ª classe
Titanic Honor and Glory
Cyril Codus artwork
Acima: Reconstituição gráfica do saguão de embarque da 1ª classe a estibordo do Titanic no Convés D, junto aos elevadores e da recepção do salão de jantar. As duas portas de aço com treliças de ferro ornamental foram instaladas paredão negro do casco e foi através de portas como estas que os passageiros da 1ª classe embarcaram na manhã de 10 de abril de 1912, vindos das passarelas de embarque do porto em Southampton, Inglaterra. Numa situação hipotética, se algum descuidado caísse por uma das portas, a queda seria de 7 metros até a água. A cozinha e as dispensas ficavam bastante distantes daqui e o armário ao fundo foi instalado com o propósito de apoiar o trabalho dos garçons que atuavam neste convés. Nele foram armazenados talheres, pratos, xícaras e pires auxiliares para agilizar o serviço de atendimento aos passageiros acomodados na recepção da 1ª classe antes e/ou após as refeições. Diferente de toda a área do salão de jantar, recepção e elevadores onde o teto foi ricamente adornado, aqui o teto e a iluminação era simples, deixando evidente o formato das vigas de sustentação do piso superior. Ao lado: Reconstrução do design das portas ornamentais.

Ao lado: O Titanic fotografado pelo passageiro da 1ª classe Francis Browne em seu desembarque em 11 de abril, na cidade de Queenstown, na Irlanda. Pode-se observar as duas pesadas portas de acesso ao saguão de recepção no lado de estibordo. Do outro lado do navio, à bombordo, a visão era a mesma, com mais duas portas de acesso precedentes ao saguão adicional.
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Abaixo: Recuperada dos escombros do Titanic em 28 de agosto de 1998, a porta de embarque havia permanecido fixa desde a madrugada do desastre em abril de 1912, sendo observada por uma expedição aos escombros no ano de 1993 ainda presa em suas dobradiças na posição aberta; posteriormente a porta se desprendeu do navio naufragado e sucumbiu junto ao leito marinho pela ação natural, devido à corrosão e ao seu próprio peso. A porta mede 1.85 X 1.42, construída em aço e ferro, com uma armação de bronze para os vidros de 2,5 mm de espessura, além de conter oito mecanismos de fechamento fundidos em bronze. A porta faz parte dos mais de 5 mil objetos resgatados dos escombros do Titanic pela empresa RMS Titanic Inc., (detentora judicial oficial dos direitos sobre os objetos resgatados do Titanic), e integra as exposições itinerantes organizadas pela empresa ao redor do mundo.

Os saguões de acesso ao Convés D no Titanic nada mais eram do que duas salas exatamente idênticas (mas de configuração espelhada, invertida) localizadas em ambos os lados do navio. Ambas eram instaladas de maneira simples e ampla, de modo a receber o fluxo de passageiros da 1ª classe vindos diretamente das plataformas de embarque no porto. As duas salas tinham piso revestido em linóleo geométrico (preto e branco) idêntico ao utilizado nas duas Grandes Escadarias. Os saguões possuíam duas robustas portas de comunicação com o exterior do navio, ambas construídas em aço, nelas haviam duas pequenas janelas retangulares protegidas com um vidro espesso. À frente das duas portas foram instaladas mais duas portas ornamentais internas protetoras, estas constituídas por um belo trabalho de treliças de ferro forjado.

Acima: Nesta foto de bastidores, a comitiva da personagem ficcional "Rose" embarca no Titanic através de uma das portas para o saguão da 1ª classe à bombordo. A pequena placa pendurada trazia os dizeres "STOOP MIND YOUR HEAD" [abaixe-se, cuidado com a cabeça], um detalhe histórico copiado das fotos de época do Olympic, navio irmão do Titanic. Medindo pouco menos de 1.85 m de altura, as portas de embarque perdiam ainda mais espaço ao serem ocupadas pelas plataformas de embarque, e o aviso temporário então precavia os desatentos.

A real função do saguão, além de receber os passageiros, era a de distribuí-los às respectivas acomodações a bordo através de mais três portas adicionais: uma porta de acesso aos corredores das cabines da 1ª classe no Convés D, uma porta voltada para o trio de elevadores da 1ª classe e uma de acesso direto à Recepção do Salão de Jantar da 1ª classe, instalado aos pés da Grande Escadaria.

Abaixo: Uma reconstituição gráfica do saguão de entrada do lado de estibordo (direita do navio), numa visão a partir do mesmo ângulo daquele que estivesse embarcando no Titanic. Ao optar pela porta dupla à esquerda, o passageiro acessaria diretamente a Recepção aos pés da Grande Escadaria. A porta arcada ao fundo estava localizada junto ao trio de elevadores da 1ª classe. À direita havia o início do corredor contendo várias cabines da 1ª classe, sendo as primeiras "D 35" e "D 37" . O armário de louça localizava-se à esquerda da imagem, junto à parede lateral, fora de quadro aqui.
Titanic Honor and Glory
Ao lado - Em uma visita realizada aos escombros do Titanic em setembro de 2001, o cineasta James Cameron conseguiu obter acesso ao Convés D do navio naufragado, e através de um robô câmera teleguiado através de controle remoto e logrou êxito ao acessar o saguão a estibordo do navio. O local que em 1912 sequer não foi fotografado, e a pesquisa revelou detalhes surpreendentes que até então eram parcialmente desconhecidos: o armário de madeira gravemente decomposto deixava à mostra uma pilha de pratos de louça notavelmente preservados, com o famoso design da louça utilizada nas acomodações da 1ª classe.

Ao lado: Igualmente surpreendente e revelador foi encontrar as portas ornamentais de ferro forjado ainda presas às suas posições originais e com todo o padrão ainda preservado. O detalhe jamais havia sido fotografado (nem mesmo no navio irmão, o Olympic), e a expedição revelou a verdadeira configuração das portas e do saguão de modo geral, até então desconhecidos.

Abaixo: Curiosamente... para seu filme, James Cameron havia recriado uma reprodução do saguão, mas à época devido a falta de dados concretos, reconstruiu o local sem o armário de louças, o teto
plano com lustres requintados, o piso recoberto com um carpete e as portas interiores em madeira. Todos os aspectos, hoje se sabe, foram recriados de modo incorreto; apesar da caríssima reconstrução, o cenário sequer chegou a ser plenamente explorado na "telona", considerando só é discretamente visto em apenas uma cena, quando a passageira Molly Brown embarca no Titanic (Cena ao lado). Desde 1997 as novas descobertas sobre o verdadeiro design do Titanic não pararam e ainda seguem expandindo enormemente o que se sabe sobre o navio de tão breve vida.
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Recepção da 1ª Classe

Ao lado: A Grande Escadaria dianteira do Olympic, aqui vista em seu lance localizado no Convés D. O belo candelabro de bronze com 21 lâmpadas fora fabricado pela empresa Perry e Co., de Londres. O topo da porta dupla que se vê ao fundo é detalhe único no Olympic; no Titanic a mesma porta foi instalada em outra posição, estaria à extrema esquerda.

Ao lado: O belo candelabro de 21 lâmpadas reconstruído para os cenários do filme Titanic (1997).
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Subindo a plataforma de embarque e entrando no navio através das grandes portas de aço no Convés D, os passageiros da primeira classe estariam na grande Sala de Recepção, ao pé da Escadaria Principal (ao lado).
Durante a viagem, esta vasta sala se tornou um lugar para ver e ser visto e, talvez, beliscar doces enquanto se esperava pelos acompanhantes para o jantar. Após o jantar os músicos se reuniam aqui para entreter os passageiros com uma seleção de músicas clássicas e populares até as 23:00 h. Ainda que a Sala de Recepção fosse localizada numa parte relativamente baixa do navio, o ambiente parecia ensolarado e acolhedor, isto graças a uma fileira dupla de portinholas de vidro mascaradas por janelas vitrais, as quais eram iluminadas por trás para dispersar a luz em todo o ambiente. Assim como o Salão de Jantar, a Sala de Recepção era decorada no estilo Jacobino com detalhes copiados de muitas das grandes casas da Inglaterra.
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A sala se estendia por toda a largura do navio, se prolongando desde as portas de entrada para o Salão de Jantar até os elevadores que ficavam atrás da escadaria. O piso era recoberto com um elaborado carpete de tom vermelho e o mobiliário era composto por poltronas e sofás de vime estofados com tecido verde estampado. 
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Ao lado: Na porção de estibordo havia um belo piano de cauda com um elaborado trabalho de marchetaria, fabricado pela empresa Steinway e Sons e era tocado pela orquestra do navio entre as 16:00 e as 17:00 durante o chá da tarde, e entre as 20:00 e as 21:15.

Abaixo: A recepção do Olympic em uma foto voltada para o lado de bombordo. De frente para a escadaria havia uma grande tapeçaria Aubusson com uma cena intitulada "Chasse de Guise".

A Recepção era decorada com estilo Jacobino com paredes e teto pintados de branco e enriquecidos com painéis e molduras esculpidas. A iluminação era feita por dezenas de lustres idênticos aos encontrados no Salão de Jantar, estes eram feitos de bronze com uma "tigela" de vidro lapidado com formato octogonal.
Ao lado: A área de estibordo da recepção no Olympic, de padrão idêntico à recepção do Titanic. As janelas vitrais permitiam a entrada de luz natural durante o dia e à noite eram iluminadas artificialmente por trás. Ao fundo pode-se ver três das cinco janelas em arco voltadas para o Salão de Jantar.

Abaixo um passeio em computação gráfica pela Recepção da 1ª classe no Convés D, ao lado do Salão de Jantar. Esta reconstituição é primorosa em detalhes e permite um bela visualização do ambiente e sua rica decoração.

DIVULGAÇÃO: Hudzzle

Salão de Jantar da 1ª Classe
Acima: O Salão de Jantar da 1ª classe do Olympic. Ao fundo vê-se o elegante aparador central com o piano; no Titanic havia também um piano de modelo idêntico e que, por sua vez, foi tocado apenas no domingo (14 de abril) no serviço religioso matinal da 1ª classe. Contrariando a ideia exibida no filme "Titanic" (1997), por padrão não havia música na Sala de Jantar durante as refeições. Os concertos musicais eram oferecidos apenas na grande sala da Recepção da 1ª classe, aqui vista através das 4 janelas arcadas ao fundo. O diretor James Cameron em seu filme optou por reproduzir o Salão de Jantar recoberto por um belo carpete com padrão floral; a realidade, no entanto, é que o verdadeiro Titanic - e também o seu navio-irmão, o Olympic - aqui não havia um carpete, mas um colorido ladrilho de linóleo [visto ao lado, recuperado dos escombros do Titanic], o que facilitava o trabalho de limpeza e asseio do ambiente movimentado.

Ao lado: Porta de acesso para o Salão de Jantar a partir da Recepção no Convés D no Olympic. As portas tinham molas de retorno e aberturas envidraçadas com uma treliça ornamental de ferro forjado.

Abaixo: O vídeo a seguir é uma ótima reconstituição da Sala de Jantar. A arte não é perfeita em detalhes, mas apresenta os aspectos principais do ambiente ricamente decorado.
Ao lado: Observa-se que o padrão dos lustres e da composição emoldurada no teto seguiam exatamente o mesmo padrão encontrados na Sala de Jantar, com o diferencial de que na lá a finalização entre teto e paredes da ala central apresentava uma suave curvatura, mas na Recepção a junção foi arrematada com uma moldura simplificada.

Ao lado: Uma autêntica cadeira do Salão de Jantar da 1ª classe do Olympic. Por um determinado período as cadeiras no Olympic foram afixadas ao piso através de corrediças metálicas, permitindo um movimento limitado de giro, afastamento e aproximação, mas evitando que as mesmas caíssem ou saíssem do lugar em condição de mar mais agitado, quando a estabilidade do navio ficava comprometida. A grande maioria do mobiliário a bordo dos navios era - e continua sendo ainda hoje - firmemente afixado ao piso como método de segurança.

Direita: Uma das portas do Salão de Jantar em sua condição atual nos escombros do Titanic, incrivelmente preservadas e ainda fixa nas dobradiças na posição original.

Entre a Recepção e a Sala de Jantar haviam portas de madeira com uma abertura de vidro com treliças de ferro forjado ornamental. Do outro lado ficava uma sala enorme, que ocupava toda a largura do Convés D com capacidade de acomodar mais de 500 passageiros numa só refeição. Se nem todos os assentos estivessem reservados, as crianças tinham permissão para jantar com seus pais no salão. Sua localização entre as chaminés nº 2 e nº 3 não era apenas uma coincidência, esta localização oferecia aos passageiros o mais suave local disponível a bordo, onde as oscilações causadas pelo movimento do navio eram muito pequenas.
O Salão de Jantar foi equipado com um piso de mosaicos de linóleo estampados para se assemelhar a um tapete. O Salão era subdividido em alcovas semi privativas, a sala tinha um ar intimista, um lugar para desfrutar de uma refeição suntuosa oferecida em um serviço de prata. Em 14 de abril de 1912, o menu incluía Filet Mignon, patinho assado, vinagrete de aspargos frios e pêssegos em Gelatina Chartreuse, servidos em porcelana com o logotipo da White Star Line.
Ao lado: A única fotografia conhecida da Sala de Jantar da 1ª classe do Titanic. A foto foi tirada no início da viagem pelo passageiro Francis Browne, que escapou do desastre ao desembarcar na cidade de Queenstown, Irlanda, levando consigo as últimas imagens conhecidas do Titanic. Apesar da pouca qualidade, se pode notar que a Sala de Jantar seguia o mesmo design decorativo nos dois navios irmãos.

Abaixo: O grande aparador esculpido na seção dianteira do salão de jantar no Olympic com um piano vertical ornamentado que ali estava disposto para ser tocado apenas no culto dominical.

Mais um passo na evolução dos navios daquela época foi a eliminação dos longos bancos e mesas nas salas de jantar. Em navios anteriores o espaço era muito reduzido e só as melhores mesas tinham lugares para duas, quatro ou seis pessoas. A grande maioria dos passageiros se sentava em longas mesas, o que fazia a conversa difícil, exceto para as pessoas sentadas de frente ou lado a lado.
Com a construção dos novos navios da Star White Line, todas as mesas na primeira classe eram de tamanho modesto, garantindo conversa fácil com qualquer companheiro sentado à mesa. As cadeiras antigas e desconfortáveis vistas em outros navios também foram substituídas por cadeiras estofadas e confortáveis, que se harmonizavam com a decoração.
Ao lado: Um conjunto de chá com mesmo design da louça padrão encontrada na 1ª classe do Titanic. Este modelo específico é denominado "Wisteria" e estava largamente distribuído nas acomodações da 1ª classe e também no Salão de Jantar.

Abaixo: Em fevereiro de 2015, através dos esforços de pesquisa da equipe de desenvolvimento do game "Titanic Honor and Glory", um achado inédito foi divulgado, uma nova configuração de janelas arcadas entre o salão de jantar da 1ª classe a a recepção no convés D no Titanic. A descoberta foi possível segundo a análise da única fotografia conhecida do salão de jantar, tomada em 11 de abril de 1912 pelo passageiro de 1ª classe Francis Browne [foto histórica acima]. Quando analisada, a foto única revelou a possibilidade de três grandes janelas quadrangulares em arco amplo no local, ao invés das cinco janelas arcadas como a bordo do Olympic. A descoberta foi incorporada ao trabalho de recriação gráfica, bem como as demais descobertas inéditas feitas durante o percurso criativo do game, que será também um passeio virtual e histórico pelos interiores pouco conhecidos do Titanic. A montagem abaixo ilustra o detalhe inédito [vídeo com a descoberta AQUI].
 
Ao lado: Réplica fiel de uma das cabeças de cariátide das alcovas laterais do salão de jantar. Um trabalho de arte primorosamente executado pelo escultor estadunidense Alan St. George. Site oficial AQUI
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Abaixo: Uma das alcovas laterais do salão de jantar da 1ª classe a bordo do Olympic numa foto voltada para a recepção. Diferente da ala central do salão onde o teto possuía apliques geométricos, aqui destacava-se um padrão floral, com outro formato de lustres menores de forma sextavada. 
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As amplas janelas com vitral ofereciam a falsa sensação de uma mansão em terra firme, escondendo por trás de si as duplas de portinholas circulares. As colunas entre as janelas traziam cabeças de cariátides - elemento arquitetônico herdado da Grécia - e figuras do deus Netuno, com barba encaracolada. A presença de uma coluna estrutural que atravessa uma das mesas destaca-se como elemento curioso, demonstrando a necessidade de muito aproveitamento do espaço.

Abaixo: Imagem publicitária publicada em 1911, que já demonstrava o aspecto opulento e luxuoso que teriam os Salões de Jantar do Olympic e do Titanic. Esta é, pelo que consta, a única referência de época em cores deste espaço. A presença de abajures sobre as mesas evidencia que a empresa inicialmente planejava instalá-los, no entanto as fotos de época do Olympic demonstram a mudança de ideia. bem como a única fotografia do salão no Titanic. A desistência dos abajures pode ter se dado como possível consequência das reclamações dos primeiros passageiros do Olympic, que relataram o exagerado aquecimento do ambiente provocado pela ostensiva quantidade de luzes instaladas no teto [404 lâmpadas iluminavam este espaço]. James Cameron utilizou-se desta imagem referencial, entre muitas outras, para a reprodução cenográfica do Salão de Jantar em seu filme e adotou livremente os abajures como suporte de iluminação sobre as mesas onde os personagens principais fazem uma de suas refeições [como visto na cena acima].
Cabines da 1ª classe no Convés D 

Abaixo: Duas cabines da 1ª classe do Olympic, localizadas no Convés D. No Titanic estas cabines teriam sido praticamente idênticas. A falta de ornamentos e o teto bruto, com suas vigas, dutos de ventilação e canalização expostos, são uma completa surpresa quando comparadas às suítes luxuosas.
Uma grande parte das cabines da 1ª classe, especialmente as instaladas nos conveses “A”, “D” e “E” eram muito mais modestas, tendo inclusive parte da tubulação de água e estrutura de aço aparente no teto, sem acabamentos refinados, muito diferentes das cabines de luxo situadas nos conveses “B” e “C”. As três fotos acima, de cabines da 1ª classe do Olympic, exemplificam a simplicidade destas cabines padronizadas, de mesmo padrão que as instaladas no Titanic. Os valores pagos pelas passagens de 1ª classe eram muito variáveis; quanto maior a cabine, melhor decorada, melhor situada, e mais alta no navio... mais cara se tornava a hospedagem.
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Curiosamente, a famosa e milionária passageira norte americana Margareth Tobin Brown (ao lado), mais comumente chamada apenas de Molly Brown, teria ocupado a cabine e "E 23", situada no convés E, o mais baixo pavimento do navio com cabines da 1ª classe. A posição de sua cabine contraria vivamente a crença popular de que todos os milionários a bordo do Titanic teriam ocupado as mais requintadas acomodações. A cabine ocupada por Molly seguia um padrão muito simples, praticamente idêntica à cabine da foto do meio acima.
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O Hospital

Acima: Uma das mais icônicas fotos do Titanic, tirada no dia 02 de abril de 1912, uma semana antes da viagem de inauguração, enquanto o Titanic é rebocado para o Mar da Irlanda para finalmente ser testado. O destaque amarelo situa com precisão a posição das janelas (portinholas) das instalações hospitalares do navio. Curiosamente o hospital estava localizado exatamente entre a enorme cozinha da 1ª e 2ª classe e o o Salão de Jantar da 2ª classe.

Ainda que a Câmara de Comércio ditasse uma regra prática básica para a existência de hospitais nos navios, havia uma necessidade elementar na inclusão de hospitais a bordo dos navios daquela época, com o intuito de atender quaisquer eventuais problemas de saúde entre as milhares de pessoas a bordo durante as viagens atlânticas. No Titanic o hospital estava alocado no Convés D, do lado direito do navio na direção da quarta chaminé. As instalações cirúrgicas (sala de cirurgia) estavam alocadas um andar acima, no Convés C. Havia apenas uma escada privativa a partir do Convés D para chegar  à sala de cirurgia, e esta escada única ligava os dois andares do hospital.

Ao lado - Um dos quartos das instalações hospitalares a bordo do navio RMS Aquitania, da Companhia Cunard Line. A foto ilustra de maneira próxima o visual geral do hospital a bordo do Titanic, que também estava localizado junto à borda do navio com a presença de portinholas circulares e também foi equipado com painéis de revestimento brancos; todos estes aspectos faziam parte das regras básicas de padrão pré estabelecidas pela Câmara do Comércio, e se apresentavam de maneira muito similar nos hospitais dos navios daquela época.

O hospital consistia de 4 salas: 3 quartos para pacientes e um quarto para o atendente. Havia um sala de banho e dois banheiros que também faziam parte do conjunto. A ala de doenças infecciosas estava  completamente separada. O hospital de isolamento consistia de dois quartos projetados para 3 pessoas em cada, bem como uma sala de banho e um banheiro. O sistema de ventilação do hospital foi projetado de modo que o ar que saía das instalações através do duto da 4ª chaminé. Toda a ala foi revestida com painéis de madeira pintados de branco, e no chão havia um azulejo preto e branco. As camas nas alas eram de metal esmaltado, alternadas entre camas comuns e beliches.
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Você sabia que o Olympic e o Titanic possuíam uma cela almofadada para deter gente louca?
Reconstrução gráfica por Titanic Honor and Glory
Acima: A cela almofadada reconstruída em computação gráfica. E na foto famosa tomada na manhã de 02 de abril de 1912 o destaque amarelo situa a precisa localização das janelas do complexo hospitalar nos conveses C e D, onde estava localizado o gabinete.
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Contando com a possibilidade evidente de atender a toda espécie de intercorrência vinda do público, os grandes navios eram - e ainda são - obrigados a contar com pronto atendimento das demandas de seus passageiros... Inclusive os mentalmente perturbados fora de controle que oferecessem risco. Assim, dentro dos seus complexos hospitalares, o Olympic e o Titanic contavam com uma cela almofadada para deter algum eventual lunático que se aventurasse a perturbar a ordem da viagem. A cela ficava junto do hospital no convés D, no lado de estibordo, logo após a imensa cozinha que abastecia os salões de jantar da 1ª e da 2ª classe.
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Não se tem uma descrição exata do compartimento, mas se baseando em descrições do mesmo aparato no navio RMS Lusitania, acredita-se que a cela se compunha de não mais que um pequeno gabinete almofadado com paredes macias revestidas com acolchoado de lona, sem janelas e uma só porta com vigia. O ambiente claustrofóbico media 1,50 X 1,80. Não há menção sobre a presença ou não de camisas de força nas descrições inventoriais do Olympic e do Titanic, mas historiadores acreditam que certamente haveriam camisas de força neste serviço de contenção.
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Não há registro que dê conta da utilização da cela no Olympic, tampouco no Titanic, mas neste primeiro certamente pode ter sido usada durante a longa carreira de 24 anos, na qual acolheu cerca de 430 mil passageiros apenas em suas viagens comerciais. De todo modo, sabe-se que o procedimento de detenção só seria utilizado em casos muitos extremos, que escapassem à qualquer tipo de abordagem menos incisiva. Por envolver um procedimento de extrema delicadeza, gravidade e sigilo, evidentemente a White Star Line não fez questão de descrever em seus prospectos publicitários ou arquivos públicos sobre o assunto. A cela almofadada do Titanic foi pulverizada com a quebra do navio, mas a mesma do Olympic foi arrematada no leilão de artefatos do navio, contanto não se sabe qual foi a nova utilidade dada a seu "gabinete da loucura".
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Espaço Aberto da 3ª Classe / Salão Geral dianteiro da 3ª classe
Acima: Reconstrução gráfica do espaço aberto da 3ª classe. A arte ilustra de modo próximo o visual do ambiente, substituindo a ausência de fotografias de época. Aqui se vê  a porção de estibordo da sala, apenas 4 conveses acima do ponto da colisão com o iceberg. A contínua corrente de contenção posicionada ao longo das aberturas dos porões alertavam sobre risco de queda oferecido pelos dois poços que se precipitavam por vários conveses abaixo. A porta ao fundo se abria para o exterior do navio. No salão haviam 21 portinholas de 35 cm de diâmetro. O salão media cerca de 23 metros de comprimento e 24 metros de largura na porção traseira; na área dianteira, reduzida pelo formato afunilado da proa, a sala media 19 metros de largura.
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Localizado exatamente abaixo do poço do convés C na área da proa, o Espaço Aberto da 3ª classe se tratava de um grande salão no convés D, disposto aos passageiros para se reunirem em suas atividades diárias de diversão, distração ou de repouso. A sala ocupava toda a largura do navio, mas era muito simples e desprovida de ornamentos, assim como a maior parte das acomodações direcionadas à 3ª classe; no entanto o ambiente dispunha de uma contínua fileira de bancos de madeira disposta ao longo das paredes, além de mesas e cadeiras aparafusadas ao piso, similares às encontradas no Salão Geral da 3ª classe, localizado na popa, no Convés C.

Ao lado: Localizado diretamente abaixo do Convés C e sob as duas aberturas de acesso aos porões de carga, o Espaço Aberto da 3ª Classe era rota obrigatória para o embarque de bagagens e da carga alojada nos porões frontais do Titanic.

O salão dispunha de quatro escadarias, duas na extremidade dianteira e duas na extremidade traseira, que forneciam acesso aos conveses inferiores e superiores. Na porção central se localizavam as duas grandes aberturas de acesso aos porões, assim como também no teto haviam duas aberturas que possibilitavam a suspensão de carga retirada ou depositada nos porões através de guindastes do navio ou do porto. Tanto as aberturas localizadas no piso quanto as localizadas no teto eram cobertas com um gradeado de madeira desmontável, que era  removido durante os procedimentos de carga e descarga.

Acima: Um belo exemplo do processo de embarque de carga através das duas aberturas para os porões frontais (vistas à esquerda e à direita, sem o gradeado e a lona protetora). A imagem registra a acomodação das bagagens no Convés C do Olympic em New York. As montanhas de bagagens tinham de ser habilmente suspendidas e baixadas, fazendo passagem obrigatória através do salão da 3ª classe.

Ao lado e abaixo: O salão foi também replicado para as gravações do filme Titanic. Aqui foram rodadas as cenas da grande festa da 3ª classe, onde o casal Jack e Rose se diverte ao som da música irlandesa tocada pelos animados passageiros que rumavam para a América. No entanto os detalhes do cenário não coincidem exatamente com as plantas do Titanic, as dimensões são menores e o mobiliário é muito reduzido. Aqui as duas aberturas para os porões de carga (à esquerda e à direita) aparecem desprotegidas e serviram como pista de dança para o casal protagonista - algo bastante improvável na vida real, visto que os porões se tratavam de área de risco. Abaixo: Cena excluída do filme Titanic.
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Abaixo, cena excluída: A protagonista Rose visita o companheiro Jack no Espaço Aberto da 3ª classe nesta cena excluída. Na cena pode-se ver um piano ao ser tocado por um dos passageiros, mas trata-se uma licença poética, considerando que não há registro de que aqui haveria um piano. O instrumento estava disposto no Salão Geral da 3ª classe no extremo oposto do navio e um andar acima. Apesar de reproduzido de modo apenas próximo à realidade, a descontração e o movimento alegre dos passageiros da 3ª classe certamente coincidem com a realidade histórica.
   
Salão de Jantar da 2ª classe  
Acima: O salão de jantar da 2ª classe no Olympic, de padrão decorativo idêntico ao aplicado no Titanic. Ao fundo se vê o grande aparador central com um piano vertical.  

Ao lado: Uma das cadeiras do salão de jantar do Olympic hoje preservadas.  

Situado atrás da cozinha da 1ª e 2ª classe, o salão de jantar da 2ª classe oferecia três refeições por dia em um ambiente agradável com painéis de carvalho e longas mesas equipadas com cadeiras giratórias aparafusadas ao chão com assentos revestidos em couro vermelho.
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Na melhor das hipóteses, este arranjo de cadeiras era desconfortável, visto que o comensais sentavam-se muito afastados da borda da mesa, necessitando recurvar-se para fazer a refeição, ou muito próximos, prendendo a barriga, no caso de pessoas mais robustas.
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Menor que o salão de jantar da 1ª classe, o salão foi projetado para acomodar 394 pessoas de uma só vez. A sala era um espaço agradável cheio de flores frescas, serviço de prata, decantadores de vidro gravado e toalhas brancas engomadas. A empresa White Star Line publicou o seguinte sobre o salão de jantar:
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“Os painéis da sala são feitos de madeira de carvalho... no final há um aparador especialmente projetado, com um piano no centro. O mobiliário é em mogno, o estofamento é de couro vermelho e no chão há mosaicos de linóleo de projeto exclusivo.” 
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Ao lado: Um prato com o padrão encontrado na 2ª classe no Olympic, que também foi utilizado no navio SS Majestic, da White Star Line. Este design é popularmente conhecido como “Delf” (cidade na Holanda onde foram fabricados) ou “Flow Blue” (fluxo de azul) devido à tendências de, ás vezes, a cor azul se expandir pelo branco e tornar-se borrada ao redor do desenho com o passar do tempo e utilização.
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Abaixo: O salão de jantar da 2ª classe no Olympic.

  
Cabines da 2ª classe  

Ao lado: Uma cabine de 2ª classe no Olympic, de padrão idêntico às instaladas no Titanic. Os beliches e a ausência de ornamentos evidenciam a grande diferença entre estas e as de primeira classe. 

Tem sido divulgado ao longo dos anos que viajar na segunda classe no Titanic era como viajar de primeira classe a bordo de navios anteriores. Há mais verdade nisso do que se pensa, os padrões de tecido e mobiliário que eram modernos na década de 1890 e 1900 estavam fora de moda e foram rebaixados para uso nas acomodações públicas e nas cabines de segunda classe. As cabines de segunda classe foram equipadas com duas ou quatro camas beliches protegidas por cortinas. 
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Não era incomum que pessoas estranhas reservassem, quartos em conjunto para garantir o menor preço dos bilhetes, mesmo sabendo que a privacidade era mínima tendo em vista o espaço compartilhado reduzido. Enquanto as cabines de 1ª classe tinham o luxo de água quente e fria, as de segunda classe tinham apenas um lavatório à moda antiga, modificado para uso no navio. Visto que o espaço era reduzido, o lavatório era afixado na parede, como parte de um armário de mogno. Quando em uso, o passageiro baixava uma bacia de cerâmica articulada expondo a torneira.  

Ao lado: Uma cabine de 2ª classe a bordo do Olympic.

Pressionando a alavanca o fluxo de água saía de um tanque de metal atrás do espelho. O sabonete ficava em um prato colocado ao lado e, quando terminasse, o passageiro simplesmente dobrava a bacia de volta para o armário e a água residual caía em uma vasilha escondida no nível do chão. Os camareiros eram responsáveis por manter o fornecimento de água através de um funil de alimentação, e por retirar a água residual. 
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A água quente era trazida em um jarro e usada com moderação.  Outra distinção entre a primeira e a segunda classe era de que esta última nunca foi equipada com banheiros individuais. Instalações de banheiros públicos eram localizadas a cada bloco de camarotes, seu uso portanto era coletivo. Haviam urinóis em cada cabine, mas estes eram principalmente para enjoo e não para as necessidades fisiológicas.

Abaixo: Uma cabine de 2ª classe aqui ilustrada em um panfleto publicitário oficial publicado pela White Star Line.
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Acompanhe uma reconstituição gráfica de uma das cabines da 2ª classe, incorretamente nomeada no vídeo como "Cabine da 3ª Classe".



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O Upper Deck, ou convés E, era preenchido por cabines que poderiam ser alternadas entre 1ª e segunda classe, de acordo com as necessidades em virtude da lotação do navio, e também por cabines de 3ª classe na extrema ré do navio. Aqui estavam também os quartos da tripulação e também a barbearia da 2ª classe e o refeitório dos engenheiros. Havia aqui uma certa mistura entre 1ª e 2ª classe, e entre a 2ª a terceira classe. As portas de comunicação entre a 1ª e a 3ª classe nesse convés abriam-se apenas a partir do lado da 1ª classe, mas não a partir do lado da 3 classe.
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O corredor de serviço no Convés E, conhecido como "Scotland Road" ou "Park Lane"
Acima: A planta indica a longa extensão do corredor de serviço. Não há um consenso técnico quanto ao início e o final do corredor apelidado como Scotland Road, no entanto os únicos impedimentos à passagem eram as curvas e as cinco portas à prova d'água de fechamento horizontal, diferentes das utilizadas dentro das salas de máquinas e caldeiras. De maneira generalizada a porção oficialmente apelidada como Scotland Road é a mais larga do destaque amarelo.

Ao lado: O corredor concorrente à Scotland Road, localizado em paralelo no lado de estibordo do navio; por estranho que possa soar, este era também um corredor da 1ª classe. A foto foi tirada com a câmera voltada para a frente do barco. Esta foto é frequentemente citada como a própria Scotland Road ou como um corredor da 3º classe do Titanic, mas foi tirada a bordo do Olympic, seu navio-irmão, e é na realidade o corredor concorrente no outro lado do navio. O corredor percorria o mesmo sentido que a Scotland Road, mas era mais estreito e mais curto. Aqui também haviam portas à prova d'água e dormitórios da 1ª classe. A porta com parafusos nas bordas que se vê em primeiro plano era à prova d'água; a porta que se vê ao fundo com venezianas de ventilação era a da cabine "E 66" da 1ª classe. Curiosidade: A parede apainelada à esquerda da imagem escondia por detrás de si a cerca de 10 metros à frente o duto de passagem da chaminé Nº 3.

Localizada ao longo do Convés E, "Scotland Road" (Estrada da Escócia) é o apelido conferido pela tripulação ao gigantesco corredor de serviço que percorria praticamente toda a extensão do Convés E. Oficialmente a longa passagem de trabalho não possuía nomeação oficial por parte da Companhia White Star Line ou pela construtora Harland and Wolff, e o apelido à ele atribuído vinha de uma referência à uma antiga rodovia ao norte da cidade de Liverpool, que durante muitos anos foi o refúgio cultural e de moradia de comunidades de trabalhadores e imigrantes. Visto que o corredor era principalmente destinado ao tráfego e aos alojamentos dos trabalhadores do navio, o apelido parecia bastante apropriado.

Acima: Nesta fotografia de 11 de abril de 1912, durante a segunda e última escala do Titanic, em Queenstown, Irlanda, o destaque indica a localização e os extremos da cobertura da Scotland Road. Devido à enorme extensão a Scotland Road se ajustava à leve curvatura para cima das extremidades do navio. Em um cálculo aproximado, o corredor percorria de uma ponta à outra cerca de 220 dos 269 metros do navio, facilitando o acesso da tripulação à qualquer área sem a necessidade de recorrer aos labirínticos corredores nas entranhas do transatlântico.

Se fosse possível viajar de volta no tempo e caminhar pela Scotland Road no Titanic, teríamos uma perfeita visão dos bastidores do árduo trabalho da tripulação de um grande transatlântico daquela ápoca. Enquanto as acomodações e serviços públicos nos andares superiores desses navios eram frequentemente descritas em pormenores e ilustradas através de imagens fotográficas na abundante publicidade feita pela White Star Line, raramente esta publicidade exibia os arranjos oferecidos aos camareiros e abastecedores e o grande número de tripulantes necessários para servir às inúmeras salas públicas do navio e os passageiros dentro delas. A Scotland Road, talvez mais do que qualquer outra área do navio, servia aos membros da tripulação que iam e vinham o tempo todo trabalhando contra os ponteiros do relógio. Ao longo da Scotland Road também se localizava a maioria dos alojamentos do departamento de abastecimento, o que incluía cozinheiros, camareiros, lavadores de prato, despenseiros, garçons, e assim por diante.

Titanic Honor and Glory
Acima: Uma reprodução em computação gráfica da Scotland Road, que percorria a extensão do Convés E, aqui vista a partir da porta de acesso aos pés da grande escadaria dianteira da 1ª classe. A cobertura era tão pronunciada que até mesmo a leve curvatura do piso e do teto do navio poderia ser notada por aqueles que se pusessem a observar o seu comprimento [a leve curvatura do navio não é mostrada nesta reconstituição].

Ao lado: O longo corredor situado fora reproduzido para os cenários do filme "Titanic" (1997). O casal ficcional protagonista encontra a longa passagem após empreenderem fuga do furioso noivo Cal Hockley (Billy Zane). Na cena em questão o casal é fortemente repreendido por um tripulante ao arrombar uma porta de madeira que bloqueava a fuga de ambos.
. Acima: Apesar de reproduzido de maneira apenas próxima ao que realmente teria sido na vida real, a visão do comprimento e a largura teria sido bastante similar no Titanic, onde o corredor realmente teve partes de sua extensão coberta com painéis brancos.
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Ao lado: O diretor e explorador marinho James Cameron, por ocasião de um mergulho aos destroços do verdadeiro Titanic em 2005, tentou adentrar e percorrer o corredor no convés E utilizando-se de um robô câmera teleguiado por controle remoto; a equipe conseguiu chegar à Scotland Road, no entanto não obteve sucesso em percorrê-la ao serem bloqueados por uma grande quantidade de detritos e destroços que impediram a passagem do veículo telecontrolado. Isto indica que o peso do navio, somado à forte colisão com o leito marinho e os muitos anos de deterioração, possivelmente tenham causado o colapso total ou parcial deste longo corredor que fora partido ao meio quando o Titanic se rompeu na madrugada de 15 de abril de 1912.
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Gabinete do Comissário da 2ª classe  (gabinete de informações e central de atendimento da 2ª classe)
Acima: Uma rara imagem do balcão de atendimento do Gabinete do Comissário 2ª classe no Olympic, localizado no lado de bombordo (direita do navio), no Convés E, junto à escadaria traseira da 2ª classe (o corrimão da escadaria pode ser discretamente visto no lado esquerdo da foto). Acredita-se que no Titanic o visual deste local teria sido exatamente o mesmo. CURIOSIDADE: A porta dupla fechada ao fundo, atrás dos pequeno grupo de passageiros, acessava diretamente o famoso e imenso corredor de serviço apelidado de "Scotland Road".

O gabinete do comissário oferecia diversos tipos de atendimento aos passageiros hospedados na 2ª classe, como a resolução de dúvidas, recepção de cartas e mensagens telegráficas e também recolhia objetos de valor à pedido dos passageiros que poderiam guardá-los em dois cofres. Em suma o local funcionava como uma central de atendimento e informações, resolvendo questões e assuntos particulares relacionados aos passageiros da 2ª classe. Os passageiros da 1ª classe também contavam com um balcão de propósito exatamente idêntico, localizado dois andares acima, no Convés C, junto aos pés da Grande Escadaria dianteira. 
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Ao lado - Uma fotografia datada de 1998, da Casa do Leme nos escombros H.M.H.S. Britannic, o navio-irmão do Olympic e do Titanic, naufragado em 1916. O mesmo tipo de piso pode ser observado na foto acima. A presença deste tipo de ladrilho instalado no Britannic marca a sua larga utilização nos três navios irmãos. O revestimento foi assentado em áreas da 1ª, 2ª e 3ª classes, e também em locais de trabalho apenas da tripulação do trio de navios da White Star Line.
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Barbearia da 2ª classe
Acima: A barbearia da 2ª classe a bordo do Olympic, de padrão que teria sido similar no Titanic.

Ao lado: Reconstituição gráfica da barbearia a bordo do Titanic.
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Esta sala era situada no Convés E, próxima à escadaria da 2ª classe. Assim como nas salas de fumantes, este era um reduto masculino. Havia duas utilidades aqui, tanto para oferecer um corte de cabelo de boa qualidade quanto para vender souvenires e outras recordações da travessia pelo Atlântico. A sala acomodava duas pessoas sendo atendidas ao mesmo tempo para um corte de cabelo ou barba. Haviam duas cadeiras reclináveis, lavatórios de mármore e também um sofá de espera.
Abaixo: Um aparelho de barbear e uma pequena embalagem de papel de lâminas Gillette, ambos recuperados dos escombros do Titanic. Teriam pertencido à passageiros, não à barbearia do navio. Curiosamente na pequena embalagem de lâminas há o nome "Brazil" gravado entre a lista de países onde a marca Gillette estava sendo patenteada e vendida naquela época; a marca havia sido fundada em 1901, onze anos antes da viagem inaugural do Titanic.
  
Cabines da 3ª classe

Ao lado: Uma cabine e terceira classe a bordo do Olympic, de padrão idêntico às encontradas no Titanic.
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As acomodações da terceira classe no Olympic e no Titanic eram significativamente melhores do que as acomodações oferecidas aos emigrantes apenas alguns anos antes em outros navios. No auge do século XIX, os bilhetes comprados pelo emigrante em direção aos Estados Unidos e outras nações do hemisfério ocidental apenas prometiam “transporte” para o Novo Mundo. Cama, alimentos e utensílios eram raramente incluídos no preço da passagem e até mesmo o fornecimento de um beliche era uma proposta arriscada.
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A bordo do Olympic e do Titanic a situação melhorou consideravelmente. A publicidade da White Star Line seduzia o viajante com a promessa de que
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“O intervalo entre a vida velha e a nova seria passado sob a mais feliz condição possível”.

As cabines de terceira classe no Titanic ocupavam a parte frontal dos conveses E, F e G e a parte traseira dos conveses D, E, F e G, na parte baixa do navio. As cabines alojavam seis ocupantes da mesma família ou passageiros do mesmo sexo, separava-se homens solteiros de mulheres solteiras como medida de garantir o bem estar durante a viagem.
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Ao lado: Uma cabine de segunda classe a bordo do navio SS Laurentic, de padrão idêntico às de terceira classe a bordo do Titanic. A foto evidencia que em poucos anos o tratamento da terceira classe estava melhorando, e as cabines de segunda classe antigas agora eram parte da realidade dos emigrantes mais humildes a bordo do Olympic e do Titanic.

Convenções ditavam que as mulheres e crianças ficassem na popa do navio, enquanto homens solteiros eram alojados na proa em um espaço distante do sexo feminino. As cabines eram equipadas com aquecimento e iluminação elétrica, e isso parece óbvio hoje; mas em Londres apartamentos pobres ainda tinham lâmpadas a gás.

Camas e colchões de molas também eram fornecidos juntamente com cobertores e travesseiros, mas sem fronhas. Havia apenas uma banheira para todos os homens de terceira classe, e outra para as mulheres. Isto não era mesquinhez por parte da White Star Line, mas uma realidade social. Os pobres mais humildes naquela época consideravam que os banhos frequentes causavam doença pulmonar, e assim a demanda por banheiras era limitadíssima.
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O Middle Deck, ou convés F, era onde estavam o banho turco e a piscina da 1ª classe, um grande complexo de salas na área dianteira no lado estibordo. A plataforma de observação para a quadra de squash da 1ª classe estava também aqui, enquanto a quadra ocupava a altura de dois conveses, F e G. No meio do navio estava localizado o salão de jantar da 3ª classe, divido em duas seções, dianteira e traseira, separado por portas a prova d'água. Aqui também estavam os quartos dos engenheiros e mais cabines de 2ª e 3ª classe.
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Banho Turco
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Acima: A única fotografia conhecida da sala de resfriamento do banho turco a bordo do Titanic. Esta era a última pela qual o passageiro passaria antes do fim do banho, para logo após dar um mergulho a piscina do outro lado do corredor externo. Aqui se pode ver os vestiários ao fundo, as cadeiras de lona e os divãs confortáveis intercalados por mesas decoradas com marchetaria de tema árabe. As janelas aqui no entanto não estavam voltadas para o exterior, mas para um corredor interno do navio.

Ao lado: Uma cama de banho elétrico publicada em 1911 na revista "The Shipbulder", anunciando as amenidades a bordo do Olympic e do Titanic. As mulheres poderiam usar o banho elétrico durante a manhã, e os homens à tarde e à noite. Um ticket era necessário, e poderia ser comprado por 4 shillings ou 1 dólar. A experiência de uso era de que o banhista se deitasse no compartimento isolado do pescoço para baixo, e as lâmpadas internas provocavam um aquecimento agradável tido como medicinal. O equipamento no entanto aparentemente não foi tão popular no Olympic onde haviam dois deles, no Titanic uma cama apenas foi instalada.
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Por quatro xelins ou um dólar, os passageiros de primeira classe poderiam relaxar e aliviar suas dores na sauna do Titanic. O banho turco era formado por várias salas diferentes: sala de vapor, sala quente, sala de clima temperado, sala de banho e sala de resfriamento. Havia também uma inovação ultra moderna, camas elétricas que aplicavam calor no corpo utilizando lâmpadas elétricas, o que era visto como tratamento medicinal.

Abaixo: Uma reconstrução gráfica do banho turco no Titanic. Ao fundo se pode ver uma fonte de mármore e, à esquerda, uma cadeira de pesagem, ali disposta para conferência de peso para os banhistas.
Titanic Honor and Glory
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Ao lado: A cadeira de pesagem "jockey chair", no banho turco a bordo do Olympic.

O banho turco estava situado atrás do lance de degraus da grande escadaria dianteira no convés E, e foi decorado em estilo árabe do século XVII com lâmpadas de bronze e azulejos ricamente decorados com um padrão verde e azul. O chão era coberto com azulejos em tons de azul e branco. O objetivo da sala de resfriamento era o de relaxamento após a sauna completa. Haviam divãs e cadeiras de lona para repouso. De um lado da sala havia um bebedouro ao lado de um elaborado armário para guardar os pertences. Do outro lado ficavam três vestiários e uma penteadeira com espelho. 
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O banho turco tinha um tema marcadamente árabe, tal como descrevia a White Star Line:
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“Uma das salas mais interessantes e surpreendentes no navio. As portinholas são ocultadas por uma elaborada cortina do Cairo esculpida, através da qual a luz filtrada revela algo da grandeza do misterioso Oriente”
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Abaixo: O complexo de salas do banho turco do Titanic, aqui representados numa simulação gráfica, com as piscina à direita. Em 2001 James Cameron obteve acesso ao alcançar o banho turco através de robôs teleguiados remotamente, mas não pôde alcançar a piscina, que segue isolada de todo o conjunto atrás de portas à prova d´água que não se desfizeram com o tempo. 1. Sala de vapor 2. Tanques de ar quente 3. Sala quente 4. Sala temperada 5. Sala de banho 6. Escadaria da 1ª classe 7. Sala de resfriamento 8. Banho elétrico 9. Portas à prova d´'agua 10. Chuveiros 11. Piscina 12. Vestiários
Parks Stephenson / Exploring the Deep - The Titanic Expeditions

O banho turco do Titanic hoje 
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Durante a expedição para as gravações do documentário "Last Mysteries of the  Titanic" (2005), James Cameron obteve sucesso ao alcançar a sala de resfriamento do banho turco com um de seus robôs teleguiados remotamente. O estado de preservação da câmara foi motivo de assombro para a equipe de pesquisadores. Parte da decoração e mobiliário em teca seguiam notavelmente preservados e os azulejos coloridos ainda afixados nas paredes e exibindo suas cores e desenhos. 
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O Banho Turco no Olympic, o navio irmão do Titanic
Acima: A sala de resfriamento do banho turco a bordo do Olympic, de mesmo tema decorativo aplicado no Titanic. Localizada recostada ao casco do Olympic.

O Olympic também contava com um banho turco que seguia a mesma temática decorativa do Titanic. O detalhe distinto era a disposição da sala, as colunas no seu interior, e as escotilhas voltadas para o exterior do navio. Posicionada em uma área ligeiramente diferente, a sala estava também localizada no convés F junto da piscina.
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Planta do Olympic (convés F) .......................... Planta do Titanic (convés F)
Esquerda: O plano básico do Olympic situa a sala de resfriamento e todo o complexo do banho turco recostado ao costado do navio. Direita: O plano do mesmo local no Titanic, onde se nota a sala principal do banho turco ligeiramente afastada do costado, pouco mais ao centro do navio.

Abaixo: Nesta ilustração publicitária oficial de época, uma alusão ao banho turco no Olympic. As cores e a iluminação sugerem o conforto da sala de repouso com temática árabe. No caso do Olympic, as escotilhas estavam de fato voltadas para o exterior do navio, captando luz ambiente natural.
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Acompanhe abaixo uma simulação gráfica aproximada da Sala de Resfriamento do Banho Turco, a mais decorada e conhecida de todo o conjunto.

Piscina
Acima: Uma foto autêntica da piscina no Titanic. À esquerda se pode ver parte das portas dos 13 vestiários. Na parede ao fundo um objeto circular que se acredita que fosse um relógio. A foto foi tirada através da porta de acesso, de costas para a porta de acesso ao banho turco.

Ao lado: Ao contrário de grande parte do resto do navio, onde o piso de linóleo foi aplicado em larga escala, a piscina foi pavimentada com piso cerâmico, adequado ao ambiente úmido. A composição ao lado é de piso cerâmico idêntico ao utilizado ao redor da piscina no Titanic.  

Localizada no lado estibordo (lado esquerdo do navio) no convés F, perto do lance da grande escadaria da 1ª classe, a piscina estava voltada para o exercício, assim como o ginásio no convés de botes e a quadra de squash no convés G.  A piscina foi pavimentada com cerâmica nas cores azul e branco, e haviam duas escadas com corrimãos de teca para evitar que alguém escorregasse. A dimensão era de 9,14 m. de comprimento por 4,26 m. de largura e 2,13 m. de profundidade. A profundidade da água era de 1,64 m. na parte mais profunda e 1,40 m. na parte rasa. Água salgada aquecida vinda de um tanque e água fria do mar eram bombeadas para dentro da piscina assim que o navio partia para o mar. As paredes de aço eram brancas e tubulação era visível no teto. Embora isso gerasse uma aparência crua na decoração, isto era uma ideia de bom senso, pois a água salgada utilizada na piscina prejudicaria qualquer painel de madeira. Vestiários eram situados no lado esquerdo e contavam com portas de teca. O uso da piscina custava $0,25/1 shilling mas era aberta para homens sem cobrança de taxa entre às 6 e 8 da manhã para exercícios matinais. O Olympic tinha dois trampolims que provou ser um risco de segurança para os mergulhadores, então não foram instalados no Titanic. Quando a embarcação estava navegando, a água em movimento na piscina poderia fazer com que o mergulho fosse enganosamente raso. A entrada para a piscina era bloqueada por uma porta à prova d'água, e hoje a piscina pode estar presumivelmente em bom estado assim como os Banhos Turcos que estão próximos, dada a lenta inundação desta área do navio e aos materiais resilientes usados ​​na construção da piscina.
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Abaixo: A piscina a bordo do Olympic, numa foto voltada para a porta de acesso junto de uma penteadeira de padrão recorrente nas cabines padronizadas da 1ª classe. Nos últimos dois nichos ao fundo dos vestiário estavam instalados chuveiros de spray vertical. A piscina nos dois navios seguia praticamente a mesma disposição, sem grandes alterações aparentes.
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Segue uma simulação gráfica aproximada da Piscina do Titanic.
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Divulgação: The 3Dhistory
 Salão de jantar da 3ª classe
Acima: O salão de jantar da 3ª classe a bordo do Olympic, de mesmo padrão encontrado no Titanic, a foto foi tirada na direção traseira do navio. Às costas do fotógrafo estava posicionada uma porta à prova d'água que se abria para a ala dianteira do salão de jantar que era dividido em duas seções.

O salão de jantar da 3ª classe era localizado no meio do convés F e era dividido em dois por uma parede com uma porta à prova d’água. As mesas ofereciam assentos para 20 pessoas em média. As duas salas juntas tinham capacidade para acomodar ao mesmo tempo 473 pessoas, com possibilidade de realizar duas sessões de refeição caso a terceira classe estivesse totalmente lotada.
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Ao lado: O padrão de louça utilizado na terceira classe no Titanic, mais robusto e mais simples que o utilizado nas demais classes.
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A sala era simples, mas era pintada de branco iluminada pela luz natural que vinha das janelas exteriores e por lâmpadas em soquetes convencionais. Ao redor das paredes haviam dezenas de ganchos onde os passageiros poderiam pendurar os seus casacos e chapéus. O piso era composto por um simples revestimento róseo. Uma comida sem luxo, mas saudável era servida todos os dias, com pão e frutas em cada refeição. Em muitos casos esta era a melhor refeição que o passageiro emigrante já tinha comido. A louça também era simples e continha apenas o tradicional logotipo vermelho da White Star Line gravado em cada peça. Assim como em toda a louça do navio, o nome "Titanic" não era estampado nas peças, e isto possibilitava que a louça fosse utilizada em outros navios da companhia caso fosse necessário.
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Abaixo: O salão de jantar aqui reconstruído digitalmente, com extrema atenção aos detalhes. Ao fundo é possível ver uma das duas portas à prova d'água de movimento horizontal que dividia o ambiente em duas partes. A escada ao fundo era de acesso ao convés E, se abrindo diretamente para o imenso corredor de serviço apelidado como "Scotland Road".
Titanic Honor and Glory
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Acompanhe no vídeo abaixo uma reconstituição gráfica aproximada do Salão de Jantar da 3ª classe
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O Lower Deck, ou convés G, era primariamente um andar de maquinaria, com com de 2/3 dominado pelos compartimentos que envolviam as caldeiras, estoques de carvão e também os compartimentos das salas de máquinas. Os dois extremos do convés, proa e popa, serviam como compartimentos de carga, incluindo comida refrigerada e bagagem da 1ª classe, e também haviam cabines da 3ª classe aqui no extremo traseiro do navio. Na proa estavam os alojamentos comunitários da 3ª classe, o gabinete do correio e a quadra de squash.
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A Quadra de Squash / Tênis
Acima: A Quadra de Squash do Olympic e do Titanic, aqui vista em uma ilustração de panfleto publicitário da época
A Quadra de Squash se situava no Convés G e era mais um incentivo de atividade física para os passageiros, podendo ser usada tanto para jogo de squash quanto para tênis. A sala era bastante ampla, ocupando a altura de dois andares do navio (Conveses F e G). Redes eram fornecidas para os jogos e havia uma varanda para os espectadores situada na no Convés F, na extremidade posterior da sala, onde os passageiros poderiam assistir as atividades. Competições poderiam ser realizadas e um técnico era disponibilizado para os novatos. Diferente do Ginásio no Convés de Botes, o uso da quadra não estava incluído na passagem, custava 2 Shillings (50 centavos), que era pago no gabinete do Comissário de Bordo no Convés C. O uso era limitado à 1 hora caso houvessem pessoas à espera.

Ao lado: O corte ao lado exibe a exata localização da Quadra de Squash, no centro do navio. A ilustração é apenas referencial considerando que a quadra se localizava a cerca de 18 metros adiante da piscina na direção da proa, ocupando toda a altura entre os conveses F e G, com o mirante instalado sob o patamar no convés F.

Abaixo: Uma rara fotografia do atendente da quadra de squash a bordo do Olympic, Fred Wright, que também esteve a bordo do Titanic, e pereceu no desastre. Durante o naufrágio o passageiro de 1ª classe Archibalt Butt brincou descontraidamente com Wright dizendo que talvez ele deveria cancelar suas aulas da manhã do dia seguinte. Wright pareceu preocupado, certamente já sabia que no momento a quadra de squash estava alagada. Ao fundo é possível ver parte da tela frente ao patamar de observação.
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Acompanhe neste vídeo uma reconstituição gráfica aproximada da Quadra de Squash



Abaixo: A ilustração de um panfleto publicitário do Olympic destaca com a localização correta da Quadra de Squash e da Piscina, separadas por mais de 30 metros.
Gabinete do Correio

Ao lado: Fotografia registrada como única verídica do Titanic; informação não confirmada. 
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Embora não haja qualquer objeto recuperado do Gabinete do Correios, é justo registrar os esforços heroicos dos trabalhadores para salvar as correspondências embarcadas no Titanic. Quando o navio começou a afundar e a sala de correio começou a inundar, os cinco funcionários tentaram salvar 200 sacos de correspondências registradas, arrastando-as para o convés superior, um esforço que sem dúvida causou as suas próprias mortes. Como muitos navios rápidos no Atlântico Norte, o Titanic foi licenciado para transportar correspondências entre os Estados Unidos e a Inglaterra, daí a denominação R.M.S. (Royal Mail Ship – Navio do Correio Real) por um acordo entre a empresa Ocean Steam Navegation, controladora da White Star Line, e a Her Majesty's Postmaster General, da Inglaterra.

Abaixo: Nesta arte conceitual criada para o filme "Titanic" (1997), James Cameron explora a possibilidade de uma cena que não foi filmada, onde os operários do correio a bordo do Titanic seriam mostrados na frustrada tentativa de salvar a correspondência a bordo do Titanic durante a inundação dos alojamentos do correio, carregando as sacas de correspondência para a ala superior das instalações. Nas escadas está Edward John Smith, o capitão, averiguando a situação de urgência.
https://2.bp.blogspot.com/-LwOSPoO5ET8/Un_TQGwUtkI/AAAAAAAAH-Y/zeiiIDaWD6I/s1600/titanic_mail_room.png
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Escondido dos passageiros, o navio tinha salas de classificação e de armazenamento de cartas, as quais ficavam nos conveses mais baixos e isolados. Nestas salas os funcionários postais (três americanos e dois britânicos) abriam centenas de sacos de correio destinados para entrega nos Estados Unidos e no Canadá. Cartas e encomendas eram examinadas manualmente e então colocadas em um separador enorme, com cada casulo representando a cidade de entrega prevista. Esta triagem feita ainda no mar acelerava o serviço de entrega uma vez que o navio chegasse à terra. O grau de cuidado com as cartas e encomendas dependia do tipo de seguro adquirido pelo remetente. Correspondências comuns eram despachadas em sacos mantidos em compartimentos comuns, mas as correspondências seguradas ou inscritas eram mantidas isoladas em sua sala de armazenamento próprio. Uma sala especialmente reforçada, chamada desala de espécie”, foi equipada no Titanic caso ele fosse designado para levar o ouro ou dinheiro. Esta sala especial estava sob ordens do comissário chefe.
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Nas entranhas mais baixas do Titanic estava o convés "Tank Top". As Caldeiras do navio estavam localizadas aqui no meio da embarcação, principalmente em direção à proa. Mais para a ré estavam as salas de máquinas, com suas oficinas de engenheiros, e até a popa estavam os tanques de água doce usados para produzir o vapor gerados pelas caldeiras impulsionavam as hélices do navio.
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Sala das Caldeiras

Ao lado: Parte das 29 caldeiras do Britannic ainda alojadas nos galpões de construção da construtora Harland and Wolff em Belfast, antes de sua instalação definitiva. O Britannic foi o irmão mais novo do Titanic, e ambos contavam com o mesmo tipo de caldeira.

Dos quase 900 membros da tripulação que mantinham o Titanic em funcionamento, nenhum deles trabalhava mais pesado dos que os trabalhadores das caldeiras. Nos profundos recessos do navio, 29 caldeiras medindo mais de 4,5 m de diâmetro e divididas em seis salas distintas, as quais produziam o vapor de alta pressão necessário para impulsionar os motores do Titanic e o seu maquinário.

Ao lado: Uma sala de caldeiras de um navio da mesma época em que o Titanic foi construído. A imagem mostra as condições de trabalho da "gangue negra", os trabalhadores que alimentavam as fornalhas.
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O combustível para estas caldeiras era o carvão, e a cada dia mais de 650 Toneladas deste carvão tinha de ser movida dos estoques para os carvoeiros e lançados aos fornos manualmente. Estes homens, conhecidos popularmente como a "gangue negra" devido à seus corpos cobertos de poeira de carvão, eram a verdadeira máquina que dirigiram o Titanic em direção à New York. 

Ao lado: Porta à prova d'água

Separando cada uma das salas de máquinas principais haviam portas de aço maciço que selavam os compartimentos um do outro, tornando-os impermeáveis; estas se chamavam watertigh doors (portas à prova d'água). Embora as portas fossem suspensas acima das cabeças e caíssem para fechar, um cilindro as prendia, impedido que se fechassem muito rápido e ferissem os tripulantes.

Abaixo: Uma das salas de caldeiras recriada para os cenários de "Titanic" (1997)
Os interiores do Titanic recriados para o filme Titanic (1997)

Siga abaixo uma apresentação dos cenários construídos para o filme Titanic, dirigido por James Cameron. Apesar da grande preocupação e cuidado nestas recriações cenográficas, a grande maioria dos cenários contém pequenos e grandes erros. Apesar disso este filme é, de longe, a melhor representação do Titanic já reconstruída para o cinema.

Crédito 
 Texto integral por Rodrigo Piller, Titanic em Foco

Com informações de: 

Sites: kenmarschall.com  /  titanic-model.com  /  deviantart.com/alotef  /  twitter.com/romandiseat2  /  maritimemuseum.novascotia.ca  /  cyark.org  / gettyimages.com  /  titanichg.com  /  aftitanic.free.fr  /  titanicbranson.com  /  seacitymuseum.co.uk  /  titanicchannel.tv  /  sciencephoto.com  /  nzpetesmatteshot.blogspot.com  /  loc.gov  /  yourprops.com  /  royalcrownderby.co.uk  /  hoxtonredsox.com  /  titanicbelfast.com  /  titanic-in-color.com  /  marconigraph.com  /  titanichistoricalsociety.org  /  titanicclock.com  /  encyclopedia-titanica.org  /  postalmuseum.si.edu  /  www.nmni.com /  premierexhibitions.com  /  fatherbrowne.com Livros: Titanic: An Illustrated History: Donald Lynch, Ken Marschall  /  Titanic Unseen: Images from the Bell and Kempster   /  Titanic in Photographs (Titanic Collection) [Daniel Klistorner, Steve Hall, Bruce Beveridge, Art Braunschweiger, Scott Andrews, Ken Marschall]   /  James Cameron's Titanic - Ed W. Marsh, Douglas Kirkland   /  Titanic the Ship Magnificent: Slipcase Volumes One and Two [Bruce Beveridge, Scott Andrews, Steve Hall, Daniel Klistorner]   /  Olympic, Titanic, Britannic: An Illustrated History of the Olympic Class Ships   /  Discovery of the "Titanic": Robert Ballard, Rick Archbold  /  April 2012 - National Geographic Magazine  /  Ghosts Of The Abyss: A Journey Into The Heart Of The Titanic Arte: Cyril Codus  /  Alan St. George  /  Clément d'Esparbès  /  Ken Marschall  /  Mike Brady Mídias: Titanic 4 Disc Deluxe Collector's Edition  /  James Cameron's Titanic Explorer: A Historical Journey on the Ship of Dreams  /  Ghosts of the Abyss (2003), Walt Disney Pictures and Walden Media  /  Last Mysteries of the Titanic (TV Movie 2005)     

166 comentários:

Mário disse...

JÁ SOUBE DO NOVO TRAILER DA SERIE TITANIC PARA TV DE 2012?? http://titanicfans.blogspot.com/

André M. - Titânico disse...

Muito rica sua postagem! Adorei, mais uma para a lista das "Melhores que já li "

Titâncios em Ação

Luciano Spears disse...

Essa matéria ta ficando muito boa! super bem editada!
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mais uma para a lista das "Melhores que já li " +1

Rodrigo disse...

opa, obrigado pela atenção. Sempre quiz reunir em um só lugar os interiores do navio, é difícil ter um panorama mais correto, visto que a maioria das fontes é apenas cheia de fotos, sem legendas e uma descrição direta e objetiva. Esta matéria pode se prolongar muito ainda, isto conforme eu puder acrescentar novas informações precisas e novos interiores do Titanic.


Apesar de ficar tudo absurdamente longo, eu quero exatemente assim, pois só concentrando as informações para que haja um panorama claro e visível. Caso contrário eu poderia "estilhaçar" esta matéria em dezenas de pequenos posts... e não é esta a intenção do blog.

De mais a mais, para mim é sempre uma descoberta nova, as pesquisas que ando realizando me trazem informações que eu também não sabia..

Vamos em frente.

Tirano Sauro Rex disse...

Realmente, um grande Post (Em Ambos os sentidos)! Ricvo em imnformações muito iteressantes. Rodrigo sempre trazendo novas informações a cada post. Parabéns pelo seu blog, e que continue melhorando sempre!

Anônimo disse...

Aleguem sabe qual vinho e champanhe foi servido no titanic? Sei que tinha Moët & Chandon e o Mumm, mas não tenho detalhes.

Talia s2 Titanic disse...

EU AMO TITANIC E TUDO Q TEM A VER COM ELE,DESDE Q VI AQUELE LINDO FILME ME APAIXONEI POR ELE E PELA HISÓTIA INTEIRA PARABENS POR TUDO QUE VC POSTA NESSE SITE,E OBRIGADA POR ME ENSINAR AINDA MAIS SOBRE ESTE LINDO SÍMBOLO HISTÓRICO,A JANELA DO tITANIC fANS,tITANIC EM FOCO E tITANIC MOMENTOS FIKA ABERTA O DIA INTEIRA NA TELA DO MEU NOTEBOOK

Talia s2 Titanic disse...

EU AMO TITANIC E TUDO Q TEM A VER COM ELE,DESDE Q VI AQUELE LINDO FILME ME APAIXONEI POR ELE E PELA HISÓTIA INTEIRA PARABENS POR TUDO QUE VC POSTA NESSE SITE,E OBRIGADA POR ME ENSINAR AINDA MAIS SOBRE ESTE LINDO SÍMBOLO HISTÓRICO,A JANELA DO tITANIC fANS,tITANIC EM FOCO E tITANIC MOMENTOS FIKA ABERTA O DIA INTEIRA NA TELA DO MEU NOTEBOOK

Rodrigo disse...

Olá Talia, seja bem vinda ao TITANIC EM FOCO. Eu é que agradeço a atenção ao blog, pois o criei com o único intuito de dividir um pouco de minha admiração e pesquisa com as pessoas que ainda têm um atenção especial pelo Titanic. Este foi o meio que encontrei de ajudar a seguir desvendando cada vez mais esta história tão imortal. E se meu trabalho de divulgação é bem visto, isto paga todo meu esforço e me confirma que não estou falando às paredes.

Espero que encontre aqui pesquisas que a levem sempre um passo além na admiração pela história, onde o meu esforço é justamente este: A HISTÓRIA. Tento ser o mais realista e histórico possível, publicar do modo mais factual que eu puder, quer seja sobre a parte real ou sobre os filmes, eu sempre estarei em busca do que real pelo real.

Até mais, grato pela atenção.

Jlset disse...

Sem palavras...

Jlset disse...

Sem palavras...

Anônimo disse...

gostaria de saber quem ocupou a suite de luxo B51 53 55

Joyce Torres disse...

Seu blog realmente é muito completo e super-bem editado, admiro sua paixão pelo Titanic. Realmente muito bom nota 10, seu blog fica em 1° lugar em meus favoritos.
Parabéns!

Rodrigo disse...

Oi Joyce, seja bem vinda.

Obrigado pela atenção ao blog, fico satisfeito em saber que ainda há pessoas que têm especial atenção pela história do Titanic.

Editar o blog têm sido um desafio constante, pois não tenho experiência longa, mas aprendo muito á cada matéria que publico. Não sou especialista no assunto, mas sou um eterno curioso que têm um lugar reservado para esta história e, em primeiro lugar, tenho respeito por isto tudo. Afinal o Titanic é, em 1º lugar, uma grande tragédia que envolveu muitas pessoas.

Abraço.

Anônimo disse...

A história de Rose e Jack realmente existiu?

Rodrigo disse...

Não amigo, "Rose e Jack" são personagens da ficção, criados pelo diretor James Cameron e incorporados ao roteiro do filme.

Jamais houve duas pessoas com este nome no Titanic (o navio real), nem mesmo aconteceu qualquer história de amor similar à bordo do navio em 1912.

rander disse...

rodrigo a cúpula do titanic foi achada ? no fundo do mar ?

Rodrigo disse...

Oi Rander

Sim, uma pequena parte da cúpula que pertencia à Grande Escadaria da popa foi encontrada, numa área entre a secção da proa e a secção da popa. Porém pelo que consta esta peça não foi resgatada.

Mas já foi resgatado alguns dos medalhões e dos arabescos de bronze dourado que eram inseridos nas balaustradas da escada, o querubim de um dos lançes inferiores da escadaria da popa, peças do piso de linóleo com padrão de triângulos branco e preto, armações de alguns dos lustres.... coisas do gênero.

Assuero disse...

Oi Rodrigo vc poderia tirar uma duvida minha? Séra que daria certo um jogo do titanic? tipo assim com missãoes perigosas encontrar objetos escondidos (matar zunbis)kkkkkkk brincadeira com a invenção do jogo poderia amostrar mais a partes inferiores do navio. Então o que vc me responde? Até a próxima.

Rodrigo disse...

Oi Assuero

Olha, sou sincero em dizer que nunca fui fã de jogos de video game, e tampouco gosto de reconstituições virtuais de qualquer coisa que seja. A não ser que o padrão de qualidade de pesquisa e de imagem sejam de alto nível. Mas isto porque sou muito chato e exigente com imagem.

Mas penso que daria sim muito certo um jogo para video game que se passe dentro do Titanic. Com zumbis, missões, tiros e coisas do gênero faria muito sucesso, pois é disto que vive o giro de mercado para jogos virtuais.

No entanto é claro que considero isto de muito mal gosto,,, Ao mesmo tempo não dá para deixar de admitir que a junção do Titanic+missões, daria muito certo.

E sei que há um jogo exatamente deste tipo em fase de desenvolvimento (ou recentemente finalizado), nos EUA. Só não se ao certo qual é o estágio atual e o nome, mas sei que as reconstituições históricas dos interiores do navio e a qualidade de imagem são muito boas.

É de mal gosto? Ah, com certeza é sim, pelo menos em minha opinião. Mas faria sucesso, isto é inegável.
Só não faria sucesso comigo.

Kelvin Xavier disse...

oi Rodrigo

Estou simplesmente fascinado com o blog.Você está de parabéns

Agora as perguntinhas básicas:queria saber o que aconteceu com a grande escadaria de popa,se simplesmente sumiu como a de proa,se foram encontrados restos,porque em vários documentários que assisti só vejo falarem a respeito da escadaria de proa.Outra de minhas dúvidas é a respeito da piscina e da quadra de squash.Vi num documentário sobre encontrarem o banho turco,mas nada sobre a piscina e a quadra.
Obrigado.Kelvin

Rodrigo disse...

Oi Kelvin, obrigado pela atenção ao Titanic em Foco.

Vou te falar sobre o que sei, lembrando que sou apenas um curioso admirador, não sou perito.

Tudo que já vi de peças resgatadas da Grande Escadaria eram justamente da escadaria de popa. Dela já foram resgatadas peças de bronze decorativas douradas da balaustrada, um querubim pequeno (descrito nesta matéria) e secções de linóleo (piso) preto e branco. Também já foram avistadas (não resgatadas) secções da balaustrada ornamental de aço e também um pequeno fragmento central do domo decorativo.

O motivo é simples: a Grande Escadaria de Popa estava dentro da área onde o navio de partiu ao meio, e é por isso que as peças se soltaram e se espalharam no fundo do mar.
O mais estranho mesmo é que até agora não li, não assisti e nem vi qualquer peça que tenha sido avistada ou resgatada da Grande Escadaria de Proa. E um dos grandes mistérios dos escombros é justamente o paradeiro desta escadaria frontal.
Se a escadaria frontal simplesmente desabou e se diluiu com o passar dos anos, certamente há muitas peças (de metal principalmente) perdidas entre os destroços que estão no fundo do navio, entre os conveses D e E, como gravados por uma das expedições de James Cameron.

Sobre o Banho Turco e Quadra de Squash:
A única equipe de exploração que fez tentativa de chegar à piscina foi a de James Cameron, para as gravações do documentário "Last Mysteries of Titanic", em 2005. E foi nesta tentativa que conseguiram chegar ao Banho Turco, coletando as imagens impressionantes que conhecemos ( e que está na matéria "O Banho Turco, um luxo para a 1ª classe" aqui no blog).
A piscina ficava bem ao lado do banho turco, mas há uma porta à prova d'água entre as duas salas que foi fechada durante o naufrágio e que bloqueia a passagem completamente. Por isto é provável que a piscina esteja bastante preservada. no entanto possivelmente jamais à veremos.
A quadra de squash ficava à cerca de 20 metros à frente da piscina, na direção da proa. Como esta área é de passagem dificílima devido às estreitas escadas e passagens, creio que nem mesmo Cameron tentou chegar à ela, mas nada que impeça o "espírito aventureiro" das futuras expedições.

Isto é tudo o que sei, seja bem vindo ao Titanc em Foco.

João Pedro disse...

Estou admirado pelo seu otimo trabalho Rodrigo e também pela quantidade de informações que o bog contém.
Mas contenho algumas duvidas.
A comida que era servida no café parisiense era igual a de qual restaurante?
Como funcionava o Pal Court e o Café Varandah?
Onde posso encontrar as plantas baixas do Titanic?
Obrigado.João Pedro.

Rodrigo disse...

Oi João Pedro, grato pela atenção ao Titanic em Foco.

Sempre faço questão de registrar que não sou especialista no Titanic, tudo o que publico vêm de uma pesquisa atenta de minha parte, mas que é sempre muito limitada.

Segundo o que sei apenas no Café Parisiense eram sevidas refeições completas, enquanto que no Palm Court não eram servidas refeições, mas sim refrescos e possivelmente apenas lanches leves. O Palm Court de bombordo, junto à Sala de Fumantes era destinado também à fumantes e estava sempre lotado, enquanto que o Palm Court de estibordo era destinado aos não fumantes, e segundo depoimentos a sala permanecia praticamente vazia, por isso foi utilizada para as crianças brincarem.

Na noite da tragédia, 14 de abril, o menu do Café Parisiense incluía ostras, salmão, pato assado, bife de lombo, pêssego em geléia Chartreuse e éclairs de baunilha e chocolate, entre outros.

Quanto às plantas não tenho uma referência, mas na Internet ainda é possível encontrar algo que ajude, basta pesquisar utilizando os termos "Titanic plans".

Até mais, seja bem vindo.

João Pedro disse...

Rodrigo obrigado pela atenção dada as minhas perguntas. Mas você postou no seu blog que as refeições do café parisiense eram igual a do restaurante. O que eu quero saber é se eram igual ao restaurante da primeira classe(convés D) ou do restaurante a lá carte. João pedro

Rodrigo disse...

Oi João, desculpe, deixar passar o detalhe.

Sim, as pessoas poderiam selecionar as mesmas refeições do Restaurante À La Carte, que ficava exatamente ao lado do café Parisiense. O restaurante tinha uma cozinha exclusiva própria, totalmente independente da enorme cozinha que abastecia o Salão de Jantar da 1ª classe no Convés D.


As refeições no Salão de Jantar no Convés D já eram incluídas no preço da passagem, e o menu era fixo. No restaurante À La Carte elas eram pagas "por fora" e podiam ser escolhidas à dedo, pois o menu era mais amplo e mais refinado.

Até

Anônimo disse...

Rodrigo, seu blog está de parabéns! Pra quem é fascinado pelo Titanic aqui é um paraíso!

Tenho uma curiosidade: Sabe-se que o capitão morreu e seu corpo nunca foi encontrado. No filme do Cameron ele é retratado nos momentos finais na sala de comando, mas a verdade é que ninguém sabe ao certo onde e como ele morreu. Há relatos entre os sobreviventes que um homem de barba teria nadado e entregue um bebê a um dos botes, mas se esse homem era Smith ou não também não se sabe.
Como e onde vc acha que foram os últimos momentos do capitão?

Sydnei

Rodrigo disse...

Olá Sydnei

Agradeço a atenção ao blog, fico satisfeito em saber que encontrou conteúdo útil. Apesar de ser um simples admirador curioso, minha intenção é publicar bom conteúdo para quem se interessa pelo assunto.
..............
Nunca cheguei e encontrar nada que me fizesse crer totalmente em alguma hipótese sobre o "destino final" de Smith, os relatos são muito romantizados e alguns casos muito vazios, sem grandes informações.

O relato que mais me chama atenção é o de Harold Bride, o telegrafista júnior do Titanic. Segundo Harold Bride o capitão Smith mergulhou para o mar a partir da ponte de comando alguns minutos antes do naufrágio.
Este relato é o que me parece mais sensato entre todos que li, pois Harold Bride realmente estava na extremidade frontal do Convés de Botes e pode realmente ter visto o capitão, pois estava trabalhando na retirada do Bote desmontável "B" em cima do teto dos alojamentos dos oficiais, ou seja, ele tinha visão total e panorâmica do que acontecia ao redor da ponte de comando (a não ser pela pouca luz, pois o navio não era tão iluminado quanto se imagina). Como Harold Bride não espetacularizou e nem romantizou o seu testemunho, pode ser que tenha acontecido exatamente isto mesmo.

O corpo de Smith nunca foi encontrado, e isto deixa algumas dúvidas, afinal se ele tivesse mergulhado (e morrido em seguida), certamente teria permanecido flutundo na área onde nos dias seguintes foram encontrados os corpos. Ressalto que não há nenhum depoimento ou relato de que ele tenha colocado colete salva-vidas, portanto se não sabia nadar, teria morrido rapidamente até mesmo por afogamento, visto a sua idade (62 anos) que não ajudava, e às pesadas roupas que provavelmente estava usando naquela madrugada fria.

Porém, há de se lembrar também que apenas pouco mais de 300 corpos foram encontrados, dentre um total de 1500 mortos, ou seja, cerca de 1200 corpos desapareceram. E o corpo de Smith pode simplesmente ter "desaparecido" junto aos outros 1200 corpos que também sumiram, quer seja levado pela maré, tragado junto com o navio, ou mesmo consumido por animais marinhos nos dias seguintes.

Enfim, também não teho conclusão concreta. E diante de tantas informações perdidas, tudo pode ter ocorrido: ele ter mergulhado por decisão própria, ter sido surpreendido e derrubado ao mar pela inundação que varreu o convés, ou mesmo inclusive ter se trancado na ponte de comando tal qual mostrado por James cameron... vai saber?. A história pode ser montada ao gosto de cada um....

Até mais, seja sempre bem vindo.

Sydnei disse...

Obrigado Rodrigo,

Eu também acho que a teoria mais viável é que o capitão tenha se jogado no mar da ponte de comando.

Outra figura emblemática é o sr John Jacob Astor, no filme do James Cameron ele é retratado na Grande Escadaria da proa nos seus últimos momentos de vida, mas aquilo foi uma licença poética do diretor.
A verdade é que Astor teria morrido esmagado pela primeira chaminé quando esta caiu no lado esquerdo do navio sobre a asa da ponte do convés, onde Astor e outros náufragos nadavam.
Entretanto eu lembro de também ter lido em algum lugar que Astor teria morrido pisoteado pela grande aglomeração de pessoas que se formou na popa do navio.
Não sei qual teoria é a mais correta, só sei que o corpo dele foi encontrado extremamente mutilado.


Parabéns pelo blog Rodrigo.
Sydnei

tedboy456 disse...

Simplesmente incrível Rodrigo. Muito bem organizado e detalhado cada ponto do navio. vou sempre acompanhar seu blog cara. abraço felipe campelo.

Rodrigo disse...

Olá tedboy456. Obrigado pela atenção ao blog, é bom saber que o conteúdo é bem visto. O blog não têm ritmo e nem frequência de atualizações, mas sempre que possível eu faço a expansão de informações.

Até, seja bem vindo.

Anônimo disse...

por favor vc coloca fotos de cabines da primeira classe no deck e e c pq eu não achei,tb posta o planos de deck do olympic por que eu tb não achei

Anônimo disse...

Rodrigo você tem a planta da Escadaria do Titanic ????? Cara sou fascinado nesse navio, ele era muito majestoso! Se eu fosse rico eu ia construir uma réplica do Titanic e o deixaria atracado em um porto só pra servir de museu!!! O Titanic é histórico e merece ser lembrado pra sempre !!!

Rodrigo disse...

Olá Netsoft, grato pela atenção ao blog. Também não possuo as plantas. Realmente, o Titanic foi um navio fantástico dentro dos limites e padrões de sua época; e isto também me encanta.

Dharana disse...

Oi,Rodrigo!
Muito interessante esse post!Achei bem detalhado e belíssimas fotos!Acho ótimo da forma que vc explica!Agora gostaria de tirar uma dúvida com vc: Convés A e Convés dos Botes é a mesma coisa ou são distintos?

Até e próxima!

Rodrigo disse...

Oi Dharana, fico satisfeito em saber que gosta do conteúdo.

O Convés de Botes é o "último andar" do navio, e o Convés A é o andar diretamente abaixo, ou seja "o penúltimo andar" do Titanic. No início da matéria há um grande gráfico descritivo das acomodações, um corte transversal do Titanic, e nele você pode conferir com mais clareza.

Até mais

Joaão Pedro disse...

Parabéns Rodrigo, o seu Blog é fantástico. Gostaria de saber se você não ira postar nada sobra a sala de máquinas do Titanic? Quero aproveitar para dizer que existem plantas disponíveis na internet no site www.encyclopedia-titanica.org,é só você entrar e clicar em DeckPlans, e dai é só ver em qual convés você quer entrar.
Gostaria de saber se você não gostaria que eu o enviasse por E-Mail fotos raras(mais de 30) sobre a construção do Titanic.
Obrigado pela atenção.
João Pedro

Joaão Pedro disse...

Parabéns Rodrigo, o seu Blog é fantástico. Gostaria de saber se você não ira postar nada sobra a sala de máquinas do Titanic? Quero aproveitar para dizer que existem plantas disponíveis na internet no site www.encyclopedia-titanica.org,é só você entrar e clicar em DeckPlans, e dai é só ver em qual convés você quer entrar.
Gostaria de saber se você não gostaria que eu o enviasse por E-Mail fotos raras(mais de 30) sobre a construção do Titanic.
Obrigado pela atenção.
João Pedro

Rodrigo disse...

Olá João

Agradeço a atenção ao blog. Não tenho previsão de novas matérias por enquanto. Edito o blog de maneira muito tranquila e de modo muito particular, visto que tenho pouco tempo e disposição para edição de pesquisas. Não conto com nenhum apoio financeiro, e isto dificulta a expansão do blog, que não é exatamente uma tarefa muito fácil. Só continuo porque gosto do assunto e não quero deixar minha curiosidade e admiração se acabarem.

Obrigado pela dica, já conheço o site faz alguns anos. Mas não pretendo publicar as plantas, tento evitar a "clonagem" de material, procuro editar e divulgar pesquisa geral, sem o famoso "copia e cola", que é tão comum na Internet hoje. Agradeço a contribuição com as fotos, mas já tenho um grande arquivo formado ao longo dos últimos 10 anos, que é de onde extraio dados e fotos para as matérias e pesquisas.

No demais agradeço novamente a atenção, e me desculpo pelas muitas falhas que o blog contém. É inevitável que isto aconteça quando a única motivação que tenho de mantê-lo é apenas meu carinho pela história e minha disposição limitada.

Lucas disse...

Rodrigo,sou fascinado pelo Titanic,principalmente pelos seus interiores de 1ª classe!
Seu blog é maravilhoso,com um ótimo conteúdo.
Eu tenho uma teoria de como a GRANDE ESCADARIA de proa sumiu:no filme de 1997 a escadaria,por algum motivo,se solta durante as gravações da quebra do domo.Outro fato que pode ajudar esse pensamento é que,um passageiro estava no mar e achou ter visto a proa submergir,mas era só um pedaço da escada.Mas com certeza nem todas as escadas de todos os andarem se soltaram!Com certeza as mais baixas se soltaram ou se quebraram durante a batida no fundo,ou sumiram pela corrosão.
A RECEPÇÃO de 1ª classe por exemplo está bem conservada.
Diferente da SALA de FUMANTES,que com certeza deve estar acabada,pela implosão da popa e pela batida no mar!
Mas há muitos mistérios no NAUFRÁGIO DO TITANIC.Como:por que a porta da recepção no DECK D estava aberta?Por que as janelas dos quartos dos oficiais estavam todas abertas,se a noite estava tão fria?Para onde foi aquela coisa que protegia o DOMO?Por que a parte de trás da proa desaba?E por que a parte da frente da popa também desaba?Por que o navio se quebrou inclinado a tão poucos graus?(19º para ser exato,e não 43º,como se achava antes)?
Por que o Titanic se inclinou a 9º para o lado contrário da batida?
Acho que são perguntas que ninguém pode responder...!

Rodrigo disse...

Oi Lucas, obrigado pela atenção à matéria.

Meu interesse primário, que começou muito antes de ter curiosidade pelo Titanic, é a arte. Sempre fui admirador da arte, e é por isto que a mior parte de minha atenção relacionada ao Titanic passa pela arte: quer seja a arte do próprio navio, dos filmes, das pinturas, das maquetes e assim por diante. A história toda me atrai, mas o aspecto visual de tudo isto é o que prende minha atenção com maior força.

O Titanic é recheado de pequenos e grandes mistérios, sua história possui tantos pontos intrigantes e não completamente respondidos, que é difícil quem não veja nesta trajetória algo de surpreendente e fascianante (ainda que extremamente triste e trágico).

É em parte graças a estas e a muitas outras perguntas não bem respondidas que o Titanic é hoje uma história de apelo amplo, de apelo mundial.


Leandro Marques de Assis disse...

Oi Rodrigo,mais uma vez estou aqui para parabenizá-lo por este blog maravilhoso que é o Titanic em Foco,mas a minha pergunta da vez é:Onde os mordomos e as criadas se hospedavam no navio,por exemplo a personagem Rose e sua família levaram consigo uma criada chamada Trudy,no exemplo deles que se hospedaram nas suítes milionárias,se caso precisassem da ajuda de Trudy durante a noite,como fariam para chamá-la?.Bom espero não ter feito uma pergunta muito difícil rsrs ,obrigado pela atenção desde já.

Rodrigo disse...

Oi Leandro, só posso agradecer a atenção ao blog.

Não posso responder tecnicamente, pois não tenho informação suficiente. Mas analisei 4 casos diferentes de passageiros ricos: Bruce Ismay, John jacob Astor, Benjamin Guggenheim e a família Allison.

Em todos estes casos as domésticas e mordomos/secretários foram hospedados em cabines frente a frente ou lado a lado com as seus patrões. Assim então teoricamente bastava um chamado durante a noite.

A única ressalva que encontrei nestes casos foi da família Allison, pois eles hospedaram apenas a doméstica Alice Cleaver em uma cabine adjacente à deles, e os demais (uma cozinheira e um motorista) foram hospedados na 2ª classe. O motivo parece lógico: durante a viagem eles não precisariam dos serviços de um motorista, nem de uma cozinheira.

Vale lembrar que em todos estes casos, as cabines dos empregados, apesar de também serem de 1ª classe, eram mais simples e menores que as de seus patrões, mas sempre junto às dels, ou pelo menos no mesmo convés.

Não tenho a menor noção se esta era a regra seguida por todos os milionários no navio, mas me parece um padrão muito simples e lógico.

*** E voltando às hipóteses do filme: Se a personagem Rose tivesse hospedado a criada Trudy Bolt neste mesmo esquema, é quase certeza que Trudy estaria na cabine B 62, que era uma cabine bem pequenina, e bem perto da cabine de Rose (Rose dormiu na cabine B 56). Ela poderia também hospedar Trudy na cabine B 58, que era ainda mais perto da sua. Mas neste caso ficaria sem muito nexo, pois a cabine B 58 era grande e requintada. (esta é uma soposição apenas ilustrativa, é claro, todos sabemos que "Rose" é uma personagem ficcional).

Bom, isto é minha conclusão. Não sou perito nem pesquisador. Sou apenas um curioso admirador, nada mais.

Até mais, novamente grato pela atenção ao Titanic em Foco.

Leandro Marques de Assis disse...

Obrigado Rodrigo pela atenção,você por acaso tem alguma foto da cabine B-62,ou alguma de estilo parecido,obrigado.E obrigado pela resposta esclareceu muito minha dúvida.

Rodrigo disse...

Oi leandro. A cabine B 62, pelo que sei, não foi fotografada, nem no Titanic, nem no Olympic. Mas o que tudo indica ela era similar (senão idêntica) às fotos das duas cabines que estão no tópico "Cabines da 1ª classe no Convés A", logo no início desta matéria. Ou seja, ela teria sido muito similar à cabine que o engenheiro Thomas Andrews ocupou no Convés A, ou à cabine que o padre Franscis Browne ocupou até desembarcar em 11 de abril, em Queenstown.

ERIC RAMALHO disse...

onde ficava a sala de recepção e música do Britannic?,pois na gravura esta sala tem vitrais diferentes e decoração diferente da do Olympic e da do Titanic,a sala de jantar da primeira classe tinha decoração diferente?

Rodrigo disse...

Olá Eric, grato pela atenção ao blog.

A Recepção e Sala de Música do Britannic (Convés D, junto à Sala de Jantar da 1ª classe) seria instalada no mesmo local que as do Olympic e a do Titanic. Não sei responder quanto à que decoração ela teria, visto que não existem fotos desta área do Britannic, e possivelmente nem mesmo os painéis e ornamentos foram completamente instalados antes de o navio ser requisitado pelo governo inglês.

A gravura à que você se refere pertence à Recepção do Restaurante A LaCarte (Convés B, à ré do Britannic). No Britannic esta recepção era maior e melhor do que as do Olympic e do Titanic, visto que ele foi construído com projeto semi-idêntico, mas recebeu centenas de melhorias, formuladas com o enorme aprendizado obtido na construção dos dois navios-irmãos anteriores.

No Britannic o Restaurante A LaCarte (junto à recepção da gravura que você mencinou) foi também melhorado e extendido por toda a largura do navio, algo que só foi possível porque o café Parisiense no Britannic foi eliminado deste local, e seria relocado em um andar superior.

O Salão de Jantar do Britannic (Convés D)era exatamente do mesmo tamanho e no mesmo local que os do Olympic e do Titanic. Não existem fotos deste salão concluído no Britannic, mas existe uma fotografia deste local feita um pouco antes de começarem os trabalhos de revestimento com painéis, ou seja, quando o salão ainda estava "crú", exibindo apenas piso, paredes e teto de aço. Esta foto está aqui no blog, na matéria "Sala de Jantar da 1ª classe".

Eu cheguei a ver uma foto de um pequeno fragmento de um dos painéis da Sala de Jantar do Britannic, que foi preservado nas mãos de um colecionador. Este painel possui exatamente o mesmo desenho esculpido que os painéis do Olympic. Assim então posso supor que o Salão de Jantar do Britannic foi projetado para ser bastante similar (ou então exatamente idêntico) ao dos seus dois navios-irmãos... A resposta definitiva não sei.

Lembrando que não sou perito, sou apenas um curioso admirador, nada mais.

Até mais, seja bem vindo.

Leandro Marques de Assis disse...

Olá Rodrigo,a cabine B-56,realmente era decorada no estilo Old Dutch,como é mostrado no filme "Titanic",ou Cameron e sua equipe "Copiaram" o estilo da cabine B-59,assim como copiaram o estilo de decoração da cabine C-55 para fazer a sala de estar do camarote B-52?

Rodrigo disse...

Oi Leandro, sua suposição está correta, James Cameron copiou a decoração da "B 59" para sua "B 56", e errou propositalmente em todas as cabines do "Cojunto Rose" (B 52, B 54 e B 56), sendo que a única área reconstruída com decoração correta é o Convés de Passeio Particular, onde Rose e noivo tomam café da manhã e discutem.

Eu não compreendia o motivo de tantos erros simples, e recentemente entendi: James Cameron queria mostrar o melhor do melhor do Titanic, ou seja, as melhores, maiores e mais bem decoradas cabines. O problema é que as cabines mais belas estavam espalhadas pelo navio... E o que ele fez foi usar as maiores cabines do navio (52, 54 e 56) e repaginá-las com os melhores visuais entre todas as cabines à bordo. O resultado todos sabemos, ficou tudo relativamente errado, mas sem dúvida de extremo bom gosto e relativo respeito histórico.

O resumo é que todas as "cabines de Rose" realmente existiram no navio real (bem similares), mas não no local e na ordem mostrados nos cenários do filme...

Cristian disse...

Eu amo modelos em escala de navios. Na verdade eu gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo com eles, como tê-los por perto quando. Felizmente eu poderia encontrar alguns restaurantes em sp que têm muitas réplicas dos barcos para um para comer e apreciar a vista de uma vez.

Anônimo disse...

fis um blog novo http://olympicclass.blogspot.com.br/

Maycon Lima disse...

Matthew J F
Olá à todos! Eu tenho uma dúvida a qual eu acho que o Rodrigo pode me esclarecer: Rodrigo, como em caso e chuva a água não penetraria pelas chaminés e talvez pudesse causar um problema interno. O que os construtores usaram para resolver esse problema, justamente o de infiltração pela chaminé?
Desde já agradeço!
M J F

Maycon Lima disse...

´Matthew J F.
Ah, e não esqueção de acompanhar as notícias e postagens do Blog: littleshiretea.blogspot.com .Lá você encontra tudo e é bem atendido. Peço a parceria com o digníssimo sir Rodrigo.
Desde já Agradecido M J F...

Maycon Lima disse...

Matthew J F
Olá à todos! Depois que responder à essas minhas perguntas eu lhe implóro para que visite o meu blog e dê um opinião, para mim ter a grande satisfação de chegar na ponta da unha do pé deste blog, pois talvez seja o máximo qe consiga perto deste obelisco da internet.
Desde já agradecido! M J F...

Rodrigo disse...

Oi Maycon, agradeço a atenção e crítica ao Titanic em Foco. Este blog é nada mais do que apenas mais um dentre os milhares à recontar a história do Titanic, não sou especialista nem pesquisador; sou apenas mais um admirador curioso, e utilizo o processo de pesquisar e editar para o Titanic em Foco como meio de manter meu interesse vivo e aprender um pouco mais.

CHAMINÉS - Eu não sabia ao certo sobre o meio de proteção contra água utilizado nas chaminés, mas levantei rapidamente que no Olympic o topo delas era coberto com uma enorme lona externa em períodos prolongados de inatividade, quando o navio estivesse atracado e com caldeiras igualmente inativas, apagadas. No Titanic o sistema teria sido exatamente o mesmo.

Quando em movimento as chaminés não eram cobertas com lona durante a chuva, pois todas elas possuiam um sistema de coleção de água interno, e esta água era eliminada por um simples duto (cano) que se encontrava na parte traseira inferior de cada chaminé (ou seja, a água descia pela abertura da chaminé, então era captada pelo sistema e "despejada" sobre a base do piso externo ao redor da chaminé, onde então era captada novamente pelos dutos ao redor do piso do navio e eliminada para o mar pelas "calhas" de expulsão de água). No entanto não sei dizer qual era exatamente o sistema interno de captação de água dentro da chaminé, não conheço e nem sei como funcionava este aparato.

Novamente agradeço a atenção ao blog, e lembro que sou apenas um curioso admirador, nada mais.

Muito boa sorte com o trabalho em seu blog, manter um trabalho assim só vale a pena quando se têm prazer em fazê-lo.

Anônimo disse...

Oi Rodrigo, sou um grande curioso da historia do Titanic, seus passageiros e a geografia do navio. Gostaria que voce me indicasse fotos ou sites que possuam uma reconstituição gráfica dos interiores do Titanic, principalmente os de segunda classe, que embora eu saiba quais eram, gostaria de ter uma reconstituição das cabines e áreas publicas.
Uma curiosidade, como eram as cabines de primeira classe do deck C no meio do navio? Sei que na proa e na popa elas seguiam o padrão mais simples das de primeira classe, mas e no meio? Elas eram luxuosas? Tinham banheiros privativos? Eram suntuosamente decoradas com painéis de Madeira e etc? Obrigado, abraços

Rodrigo disse...

Olá

O centro de minha atenção está na parte histórica, por isto não sei te indicar fontes de reconstrução gráfica.

A grande maioria das cabines da 1ª classe no Convés C eram básicas, revestidas com painéis brancos emoldurados e também em madeira natural com mobiliário de padrão simplificado. Neste convés não haviam cabines da 1ª classe na popa e nem na proa, pois estas áreas eram ocupadas pelo convés aberto da 3ª classe, pelo passeio coberto da 2ª classe, pela biblioteca da 2ª classe, pelo Salão de Estar e Salão de Fumantes da 3ª classe e , na proa, por áreas destinadas aos tripulantes e ao maquinário de convés.

No 'Convés C' apenas as cabines ao longo de quase toda a borda navio eram luxuosas, todas decoradas com alto padrão, mas nem todas com banheiro privativo e/ou banheira. Apenas um número limitado possuía banheiro, banheira ou sala de estar.

Para se localizar com facilidade, ao olhar pelo lado exterior do Titanic basta imaginar que (no Convés C), todas as janelas circulares que se vê abaixo e entre a chaminé Nº 02 e a chaminé Nº 04 eram de cabines de luxo da 1ª classe.

Até mais, seja bem vindo, grato pela atenção ao blog.

Anônimo disse...

Esse é um dos melhores site sobre tal matéria!!
Muitas informações e detalhes que não são fáceis de se encontrar!!
Parabéns pela iniciativa!

~H.M.

Rodrigo disse...

Obrigado "~H.M." pela atenção ao blog.

Quem realmente merece os parabéns são os milhares de meios que divulgam o Titanic de modo historicamente puro. Não fosse tantos pesquisadores e associações divulgando material em forma de páginas na Internet, livros, filmes e documentários, blogs como o "Titanic em Foco" não seriam possíveis.

O parabéns mesmo é pra história, pois ela segue viva de maneira impressionante, ultrapasando a barreira do tempo e deixando um grande legado.

ERIC RAMALHO disse...

oi rodrigo em resposta ao comentário do dia 10 de setembro de 2012,o café parisien no Britannic não foi relocado para o Deck A e para nenhum outro Deck,ele não foi colocado no Britannic é só vc checar os planos de deck

ERIC RAMALHO disse...

ah e entra no meu blog http://eradeourodosnavios.blogspot.com.br/

Rodrigo disse...

Olá ERIC RAMALHO

Realmente, os planos não mostram a realocação do Cafe Parisiense para nenhum local. Mas há uma citação na revista especializada "The Shipbuilder" (por volta de 1914) que sugere a construção de um "Winter Garden" (Jardim de Inverno) no Convés A do Britannic. A revista apenas sugere, ela não confirma nada.

Como o Cafe Parisiense foi eliminado do Convés B do Britannic (quando fazia extremo sucesso no Olympic e fez sucesso no Titanic) e havia um espaço perfeito para a instalação desde Jardim de Inverno no lado de estibordo do Convés A do Britannic, tudo leva a crer (na opinião dos estudiosos) que o proposto Jardim de Inverno seria construído como uma versão melhorada e expandida do Cafe Parisiense. Considerando que "Jardim de Inverno", "Cafe Parisiense" e "Palm Court" são acomodações de propósito similar e decoração similar, dá para crer que no Britannic ele seria similar às versões do Oympic e do Titanic.

E é por isto que citei que ele seria realocado. Eu acredito que sim, pois foi realmente sugerido pela revista, e era um atributo de grande sucesso, não havia motivo para simplesmente eliminá-lo.

Esta é uma conclusão obtida com discussão de terceiros, não estou afirmando nada, não sou estudioso do trio de navios, sou um admirador apenas. Descubro detalhes todos os dias, e o que parecia certo ontem, hoje é discutido e amanhã é corrigido. Assim caminha a história, de revisões, descobertas e correções.

Até mais.

Anônimo disse...

Bom dia Rodrigo! Ao descermos as escadas do convés A no nosso lado penso que esquerdo ficava o corredor de acesso a sala de leitura, e do lado direito, tinha corredor, e dava acesso ao que? As mesmas salas porém pelo outro lado? Gostaria de saber se você tem conhecimento de algum site onde posso encontrar o filme original TITANIC 1958 - Night to remember, pois tenho o de 1997, e na minha opinião o de 58 é o segundo, segundo melhor. Agradecido! Fernando Hybner

Rodrigo disse...

Olá Fernando

Ao descer a Grande Escadaria dianteira no Convés A, à esquerda estava o corredor de passagem para a Sala de Leitura e para o Lounge, logo na seqüência; você citou corretamente.

No lado direito do lance de escada não havia um corredor, mas sim apenas a parede frontal, com duas janelas em arco e, à extrema direita, o vestíbulo envidraçado de saída para o Convés A. Resumindo: Só havia um corredor de passagem entre a Grande Escadaria dianteira e o Lounge / e havia apenas um corredor entre o Lounge e a Grande escadaria traseira.

No meio de ambos os corredores (dianteiro e traseiro) havia uma porta giratória que aparentemente servia unicamente para um melhor controle da corrente de ar entre os ambientes.

Quanto ao filme não sei te indicar, pois adquiri o meu há anos em DVD. Fico devendo.

Anônimo disse...

O DVD apareceu na Submarino; =D

Anônimo disse...

Muito bom ! uma verdadeira aula sobre Titanic

Rodrigo disse...

Opa, se o conteúdo agrada, fico satisfeito. :)

Agradeço a atenção ao blog.

Anônimo disse...

adorei me interesso muinto pela historia do titanic

Rodrigo disse...

Opa, que bom. Se o conteúdo agrada, fico satisfeito. :)

Leandro Marques de Assis disse...

Oi Rodrigo,mais uma venho quero parabenizá-lo pelo blog "Titanic em Foco" eu posso dizer com clareza que é o melhor blog sobre o Titanic do Brasil!!...Bom a minha dúvida hoje é a seguinte,nos camarotes de luxo dos decks B e C haviam portas que davam acesso aos outros camarotes ao lado e até mesmo dois camarotes dividiam os banheiros privados,eu quero saber,por exemplo,quando uma pessoa se hospedava em um camarote de luxo a bordo do Titanic ou do Olympic,como faziam para manter a privacidade,ou seja,quando o passageiro do camarote ao lado não era uma pessoa da família,a porta que dava cesso ao outro camarote ficava fechada por chave,ou era uma questão de ética mesmo,não invadir o camarote ao lado?? Espero que a pergunta não tenha ficado difícil de entender rsrsrs...Desde já agradeço sua atenção e aguardo novas postagens no "Titanic em Foco".

Rodrigo disse...

Oi Leandro

Só posso agradecer pela consideração ao blog, sou também um entusiasta e aprendo coisas novas justamente enquanto edito ou expando o conteúdo. E gostaria de ter disposição para triplicar o material editado até hoje.

Bem, não tenho a informação sobre que tipo de "tranca" era aplicado às cabines intercambiáveis [suítes], mas posso palpitar que elas eram trancadas ou liberadas pela tripulação de acordo com as declarações dos clientes ao fazerem suas reservas. O termo "suíte", na época do Titanic, se referia à cabines com portas entre si (o termo suíte não tinha a mesma conotação de hoje).

No Convés “B” do Titanic havia aparentemente 10 cabines de luxo com portas entre si [ou seja, era possível percorrer 10 cabines sem sequer acessar o corredor]. No Convés “C” aparentemente eram 13 cabines com portas entre sí. No entanto havia mais conjuntos de cabines com portas em comum espalhadas pelo navio.

Na teoria, se um "time de futebol" resolvesse reservar estas cabines, poderiam optar por deixar todas as portas livres destrancadas, tornando tudo um imenso dormitório comum com portas livres.

No Olympic não havia cabines nas bordas do Convés “B”, pois esta área do Olympic era plenamente livre, como Convés de Passeio envidraçado da 1ª classe. Esta área do Olympic só foi parcialmente ocupada por cabines muitos anos depois, em uma das reformas pelas quais ele passou no meio da carreira. Apesar da ausência de cabines nas bordas deste Convés C, a regra de cabines com portas em comum é igualmente válida para o Olympic, pois seu projeto seguia quase rigorosamente o do Titanic.

Bem, desculpe não responder a contento. Sem a informação concreta sobre este sistema, eu só posso palpitar que a privacidade era garantida através de portas trancadas pelos camareiros (à pedido dos hóspedes); pois as pessoas educadas naquela época eram mesmo mais respeitosas, mas também eram tão ou mais exigentes com relação à privacidade quanto as pessoas de hoje.

Até mais, sempre grato pela atenção ao blog.

kaue Viana viana disse...

Gostaria de ver em modelo ao vivo o café parisiense e o A La Carte , pois tem um belo carpete e uma ótima localização.

Leandro Marques de Assis disse...

Oi Rodrigo,sou eu novamente,com mais uma perguntinha! (Espero não estar sendo inconveniente! rsrsrs).Bom a pergunta da vez é a seguinte,outro dia eu estava lendo sobre o estilo de decoração dos camarotes de primeira classe do Titanic,e eu li que alguns camarotes do Convés C eram decorados no estilo chamado de "Harland and Wolff",eu queria saber se você sabe,como era esse estilo de decoração,se era simples ou extravagante! e se voc~e sabe quais seriam esses camarotes! Bom espero que não tenha ficado difícil a resposta!Mais uma vez de parabenizo pelo blog que é simplesmente esplêndido...extraordinário!! Parabéns!!

Rodrigo disse...

Oi Leandro

Na realidade o estilo "Harland and Wolff" era dividido em 02 tipos de cabines: O primeiro era um estilo similar ao Luís XV, com painéis esculpidos simples / o segundo era composto por painéis semi-planos, com a metade superior da parede pintada de branco e a metade inferior em carvalho polido natural, sem pintura.

Estes dois estilos são chamados de "Cabines Especiais", "Estilo Harland and Wolff", ou simplesmente estilo "A" e estilo "B". Todos estes nomes estão corretos. Eram chamados assim porque foram fabricados pela Harland and Wolff, diferente das cabines de luxo, que foram fabricadas por empresas de decoração terceirizadas.

Estes dois estilos “Harland and Wolff” foram instalados apenas no Convés B e no Convés C, misturados às outras cabines de alto luxo (as cabines de luxo só estavam nos conveses B e C). Os dois estilos não eram de alto luxo, especialmente o estilo "B", que era dos mais simples de todos na primeira classe. Pode-se dizer entre as cabines de luxo, o estilo "A" era um dos mais modestos.

Aí seguem fotos dos dois estilos.

Estilo "A" (também chamado de "estilo francês" ou "Luís XV simplificado" (esta foto é do Olympic). Você verá que os painéis possuem entalhes relativamente simples, pouco exagerados. O material utilizado foi carvalho. *Não existem fotos de nenhuma cabine neste estilo no Titanic.
http://farm8.staticflickr.com/7400/9531994597_8368100f7a_z.jpg

Estilo "B", com painéis de duas cores (esta foto é do Olympic). Aqui você vai ver que o estilo é bem simplificado, com meia parede branca e meia parede em carvalho natural.
http://cs411427.vk.me/v411427582/2656/tZjVKxVCphA.jpg

Eu não tenho como nomear e enumerar a quantidade total de cabines nestes dois estilos, mas no Convés B, por exemplo, eram 22 cabines dividadas entre "A" e "B" no centro do navio; todas estas 22 cabines estavam misturadas com as outras cabines de luxo, sempre situadas na borda externa lateral do navio, com janelas retangulares grandes voltadas para o exterior do navio.

Espero ter esclarecido algo.

Anônimo disse...

Ola Rodrigo admiro muito suas matérias mas algumas informações estão errada como a quadra de Squash que era do conveses F e G e não E e F como foi posto.A piscina também ficava no convés F próximo ao banho turco convés G era apenas a parte funda.Revise isso e ira ficar mais perfeito ainda este blog desculpas se fui inconveniente e obrigado por ótimas informaçoes

Rodrigo disse...

Olá, gostaria de saber com quem falo... É sempre importante indicar seu nome.

Se toda incoveniência viesse de quem gosta do assunto e deseja ver a história tão bem contada quanto possível, seria excelente. Agradeço a dica, já corrigi os pontos do texto onde as informações estavam erradas.

Se é que me serve como desculpa, a questão é que eu trabalho com uma quantidade e variedade tão grande de informações, que muitas vezes os erros acontecem justamente pelo volume de fontes a serem editadas.

Até mais, agradeço a atenção ao Titanic em Foco. É um prazer corrigir o conteúdo orientado por quem gosta do assunto.

Guilherme Martins disse...

Ola Boa noite sou Guilherme Martins que falou sobre os assuntos da Quadra e Piscina sou grande adorador do titanic desde que vi o filme em 2011.Tenho replicas e dvds e conheço variedade de sites com plantas e quantidade de cabines mas adoro seu site por relata como era os interiores de tao esplendido que achei ate fiz uma replica do titanic no jogo minecraft misturando conteúdos dos interiores seus com planta baixa de outros sites.Seu Blog e ótimo e adoro sempre ler novas matérias visito todos os dias mas se quiser acrescentar mais mateias lhe passo os sites com os decks e sobre as cabines
Desde já agradeço pela atençao

Rodrigo disse...

Bom dia Guilherme, obrigado por ter indicado os pontos de correção.

Se você quiser enviar os links, pode fazê-lo através do meu e-mail que está no item "CONTATO", na aba direita do blog.

Não lhe garanto que vou utilizar o material enviado porque já tenho um acervo de referência muito grande, montado nos últimos 11 anos de coleta. A expansão do blog se dá de maneira extremamente tranquila e lenta, não tenho pretensão de acelerar as postagens. Publico apenas quando estou muito disposto e quando encontro material que considero de interesse geral.

Até mais, seja sempre bem vindo ao blog, agradeço a consideração.

kaue Viana viana disse...

Rodrigo, perto da. Grande escadaria havia um tablado mais alto esse tablado e o telhado das salas.

kaue Viana viana disse...

Rodrigo quero falar os erros da minissérie: eu assisti um vídeo que eles criam o cenário, de certeza eles mostram
As plantas. Eu observei na grande escadaria: desde a entrando da 1 classe, janelas: 4 ou 3, do ginásio, janelas 5. Na minissérie : desde a 1 porta, janelas 1, da segunda porta, janelas 5.
Obs: a grande escadaria criada no cenário Titanic 2012
E apenas uma escada que leva a segunda classe e terceira. A placa B Deck e falço. Esse corredor e situado no convés A de passeio.

Rodrigo disse...

Oi Kaue,

eu acompanhei todos os capítulos da minissérie e notei os pontos bons e ruins. Prestei atenção especialmente nos cenários e, é claro, vi toneladas de erros. Seja como for já não ligo para estes erros, meu centro de atenção está na história verídica e nas representações artísticas do Titanic.

Até mais.

Eric Santos disse...

Caraca..... que blog massa...!! nunca tinha encontrado tanta informação sobre o Titanic... gosto muito da história historia dele, desde quem teve a ideia até o naufrágio. ah só uma dúvida ao ver os dois filmes do titanic, um do tempo do ronca e o de 1997, vejo uma enorme diferença de luminosidade do navio tanto na parte interior como fora, depois que vi o que você disse sobre a luminosidade do navio durante a noite. Gostaria de saber se ele era mesmo iluminado em todo canto como mostra o filme de 1997.

Rodrigo disse...

Oi Eric, agradeço a atenção ao blog.

A quantidade numérica de lâmpadas mostrada no filme "Titanic" (1997) está bem próxima da realidade; o Titanic realmente tinha quase a mesma quantidade de lâmpadas tal qual mostrado no filme ( o cenário tinha cerca de 30% mais lâmpadas do que o navio real, segundo uma entrevista que eu li)... mas o efeito exagerado de luminosidade no filme está muito, mas muito errado mesmo. Segundo os estudos que li, o Titanic era um navio relativamente obscuro durante a noite. A luminosidade, especialmente no Convés de Botes, era bastante deficiente.

James Cameron precisou mostrá-lo exageradamente iluminado por motivos óbvios: quanto mais luz, mais belo é o "espetáculo". Em absolutamente todas as cenas exteriores noturnas, James Cameron utilizou aparatos gigantescos de luz “rebatida”, para incrementar ainda mais a iluminação do cenário. Não satisfeito com a “bola de fogo” que ele criou... James Cameron posicionou uma contínua fileira de lâmpadas incandescentes até mesmo sob o piso do navio, atrás da amurada do Convés A do cenário. Evidentemente esta fileira de lâmpadas não pode ser vista durante as tomadas do filme... mas cumpre seu papel. Se os figurantes não tomassem o cuidado necessário, tropeçariam nas lâmpadas colocadas sobre o chão do Convés A.

E há dois fatores ainda mais errados quanto a iluminação do navio no filme: 1º - Na vida real as 04 chaminés não possuíam absolutamente nenhuma iluminação especial, isto não era característica de nenhum navio naquela época, tampouco do Titanic. 2º - Durante todas as tomadas exteriores noturnas do filme, o Titanic é mostrado com praticamente todas as suas janelas acesas, como se estivesse plenamente lotado naquela viagem... Isto é também um erro, pois o navio tinha capacidade para 3.547 pessoas, mas levava apenas 2.200 pessoas naquela viagem... Portanto grande parte das janelas certamente estaria apagada, pela ausência de ocupantes.

Ainda no filme, todas as cenas após a quebra do navio em duas partes estão igualmente erradas em relação à iluminação. A madrugada de 15 de abril de 1912 foi, na realidade, absolutamente escura, a ponto de passageiros não saberem sequer quem eram seus companheiros de bote por não enxerga-los durante a madrugada. Novamente aqui, James Cameron precisou criar um efeito de “pseudo-iluminação” para poder mostrar os desdobramentos da tragédia durante a madrugada. Na vida real foram raros os passageiros que sequer conseguiram enxergar o navio se partindo em duas partes.

Bem, por estas e por outras, o efeito "bolo de aniversário" mostrado no filme "Titanic" está bastante errado. Evidentemente se James Cameron tivesse mostrado o Titanic com tão pouca iluminação quanto ele realmente tinha em 1912... o efeito teria sido bem sem graça e o navio certamente perderia beleza.

Bem, é isto. Estas informações que te passei vêm de pesquisas feitas por terceiros. Eu mesmo fiquei surpreso há alguns anos, quando descobri sobre isto. Desculpe o texto longo.

Até mais, mais uma vez agradeço a atenção ao blog.

Anônimo disse...

Eu sou Maurício Rafael Brisolara Cruz, e-mail: mauriciorbcruz@gmail.com
eu coloquei em Anonimo por que não consigo postar em conta do google.
Adoro descobrir todas as novidades sobre Titanic, muuuito legal, eu gosto muito quando vem os clipes gráficos dos interiores do navio,eu olho todos e pretendo fazer a copia mais fiel possível usando o Scketch up, e vou postar algum dia no Titanic em Foco, mas para isso terei ainda muuuito que estudar sobre o Navio, e também é muito dificil achar um mapeamento completo do Titanic, se voçê conseguir estruturar um mapa completo de todos os conveses do Titanic, pode postar numa dasguias laterais, isso vai ajudar muito para uma identificação do todo do Titanic.
É MUITO LEGAL OS ESTILOS E AS TEXTURA DOS AMBIENTES INTERNOS DO TITANIC!!!! É O QUE MAIS ME IMPRESIONA, CADA UMA DA UMA INSPIRAÇÃO MELHOR QUE A OUTRA!!!

Ricardo disse...

Oi Rodrigo, como já disse em outros comentários, adoro seu site.
Tenho uma pergunta a te fazer: O "restaurante Gatti" e o Restaurante à la Carte são o mesmo restaurante? E é verdade que o povo da mesa principal jantou no À la Carte em 14/04/1912?

Rodrigo disse...

Oi Ricardo, obrigado.

Sim, trata-se do mesmo restaurante, cujo nome oficial era simplesmente "A La carte Restaurant". O apelido "Restaurante Gatti" [utilizado algumas poucas vezes em determinadas fontes] é devido ao fato que ele era dirigido pelo chefe Gaspare Antonio Pietro Gatti, que dirigia dois restaurantes em Londres com seu próprio nome "Gatti". Contanto o nome oficial e correto do restaurante do Olympic e do Titanic é simplesmente "A La Carte Restaurant". E por falar no chefe Gatti.... ele morreu na tragédia e seu corpo foi resgatado pelo navio Minia sob o número 313º; ele está enterrado no Cemitério Fairview, em Halifax, Canadá.

Eu não sei se as pessoas que costumeiramente jantavam na mesa principal no Convés D (Salão de Jantar comum) são as mesmas que jantaram no restaurante na noite de 14 de abril... mas nesta noite o casal Widener ofereceu um jantar em honra do Capitão Smith no Restaurante A La Carte, onde também foram convidados os Thayers, o Major Archibald Butt, Clarence Moore e William Carter e Lucile Carter. Um pouco antes das 21:00 h, o Capitão Smith deixou a homenagem e se dirigiu à Ponte de Comando para cumprir seus deveres

***Coletei estes dados todos que te passei na Encyclopedia Titanica.

Espero ter esclarecido algo. É justamente em busca de respostas que acabo respondendo questões para mim mesmo. Toneladas de coisas que eu jamais memorizo vêm à tona justamente enquanto pesquiso.

Anônimo disse...

Oi Rodrigo, adorei a matéria e o blog, sei muitas coisas sobre o titanic graças a vc.
Na parte em que mostra o saguão de entrda da primeira classe, tem uma cena famosa da entrada de Molly Brown do filme titanic de 1997, onde os primeiros a entrar são os Thayers, depois vem o Guggenheim e a madame Aubert, logo atrás o sr e a sra. Asdtor, mas qum são as duas moças e o cara q entram após eles (antes da sra. Brown)? Vi num outro blog q eles também são conhecidos como os outros passageiros q embarcaram em chenborg, mas quem são?
Obriogado.

Rodrigo disse...

Oi, obrigado. O Titanic em Foco foi criado justamente para informar.

Bem, faz anos que não concentro mais minha atenção nos personagens "satélite" do filme de James Cameron. Mas a sua questão é muito interessante, fiz questão de analisar. Eu jamais prestei atenção neste trio de "personagens" (1 homem e 2 mulheres), e segundo o que eu pude consultar, eles podem ser os três empregados de John Jacob Astor.

Se você reparar atentamente a cena, irá notar que o trio está atento aos passos de Astor e Madaleine, eles usam roupas que denotam serem empregados e entram na mesma cabine do elevador onde também entram Madaleine e Astor. Muito discretamente também é possível notar que Astor entrega seu chapéu ao "sujeito" com a mão direta... O que confirma a possibilidade de se tratar de seu empregado particular.

Chequei rapidamente na "Encyclopedia Titanica" e confirmei que Astor embarcou com um empregado pessoal (Victor Robbins, 42 anos, morreu no desastre), uma enfermeira particular e uma criada para Madaleine [Caroline Louise Endres, 38 anos e Rosalie Bidois, 42 anos], estas duas últimas sobreviveram.

Novamente voltando à cena: Se você reparar, o trio de pessoas aparenta ter a mesma idade dos empregados que citei acima... Por isso, acredito eu, que é grande a possibilidade que Cameron se preocupou até com este pormenor histórico. Se você reencontrar a fonte onde leu sobre a identidade do trio, será um prazer analisar.

É apenas meu palpite, baseado no que eu levantei rapidamente. Parabéns pela atenção, é uma questão bem interessante.

Anônimo disse...

Olá, gostaria de tirar uma dúvida.
Quando o Titanic partiu em sua primeira e única viagem sendo tido como o maior navio naquele momento, O RMS Aquitania e o SS Imperator já estavam sendo construídos não foi ?
Podemos dizer que a White Star Line deu o inicio da ousadia do homem em construir navios gigantes para a época? E que logo depois que o Olympic foi lançado, já existiam vários projetos para navios maiores como o : aquitania e Imperator ? sendo assim o Titanic não seria o maior do mundo por mais de 2 anos. né isso ?

Rodrigo disse...

Olá.

Exatamente, já estavam em construção e seriam ligeiramente maiores e mais luxuosos.

Todas as suas afirmações estão corretas até onde eu posso consultar. O Olympic e o Titanic eram grandes avanços, mas que seriam vencidos pelo avanço ligeiro da competição.

O Titanic suportaria o Título de "maior navio do mundo" por não mais que 14 meses, apenas até junho de 1913, quando o Imperator (alemão) fez sua viagem de estréia.

Há um texto exatamente referente à isto no final da matéria "Qual era o tamanho do Titanic", que pode ser acessada pela lateral direita do blog.

Anônimo disse...

Oi Rodrigo, você poderia me informar qual foi o maior navio construído pela companhia White Star Line? foi o Titanic?

Rodrigo disse...

Olá.

Bem, até onde eu consigo consultar, o maior navio construído para a White Star line foi o Britannic. O Britannic era ligeiramente mais largo que o Olympic e o Titanic e pesava mais que os seus irmãos mais velhos.

Porém o maior navio operado pela White Star Line foi o RMS Majestic (291,4 metros de comprimento). Só que há um porém: Ele não foi originalmente feito para a empresa, mas sim para uma empresa alemã. O Majestic só foi parar nas mãos da White Star como compensação de guerra, a título de reparo pela perca do Britannic, naufragado por uma mina alemã.

Oficialmente o maior navio feito especificamente para a White Star foi o Britannic.

Anônimo disse...

George.

Oi Rodrigo, tenho duas dúvidas que acho que você pode me ajudar.
1º O titanic era o navio mais rápido da época??
2º Caso o Allure of the seas, sofresse uma colisão como a do titanic, existe tecnologia suficiente para suportar aquele nível de água ou ele afundaria do mesmo jeito??

Rodrigo disse...

Oi George,

nenhum dos três navios-irmãos entraria na disputa por velocidade, Olympic, Titanic e Britannic não foram feitos para velocidade, mas sim para conforto com velocidade condizente, mas não para disputas com rivais. O navio mais rápido de 1909 até 1929 foi o Mauretania, da Cunard Line, com 48.26 Km/h. Ele só perdeu o título para o Bremen em 1929 (alemão). O Mauretania sustentou o título por impressionantes 20 anos.

Sobre o Allure só posso palpitar, pois não pesquiso os navios atuais, não tenho interesse por eles.

Considerando toda a gigantesca carga de pesquisa e aprendizado obtido em centenas de anos de história da navegação e milhares de acidentes no mar, acredito que o Allure possivelmente deve estar preparado para um dano do tipo sofrido pelo Titanic. O Titanic não sofreu um dano gigantesco, mas sim uma série de 06 rupturas no casco que, somadas, não resultariam num rombo gigante.

Se o Titanic possuísse compartimentos 100% estanques (até o teto), teria demorado muito mais para naufragar... Os navios atuais certamente já levam em séria consideração o mesmo tipo de dano sofrido pelo Titanic, portanto creio eu que devam estar muito mais preparados, com compartimentos e portas estanques tão seguras quanto a moderna técnica permite. Evidentemente não são feitos para todo tipo de dano, mas certamente são mais seguros no quesito segurança do que foi o Titanic.

Apenas meus palpites... Meu interesse não é "naval", mas sim relacionado especificamente ao contexto geral do Titanic, sua época, e os fatos que o envolvem e seu legado. Navios atuais são imponentes, são grandes, são luxuosos, mas não atraem minha atenção.

Até mais, abraço.

Anônimo disse...

Oi pessoal, me chamo Caio.
acho que esse seu ponte vista que o titanic não sofreu um dano gigantesco, está errado cara.
pode ser em consideração pelo tamanho das rupturas nos 5 compartimentos,mais independente do tamanho a quantidade de água que passou a entrar a bordo era de umas 25 mil toneladas por hora e nem hoje existe navios com capacidade para bombear essa tamanha quantidade de água.
Já em consideração ao Allure of the seas que é um navio atual, não podemos dizer que ele por ser do século 21,suportaria os danos que o Titanic sofreu. Principalmente tirando o Costa Concordia como exemplo, que sofreu um dano muito inferior ao do Titanic e tombou, impossibilitando de lançar muitos de seus botes salva-vidas e olhe que não estava em mar aberto. Acredito que nenhum navio teria se saído tão bem naquela ocasião como o Titanic se saiu, mesmo tendo aquele defeito com os compartimentos que você citou. seu construtor lhe deu 1h 30 de vida e ele durou 2h e 40 minutos e se manteve instável tendo todos seus botes lançados. ao contrário do que muitos dizem, o Titanic salvou 700 vidas e Naufragou porque foi submetido a tensões que estrutura nenhuma poderia suportar. meu ponto de vista. Abraço!

Rodrigo disse...

Oi Caio.

Estou mantendo o blog há 5 anos... Fui, sou e vou continuar sendo nada mais que um entusiasta comum. E faço questão de deixar claro que sou apenas um admirador curioso. Meu ponto de interesse relacioonado ao Titanic não está nos aspectos técnicos, por isso tudo o que eu posso fazer nestas "conversas virtuais" é expressar minha opinião de leigo, que é o que eu sou.

Jamais considere minhas respostas como fatos concretos pelo simples fato de que eu não sou um estudioso. Tudo o que posso fazer na maioria dos casos é expressar minha opinião manca limitada, baseado no pouquíssimo que aprendi.

Até mais, agradeço a expressão de seu ponto de vista e atenção ao blog.

Ricardo disse...

Oi Rodrigo.
Hoje eu quero fazer uma pergunta. Nunca, em nenhuma fonte encontrei a resposta para ela, vamos ver se vc pode me responder: na sala de jantares, havia a mesa principal, com 12 cadeiras (segundo a planta, o filme...), quem eram as pessoas que se sentavam lá?
Nas várias reproduções do Titanic, pessoas diferentes se sentavam lá. Exemplo: no filme de 1997, sentavam-se, além dos personagens ficticios, o sr. Guggenheim e sua amante, a condessa de Rothes, sir cosmo e lady Gordon, a sra. Brown, o sr. Ismay, o coronel Gracie e o sr. Andrews.
Abraço

Rodrigo disse...

Oi Ricardo,

segundo uma antiga discussão entre especialistas em 2002 no site "Encyclopedia Titanica", o livro "Last Dinner On the Titanic" cita que na mesa central sentaram Hugh Walter McElroy (comissário-chefe do Titanic), William Thomas Stead, Frederic Kimber Seward e Eleanor Genevieve Cassebeer, todos estes últimos eram passageiros... Aparentemente o livro não lista os demais nomes, e em 2002 os pesquisadores não sabiam quais eram os outros 8 ocupantes. Também não tenho informação sobre se os assentos eram sempre fixos ou não. Acredito que eram sempre pré marcados.

Segundo a biografia do comissário Hugh Walter McElroy, ele era muito comunicativo e simpático, quase tão querido quanto o Capitão Smith; a ponto de que alguns passageiros reservavam passagens em navios onde ele estivesse. E isto pode vir a explicar a sua mesa de destaque.

Sabe-se que o Capitão Smith jamais sentou na mesa central. A mesa de Smith era uma retangular na extrema dianteira central do salão, para 6 pessoas. Ismay aparentemente sentou-se junto com Smith em 12 de abril... Exceto por este dia, Ismay sempre fez suas refeições em uma das alcovas laterais do salão, nunca na mesa central. Ismay também fez refeições no Restaurante A La Carte, assim como Smith também fez.

Por isso, ainda sem todos os 12 nomes, é possível concluir que os filmes "A Night to Remember" (1958) e "Titanic" (1997) fizeram a livre adequação dramática dos "ocupantes" destas mesas. Ambas as representações estão erradas.

Em 1958 entre os ocupantes estão Ismay e Smith... Em 1997 não é preciso grandes descrições.

Bem, isto é o que pude consultar, nunca parei para pensar especificamente sobre isto. A discussão que eu citei ocorreu em 2002, e eu não sei se dentro destes 12 anos soube-se mais sobre este detalhe. Pode ser que sim, os estudos sobre o Titanic cresceram de maneira “cavalar” nos últimos anos...

Até mais, espero ter contribuído com algo.

Anônimo disse...

ola rodrigo tenho curiosidade em saber qual a altura exata dos conveses a,b,c,d,e,f,g

Rodrigo disse...

Oi, desculpe... preciso ao menos saber seu nome.

Anônimo disse...

oi rodrigo meu nome e gabriel e eu gostaria de saber qual era exatamente a altura dos conveses a,b,c,d,e,,g

Rodrigo disse...

Oi Gabriel,

Convés A - 2,89 m
Conveses B, C e E - 2,74 m
Convés D - 3,20 m
Convés G e os dois conveses inferiores - 2,43 m

Vale lembrar que a altura dos conveses não era uniforme, ela variava em determinados pontos do navio, especialmente na proa e na popa. Aparentemente quase nenhum dos conveses do navio possuía altura uniforme de uma ponta à outra.

Trocando em poucas palavras: O Titanic não era uma "caixa uniforme", as medidas eram muito variáveis.

Até mais.

Anônimo disse...

Ola você pode me dizer o que era compartimentos ou câmeras semi-estanques,li um artigo sobre isso mais não entende.

Rodrigo disse...

Oi, desculpe, para te responder preciso ao menos saber seu nome...

Rafael Lima disse...

Muito bos as matérias Rodrigo,parabems .

Rafael Lima disse...

terminei minha miniatura do titanic,em breve te enviarei fotos

Rodrigo disse...

Oi Rafael, obrigado. Pode enviar, e se quiser eu posto seu trabalho na matéria "Envie sua arte, o Titanic em Foco exibe". Aguardo, até mais.

Filipe Dreyer disse...

Ola, meu nome é Filipe. Queria te parabenizar pelo blog. Conteudo mais completo que ja achei ate hoje sobre o Titanic, cujo me intriga e me deixa admirado desde que era guri. Hoje possuo 30 anos! É uma pena que o ciclo do Titanic tenha se "fechado" com a morte da Millvina Dean, que era a unica sobrevivente viva do naufrágio e faleceu em 2011, pois ela tinha apenas 9 semanas de vida e era a passageira mais nova a bordo. Mas isso não afeta em nada a grandiosidade dessa fatalidade. Esse navio ainda é cheio de misterios que não foram desvendados. Como a piscina que não tem como ser acessada pois a porta a prova de agua impede a passagem! Entre outras coisas... Parabens mesmo pelo Blog. O Titanic me tirou o sono por muitas e muitas noites, e ainda segue me deixando pensativo sobre diversos fatos! Abração!

Rodrigo disse...

Oi Filipe, obrigado pelo apoio, se o conteúdo que edito aqui serve de alguma forma, fico satisfeito. É a forma que encontrei de pelo menos não deixar meu interesse morrer sem ao menos registrar meu respeito pela história.

O legado do naufrágio do Titanic é realmente impressionante, quem é que diria que um desastre seria capaz de manter o nome de um navio presente na sociedade de tão variadas formas por mais de 100 anos? O desastre do Titanic deixou realmente um legado sem par... seja na religião, ciência, arte, cinema, sociologia, psicologia, história, e tantos outros meios.

A parte do legado que eu "abracei" foi justamente a arte, porque sou fascinado por arte. Eu não conseguiria seguir com meu interesse se estivesse focado especificamente no lado trágico. O desfecho da história é pesado demais; ela merece ser explorada em todos os ângulos, mas na medida certa.

Os mistérios que ainda rondam este navio e esta história são um atrativo a mais, não dá para negar que alguns dos pontos obscuros fazem com que ainda hoje tantas pessoas estejam atentas, ou mesmo tenham um interesse superficial.

Explorar, entender, desvendar, expandir informação... estas são as atividades mais atraentes para quem tem interesse especial pelo assunto.

Até mais, mais uma vez grato pela atenção. Um blog não é nada sem leitores, sem as críticas e sem as trocas de idéias... Abraço.

Anônimo disse...

Jose. A Expert visual do Titanic.

Bem vamos ver, eu sempre quis escrever um comentário aqui nesta matéria para que você rodrigo saber que eu vi esta matéria.

Esta matéria é provavelmente é a favorita de todo o blog ea que maior sucesso entre o público em geral, Portanto aquele que sabe do Titanic e inexperiente que nada sabe.

Eu poderia escrever milhões e milhões de comentários aqui, mas não vou fazer isso, apenas dizer que sempre vou amar seu blog, e que esta matéria é um trabalho de um gênio.

Há muitas coisas que são erradas, tais como painéis para mais privacidade do café parisiense, muitos vêem a foto do Titanic e dizer que o Titanic não tinha esses painéis, bem isso não é verdade o que acontece é que a imagem do Titanic do café parisiense foi feita quando o Titanic ainda estava equipando, painéis e outros enfeites foram instalados mais tarde, por isso não aparecem na foto do Titanic, mas se ele tinha, há uma pintura do ken Marschall do naufrágio em que pintou o que demonstra que o Titanic tinha esses painéis no café parisiense.

Há algumas coisas erradas, mas repito, mas repito, mas repito, a matéria é uma maravilha... uma maravilha.

Titanic per sempre.

Só quem realmente ama vai você esperar.

Com amor jose.

Saudações a todos. obrigado.
Jose Aurelio.
Da Europa.

Rodrigo disse...

Oi Jose, obrigado, esta é realmente um das matérias mais cansativas de ser escrita e mais reeditada de todo o blog. Eu a escrevi há anos, mas sempre a atualizei, seja em correções, adições ou eliminações.

Se você desejar indicar pontos onde haja a necessidade de correção, pode fazê-lo. É um prazer corrigir o conteúdo orientado por quem tem apreço pelo assunto.

Não posso corrigir pontos onde não hajam grandes provas ou evidências, mas há sempre algo que pode ser melhorado com informações mais corretas... Todas as ocasiões em que recebi alertas, fiz as alterações tão logo pude me interar da veracidade da informação.

Jose Aurelio disse...

Oi Rodrigo, vai, vai, vai...

Bem rodrigo, e querido público do Titanic Em Foco.

Penso que eu devo compartilhar com vocês, espero que goste. É algo especial para mim.

Rodrigo, deixo aqui este desenho, que eu tenho há muito tempo, é inatingível, impossível de acreditar, inconcebível, esforço inimaginável.

Eu entendo muito bem isso, porque é um pouco o que tem sido a minha vida, sempre lutar até o fim, fazendo coisas incríveis e forçando os limites.

Nunca desista, nunca se render, lutar até a morte.

“Os grandes objetivos exigem grandes sacrifícios”.

“É só a morte o que podem nos derrotar”.

O meu mais profundo respeito e admiração, deste artista MATTHEW CHAPMAN.

Sem palavras, por exemplo, olhe para as escadas que descem para postos de observação da sala de Squash. Magistralmente uma arquitetura bem executada em sua concepção.

Algumas das coisas que tem este corte transversal do navio, são as seguintes:

Proa alojamento da tripulação, escadas em espiral, porões de carga, cabines de terceira classe, pista de squash, sala das caldeiras, ponte de comando, sala de estar do comandante, camarotes dos oficiais, cabines de primeira classe, sala marconi, máquinas dos elevadores, ginásio, sala da leitura e escrita, grande salão da primeira classe, grande escadaria da proa e na popa, piscina, banhos turcos, convés de passeio privativo, salas de estar e de jantar da tripulação, corredor scotland road, recepção e sala de jantar da primeira classe, cozinhas da primeira classe e terceira classe, em blocos do convés, sala de jantar e fumadores dos foguistas, casa das máquinas os pistões do navio, Barbearia, hospital, gabinetes do comissário, sala para fumantes da primeira classe, café parisiense, restaurante à la carte, elevador da segunda classe, despensas geladeiras, tanques da água, café verandah e palm court, biblioteca da segunda classe, sala de jantar da segunda classe, sala para fumantes da segunda classe, cabines de segunda e terceira classe na popa, escadas interiores do navio, eixos de transmissão das hélices, áreas de armazenamento da carga na popa, castelo da popa escadarias interiores, e sala para fumantes da terceira classe no interior na popa.

Sem palavras, tocar o céu este desenho. Demais sempre.

Um desenho para lembrar, para lembrar a vida inteira.

link abaixo:

http://www.mattchapsartwork.com/wp-content/uploads/2013/04/the-rms-titanic.jpg

O deus Titanic - Titanic para sempre - Titanic o melhor - Titanic meu coração.

Saudações a todos. Obrigado.
Jose Aurelio.
Da Europa.

Álvaro Luiz disse...

Ola mais uma vez Rodrigo como vai? Eu queria tirara uma duvida mais uma vez há duas produções ( Inside the Titanic e Saving the Titanic) que mostram um homem que trabalhava na sala de máquinas subindo pela chaminé nº 4 enquanto o navio afunava. Eu procurei á respeito mas só encontrei sobre um homem que aparece em uma das fotografias do Titanic. Em fim queria saber se você sabe algo á respeito.

Obrigado mais uma vez e boas festas!

Rodrigo disse...

Oi Álvaro, tudo bem...

Eu também não sei nada sobre o assunto, mas lembro vagamente de ter visto sobre isso em alguma fonte. Como esta atitude foi reproduzida em 2 documentários diferentes, pode até ser que tenha algum fundamento... ou não

Se eu souber algo sobre, posto por aqui.

Feliz Ano Novo

Álvaro Luiz disse...

Mesmo assim agradeço a atenção Rodrigo.

E Feliz Ano Novo!

Ricardo disse...

Olá Rodrigo, olha eu aqui de novo.
Tem uma parte do filme de 1997 que me chama a atenção: Em 14 de Abril, Ruth, Hockley e Rose fazem um passeio com Thomas Andrews e um grupo de passageiros. Primeiro eles visitam o ginásio e conhecem cada um de seus aparelhos (isso numa cena deletada), depois passam para a ponte de comando, no momento em que Bride entrega ao capitão um aviso de gelo, logo depois, é possível ouvir o Sr. Andrews dizer "continuem indo para a popa, nossa próxima parada será a casa de máquinas". No filme de 1996, há uma cena bem parecida em que um casal de 1ª classe vai a ponte e o capitão até autoriza que a mulher, Sra. Paradaime, segure o leme. Em SOS Titanic 1979, o Sr. e a Sra. Astor mal embarcam e Bruce Ismay os leva para conhecer o ginásio, a sala de fumantes e a escadaria da 1ª classe. Eu queria saber se os passageiros realmente faziam isso, visitar o navio na companhia do Sr. Andrews ou de qualquer outra passoa que conheça o navio.

Rodrigo disse...

Oi Ricardo, Feliz Páscoa

Bom, não me recordo de qualquer menção de que houve este tipo de "tour especial" para qualquer passageiro. Mas também não duvido que este tipo de passeio tenha acontecido de alguma forma.

Até onde eu me lembro, não havia qualquer espécie de tour oficial pelo navio, a não ser, é claro, o tour que foi oferecido aos repórteres da imprensa enquanto o Titanic esteve atracado em Southampton. Este passeio rápido da imprensa aconteceu em 10 de abril ainda pela manhã, antes do início do processo de embarque de passageiros. Neste tour os fotógrafos da imprensa foram levados a conhecer as áreas mais marcantes do Titanic na 1ª classe: piscina, Banho Turco, cabines de luxo da 1ª classe, Palm Court, Ginásio e Exercícios, Sala de Telégrafo... entre outras áreas mais, fotografadas e não fotografadas.

Além deste tour oficial, outro tour foi permitido em 11 de abril aos fotógrafos enquanto o Titanic esteve atracado em Queenstown, que também perambularam rapidamente fotografando o navio. Aparentemente neste caso eles não foram guiados, estiveram livres fotografando os conveses externos. Quase todas as fotos da imprensa tiradas em 11 de abril foram nos conveses de passeio da 1ª e da 2ª classe.

Outro espécie de tour também foi permitida aos passageiros da 2ª classe ainda em Southampton (em 10 de abril, logo após o embarque) que puderam rapidamente conhecer as áreas da 1ª classe à título de "propaganda". Isto era promovido pela White Star como forma de atrair os olhares dos passageiros da 2ª classe para a possibilidade de maior conforto na 1ª classe. Deste modo poderiam converter-se em passageiros da 1ª classe caso desejassem em futuras viagens. E é exatamente devido a este "tour permitido" que Lawrence Beesley, passageiro da 2ª classe, foi fotografado sorrindo ao pedalar uma das bicicletas ergométricas no Ginásio da 1ª classe junto de uma colega.

Bem, isto que eu citei é o que eu me recordo. E acredito muito que certamente houve algum tipo de "passeio extra oficial" durante a travessia. O Titanic era um navio novo, cheio de possibilidades e olhares curiosos, e certamente os passageiros estavam pra lá de ansiosos para conhecer áreas públicas e não públicas do navio de maneira mais próxima.

Se isto aconteceu... não sei. E se aconteceu, tenho certeza de que deve haver alguma citação do fato por aí (nos livros ou online); só não me recordo de ter lido sobre este aspecto.

Até mais.

Lucas Canto Pires disse...

Olá vi em um outro blog de que o naufrágio seria uma farsa. De que trocaram as identificações dos navios e o que afundou na verdade foi o Olympic. Eu acho improvável isso, mas segue o link para análise da informação. Aguardo um retorno

http://titanichistoria1912.blogspot.com.br/2012/07/teorias-dizem-que-olympic-afundou-no.html

Rodrigo disse...

Oi Lucas,

não é necessário sequer analisar.

Em absolutamente todas estas teorias ridículas (é mais que uma apenas) que alegam que houve uma fraude, uma troca entre Olympic e Titanic, não há sequer uma palavra que seja coerente. Os estudiosos já derrubaram estas alegações de maneira retumbante, sem espaço para a menor dúvida de que o navio no fundo do Atlântico é o Titanic.

A Internet é aberta para todo e qualquer tipo de bobagem. E infelizmente este tipo de bobagem ainda segue enganando quem não tem informação. Ao invés de se direcionarem para fontes sérias quando vão pesquisar sobre o Titanic... muita gente ainda cai na besteira de se deixar levar por todo tipo de informação de baixa qualidade.

Eu não perco tempo com este tipo de bobagem há anos. O tempo que gasto com o Titanic está focado em aspectos sérios, e não em teorias formuladas por quem não tem o que fazer.

Se minha resposta não te convence (até porque eu não sou e não tenho a mais distante pretensão de ser especislista), sugiro que se você tiver a oportunidade, leia o livro "Olympic & Titanic: The Truth Behind the Conspiracy" ("Olympic & Titanic: A Verdade por Detrás da Conspiração"; não publicado em português). Para quem tem o mínimo de entendimento da história e conhece o básico do básico de inglês, vai começar a rir deste tipo de teoria já nas primeiras páginas deste livro. Os autores deste livro derrubam cada palavra deste tipo de mito, com dezenas de fotos e documentos que comprovam de maneira definitiva a real identidade do navio qua naufragou. E como todos estamos carecas de saber: Foi o Titanic, sem espaço para questionamento algum.

Link do livro que citei
http://www.amazon.com/Olympic-Titanic-Truth-Behind-Conspiracy/dp/0741419491"

Bem, é isso. A história do Titanic é nativamente fascinante. Não necessita de qualquer tipo de enfeites, delírios ou exageros para se tornar mais interessante. Quem pesquisa de perto, sabe o quanto tudo é naturalmente interessante.

Até mais. Abraço.

Lucas Canto Pires disse...

Foi o que pensei tbm Rodrigo. Muito obrigado pelo esclarecimento. O blog e perfeito passo horas e horas lendo. O Titanic simplesmente me fascina

Gerson Burglass disse...

Olá !!!
Sempre acreditei serem do Titanic muitas imagens que, na realidade, são do Olympic.
Obrigado pelos esclarecimentos.
Parabéns, excelente trabalho. !!!

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi Gerson,

obrigado, saber que o leitor sai com novas em informações é um prazer. Queria eu poder trazer sempre conteúdo novo e exclusivo, mas não há como... então faço aquilo que está dentro do meu curto alcance.

Receber o apoio do leitor é o combustível que leva o blog adiante.

Abraço, seja bem vindo.

lucas palma alves disse...

Rodrigo no filme TITANIC de 1997 o Jack é preso em uma sala,você sabe se essa sala existia no Titanic verdadeiro?? A propósito,ótima matéria!

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi Lucas

Sim, a sala existia de fato, mas Cameron baseou o visual e arquitetura de sua recriação cenográfica livremente, já que não se conhece qualquer foto deste local no Titanic, tampouco no Olympic. Aquele era o escritório do comissário responsável pela segurança dos passageiros. A sala na vida real não possuía uma portinhola circular que dava para o exterior do navio, visto que ela era uma sala de uma área mais ao centro do Titanic.

Na realidade esta sala estava localizada no fim do corredor do Convés E no lado de estibordo na área frontal do navio, quase na linha central. Este corredor que eu citei é o corredor "gêmeo concorrente" da Scotland Road, que percorria o mesmo sentido no lado de bombordo.

Até.

lucas palma alves disse...

Oi Rodrigo,obrigado por esclarecer a minha dúvida,mas eu tenho mais uma: Que cabine é esta?? http://3dhistory.de/wordpress/wp-content/gallery/titanic/color/b-51.jpg E me desculpe por estar te enchendo de perguntas,mas é que eu sempre gost de descobrir coisas novas sobre o Titanic. Aguardo resposta e até mais.

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Sem problemas...

Esta é a sala de estar "B-51" (1ª classe), situada no convés B, no lado de estibordo, o mesmo lado da colisão com o iceberg. Esta sala estava situada exatamente aos pés da escadaria no convés B, e era decorada no estilo Adam. Atrás da janela com cortina que você vê na foto estava o convés de passeio particular, exatamente igual ao que foi ocupado pelos personagens ficcionais Rose e Call do filme "Titanic" (1997).

Esta sala de estar fazia parte das famosas "Suítes Milionárias". Do lado de bombordo estavam as suítes milionárias B-52 B-54 e B-56... No lado de estibordo estavam as suítes milionárias B-51 B-53 e B-55, da qual esta sala de estar fazia parte.

Uma curiosidade fantástica sobre esta cabine é que os escombros deste centro de mármore e bronze da lareira é mostrado em um das cenas rápidas da exploração do Titanic no começo do filme de 1997 (apenas o centro de mármore e bronze, mostrado pelos "olhos" do robô teleguiado). James Cameron teve o capricho de mostrar este detalhe em real em close e reconstruir o seu cenário "apodrecido" da cabine onde Rose foi desenhada a partir deste detalhe real dos escombros... Ou seja: Ele gravou esta lareira real nos escombros do Titanic e fez o centro de sua lareira cenográfica apodrecida se combinar com este visual.

Assim então, quando você ver a cena abaixo no filme, lembre-se que esta lareira nesta cena que dura não mais que 4 segundos na tela, é a lareira da foto que você me enviou... O resto da cena é cenário recriado é claro... mas a tomada rápida é dos reais escombros da suíte de sua foto.
http://4.bp.blogspot.com/-Fl0WZkYrWhE/VkUwEETd2hI/AAAAAAAAJpY/zpppMgteYCY/s1600/Titanic%2B%25281997%2529%2B1080p%2B-%2B210GJI.mp4_000403653.jpg

Até.

lucas palma alves disse...

Oi Rodrigo.Só uma curiosidade,não foi o padre Frank Browne que ocupou a cabine A36?

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi Lucas,

Browne hospedou-se na cabine A-37 (estibordo), e Andrews, o projetista, na A-36 (bombordo).

Aqui está a biografia de Andrews Na Encyclopedia Titanica, na lista do lado direito você checar as informações básicas, incluindo a cabine que que ele ocupou.
http://www.encyclopedia-titanica.org/titanic-victim/thomas-andrews.html

Aqui a biografia de Browne, e na lista está sua cabine, A-37.
http://www.encyclopedia-titanica.org/titanic-biography/francis-browne.html

Uma coisa curiosa é que Browne, quando embarcou em Southampton, teve bastante dificuldade de encontrar sua cabine porque estava com um panfleto publicitário com a planta básica do Titanic em mãos, mas o tal panfleto com a planta foi originalmente feito para o Olympic (e apenas adaptado sem o devido cuidado para o Titanic, e como as cabines do Olympic não correspondiam exatamente as do Titanic, ele precisou de ajuda. As cabines A-36 e A-37 eram novidades no Titanic, por isso no panfleto de Browne elas não estavam devidamente identificadas/demarcadas.

Ele estaria com um panfleto igual ou similar a este em mãos.
http://www.rmg.co.uk/sites/default/files/styles/slider/public/907_10_UIG-IP000040.jpg?itok=P3aBv6uG

De qualquer modo agradeço a pergunta, é graças a estes alertas que ando corrigindo coisas que me escapam nas matérias.

Até mais.

lucas palma alves disse...

Ah sim,obrigado até.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

Desculpe perguntar maos estas cores nas cabines b51 são reais mesmo pq vi fotos de cabines inteiras da 1 classe que era branca com decoraçao verde i mi em s tem ases mo mi

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Oi Marcus,

não compreendi sua pergunta, preciso que seja mais claro

Até

marcus eduardo barbosa da silva disse...

Quais eram as cores verdadeiras da suite/camarote b51 pq eu vi fotos que a suite b51 estava toda branca e estou construindo uma m abaixo maquete desta suite entao preciso das cores verdadeiras poderia me dizer quais erao e pq as fotos eram todas brancas e verde

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi Marcus,

Não se sabe ao certo quais eram as cores da maioria das cabines do Titanic, mas a cabine B51, que era uma sala de estar, poderia ter estas cores como a da colorização abaixo. A cabine na foto colorizada é realmente autêntica do Titanic.

http://3dhistory.de/wordpress/wp-content/gallery/titanic/color/b-51_colorized.jpg

Esta colorização acima foi feita tomando como base no panfleto publicitário da época abaixo, que traz uma ilustração colorida de uma cabine de igual padrão no Olympic.

http://i21.servimg.com/u/f21/17/37/43/45/69831810.jpg

Como as cores da ilustração de época do panfleto do Olympic pode estar mais perto da realidade, procure dar preferência a ela.

Até mais.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

ata agora outra pergunta as cores vinho ou vermelho sei la e marrom da madeira estava presente em todos os quartos e sala de estar das suites milionarias , e mais uma a cabine de rose personagem fictiçia e totalmente igual a uma cabine do verdadeiro titani ou nao pq quero construi uma maquete completa das suites milionarias e quero saber das cores,mapas,quantidade de quartos,decoraçao camas etc poderia me ajudar comestas coisas

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Sua questão está confusa amigo, eu só consigo responder aquilo que entendo.

Mas vamos lá...

As cabines que formam o conjunto que Rose ocupou realmente existiram com visuais bem similares no verdadeiro navio, porém todas elas estavam em locais e andares diferentes do navio, não eram parte das suítes milionárias. Cameron apenas "vestiu" as cabines B51 B54 e B56 com o visual das mais belas cabines do navio. Na vida real as cabines de Rose tinham estilos diferentes dos utilizados no cenário do filme.

A única cabine do conjunto que Rose ocupou que é praticamente idêntica ao visual real no verdadeiro Titanic é o convés de passeio particular, e ainda assim Cameron fez sua versão mais larga que na vida real e errou em vários detalhes. Apesar de que sua versão é muito bonita.

A sala de estar B52 - que é onde Rose é desenhada por Jack - na realidade foi baseada na sala de estar "C55", localizada uma andar abaixo, e que foi ocupada pelo casal Strauss. A sala de estar C55 era bastante similar ao visual utilizado no filme, mas era muito menor, tinha metade da dimensão da versão da cabine onde Rose é desenhada.

Este era o visual da sala de estar real C55 do Titanic, porém não há fotos verídicas do Titanic deste ambiente, e a foto abaixo é proveniente do Olympic.
https://lh3.googleusercontent.com/-RBCxiCtqQ6g/UXrS30JwBxI/AAAAAAAACIE/9dT-0Qildrg/w944-h665/Sitting+Room+C55.jpg

E este é o visual correto da sala de estar B52 do Titanic, se Cameron tivesse construído o cenário de maneira correta, ele teria ficado idêntico ou muito similar a esta foto. Lembrando novamente que esta foto também é do Olympic, visto que não existe foto desta sala de estar do Titanic.
http://marconigraph.com/titanic/cameron/km29.jpg

Quanto às cores das várias madeiras utilizadas eu não sei responder, afinal nem mesmo quem pesquisa a fundo sabe destes dados de modo tão concreto e tão completo. Sei apenas te dizer que as tonalidades de madeira pura iam desde o mais claro até tons bem mais escuros de madeira polida. Enquanto outras cabines eram brancas com ornamentação dourada e aplicação de papel de parede de cores variadas. Nada que uma pesquisa mais aprofundada de imagens não possa revelar com mais detalhes.

Aqui está a planta baixa do Titanic, navegue por ela que você vai conseguir captar muito destas informações básicas.

http://www.encyclopedia-titanica.org/titanic-deckplans/b-deck.html

E aqui está o site Titanic in Color, ele é o que há de melhor sobre as cores, já que o autor fez colorizações de algumas poucas cabines. É preciso cadastro. Depois do cadastro vá até a guia "Smoking Room" e depois vá para a guia "Titanic", então você poderá escolher se quer ver fotos interiores ou exteriores do navio.

www.titanic-in-color.com

Não há como ajudar em tudo porque eu não sei sequer 0,1% de tudo o que cerca o Titanic,e mantenho o blog como amador, respondendo apenas aquilo que está dentro de meu alcance bem limitado. Ainda assim é um desafio.

Enfim, o Titanic não é uma ciência exata, muito do que se sabe é interpretativo apenas. Boa sorte em seu trabalho.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

obrigado por ajudar,nao entendi a planta mais tudo bem agora poderia me dizer quais eram as suites milionarias e o que tinha nelas alem do promenade particular desculpe se estou enchendo seu saco com estas perguntas kkkk e que quero construir a maquete identica a do original titanic

marcus eduardo barbosa da silva disse...

responde por favor

conta reserva disse...

Localize na planta que eu indiquei o "B DECK"

Encontre as cabines B51 B53 e B55

Encontre as cabines B52 B54 e B56 no lado oposto do navio

Estas seis cabines que citei são as chamadas suítes milionárias, elas eram formadas por dois quartos, 1 sala de estar, 1 banheiro com sanitário, 1 sala de banho, 2 closets e o convés de passeio particular.

Até.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

obrigado vc me ajudou muito agora na vida real qual seria a cabine de rose

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Rose é um personagem ficcional, então não cabe dizer "na vida real".

Dentro da ficção, Cameron alocou Rose no quarto/cabine B56. No filme o quarto de Rose tem o estilo "Old Dutch" (Holandês Antigo), que é uma cópia bem próxima desta cabine do Titanic.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Titanic's_B_59_stateroom.jpg

A cabine B56 na vida real foi decorada com o estilo "A", como nomeado pela construtora Harland and Wolff. Era um estilo bem simplificado, também chamado de estilo francês. Se Cameron tivesse construído o cenário com o visual histórico correto, o quarto de Rose teria ficado igual ou bem similar a esta foto do Olympic.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

eu sei que rose e ficticia criado por james camerom estou falando da cabine que ela ficou no filme obrigado por responder

marcus eduardo barbosa da silva disse...

o que tinha nas suites de luxuosas e das suites normais da 1 classe

marcus eduardo barbosa da silva disse...

e poderia me dizer na onde ficava as janelas na sala de estar b 51

marcus eduardo barbosa da silva disse...

porfavor responda e a ultima vez que eu pergunto

marcus eduardo barbosa da silva disse...

rodrigo a grande escadaria era verde ou nao

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Marcus,

as escadarias do Olympic e do Titanic eram de madeira polida natural, assim como todas as recriações de todos os tipos mostram (ilustrações, pinturas, recriações gráficas e cenográficas).

Depois do naufrágio do Titanic o Olympic teve seus interiores remodelados várias vezes, e na reforma que ocorreu entre 1932/33 a escadaria foi pintada de verde com toques de dourado, numa tentativa de adequar o visual do navio aos novos costumes decorativos dos novos navios que seguiam o estilo Art déco.

;)

marcus eduardo barbosa da silva disse...

ah muito obrigado

marcus eduardo barbosa da silva disse...

rodrigo vc tem o link do livro que a white star line entregou aos construtores da h.e.w halrlaf and wolf eu acho que e assim que se escreve,o livro fala tudo sobre as cabines etc ou de qualquer outro livro que fale sobre os detalhes e do luxo dentro do navio

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi,

bom, o único livro da época que falava bastante dos interiores do navio é o "The Shipbuilder", que era uma revista especializada em construção, que teve um número integralmente dedicado ao Olympic e ao Titanic. Era uma revista, mas foi publicada em forma de livro. Até bem recentemente havia um site que vendia reproduções deste livro, mas aparentemente não está mais online.

Dos livros atuais, o único que é integralmente dedicado aos aspectos interiores do Titanic é o livro "Titanic the Ship Magnificent Vol II Interior Design & Fitting Out". O livro não foi publicado no Brasil, não foi traduzido, e está disponível apenas por importação.

Aí está ele
http://d.gr-assets.com/books/1328820216l/2976540.jpg

marcus eduardo barbosa da silva disse...

RODRIGO O TITANIC ERA MESMO O NAVIO MAIS LUXUOSO DE SUA EPOCA PQ VARIOS NAVIOS TIAM RESTAURANTES DE 2 ANDARES E O TITANIC NAO TINHA ETC E PRA VC QUAIS SAO OS LUGARES QUE VC MAIS ACHA LUXUOSO E QUAL A SUA CABINE PREFERIDA

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Oi,

Sim, o Titanic era de fato o navio mais luxuoso daquela época, não é invenção nem exagero. Os dois únicos navios que chegavam próximo do padrão de luxo e conforto que existia no Titanic eram o Lusitania e o Mauretania. A grande vantagem do Titanic era seu tamanho adicional em relação ao Lusitania e ao Mauretania e à todos os demais navios daquela época, e isso permitia aos passageiros do Titanic mais espaço para desfrutar das áreas internas e internas do navio. Coisa que na concorrência era sempre prejudicado porque além de serem sempre menores em relação ao Titanic, estes navios tinham seus espaços externos crivados de aparelhagens desajeitadas e muito numerosas, além de que seus conveses de passeio eram bastante descontínuos, o que os tornavam menos agradáveis visualmente e também na utilização prática. Muito do luxo do Titanic vinha também de detalhes menores, coisas mais sutis, mas que realmente o tornavam mais agradável na utilização de espaços.

Quando você olha para uma foto dos conveses externos do Lusitania e do Mauretania fica fácil começar a entender o que significa essa melhor ocupação dos espaços externos no Titanic.

Ainda que as fotos do salão de jantar da 1ª classe do Lusitania impressionem pela imponência, basta lembrar que mesmo com dois andares ele era menor que o salão do Titanic, apesar de que por ilusão aparente ser maior. No conjunto geral o Titanic ultrapassava, e a imponência isolada disso ou daquilo em outros navios não ameaçava o conforto e luxo do Titanic como um todo. O que define o padrão de luxo e conforto não é o visual e benefício de aspectos isolados, mas sim o conjunto de todos estes benefícios e o bom gosto da composição geral.

Basta saber que mesmo que construídos sobre as mesmas plantas de maneira geral, Olympic e Titanic não tinham rigorosamente os mesmo padrão de conforto, pois no Titanic as pequenas e médias melhorias o fizeram ligeiramente mais confortável em certos aspectos.

Sobre as cabines... Bom, eu fui vítima de James Cameron neste ponto, para mim as cabines que ele usou para "vestir" o conjunto das cabines de Rose são de fato as mais bonitas do navio, ou seja, as cabines do estilo "Regência" (Regency), "Holandês Antigo" (Old Dutch) e "Luis XVI" (Louis XVI) são as mais belas no verdadeiro Titanic e Cameron fez reproduções quase tão bonitas quanto as cabines reais nas quais ele se baseou.

Bom, boa parte disso é apenas palpite pessoal, minha opinião apenas.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

rodrigo pq ate hoje nao ouve nenhuma visita de submarinos ao private promenade e outra pergunta as suites milionarias nao eram muito decoradas,qual era a cabine mais decorada do navio,

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Sim, já houve, numa expedição de James Cameron para o documentário "Last Mysteries of the Titanic" de 2005, ou pode ser para o documentário "Ghosts of the Abyss" de 2003, não me recordo em qual deles. O convés de passeio está coberto de material decomposto, mas Cameron conseguiu enxergar no meio da confusão de detritos uma travessa de madeira decorativa que caiu das paredes... No demais as paredes e janelas externas estão todas em seus lugares, nada desabou.

A cabine com decoração mais pesada no verdadeiro Titanic era a sala de estar "C 55", ocupada pelo casal Strauss, e que já comentamos várias vezes e está listada nesta matéria. Nenhuma outra cabine ultrapassava o exagero da decoração aplicada nela.

Aí estão duas fotos da sala de estar "C 57" no Olympic que, ao que se sabe, era idêntica - em decoração e dimensão - à "C 55" do Titanic. Apesar de muito decorada, era pequena, bem menor do que a reprodução de Cameron para o filme.

http://3dhistory.de/wordpress/wp-content/gallery/titanic/color/titanic_regency-salon-first-class-bw.jpg

https://dianaoverbey.files.wordpress.com/2012/04/regency-style-parlor-suite-sitting-room.jpg

marcus eduardo barbosa da silva disse...

no filme do camerom so mente as cabines que rose ocupou estao errados ou os outros cenarios e suas localisaçoes tb

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Muitas outros aspectos de localização e estilo decorativo estão errados, e apesar dos erros que são muitos, tudo está mais ou menos baseado em aspectos relativamente corretos. Para o exterior do navio também há erros, e neste caso muitos erros. Alguns grosseiros, outros mais discretos, mas não vou falar sobre eles.

Alguns exemplos

1. A cabine de Molly Brown está com o estilo decorativo errado e no lugar errado. Molly Brown não se hospedou numa cabine de luxo, mas sim numa cabine super simples no convés E.

2. A sala do mestre de armas onde Jack foi preso está no local errado, na vida real ela estava localizada na linha central do Titanic e sequer possuía portinholas, janelas.

3. O quarto onde Ida e Isidor Strauss aparece no fim do filme (o casal de velhinhos abraçados na cama enquanto a água invade o quarto) não segue padrão decorativo correto que deveria ter. O quarto deles na vida real era mesmo de luxo, mas não com o estilo mostrado no filme.

4. O piano que aparece sendo tocado na festa no Salão Geral da 3ª classe é um erro, pois não existia um piano neste salão. O único piano da 3ª classe estava instalado um andar acima na popa, não na proa.

5. A cabine em que Thomas Andrews é visto analisando os projetos do Titanic está com estilo decorativo luxuoso, completamente imcompatível com o estilo simples padronizado da cabine real que ele ocupou no convés A, junto da Grande escadaria traseira.

6. Jack e Rose Jamais poderiam ter passado da sala da caldeira diretamente para o porão de carga, pois estes dois compartimentos na vida real ficavam em andares separados, e consequentemente não possuíam portas entre si.

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

7. O Palm Court, onde Rose é vista almoçando, na vida real possuía heras trepadeiras artificiais instaladas nas paredes como decoração... no cenário não há qualquer hera trepadeira, pois Cameron decidiu não utilizar as tais plantas [não me pergunte porque... acredito que ele achou que o cenário ficaria sobrecarregado demais com tantas folhagens]

8. O piano de cauda onde os músicos aparecem tocando no Lounge da 1ª classe, já nas cenas do início da evacuação do navio, enquanto Thomas Andrews vai até o Lounge, jamais poderia estar ali porque o Lounge não possuía piano nenhum na vida real.

9. O salão que é mostrado sendo destruído numa cena que dura apenas 3 ou 4 segundos - quando o navio se quebra ao meio - não existiu no Titanic real. Esta cena foi gravada com uma maquete de um salão sendo realmente destruída com o teto desabando. No entanto esta maquete é uma mistura da decoração Sala de Fumantes e do Lounge da 1ª classe (as janelas e colunas são iguais às do Lounge, mas os lustres e os móveis são exatamente iguais aos da Sala de Fumantes)... Por isso é uma sala ficcional, nunca existiu de verdade.
Esta cena
https://i.ytimg.com/vi/I3DLUbnPN-g/maxresdefault.jpg

10. A decoração dos corredores da 1ª classe está completamente errada. Os cenários dos corredores foram baseados nos corredores da 1ª classe do navio RMS Mauretania, porque não se conhece qualquer foto foto dos corredores do Olympic e do Titanic. Além da decoração que está errada, a largura dos corredores está errada, pois os corredores do cenário são bem mais largos que foram no verdadeiro navio.

11. O padrão de desenho do carpete que cobre a Recepção da 1ª classe no convés D está errado, o padrão utilizado no Titanic era tão bonito quanto, mas com desenho completamente diferente.

12. O salão de jantar da 1ª classe no verdadeiro Titanic não possuía qualquer carpete, era recoberto apenas por linóleo com um padrão de desenho geométrico em azul, ocre e vermelho. No filme o salão é completamente coberto com um carpete.

13. Exatamente de frente para a escadaria no convés D, de frente na parede de frente para o candelabro de bronze, havia uma tapeçaria chamada "La Chasse du Duc de Guise" no verdadeiro Titanic. No filme a tapeçaria é outra, com uma cena medieval com pessoas e cavalos... completamente diferente do que foi no verdadeiro navio.

No cenário foi utilizada exatamente esta tapeçaria
https://www.thetapestryhouse.com/tapestries/view/61/departing-for-the-hunt

No navio real havia uma tapeçaria bem similar a esta
http://www.dsogaming.com/wp-content/uploads/2014/01/1262515_650925454920391_420668185_o.jpg

E assim por diante, não inúmeras falhas. Algumas evidentes até para quem não entende qualquer coisa do Titanic, outras que só podem ser entendidos por quem estuda a história mais de perto. E é justamente por estas falhas que muita gente acaba descobrindo coisas bem interessantes, não falhas muito legais, cheias de histórias por detrás, cheias de arte e de coisas interessante para aprender com elas.

marcus eduardo barbosa da silva disse...

por causa disto voçe e capaz de odiar o filme de cameron ou nao

Rodrigo, Titanc em Foco disse...

Exatamente ao contrário...

os erros me fazem achar o trabalho de arte aplicado no filme ainda mais interessantes. Quando eu me apaixonei pelo filme minha atenção não estava voltada para os personagens, nunca foi. Minha atenção ao Titanic, tanto história real quanto o legado todo até o filme de Cameron, está totalmente concentrada na arte que isto tudo carrega. Muito antes de ter qualquer interesse pelo Titanic ou sequer saber sobre sua existência, eu sempre fui um curioso admirador de arte.

Por isso, sejam quais forem os erros, eles existem porque arte nunca é perfeita. E é justamente por estes erros no filme que hoje eu sei muita coisa sobre o assunto, especialmente a parte visual, e me tornei alguém ainda mais exigente e curioso quando se trata de arte, seja qual for a arte.

O Titanic e seu legado se tornaram para mim objeto de inspiração, porque seja qual for o tempo que eu viver, eu sempre vou ser um entusiasta de arte. E se você analisar o blog por alguns minutos, vai perceber que o assunto está sempre voltado para a arte, ilustrações, edições de imagem, fotografia e demais coisas relacionadas, e isto tudo é reflexo do centro de minha atenção. Eu não sou um fã de Titanic, não tenho interesse técnico pelo navio e não tenho intenção alguma de me tornar especialista ou pesquisador, ou escrever livros e nem nada deste tipo.

Para mim a questão toda, de uma ponta à outra é uma só: inspiração de arte.

E assim então, dificilmente eu vou deixar de gostar do assunto, porque ao invés de ir em direção ao fanatismo, eu transformei tudo em inspiração... e isso eu carrego para sempre, independente de eu continuar pesquisando e mantendo o blog ou não.

Até

Henrique disse...

Oi Rodrigo, o Titanic foi o maior navio a vapor de todos os tempos?

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Não foi...

Imperator, Vaterland e Bismark foram todos maiores que o Titanic, todos à vapor.

Além de que o Britannic também é considerado maior que o Titanic, porque era pouco mais largo e mais pesado, apesar de ter o mesmo comprimento.

Segue a lista dos maiores navios de passageiros da história
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_largest_passenger_ships

Henrique disse...

Obrigado, pensei ele era o maior.

guivand disse...

Olá, me chamo Guilherme Wanderley, sou de Natal RN, e sou estudante de arquitetura. Gostaria de parabenizar você pela inciativa e pelo acervo fantástico que nos é apresentado, primeiro porque não temos muita coisa publicada sobre a história do Titanic,sou um entusiasta é a principal fonte de informação por onde procuro informações é o "Titanic em Foco" e o melhor ainda na nossa língua bem explicado para qualquer um entender. Segundo que temos onde compartilhar esse fascínio que nutrimos pelo mesmo. E espero que quando o Titanic II estiver pronto embarcaremos nessa viagem que será inesquecível.

Wesley disse...

Oi, meu nome é Wesley. Caso vc saiba eu queria sabe para que serve aquela água que saia na lateral do navio? Como o dessa foto:https://photos.app.goo.gl/Szm0xtFCNlhF4z8H2

Wesley disse...

Oi, vc sabe qual era o tamanho da proa e da popa do Titanic ? Sempre tive essa curiosidade.

Rodrigo, Titanic em Foco disse...

Oi Wesley,


A popa media 33 m de comprimento e 13,5 m de altura da ponta extrema até a linha d'água, a proa media 39 m de comprimento e 14,5 m de altura da ponta extrema até a linha d'água. E a água que vc vê em várias fotos sendo lançada do casco é esgoto do navio, todo ele era despejado diretamente ao mar.

Espero ter ajudado amigo.

Wesley disse...

Oi,(pergunta sobre outro navio) por que nos navio da Cunard como Mauritânia e lusitania tinha uma parte de trás separada ? No Aquitânia tbm era da msm forma? Aquela parte era separada para terceira-Classe?..