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domingo, 2 de dezembro de 2012

A incrível aventura de dois argentinos que atuaram no filme "Titanic" (1997)

Acima - Luis Incisa e Juan Ignacio Brown, ambos trabalharam como figurantes em "Titanic".

 Seja bem vindo ao Titanic em Foco

Como teria sido a experiência de participar das gravações de um dos maiores sucessos do cinema?

Em abril de 2012, por ocasião do relançamento do filme "Titanic" convertido para o formato 3D nos cinemas mundiais, foram encontrados dois amigos argentinos que trabalharam em 1996 como figurantes neste filme vencedor de 11 Oscars. Siga a história destes dois "incógnitos" e sua aventura de vários meses nos bastidores deste épico do cinema dirigido pelo canadense James Cameron.

Acompanhe"Chegaram por acaso ao imponente cenário do filme multipremiado, se transformaram em figurantes e viveram cinco meses inesquecíveis." 

"Acorde. Você saiu no jornal", disse a irmã. Juan Ignacio Brown olhou para a foto e viu seu rosto perfeitamente distinguível em uma multidão desesperada. A imagem estava acompanhada de uma nota antecipando o lançamento do filme Titanic e ele, apenas um figurante no filme de James Cameron, tornou-se uma pessoa procurada por todas as mídias. "Mirtha Legrand até me convidou para o seu programa", ele conta surpreso, no entanto a aventura por detrás dessa história é ainda mais surpreendente.

Abaixo - Na foto de divulgação de "Titanic" se vê claramente Juan Ignacio Brown, vestido como marinheiro, sustentando a multidão. Naufrágio seguro: diferente do verdadeiro Titanic na madrugada de 15 de abril de 1912, a escuridão aqui não guardava o perigoso e gelado Oceano Atlântico-Norte e seus 3.800 metros de profundidade. Para além do breu noturno escondiam-se os morros da cidade de Baja California, os galpões do estúdio e uma piscina de concreto preenchida com água do mar, neste caso água do Oceano Pacífico.
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Entardecer na cidade de Rosarito, México. Um longo dia de surf ao sol na costa do Oceano Pacífico Central ainda lhes deixou um pouco de energia para passar por um bar antes de voltar para casa. Juan Ignacio e seu amigo de longa data, Luis Incisa, estavam vivendo na cidade de San Diego, onde chegaram aos 23 anos ansiosos para se deixarem levar pelo mundo afora.  

Eles queriam aprender inglês e fazer uma especialização em negócios internacionais, mas os planos mudaram radicalmente depois que compartilharam algumas cervejas com um grupo de mexicanos naquele bar. "Fomos informados de que eles estavam filmando o filme Titanic alí, e estavam testando um elenco de figurantes. Um tal Jesus insistiu para que nós nos juntássemos," contam com tantos detalhes que parece não ter passado 15 anos. 

Entusiasmados com a idéia de visitar um set de filmagem e, acima de tudo, depois de ouvir que o navio montado por James Cameron era "impressionante", vieram a encontrar alguns seguranças. "Nós somos atores", disse Luis, brincando. "Quem vem ver?", Perguntaram. "Vieram ver Jesus". Jesus Guerero?" Perguntou o segurança. "Sim", respondeu o argentino, "exatamente". "Incrivelmente, quem estava no comando do elenco de figurantes chamava-se Jesus, igual ao nosso amigo." Vinte e quatro horas mais tarde, Luis e Juan Ignacio estavam vestidos como marinheiros na gravação de uma das muitas tomadas que um dia se somariam e se tornaram o filme "Titanic". O que começou como uma brincadeira se transformou no trabalho de cinco meses de suas vidas. Eles deixaram o curso de inglês e adiaram o início das aulas na faculdade. Não importava, a experiência valia a pena.
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Acima, esquerda - A popa cenográfica do navio que hoje é um ícone. Este foi o cenário onde ocorreram algumas das primeiras gravações, fora da ordem cronológica da história: Antes que a popa fosse finalmente unida ao cenário principal ela foi ajustada sobre um eixo pivotante de inclinação, então os atores principais, figurantes e dublês, se uniram aqui para encenar a agonia final, quando o Titanic se inclina em noventa graus e mergulha no oceano. Acima, direita - Juan Ignacio no dia em que viu o Titanic cenográfico pela primeira vez. Sobre o topo de cada chaminé de 17 metros de altura (reduzidas em 10% em relação às verdadeiras chaminés do Titanic) se pode notar um grande holofote de iluminação auxiliar. A placa ao fundo alerta: Acesso não permitido para visitantes. A aparência de grande realismo do cenário esconde que, na verdade, tratava-se quase na totalidade apenas da carcaça exterior do navio. Acima - 11 de abril de 1912, Queenstown, Irlanda (entre 11:30 e 13:30), um grande grupo de passageiros da 3ª classe é fotografado ao sol, na popa do verdadeiro Titanic. Esta era a última escala da viagem. Aqui muitos deles veriam as terras do Velho Mundo (a Europa) pela última vez na vida, indo rumo ao Novo Mundo (a América) em busca de tempos melhores.

Ser um figurante

"Uma vez que você está lá, você entra em um grupo de figurantes. Convidam você começar a trabalhar em outros filmes e há alguns que passam a vida viajando. Buscando a oportunidade de saltar para a fama. Alguns buscam a fama escrevendo roteiros", diz Luis. Ele e seu amigo, ambos de San Pedro (Buenos Aires), tinham interesse no mundo da atuação. Lembram-se da experiência de terem atuado em "Titanic" com uma saudade enorme das amizades: "Nós encontramos grandes pessoas a quem nunca mais vimos. Naquela época não haviam celeulares ou o Facebook."
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Acima, esquerda - Luis posa para uma foto no Convés de Passeio da 1ª classe do navio cenográfico. Acima, direita - Os figurantes fotografados à extrema ré do Passeio da 1ª classe, atrás deles o mastro traseiro do navio e um dos exaustores de ar. Nesta mesma área foram gravadas as cenas em que os personagens "Jack e Rose" (Leonardo DiCaprio e Kate Winslet) admiram o pôr do sol e em seguida se dirigem para a amurada do navio na famosa cena do 'treino de cuspe'. Ao lado - Uma das raras fotos verídicas dos conveses do Titanic, neste caso tirada por um jornalista no Convés de Passeio da 1ª classe no dia 10 de abril de 1912 em Southampton, Inglaterra, dia em que o Titanic iniciou sua viagem inaugural. As primeiras três janelas que se vê na imagem pertenciam à Sala de Fumantes da 1ª classe. Ao fundo pode-se observar discretamente uma janela e a porta de saída deste convés, alí instaladas como medida de proteção contra o mal tempo. Esta foto denota o quão próxima da realidade era a réplica cenográfica criada por James Cameron, basta compará-la à primeira imagem acima. Curiosidade - A 4ª e a 5ª janela que se pode observar muito discretamente nesta foto pertenciam à cabine A36 da 1ª classe, exatamente a suíte ocupada pelo projetista do Titanic, Thomas Andrews, durante os 04 dias da viagem, que foi interrompida pela tragédia na madrugada de 15 de abril de 1912.

Assinaram um contrato de 160 dólares por dia de filmagem. "Às vezes, nós trabalhávamos até de manhã. Nos pagavam horas extras, o hotel e todos os alimentos", disse Juan Ignacio. Cada um recebeu um número: 1998 e 1999. "Nós fomos passageiros de terceira classe, fomos marinheiros, estivemos nos botes salva-vidas, nos afogamos e também afundamos. Estávamos por toda parte", diz Luis, se divertindo. "Cada dia era uma nova aventura, e não tínhamos idéia do que se tratava o roteiro". Eles dizem que quando viram o filme não deram muita atenção para a história, porque tentavam lembrar dos bastidores de cada cena e identificar seus amigos: "Na mais dramática, quando o navio está afundando, nós realmente nos divertimos. Nos maquiaram com um aspecto pálido como congelados e não tínhamos problemas em ficarmos submersos na água."


Acima, esquerda - Juan Ignacio em uma das salas no interior do cenário do navio. Na foto pode-se notar claramente o topo de um par de janelas com os famosos vitrais da sala de Fumantes da 1ª classe. O holofote direcionado para as janelas cumpre o própósito da ilusão de realismo, simulando a iluminação do interiores dos requintados salões do Titanic. Na realidade o cenário da Sala de Fumantes não foi construído a bordo do navio, mas em um estúdio seco fechado, e assim também aconteceu com a maioria dos cenários, todos construídos nos estúdios em terra, ao lado do navio. Acima, Direita - Juan Ignacio e Luis, vestidos como marinheiros, posam no lado de dentro do que seriam as janelas do 'Palm Court' do Titanic. Aqui novamente há apenas a ilusão de realismo, o cenário do Palm Court em sí também fora construído em estúdio exterior coberto. Ao lado - O verdadeiro 'Palm Court' - do RMS Olympic, nesta foto -, a sala era uma petiscaria da 1ª classe decorada à maneira de um gazebo de jardim, e oferecia uma bela vista para o Convés de Passeio e para o mar através de suas grandes janelas arcadas, as maiores em todo o navio.

Eles sabiam que aquele seria considerado o filme mais caro da história. No entanto, eles ainda ficam impressionados com a mega produção da qual que fizeram parte:.. "O buffet era incrível, podia pedir qualquer coisa. Além disso, dentro do cenário do navio, que era como um edifício com andares e elevadores, haviam quiosques onde pedíamos desde sopas até todo os tipos de guloseimas. À noite, o povo do Titanic lotava os bares da cidade de Rosarito, e todos compartilhavam a diversão, independentemente da hierarquia: Nós saíamos juntos, incluindo alguns atores principais, como Billy Zane, que se juntavam."

As lembranças se derramam de suas memórias. Já pasou muito tempo, mas eles não podem deixar de sorrir cada vez que que contam essa história. Um monte de fotos que tiraram sem permissão, os seus contratos assinados por Jesus Guerrero, queridos amigos que talvez voltem a ver novamente e o filme, são esses os tesouros que esses dois amigos compartilharão para sempre.

Dois argentinos no Titanic (em espanhol)



Os astros mais de perto

James Cameron 
"Mau. Se não fosse tão louco não seria tao gênio. Se via algum figurante no fundo de alguma cena em que não devia estar, ele mesmo o agarrava pelo colarinho da camisa e o retirava. Ele tinha a história do Titanic estudada à perfeição. Ele fez com que pintassem todas as máquinas de preto, para que nenhum relexo interferisse nas gravações. Quando ele soube que éramos argentinos nos agradeceu por estarmos alí."

Leonardo DiCaprio
"Não parececia um astro, ele parecia apenas mais um de nós. Fazia piadas o tempo todo e nos pedia cigarros."

Billy Zane
"Ele era muito legal. Muito engraçado, sempre brincando, nos fazendo rir."

Kate Winslet
"Ele se sentava e esperava como todos nós. Às vezes várias horas entre as cenas. Muito agradável e humilde."

Abaixo - Luis, vestido de marinheiro, posa ao lado de Kate Winslet por ocasião das filmagens do naufrágio. O madeiramento ao fundo demonstra a técnica de simulação adotada pela equipe de arte: a grande maioria das paredes do navio fora construída com madeirite, quando, no navio real, foram utilizadas chapas de aço.

Segredos do barco mais famoso do cinema

"O barco era uma estrutura enorme e parecia real por fora, mas por dentro haviam apenas salas comuns com elevadores. Algumas salas faziam parte do filme (como a sala de mapas e a ponte de comando, por exemplo), mas o resto era apenas como um edifício cheio de andaimes por dentro. Ele foi construído em um tanque que ganhou no Guinness Book como a maior piscina do mundo, e era localizado em morro paralelo ao mar, de modo que realmente se via o mar como plano de fundo, no entanto quase todas as cenas do mar foram refeitas ou retocadas por computador. "

"Eles construíram o estúdio lá na cidade de Rosarito devido a um acordo com a Televisa, o que significava que uma grande percentagem da equipe tinha de ser mexicana. A Televisa conseguiu um terreno enorme para realizar as gravações."

"Haviam várias piscinas. O barco estava na maior, mas, por exemplo, a cúpula de vidro que é vista na Escadaria da primeira classe, estava em um tanque separado e coberto. Para a cena do afundamento, Cameron a inundou com água do mar e destruiu a cúpula. Eles usaram dublês nesta cena ".

"A personalidade áspera de James Cameron trouxe alguns problemas com um grupo de figurantes tchecos. Eles tinham sido contratados porque eram especialistas em cenas subaquáticas, e deviam auxiliar à todos que simulavam afogamento. Eram essenciais para a filmagem. Mas um dia um deles se demitiu devido abuso de Cameron e todos fizeam o mesmo. O diretor teve que pedir desculpas para que eles voltassem."

"O afundamento do cenário foi muito impressionante. O barco estava na posição normal e era noite. Primeiro tudo foi inclinado à 12 graus, em seguida o afundaram no tanque cheio de água em que eu estava e tive de nadar para fora."

Abaixo - O Titanic cenográfico fora reconstruído sobre andaimes de aço (do meio até a popa) e uma plataforma com elevação hidráulica (do meio até a proa) para que fosse fisicamente afundado em frente às câmeras. O cenário media 236 metros de uma ponta à outra, apenas 33 metros mais curto que o verdadeiro Titanic, e foi construído sobre um gigantesco tanque com três níveis de profundidade e com capacidade de acomodar 64 milhões de litros de água (equivalente à 25 piscinas olímpicas), que foi bombeada diretamente do Oceano Pacífico. 

Enquanto que o navio histórico real fora feito de aço e consumira exatos três anos para ser concluído na cidade de Belfast (Irlanda do Norte), o grande cenário foi construído num período de 100 dias na cidade de Baja California (México), utilizando aço (estruturas), compensado de madeira (casco e paredes), imitações de milhares rebites feitos com material plástico, botes salva-vidas e a grande maioria dos aparatos de convés reconstruídos com fibra de vidro. Um capricho histórico: os guindastes de suspensão dos botes salva-vidas do cenário realmente eram funcionais, foram reconstruídos pela empresa 'Welin Davit and Engineering Co.', a mesma que fornecera os guindastes para os botes do Titanic em 1912.

Acima -  Com 236 metros de uma ponta à outra, a gigantesca reprodução do Titanic foi erigida junto à costa do Oceano Pacífico, suportada por um grande e complexo conjunto de andaimes de aço, parcialmente conectado à um potente sistema de elevação hidráulica. Apesar do caprichado trabalho de reconstituição, o navio não teve sua fachada plenamente reconstruída de ambos os lados: a lateral de bombordo (esquerda do navio) não possuía o enorme paredão negro que simula o casco; a qual não foi construída como meio de contenção de gastos. As cenas ambientadas no lado esquerdo do navio foram então gravadas no lado direito do cenário, e então invertidas (espelhadas) na pós produção, e isto supriu a ausência de parte do cenário.

Ao lado - Com apenas o lado de estibordo plenamente reconstruído (o mesmo lado da colisão com o iceberg), os aspectos faltantes do navio foram então preenchidos na pós produção com os efeitos de computação gráfica e, em parte das cenas, o navio inteiro fora substituído com a utilização de maquetes populadas com pessoas digitais, criadas por efeitos de animação.

O cenário de "Titanic" - lapso de tempo da construção

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Um passeio pelos cenários de "Titanic"
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O vídeo abaixo, que é um passeio pelos cenários, foi gravado por Anders Falk, diretor de fotografia do filme, que aproveitou os momentos em que os estúdios estavam vazios nas pausas entre as gravações. Este vídeo, e o vídeo acima, estão nos extras do box do DVD de colecionador de "Titanic", lançado em 2005.
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Crédito

Fonte - lanacion.com, com texto de Silvina Ajmat e fotografias cedidas por Luis Incisa
Pesquisa, tradução, adaptação, complementação e reedição de texto e imagens - Rodrigo, Titanic em Foco

10 comentários:

Diego Tadeu disse...

Olá, gostaria de saber se houve acidentes durante a construção do Titanic(o navio real)é que estou assistindo um documentário sobre a construção do navio daí me veio essa duvida, se houve acidentes durante a sua construção, dede já agradeço.

Rodrigo disse...

Olá Diego. Sim, eu sei que houveram acidentes durante a construção, vários deles. Creio que isto era considerado normal na época, não haviam leis severas sobre a regulamentação de trabalho nos estaleiros. Ao olhar para qualquer foto dos operários na construção do Olympic, do Titanic ou do Britannic, fica claro que eles não utilizavam nada de aparelhos de segurança: nem roupas especiais, nem capacetes, nem cintos, absolutamente nada. Quanto a quantidade extata de acidentes eu não sei informar, mas levantei os dados seguintes. Este texto está entre a secção de curiosidades aqui do blog, que você encontra ao final da página.

"VOCÊ SABIA QUE POR CONTA DO LANÇAMENTO DO CASCO DO TITANIC (31 DE MAIO DE 1911) UM TRABALHADOR MORREU POR TER SIDO ATINGIDO POR UMA DAS ESCORAS DE MADEIRA QUE APOIAVAM O NAVIO? JAMES DOBBINS (43 ANOS) TEVE A PERNA ESQUERDA ESMAGADA, CHEGOU A SER SOCORRIDO E TRANSFERIDO PARA O "BELFAST ROYAL VICTORIA HOSPITAL", MAS FALESCEU NO DIA SEGUINTE DEVIDO À GRAVIDADE DOS FERIMENTOS. SEGUNDO O ESCRITOR STEPHEN CAMERON HOUVE UM TOTAL DE OITO ACIDENTES FATAIS (MORTES) DURANTE A CONSTRUÇÃO DO TITANIC."

Se estes são dados fiéis à realidade eu não sei, mas já serve para ilustrar como era perigoso o trabalho naquela época.

Joao Pedro disse...

Olá Senhor Rodrigo quero dirigir ao Senhor simples pergunta quanto custará a passagem do maravilhoso Titanic e o Senhor sabe se terá o mesmo ponto de saída de antes agradeço pela resposta desde já !!! --------------------------------------Obrigado!

Rodrigo disse...

Oi João, obrigado pelo "senhor", mas não é preciso formalidade.

Eu não sei se há qualquer tabela de preços divulgada; e considerando que a obra sequer passou do estágio "caneta e papel", jantares de gala e anúncios em cima de anúncios, não venho acompanhando o andar das coisas. Caso realmente a construção se inicie, certamente a tabela será divulgada ao mesmo tempo.

Até.

Rebeca Moura disse...

Olá Rodrigo, é bom saber que existe um blog sobre o Titanic, sinceramente, nada me tocou tanto como esse filme, é uma paixão incodicional, parabéns, amei o blog!

Rodrigo disse...

Oi Rebeca, agradeço a atenção ao blog. A história do Titanic e seu legado são impressionantes por si só, e o blog existe justamente para divulgar um pouco mais sobre o assunto, e o filme de 1997 sempre entra como referência, pois é conhecido por todos. "Juntar e colar" os aspectos históricos com os do cinema não é exatamente uma tarefa muito fácil, mas aprendo sempre.

Até mais.

Marilene Comçeicao disse...

OLÁ RODRIGO,nas rotas do olympc ele ja veio ao brasil? queria saber

Rodrigo disse...

Oi Marilene

O Olympic nunca esteve no Brasil. No final da carreira ao que parece ele fez algumas poucas viagens curtas de turismo, mas apenas na Europa mesmo. Ele passou todos os 24 anos da carreira operando apenas entre EUA, Canadá, Europa. Levantei recentemente que durante a carreira o Olympic navegou milhas suficientes para dar - pasme - 70 voltas no planeta Terra.

Incrível é pouco...

Até mais.

Anônimo disse...

Ola, bom dia em primeiro lugar gostaria de parabenizar pela materia ,uma duvida me veio a mente qual navio seria maior o Titanic ou o Bismark da Alemanha nazi.

Rodrigo disse...

Oi, bom dia, obrigado.

O Titanic era maior, mas não em tudo:

O Bismark media 251 m de comprimento, 36 metros de largura máxima e pesava 41.700 t. (41 milhões de 700 mil Kg). Estes são dados fornecidos pela WIKIPEDIA.

O Titanic media 269 m de comprimento, 28 m de largura máxima e pesava 46.328 t. (46 milhões, 328 mil Kg).

Portanto, se os dados do Bismark estão todos corretos, o Titanic perdia apenas na largura: 28 m do Titanic contra 36 m do Bismark.

Diferentes em tamanho, nacionalidade, tipo, época e tragédias... Mas ambos são igualmente históricos. James Cameron gravou um documentário chamado "Expedição de James Cameron ao Bismarck" (2002), é um documentário fantástico; eu tenho e indico para quem aprecia o assunto.

Até mais.