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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O verdadeiro iceberg que afundou o Titanic

Seja bem vindo ao Titanic em Foco

Quase um século depois que o Titanic afundou no Atlântico, provavelmente a primeira fotografia autêntica do iceberg fatal veio à tona, a imagem permaneceu não publicada sob propriedade privada, até que foi redescoberta em abril do ano de 2000. A imagem mostra cicatrizes de danos causados à um iceberg fotografado nos arredores do naufrágio no dia 20 de abril de 1912, apenas 5 dias após a catástrofe com o Titanic. Combinando todas as indicações descritas nesta matéria, pode-se quase afirmar que esta fotografia de fato mostra o iceberg real. A cópia original desta foto agora é mantida em um cofre de um banco em Munique, acompanhe a matéria.

BOA LEITURAO "iceberg fatal" fotografado por Stephan Rehorek

Um passageiro nascido na região da Boêmia, Europa, chamado Stephan Rehorek estava a bordo do navio alemão SS Bremen em 20 de abril de 1912, quando este, com destino a New York, Estados unidos, passou pela área do naufrágio do Titanic e as pessoas a bordo avistaram os destroços do navio e os corpos de centenas de vítimas flutuando na água.

O navio alemão SS Bremen, de onde Stephan Rehorek fez as fotografias dos icebergs.

Nas águas circunvizinhas um iceberg foi avistado e os oficiais do navio suspeitaram de que aquele seria o iceberg no qual o Titanic colidiu e afundou menos de uma semana antes. Fora cogitado um plano de resgate dos corpos pelos oficiais do Bremen, mas o plano foi cancelado com a informação de que o navio CS Mackay-Bennett já havia sido fretado para os trabalhos de resgate de corpos e que estava apenas a duas horas de distância do local.

O barco CS Mackay-Bennett

Stephan Rehorek foi testemunha das consequências terríveis da tragédia e acabou tirando uma foto do iceberg avistado nas águas circunvizinhas. Depois de sua chegada em Nova York enviou um cartão postal para casa, carimbado com a data “25 de abril”. Na frente deste cartão havia uma imagem do Titanic, e atrás os seguintes dizeres:

"Querido Pai e Mãe, cumprimentos de Nova York. Estou lhes enviando uma foto de um transatlântico que afundou em sua viagem inaugural. Ele era o maior do mundo. A dois dias de distância de Nova York, ele colidiu com um iceberg e navio foi seriamente danificado em uma lateral. Quase 1.600 pessoas morreram e cerca de 670 foram resgatadas. Tenho uma fotografia do iceberg e vou enviá-lo para vocês (...) Eu também vi os corpos dos afogados e os destroços do navio. Foi uma visão terrível."

Algumas semanas depois ele revelou as cinco fotografias em forma de cartões postais, e de Cherbourg, França, enviou um deles aos seus pais, e escreveu:

"Querida Mãe e Pai, (...) Este cartão é uma visão do iceberg que colidiu com o navio e afundou o Titanic. Vou enviar um cartão ao Josef também."


O cartão postal enviado a seu irmão Josef também sobreviveu, mas mostra uma imagem do Titanic e não de um iceberg. A partir da mensagem do cartão parece que Stephan Rehorek só tinha uma única cópia feita da fotografia do iceberg, porque ele disse a seu irmão o seguinte:

"Caro Josef, estou lhe enviando, também, um cartão postal do navio que afundou (...) Da próxima vez que você vir à casa nosso irmão irei mostrar-lhe fotos dos icebergs que foram fotografados a partir de nosso navio. "

Stephan Rehorek manteve outras duas fotografias que mostravam um outro iceberg. Uma das fotos mostra parte do navio a partir do qual Rehorek fez as fotografias. Obviamente Rehorek não enviou as fotos com esse iceberg flutuando ao fundo no horizonte, nem a fotografia que mostra o iceberg nas proximidades, porque ele não achava que o iceberg por ele fotografado era o famoso que afundou o Titanic. Estes postais permanecem até agora em propriedade privada.

Uma das outras fotos feitas por Stephan Rehorek, vê-se parte do navio SS Bremen e ao fundo um iceberg à deriva.

O cartão com foto do iceberg suspeito mostra o lugar onde o gelo foi quebrado durante a colisão. Uma borda arrancada é visível exatamente do lado da colisão com o Titanic. É claro que os danos no iceberg foram maiores abaixo da linha de água, mas isso não é visível na fotografia. Apesar disso ainda não podemos deduzir com certeza o quão grande o iceberg era, não há qualquer referência comparativa na foto para que se possa entender qual é o real tamanho do iceberg na imagem.

O destaque à direita evidencia as "cicatrizes" de danos recentes, um grande indício de que este seja o exato ponto onde o Titanic colidiu.Relatos de testemunhas oculares

Poucos dias depois da tragédia, na Comissão de Investigação do Senado que reuniu-se em Nova York para descobrir os detalhes do que aconteceu exatamente, uma após a outra, as testemunhas foram solicitadas a descrever o que aconteceu durante a colisão.

A maioria delas estava dormindo no momento e só muito poucas tinham realmente visto o iceberg. A colisão fatal em si durou apenas alguns segundos aconteceu em uma noite sem lua. Assim, as descrições do iceberg foram todas muito diferentes umas das outras. Foi Frederick Fleet, o vigia no cesto da gávea quem primeiro avistou o iceberg e, portanto, teve a melhor visão dele, mas ele falhou miseravelmente em seu depoimento quando foi convidado para descrever o iceberg à comissão de investigação.

Frederick Fleet (1887 - 1965), o vigia que avistou o iceberg e o Senador Willian Alden Smith (1859 - 1932)

Ele foi incapaz de fornecer respostas satisfatórias para a maioria das perguntas feitas pelo senador Smith:

Smith: Quanto tempo antes da colisão ou acidente você exclamou "Iceberg em frente!” ?

Frederick: Eu não tenho idéia.

Smith: Qual velocidade que o navio desenvolvia no momento?

Frederick: Eu não tenho idéia.

Smith: Quão grande o objeto era quando você o viu pela primeira vez ?

Frederick: Não era muito grande quando vi pela primeira vez.

Smith: Quão grande era?

Frederick: Eu não tenho idéia de distância ou espaço.

Smith: Era do tamanho de uma casa comum? Era tão grande quanto esta sala?

Frederick: Não, não. Não parecia muito grande.

Smith: Era tão grande quanto a mesa em que eu estou sentado?

Frederick: Seria tão grande quanto duas mesas juntas no primeiro momento em que o avistei.

Essa última resposta, em parte, ainda é muito mal interpretada hoje. Em primeiro lugar, o que Frederick disse é geralmente considerado sua própria descrição, mas, na verdade, a idéia de compará-lo com o tamanho de uma mesa foi-lhe sugerida pelo senador Smith, as palavras foram mais ou menos postas em sua boca. E a interpretação que ainda persiste é de que a citação de Frederick, quando ele falou de "duas mesas juntas", estava descrevendo a forma do iceberg. Na verdade, o marinheiro estava se referindo ao tamanho aparente do iceberg, e ele não disse absolutamente nada sobre a sua forma.

O Senador Smith queria saber o tamanho exato do iceberg e continuou:

Smith: Quão grande ele era, finalmente, quando o navio o atingiu?

Frederick: Quando estávamos ao lado, era um pouco maior do que o castelo de proa.

Smith: E o quanto o topo da proa é elevado acima da água?

Frederick: 50 pés eu devo dizer. (cerca de 15 m.)

Smith: Assim a massa negra quando finalmente atingiu o navio, acabou por estar cerca de 50 metros acima da água?

Frederick: Cerca de 50 ou 60 pés. (entre 15 e 18 m.)

A imagem abaixo foi composta utilizando-se uma foto real do Titanic e a foto do iceberg fotografado por Stephan Rehorek, e faz uma co-relação aproximada das proporções reais do iceberg comparado ao navio. De acordo com os depoimentos de Frederick Fleet o iceberg parecia pouco maior que o castelo de proa, entre 15 m e 18 m de altura acima da linha d'água.

Alguns outros também viram o iceberg passando e descreveram suas impressões à comissão de investigação. Joseph G. Boxhall, um dos oficiais à postos no momento da colisão foi questionado pelo senador Smith:

Joseph Groves Boxhall (1884 - 1967)

Smith: Você o viu? (o iceberg)

Boxhall: Eu não estava muito certo de estar vendo-o. Parecia-me ser apenas uma massa negra pequena elevada não muito alto para fora da água, um pouco à estibordo do navio.

Smith: Até onde você acha, em seu julgamento (...) Será que ele se estendia até o convés B?

Boxhall: Oh não, o navio o ultrapassava, ele parecia para mim ser muito, muito pequeno na água.

Smith: O quanto você acha que ele se elevava acima da linha da água? (...) Acima da amurada do navio?

Boxhall: Não.

Smith: E quão alta era a amurada acima da linha da água?

Boxhall: Provavelmente, cerca de 30 pés. (9 metros)

Um relato notável foi dado à Comissão britânica. O marinheiro do Titanic Joseph Scarrott tinha visto o iceberg naquela noite fatídica.

Joseph Scarrott (1878 - 1938)

Mr. Butler Aspinall: Qual era a forma deste iceberg?

Scarrott: Bem, ele me surpreendeu no momento porque se assemelhava a Rocha de Gibraltar olhando para o rochedo a partir do Ponto da Europa. O iceberg parecia muito ter a mesma forma que o rochedo, só que muito menor.

O comparativo entre o iceberg fotografado por Stephan Rehorek e o Rochedo de Gibraltar (Estreito de Gibraltar, Europa) denota a grande semelhança entre ambos, tal qual foi relatado no inquérito por Joseph Scarrott.Icebergs na área do desastre

Não muito longe da cena da tragédia, em 15 de abril o navio alemão Prinz Adalbert passou por um iceberg com sinais de cor vermelha em sua base. A fotografia foi tirada apenas por curiosidade pelas incomuns marcas de tinta vermelha. Como se sabe, isto aconteceu depois que a tripulação descobriu que o Titanic, cuja quilha era pintada de vermelho, havia colidido com um iceberg. Isto significava que este iceberg se tornou um dos "principais suspeitos".

O iceberg fotografado a partir do navio Prinz Adalbert, a suposta marca vermelha em sua base chamou a atenção e fez com que este iceberg fosse considerado o "iceberg fatal" durante décadas.

Mesmo que o quebra-cabeça da tinta vermelha não possa ser resolvido, este dificilmente teria sido o iceberg com o qual o Titanic colidiu: sabe-se que o Titanic arrancou pedaços grandes do iceberg e não simplesmente deixou algumas cicatrizes de tinta vermelha. Não se pode dizer nada sobre a origem real da cor vermelha, talvez tenha vindo de um navio, talvez fosse uma camada colorida, visto que icebergs com camadas de cores diferentes (principalmente marrom) não são raros. Mas não há nada na fotografia do iceberg feita a partir do navio Prinz Adalbert que sugere o impacto de forças violentas.

O navio CS Minia foi fretado para pegar os corpos dos mortos e o utro iceberg foi fotografado a partir deste navio, mas também aqui não há nenhum dano de raspagem reconhecível, nem há qualquer semelhança com os desenhos das testemunhas e nem com os dados fornecidos pelo depoimento de Joseph Scarrott. O mesmo é verdadeiro para todas as fotografias previamente conhecidas de icebergs tomadas nas proximidades da cena da tragédia.

O iceberg fotografado pelo navio CS Minia, em nada se encaixa com as descrições e depoimentos feitos pelas testemunhas oculares.Quantos icebergs estavam na área da tragédia?

É sabido que o Titanic afundou-se perto de um grande campo de icebergs. Arthur Rostron, o capitão do navio de resgate Carpathia, relatou à comissão de investigação dos EUA:

"No momento em que pegamos o primeiro bote estava amanhecendo o dia, e então eu podia ver os barcos restantes em uma área de cerca de 4 quilômetros. Eu também vi icebergs ao meu redor. Havia cerca de 20 icebergs que estavam na área, com alturas entre 150 a 200 pés e numerosos icebergs menores.” (entre 45 m e 60 m)

Arthur Rostron (1869 - 1940)


Esta afirmação só parece estar em contradição com as imagens que temos da operação de resgate: em alguns retratos que mostram os botes salva-vidas e sobreviventes logo antes de seu resgate pelo Carpathia não há sinais de qualquer iceberg.

As imagens do resgate evidenciam a completa ausência de icebergs na área.

Deve ter acontecido simplesmente de que o fotógrafo estava de costas para o campo de icebergs, o que significa que o campo de gelo estaria do outro lado do Carpathia. Neste contexto, vale ressaltar uma observação feita pelo navio a vapor alemão Rhein: o navio cruzou a área alguns dias depois da catástrofe e relatou não apenas corpos e destroços à deriva na água, mas também apenas três icebergs maiores nas imediações do desastre.Desenhos feitos pelas testemunhas

Dois desenhos mostram a forma básica do iceberg da colisão, uma vez que ele foi visto por testemunhas oculares. Um deles é um esboço rápido da memória de Joseph Scarrott. O que é característico do iceberg são os dois picos laterais e cada extremidade do iceberg cai abruptamente para a água.


O esboço feito pelo marinheiro Joseph Scarrott.


Não é realmente possível identificar mais detalhes do desenho, mas a forma básica descrita neste desenho se aproxima de um dos outros desenhos testemunhais: na manhã após a tragédia, Colin Campbell Cooper, um passageiro do Carpathia, fez um desenho do iceberg com seus dois picos, tal qual reportado pelas testemunhas oculares.

O desenho feito pelo artista Colin Campbell Cooper.

Como Cooper era um dos pintores mais conhecidos da América sua imagem pode ser tomada como uma descrição muito próxima da forma do iceberg. Não apenas os dois picos são claramente reconhecíveis em seu desenho, como no desenho de Scarrott também é, mas ainda um detalhe pouco notado: na borda inferior do desenho de Cooper há uma área que mostra a parte do iceberg que foi lascada.Conclusão

Finalizando a matéria, estes dados depõem com grande possibilidade de que estamos olhando para o iceberg mais famoso na história da navegação, cada pista descrita nesta pesquisa por si só não prova o suficiente, mas a soma de todas as pistas aponta fortemente para a conclusão de que a fotografia feita por Stephan Rehorek realmente mostra o iceberg fatídico com o qual o Titanic colidiu.

A forma e os detalhes do iceberg de Stephan Rehorek coincidem com os desenhos feitos por testemunhas oculares. E as formas combinam perfeitamente com o Rochedo de Gibraltar, que havia sido comparado com o iceberg pela testemunha ocular Joseph Scarrott. Além de que os danos vistos no iceberg da imagem coincidem com os relatos de que durante a colisão o Titanic arrancou uma grande porção de gelo.

Portanto, pode-se afirmar que esta fotografia, que foi feita em abril de 1912, a partir do navio Bremen pelo passageiro Stephan Rehorek, têm altos indícios de que realmente seja o iceberg com o qual o Titanic colidiu em 14 de abril de 1912, resultando na morte de mais de 1.500 pessoas.

Simulação da colisão e naufrágio

O vídeo abaixo, que é uma simulação em computação gráfica, ilustra como se deu a colisão e o naufrágio do Titanic.



Crédito

Pesquisa, tradução, adaptação e reedição de texto e composição de imagens - Rodrigo, TITANIC EM FOCO

5 comentários:

Lucas Rubio disse...

Muito interessante esta matéria! Fico pensando como deveria ser estar no meio do Atlântico alguns dias depois da maior tragédia dos mares até então. Eu já havia visto diversas fotografias de diversos icebergs e sempre batia aquela dúvida ou confusão com as fotos. A descrição do marinheiro do Titanic, comparando o iceberg ao Rochedo de Gibraltar foi incrível e bastante semelhante ao real!
Os desenhos das testemunhas mostram um iceberg com dois picos, e a suposta foto(suposta pois ainda não há a certeza) pode ser do mesmo,só que com os picos derretidos, já que foi fotografado dias depois da tragédia. O que acha?

Bom, um grande abraço e eu adorei a matéria!

Rodrigo disse...

Amigo, vc tirou as palavras da minha boca,,, eu pensei exatamente o mesmo sobre o derretimento do iceberg, afinal a foto foi feita cinco dias depois, e isto explica porque que nos desenhos das testemunhas os picos são mais evidentes do que na fotografia real.

Também não concluí com absoluta certeza se é ou se não é o verdadeiro iceberg, mas uma coisa é bem clara, as evidências são várias e são maiores do que as evidências que levaram a crer que o iceberg com marca vermelha era o real...

No fim de tudo a resposta ainda é aberta, sem um ponto final.

Notei uma curiosidade nesta pesquisa: no filme "A Night to Remember" de 1958 o iceberg segue exatamente o formato do iceberg com marca vermelha,,,, no filme "Titanic" de James Cameron o iceberg segue exatamente o formato do Rochedo de Gibraltar... Como em 1997 (ano em que o filme foi gravado) a fotografia ainda não havia sido descoberta, me veio a certeza de que James Cameron teve acesso aos depoimentos do inquérito e soube da comparação com o rochedo,,, o trabalho maior foi apenas de copiar o formato do rochedo para o iceberg do filme...

De mais a mais, os mitos ainda são muitos e a história nunca chegará a um consenso, deixando abertas as possibilidades de novas pesquisas que incorporam novas evidências.

Mário disse...

Olá amigo, gostei imenso da montagem apesar de achar que o icebergue fosse um pouco maior pelo testemunho de Edith Russel que o viu a partir do convés A como uma enorme massa cinzenta na sua frente, há uns anos também tratei sobre o assunto no meu blog, como deves saber, e já tinha notado as semelhanças entre o icebergue da foto e o do filme com o rochedo de Gibraltar. tens feito uma excelente pesquisa e um excelente trabalho.

Marlon Delano disse...

Amei demais essa matéria, e como foi citado ele a fotografia foi encontrada em 2000 e o interesante é que o iceberg do filme é muito muito parecido com o real, foi um dos posts mais interesantes.

Rodrigo disse...

Mario - Pois é, eu também fiquei surpreso com o depoimento de que o iceberg não era muito maior do que o castelo de proa, eu pensava que ele chegasse aproximadamente até o convés de botes,,, certamente devem haver muitas discrepâncias entre os tamanhos registrados nos depoimentos,,, não dá pra ter muita certeza, mas dá pra montar um panorama mais verdadeiro contraponto os depoimentos e as imagens... Cheguei a ler que não houve uma "montanha" de gelo que caiu sobre o convés, aquilo é mais uma provável fantasia, visto que algumas testemunhas registraram que havia pouco gelo sobre o convés depois da colisão,,,, mas vai saber? as informações são sempre muito conflitantes entre sí.

Abraço amigo