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domingo, 29 de julho de 2012

O depoimento de Millvina Dean, a última sobrevivente do Titanic


Acima: De 1912 a 2009, a jornada de uma vida em fotografias. A inglesa Elisabeth Gladys Millvina Dean, nascida apenas 73 dias antes do naufrágio do Titanic, jamais saberia de sua impressionante história pessoal, como sobrevivente da tragédia, caso sua mãe, Eva Georgetta, não houvesse mais tarde lhe relatado as causas da triste perda familiar: o esposo Bertram Frank Dean, pai de Millvina e de seu irmão, foi uma das vítimas naquele 15 de abril de 1912. Millvina Dean com então pouco mais de 2 meses de vida foi a mais jovem sobrevivente do naufrágio. Ao falecer em 31 de maio de 2009 aos 97 anos, levou consigo o título de ter sido a última sobrevivente do Titanic e uma das mais queridas pelos admiradores e pela mídia. 
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Seja bem vindo ao Titanic em Foco

Millvina Dean foi sem dúvida uma mulher de destaque: a sobrevivência ao naufrágio do Titanic quando ainda era uma bebê, somada à perda tão precoce de seu pai na tragédia, não foram fatores capazes de tomar de sua vida a disposição, a simpatia e um grande coração, que tornam-se evidentes ao analisar as sua recorrentes aparições na mídia, sempre ao contar de um modo simples e cativante como ela própria soube de sua estadia no Titanic, sobre a perda de seu pai, e suas opiniões sobre o acontecimento. 

Millvina esteve por décadas longe dos holofotes da mídia, aparentemente sequer foi entrevistada para um dos mais reconhecidos livros sobre a tragédia "A Night to Remember", de Walter Lord, publicado em 1955. No entanto quando sua história ressurge após décadas de relativa obscuridade, ela própria teve a oportunidade de dividir com o mundo o seu relato: Um relato pessoal dramático que, devido à sua prematura idade naquela madrugada amarga de abril de 1912, nada guardara na memória sobre os fatos daquela tragédia, mas cuja incrível história de sobrevivência efetivamente a lançou para a mídia com o selo: "A mais jovem sobrevivente do Titanic".  
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Acompanhe seus depoimentos e sua história
Extinta "Revista Manchete", 07/02/1998
Matéria:
"EU SOBREVIVI AO TITANIC"
***Matéria original de Anna Muggiati para Manchete

Ela era pequena demais para viver a paixão fictícia encenada pela heroína fictícia Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) no filme Titanic, dirigido pelo canadense James Cameron. Mas Millvina Dean, nascida em 1912, foi uma sobrevivente de verdade, com apenas 73 dias de vida, ela estava a bordo do famoso transatlântico que naufragou em sua viagem inaugural.

Millvina estava sendo levada pelos pais, com o irmão, para os Estados Unidos, em busca do sonho de todo imigrante da época: conquistar a América. O projeto de ter uma tabacaria em uma casa no estado do Kansas, Estados Unidos, naufragou junto com o Titanic. Naquela noite fatídica e “amargamente fria”, ela salvou-se no colo de sua mãe Georgette, no bote 13, no meio do Atlântico Norte. Tinha nascido só há 9 semanas e só foi saber que ela, o irmão Bertram e a mãe eram sobreviventes da desgraça muitos anos depois. O pai ficou para trás e seu corpo nunca foi encontrado, integrando a lista dos mais de 1.500 mortos. A família Dean, que tinha um pequeno bar em Londres, viajava de terceira classe a muitos níveis abaixo das maravilhas mostradas nos jantares de gala do filme “Titanic” do diretor James Cameron.

Abaixo: Quarta-feira, 10 de abril de 1912, Southampton, Inglaterra, 12:15 - A tripulação do Titanic solta as amarras do cais Nº 44 e inicia a sua jornada em direção à América. Ao som de milhares de despedidas e gritos de adeus começa uma jornada que, por ordem do destino, rumaria para dentro da história. Em algum lugar, nos labirínticos corredores e cabines da 3ª classe do Titanic, estavam os quatro membros da esperançosa família Dean: Bertram Frank, Eva Georgetta, o pequeno Bertram Vere e a bebê Millvina Dean. Cinco dias depois desta foto, os destinos desta e de centenas de outras famílias seriam radicalmente mudados pela tragédia. Direita, acima: A movimentada partida do Titanic aqui reproduzida no filme homônimo de 1997, dirigido pelo canadense James Cameron. O Titanic renasce nesta superprodução graças à mais de 200 milhões de dólares, uma réplica gigantesca do navio e estonteantes tomadas compostas por efeitos especiais.
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Ao lado: Millvina Dean em 1998, aos 86 anos de idade. Fotografia original para a entrevista na extinta Revista MANCHETE.

Lúcida e falante, a sobrevivente mais nova do desastre garante que é saudável não beber água. Também evita se estressar rememorando o pior da história do naufrágio. Não quer ver nem o que sobrou do transatlântico fora d’água ou se recordar daquele dia através de documentários ou filmes. Millvina, inclusive, mora bem longe do mar: em New Forest, cerca de 15 quilômetros da cidade de Southampton, de onde partiu o Titanic em 10 de abril de 1912. Mesmo assim, dois quadros com desenhos do Titanic estão pendurados na parede de sua casa.

Solteira, sem filhos, ela passou a maior parte de sua vida trabalhando como secretária em firmas de engenharia. Antes da 2ª Guerra Mundial chegou a fazer mapas cartográficos e só reviveu o drama do Titanic depois que o navio foi finalmente localizado pela expedição de Robert Ballard, em 1985. Acabou se tornando a estrela principal das convenções especializadas na tragédia, organizadas por Sociedades do Titanic espalhadas ao redor do mundo.

Uma das últimas sobreviventes do Titanic, é também a mais ativa de todas. Millvina recebeu os repórteres de MANCHETE com chá quente, biscoitos e sanduíches em uma área rural ao lado de uma floresta. Esperta e muitíssimo bem humorada, mostrou disposição para recontar sua história e explicar porque, com certeza, não vai ver o filme Titanic. 

MANCHETE: Como o Titanic influenciou toda a sua vida, já que a senhora tem a mesma idade da tragédia?
MILLVINA: Não afetou toda minha vida, porque quando voltamos para a Inglaterra, não soube de absolutamente nada, até completar oito anos de idade. Vivíamos na fazenda de meu avô. Na verdade, eu pensava que ele era meu pai. Eu nunca havia perguntado nada sobre o assunto. Mas minha mãe resolveu se casar novamente, me contou tudo o que havia acontecido naquela noite de 14 de abril de 1912.
MANCHETE: O que ela exatamente te contou?
MILLVINA: No início da viagem, na cidade de Queenstown, a minha mãe mandou um cartão postal para a minha avó, na Austrália, dizendo:
“Tudo está indo bem até agora”.
Acredito que isso tenha soado como um pressentimento bastante estranho, porque ela disse claramente este “até agora”.

Na noite do acidente, meus pais ouviram um estrondo e meu pai avisou minha mãe que iria para o convés para ver o que se passava. Quando voltou, ele falou que aparentemente o navio havia colidido com um iceberg. 

Ao lado: Bertram Frank Dean, pai de Millvina, tinha 25 anos quando pereceu no desastre.

“Tire as crianças da cama e vá para o convés o mais rápido possível”. Foi o que minha mãe fez. Acho que foi essa pressa que nos salvou. Nós estávamos na terceira classe e muitos de lá não sobreviveram porque os privilegiados foram os primeiros a embarcar nos salva-vidas. Fomos conduzidos até o bote de número 13 e, porque eu era muito pequena, fui colocada num saco. Quando minha mãe entrou no barco, percebeu que meu irmão não estava conosco. Ele tinha menos de 2 anos de idade.
Ela não conseguia achá-lo e também tinha de se preocupar com meu pai. Apenas quando o navio Carpathia nos recolheu, ela descobriu que meu irmão tinha sido salvo por outro passageiro. Então se sentiu aliviada. Ainda bem. Caso contrário, seriam duas grandes perdas.

Abaixo, esquerda: O RMS Carpathia, da Cunard Line, atracado no cais Nº 54 do Rio Hudson, em New York, Estados Unidos, logo após o resgate dos sobreviventes da tragédia. Direita: Nesta foto raramente publicada, Eva Georgetta Dean, mãe de Millvina, é vista no convés do Carpathia com a bebê enrolada em seus braços. Cerca de 705 pessoas foram salvas. 


Abaixo: A bordo do navio da White Star Line, RMS Adriatic, Eva posa para uma fotografia enquanto retorna para a Inglaterra poucos dias após o desastre: ela era então, com 32 anos de idade, mais uma das muitas "viúvas do Titanic".
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MANCHETE: Depois de saber que era uma sobrevivente a senhora passou a ser procurada como personagem?
MILLVINA: Não aconteceu nada até 1985, quando o navio foi encontrado. Eu mesma não sabia quase nada sobre o Titanic até aquela data. Na verdade, até 1988, vivia dissociada da tragédia. Tudo aconteceu quando fui à um memorial em Southampton, em homenagem à tripulação do navio. Os americanos me conheceram e imediatamente me convidaram para ir para a América. Hoje, é isso: eu vivo viajando por aí, dando entrevistas e conhecendo gente por todo o canto. Se não fosse esse evento, jamais teria ido para os Estados Unidos.
Abandonamos o sonho de imigração porque não tínhamos dinheiro para isso e muito menos para visitar o país.
MANCHETE: A senhora é a favor de que o navio seja retirado do fundo do oceano?
MILLVINA: Não, definitivamente não. Meu pai ainda pode estar a bordo. Pode estar lá. Me parece tão horrível. É a sua sepultura. Odeio esta idéia. Não me importo com os objetos que são encontrados no mar. Só acho que nada deve ser realmente retirado do Titanic.
MANCHETE: Se pudesse, a senhora mergulharia para ver o navio?
MILLVINA: (Risos) Nem se me oferecessem um milhão de libras.
MANCHETE: A senhora viajou alguma vez de navio?
MILLVINA: Embarquei pela primeira vez em agosto do ano passado, no Queen Elisabeth II, para Nova Iorque. Eles fizeram disso o maior acontecimento. Fui também a casa onde eu iria morar, em Kansas. Foi maravilhoso. Vi o quarto que poderia ter sido meu. Adorei o passeio. Só me senti mal um dia, quando o mar estava muito agitado, e não pude tomar café da manhã. Viajei de primeira classe e até os hotéis onde me hospedei são de primeira classe.

Acima: Uma fotografia feita por volta de 1910 de um cartão postal de Wishita, a cidade no estado do Kansas, EUA, onde a família Dean pretendia instalar-se. Após a tragédia onde perdeu o marido, Georgetta viu-se sem amparo e então abandonou o "sonho americano", retornou à Inglaterra carregando consigo Millvina e Bertram. 

MANCHETE: A senhora pode ser contra trazer o Titanic á tona, mas... e os filmes? Nunca assistiu a qualquer um?
MILLVINA: Eu vi “A Night to Remember” (Somente Deus por Testemunha, no Brasil) com quatro ou cinco outros sobreviventes. E todos odiamos. Uma pessoa disse que passou a noite em claro querendo se livrar dos pesadelos que teve. Foi horrível. Aí resolvi nunca mais ver nada sobre o assunto. Não tenho nenhuma curiosidade sobre qualquer coisa que diga respeito do Titanic..
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Ao lado: Uma animação gráfica feita a partir de uma fotografia verídica do Titanic, tirada por volta das 12:20 de 10 de abril de 1912, enquanto o grande transatlântico deixava o porto da cidade de Southampton, Inglaterra, se encaminhando para sua primeira escala, na cidade de Cherbourg, França. Nesta foto animada o Titanic faz oficialmente a primeiríssima curva da viagem ao contornar a linha do cais do porto..

MANCHETE: O que, no seu ponto de vista, faz com que as pessoas fiquem tão fascinadas com o acidente?
MILLVINA: Primeiro, porque era o primeiro navio que se acreditava inafundável. Segundo, ele era um sonho, um luxo. Depois, havia muitos americanos milionários à bordo. Junte estas coisas e as pessoas sempre ficam interessadas. Agora virou parte da história. Quando fui à exibição de objetos resgatados, há dois anos, em Londres, tinha gente de todos os lugares do mundo. Dei autógrafos para sete brasileiros.
MANCHETE: É verdade que a senhora não bebe água?
MILLVINA: sabe que dia desses eu estava com tanta sede que até bebi um copo? (Risos). Mas, num almoço na Câmara dos Lordes, o cavalheiro do meu lado me ofereceu água e eu disse “não, obrigada”. Ele respondeu que deveria beber porque faz muito bem. Recusei. Minha avó viveu até os 93 anos e nunca bebeu água. Meu avô, até os 95 e nunca bebeu água porque preferia vinho. Minha tia tem cem anos e não bebe água. Porque eu beberia água? Não tem gosto de nada.
MANCHETE: Qual o segredo de tanta felicidade?
MILLVINA: Não é o gim com frutas que preparo. Acho que sou assim mesma, me fiz assim. Ou, quem sabe, como se diz agora, são meus genes. 

Abaixo, esquerda: Bertram, Eva e Millvina, cerca de dois anos após o desastre do Titanic. Direita: A família Dean em 1969, por ocasião do aniversário de 90 anos de Eva Georgetta, mãe de Millvina e Bertram. Eva faleceu em 1975 aos 96 anos de idade, e Bertram faleceu em 1992, aos 81 anos.
 
A vida de Millvina Dean

Elizabeth Gladys Millvina Dean nasceu em 02 de fevereiro de 1912, em Branscombe, Inglaterra, era filha de Bertram Frank Dean e de Eva Georgetta Dean. Ela também tinha um irmão mais velho, Bertram Vere Dean, nascido 21 de maio de 1910.
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Direita - Sábado, 03 de fevereiro de 1912, Belfast, Irlanda do Norte: o Titanic adentra a doca seca Thompson para a realização dos trabalhos de finalização, apenas 67 dias antes da viagem inaugural, que iniciou-se em 10 de abril; Millvina Dean nasceu um dia antes da gravação destas imagens, na sexta-feira, 02 de fevereiro de 1912.
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Os pais de Millvina decidiram deixar a Inglaterra e imigrar para Wichita, Kansas, onde seu pai tinha família e onde ele queria abrir uma loja de tabaco. A família não deveria estar a bordo do Titanic, mas devido a uma greve de carvão, foram transferidos para o navio e embarcaram como passageiros de terceira classe na cidade de Southampton, Inglaterra. Millvina tinha apenas 73 dias de vida quando embarcou no navio.

Abaixo: Uma cabine de 2ª classe a bordo do navio SS Laurentic, da Companhia White Star Line. No Titanic as cabines da 3ª classe seguiam exatamente o mesmo tamanho, mobiliário e padrão. Não há registro de qual teria sido a cabine ocupada pela humilde família Dean, mas certamente estariam hospedados na secção da popa do Titanic, uma área reservada exclusivamente às famílias e mulheres solteiras. Os homens sozinhos e/ou solteiros eram obrigatoriamente hospedados no extremo oposto do navio, na proa.
Seu pai sentiu colisão do navio com o iceberg na noite de 14 de abril de 1912, e depois de investigar o que havia ocorrido, retornou à sua cabine dizendo à sua esposa para vestir as crianças e ir para o convés. Millvina, sua mãe, e seu irmão foram colocados à salvo no bote salva-vidas nº 13 e estavam entre os primeiros passageiros da 3ª classe à escapar do naufrágio, graças à preocupação e rápida atitude do pai de Millvina. O pai, no entanto, não sobreviveu, e seu corpo, se recuperado, nunca foi identificado. 

Abaixo: Não há confirmação exata quanto ao bote onde Eva e e a pequena Millvina foram colocadas, mas se realmente embarcaram no bote salva vidas Nº 13, passaram por maus momentos quando seu bote que já estava na água, quase foi "esmagado" pelo bote de Nº 15, que por muito pouco não desceu sobre o de Nº 13. Este incidente verídico foi recriado de modo realístico para o filme "Titanic" (1997).
Confira a recriação do incidente para o filme "Titanic"
Divulgação - TheTyrantRex's channel

Logo após o resgate, a mãe de Millvina quis continuar no Kansas, Estados Unidos, para cumprir o desejo do marido de uma nova vida na América. No entanto, depois de perder o marido e ficar com duas crianças pequenas para cuidar, ela decidiu voltar para a Inglaterra a bordo do navio RMS Adriatic, também de propriedade da Companhia White Star Line. Enquanto esteve a bordo do Adriatic, a pequenina Millvina Dean atraiu considerável atenção. Um artigo no jornal "Daily Mirror", datado de 12 maio de 1912, descreveu a volta da pequena Millvina para casa: 

“[Ela] era a queridinha navio durante a viagem, e tão forte era a rivalidade entre as mulheres à cuidar desta pequenina, que um dos oficiais decretou que os passageiros de primeira e segunda classe poderiam se revezar em segurá-la, mas não por mais de dez minutos cada.”

Esquerda: O RMS Adriatic, da White Star Line. Direita: Na foto a pequena Millvina aparece no colo de sua mãe, Georgette, junto ao irmão Bertram a bordo do navio Adriatic. O jornal "The Daily Mirror" destaca nas duas fotografias: "Bebê de sete semanas salvo do Titanic...".
 
Millvina Dean demorou a se envolver nas atividades relacionadas ao Titanic, foi apenas na casa dos 70 anos que ela começou a ser conhecida pela sua ligação com o malfadado navio. Ao longo dos anos ela participou de várias convenções, exposições, documentários, entrevistas de rádio e televisão e correspondências pessoais com pessoas interessadas em sua história.

Em 1998 ela viajou para os Estados Unidos para participar de uma convenção sobre o Titanic em Springfield, Massachusetts, e outra em 1999, em Montreal. Ela também tinha sido convidada a aparecer à um tributo ao aniversário de 94 anos, em 2006, mas uma fratura no quadril impediu sua comparição. Ela também participou do documentário "Titanic’s Final Moments: Missing Pieces" (no Brasil: "Os Momentos Finais do Titanic: Peças Perdidas").

Em outubro de 2007, Millvina se tornou a última sobrevivente do Titanic depois da morte de Barbara West Dainton (na foto ao lado), que faleceu aos 96 anos de idade na Inglaterra. Em abril de 2008, Millvina Dean havia aceitado um convite para falar em um evento na cidade de Southampton, em memória aos 96 do naufrágio, mas problemas de saúde resultantes de uma infecção respiratória obrigaram-na a cancelar sua presença.


 Em dezembro de 2008, com 96 anos, ela foi forçada a vender vários bens de família para pagar seus cuidados médicos privados em uma casa de repouso depois de uma fratura no quadril. Esses bens incluíam uma carta enviada a sua mãe pelo Fundo de Apoio do Titanic, e uma mala entregue a ela e sua mãe em Nova York após o naufrágio. Sua venda levantou cerca de £ 32.000 (32 mil libras).

Ao lado: Uma maleta de vime dada à mãe de Millvina Dean pelas pessoas de New York depois que a família o perdeu todos os pertences na tragédia do Titanic. A maleta foi exibida antes do leilão em Devizes, no sudoeste da Inglaterra, em 18 de outubro de 2008.

Após a morte de Georgetta em 1975, Bertram encontrou a mala entre os pertences da mãe e declarou: "Nós a abrimos e descobrimos roupas velhas, incluindo de crianças, acho que deviam ser as que usávamos naquela noite (15 de abril de 1912), mas as traças fizeram tanto estrago que tivemos de jogar tudo fora".
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 Em fevereiro de 2009 ela anunciou que estaria vendendo mais itens para pagar pelas crescentes despesas médicas que excediam £ 3.000 por mês.

Aos 97 anos Millvina Dean faleceu de de pneumonia na manhã de 31 de Maio de 2009, exatamente no mesmo dia do 97º aniversário do lançamento do casco do Titanic. Em 24 de outubro de 2009 as cinzas de Millvina Dean foram espalhadas nas docas da cidade de Southampton, no exato ponto onde a viagem do Titanic tinha começado havia 97 anos. 

Ao lado: Bruno Nordmanis, amigo de longa data de Millvina Dean, espalha suas cinzas no cais de Southampton, o local de onde o Titanic partiu em 10 de abril de 1912.
 
BBC Brasil, 01 de junho de 2009 - Morre sobrevivente do Titanic 
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"A última sobrevivente do Titanic morreu no domingo na Grã-Bretanha aos 97 anos de idade.
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A britânica Millvina Dean tinha só nove semanas quando embarcou com a família de Southampton para Nova York. Na noite do dia 14 de abril de 1912, a embarcação se chocou com um iceberg e afundou no oceano Atlântico menos de três horas depois. Millvina, a mãe e o irmão foram levados para um bote salva-vidas, conseguindo sobreviver à tragédia. Mas o pai, um comerciante que sonhava fazer a vida na América, foi um dos 1.500 mortos. A britânica nunca se casou e viveu grande parte da vida em Southampton, a casa decorada com enfeites do Titanic. Há alguns anos ela até ganhou uma rua em sua homenagem e passava os dias tentando ler as dezenas de cartas que recebia."


Depoimentos 

Abaixo: Um curto depoimento de Millvina Dean que foi incorporado ao documentário "Extreme Machines: World's Greatest Ships" exibido em 1997 pelo canal Discovery Turbo (no Brasil - "Super Máquinas: Os Maiores Navios do Mundo"). 


Abaixo: Reportagem e entrevista com a sobrevivente Millvina Dean ao jornalismo do FANTÁSTICO em 09 de abril de 1995, 83 anos após a partida do Titanic.***OBS: A reportagem contém algumas incorreções históricas.
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Divulgação- Billy Martins
 
  Correções de dados relatados na reportagem

1. A reportagem relata que o Titanic colidiu com o iceberg às 23:46 de 14 de abril de 1912, no entanto, na realidade a colisão ocorreu as 23:40.
2. O Titanic não foi o 1º navio da história a enviar um pedido de socorro com o código S.O.S. Em 1909 (três anos antes do naufrágio do Titanic) o navio Slavonia da Companhia Cunard Line emitiu o primeiro S.O.S. oficial de um navio em perigo, ele estava naufragando nos Açores.
3. A sigla S.O.S. não significa "Save Our Souls" (Salvem nossas almas). Apesar de que a frase foi largamente utilizada para ajudar os antigos operadores de telégrafo a se lembrarem do código, ela não tem significado específico, e foi criada com estas três letras tendo em vista que era de fácil entendimento e fácil de ser transmitida, portanto seria detectada com facilidade em caso de uma situação de emergência.
4. A área do porto de Southampton em que Millvina Dean concede entrevista ao Fantástico, apesar de não ser identificável, não é o exato ponto de onde o Titanic partiu em 10 de abril de 1912.
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Titanic: A tragédia contada pelos sobreviventes
 
Assista abaixo o documentário “Titanic – A Tragédia Contada Pelos Sobreviventes” contendo quarenta minutos de narração de especialistas e historiadores, com depoimentos emocionantes de seis passageiros sobreviventes do Titanic - incluindo Millvina Dean - que narram suas lembranças pessoais relacionadas à tragédia, ocorrida entre 14 e 15 de abril de 1912. O documentário conta também com a participação de Don Lynch, um dos mais conhecidos historiadores do Titanic e Karen Kamuda, presidente da Sociedade Histórica do Titanic. 
 
A personagem Rose do filme Titanic existiu na vida real? 
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Ao lado - A atriz norte-americana Gloria Frances Stewart (*1910 - †2010), seu último filme antes de "Titanic" fora "Wildcats" (1986), mas sua grande atividade no cinema ocorreu entre os anos de 1932 e 1946. Ao todo, sua carreira soma 54 filmes e 17 participações em produções televisivas.

Gloria Stuart, a famosa atriz que viveu a personagem "Rose Calvert" no filme "Titanic" (1997) ainda hoje, mais de 15 anos desde o lançamento do longa-metragem, gera uma eterna questão que parece não apagar-se com o tempo:  

"Ela realmente esteve no Titanic? Ela foi uma real sobrevivente da tragédia?"

A resposta: Não.

Gloria Stuart foi escolhida pelo cineasta James Cameron para viver a idosa Rose de seu filme devido à sua idade avançada (com então 87 anos em 1997), pela sua vivacidade de espírito e pela carreira de relativo sucesso que fizera no cinema entre as décadas de 1930 e 1940.

Gloria Stuart interpretou a heroína Rose (com 17 anos quando embarca no Titanic), que reconta seu romance após 84 anos da tragédia, em 1996, aos 100 anos de idade. No entanto Gloria tinha apenas 87 anos na época das gravações; e quando a tragédia do Titanic se sucedeu, em 15 de abril de 1912, Stuart somava apenas 1 ano e 9 meses de vida. Ela jamais esteve no Titanic e não tinha qualquer ligação com a tragédia.

Da mesma maneira não estiveram no verdadeiro Titanic toda a comitiva de empregados da personagem Rose DeWitt Bukater (interpretada por Kate Winslet), sua mãe Ruth (interpretada por Frances Fisher), seu noivo (interpretado por Billy Zane) e o personagem Jack Dawson (interpretado por Leonardo DiCaprio); todos estes são personagens ficcionais, criados pela imaginação poderosa do cineasta James Cameron e inseridos em meio à tragédia real com sua história romântica fictícia.

A atriz Gloria Stuart faleceu em 26 de setembro de 2010, com então 100 anos de idade. Coincidentemente sua personagem em Titanic, Rose Calvert, aparentemente falece nas cenas finais do filme com a mesma idade.
Crédito
Pesquisa, tradução, adaptação e reedição de texto e imagens - Rodrigo, TITANIC EM FOCO
Em memória
À Elisabeth Gladys Millvina Dean, Eva Georgetta Dean, Bertram Frank Dean e Bertram Vere Dean

32 comentários:

rander disse...

oi rodrigo muito belo post realmente malvina é um icone da historia do titanic, mais e os outros sobreviventes por q eles se omitiram tanto ? malvina era bebê e os outros ? vc sabe alguma razão do por q eles se omitiram tanto na historia do titanic ? belo post !

Rodrigo disse...

Oi Rander

Na verdade é apenas uma impressão, pois a história dos sobreviventes vêm sendo explorada incansavelmente desde o naufrágio. Claro, de um modo mais contido do que a exploração relacionada ao navio em sí.

A questão é que no Brasil chega apenas ums limitada exploração histórica: em forma de raros livros, principalmente. No entanto no eixo Europa/América do Norte, a quantidade de livros e fontes documentais primárias com relação aos sobreviventes é descomunalmente maior do que aqui.

Lá exitem associações históricas, museus, arquivos documentais; pois são locais diretamente relacionados à história do Titanic.

No Brasil a história chega quase exclusivamente à título de curiosidade; pois o Brasil muito pouco têm a ver com a história do Titanic...

LUCAS VERTINE disse...

Ola Rodrigo hoje estive vendo os videos do Titanic II eu achei uma pouca vergonha e uma falta de respeito construir um Titanic 2.
A Milvina Dean estava falando que o pai dela morreu então eu comecei a chorar porque me puis no lugar de Millvina,por isso que eu acho uma falta de respeito construir o navio muitos entes queridos das pessoas morreram haviam 4, pessoas da minha família la dentro aquela minha bisavo que não faleceu e minha tataravó que sim faleceue meu tataravo que tambem faleceu.
Aquele empresario metido a besta que não venha cheio de graça porque meu tio trabalha na Royal Caribbean como Presidente e meu padrinho trablha na Cunard Como chefe e presidente e acredite essa família talvez queira comprar a empresa menos sucedida de navios a Blue Star Line.De vez em quando eu falo com meu tio e pergunto para ele como esta o mar.quase todo mes eu viajo na Cunard ou na ROYAL na suite presidencial.Eu falei com meu tio com meu tio sobre a nova empresa de navios que estou construindo a Black White Star Line Company e pedi para meu tio e meu padrinho que são muito amigos me ajudarem a fazer essa empresa.Sabe eu não sou vingativo mas eu gostaria que viesse um submarino e torpedasse o Titanic 2 sei la 5 vezes para afundar.Semana que vem eu vou para os estados unidos ver os estaleiros da Royal.Antes de eu ir para a america queria te perguntar se um navio com azipods pode dar ré?


Atenciosamente Lucas Vertine

Rodrigo disse...

Oi Lucas.

Não entendo sobre aspectos técnicos sobre navegação (nem os métodos da antiga navegação, nem os da nova), mas olhando brevemente sobre "azipods", notei que sim. Eles possibilitam plenamente a ré nos navios.

AIR SUPPLY EVOLUTION STAR disse...

Caramba, Lucas, pelo jeito, você está mesmo ligado à navegação, hein? É marinheiro também? (só falta hehe)Tem sorte de ter parentes com as companhias, a vantagem de viajar sempre que desejar (quisera eu ter essa sorte!) Olha, eu não iria querer submarinos afundando o segundo navio, e sim, que ele fosse construído e posto a funcionar, seria um sonho para as novas gerações viajarem nele e terem o prazer de ma viagem no tempo, como se estivessem no original, deve ser uma experiência única! Tenta com seu tio uma passagem pra mim num dos Queens?? hehehe Fui!

AIR SUPPLY EVOLUTION STAR disse...

É mesmo, o Rander falou tudo, cadê os outros sobreviventes? Queria ver a história dos oficiais do navio após o naufrágio, como eles se sentiram no momento... e onde ficam os museus re-
lacionados ao navio nos EUA, pois estou para ir em julho pra lá e gostaria de aproveitar a oportunidade de ir a um e acompanhar uma exposição, conferência, o que for. Valeu pra chuchu, fui!

Rodrigo disse...

Oi AIR

Hoje não tenho plano para novas matérias, eu publico de modo muito tranquilo, por isto a história dos oficiais não está em qualquer matéria aqui no blog.

Quanto às exposições - Nos EUA há pelo menos duas fixas, uma em Branson, Missouri e a outra em Pigeon Forge, Tennessee. Aí estão os sites oficiais com endereços e informações adicionais das duas

http://www.titanicbranson.com/
http://www.titanicpigeonforge.com/

E pelo site oficial da RMS Titanic Inc. você pode acompanhar a localização das exposições fixas e itinerantes da empresa. Hoje há 07 exposições ativas (acredito que nem todas estão nos EUA agora). Segue o site oficial com todas as informações adicionais.

http://www.rmstitanic.net/

Até

Anônimo disse...

Amo muito essa história <3

Anônimo disse...

não acho desrespeito criarem um titanic 2 por que nós vamos ter a ilustre alegria de ver o que foi um navio que todos queriam estar em 1912... acho que quem tá construindo um novo titanic é uma cara de atitude e merece todo o meu respeito por que amo o titanic... amo tudo que vem dele... amo suas histórias de ficção e realidade... apesar de só ter 15 anos queria ter a oportunidade de viajar no novo titanic só para ter o gosto de ver o que as pessoas de hoje temem que é morrer... não sou como muitas adolescentes que estudam ele só por estudar mais estudo ele porque é uma oportunidade de estar um pouco mais perto daquilo que as pessoas jugam ser só um história que passou :D e é isso que eu acho sobre o titanic .... e se eu fosse resumir o TITANIC em uma palavra eu resumiria em VIDA..
porque muitas foram perdidas... outras recuperadas e outras salvas

Anônimo disse...

Quero parabenizar o responssável por este post aqui no site. Gostei muito. Tem várias curiosidades. Essa história da Millvina Dean é incrível. Gostei bastante. Obrigado por compartilhar com a gente.

Túlio - GO

Rodrigo disse...

Oi Túlio

Eu é que agradeço a visita e atenção ao blog, fico satisfeito que gostou da matéria. Millvina Dean foi um ícone na história do Titanic, uma mulher simples e aparentemente de grande coração; eu acompanhei sua história até seu falecimento. Editar material como este é um prazer, é pura história.

Até mais, seja bem vindo.

minha vida disse...

Realmente eu gostaria de saber sobre os outros sobreviventes... não foi somente essa senhora que sobreviveu? O que será que aconteceu? POr que estão escondendo?

minha vida disse...

Nesse link abaixo ha uma lista dos sobreviventes as crianças que foram salvas... muito interessante tambem!

http://titanicemfoco.blogspot.com.br/2011/11/os-ultimos-sobreviventes-do-titanic.html

Anônimo disse...

Adorei a hostoria, mas queria apenas poder ajudar se isso for possivel, e assim vc reeditar a palavra, nao se fala "perca" e sim "perda", ex: a perda do pai.

Anônimo disse...

Historia

Rodrigo disse...

Obrigado por indicar o erro amigo (a) "Anônimo", já editei. É um prazer corrigir o conteúdo orientado por quem se interessa pelo assunto. Como você mesmo se fez constatar em seu próprio comentário, os erros são sempre possíveis de acontecer. Erros são como baratas: Estão presentes até mesmo onde você nem imagina; quando você “mata” uma e pensa que exterminou a todas... aí é que você se engana.

Eu encontro erros até mesmo nos melhores livros sobre o Titanic... Infelizmente não tenho o luxo de ter um formulário de comentário para indicar aos escritores suas gafes de grafia.

O Titanic em Foco está aberto para tantas e quais forem quaisquer correções. Mais uma vez obrigado pela dica.

Deb Rezende disse...

Olá, Rodrigo!

Em primeiro lugar, preciso dizer que adorei encontrar o seu blog. De verdade. Me interesso muito pela história do Titanic, acho fascinante.

Sou estudante de jornalismo e estou escrevendo um perfil de Millvina Dean para uma atividade, seu conteúdo foi providencial - além, claro, de muito interessante.

Enfim, gostaria apenas de parabenizá-lo pelo blog.

Abraços!

Rodrigo disse...

Oi Deb, muito obrigado, é um prazer saber que o conteúdo te ajudou de alguma maneira. Criei o blog exatamente para entreter, informar, explorar, expor... Se o conteúdo cumpre esta função, minha "missão" está cumprida.

Muita boa sorte em sua atividade, escrever e editar sobre Millvina foi prazer; de tudo o que já pude consultar sobre ela, uma coisa transparece: Ela foi uma mulher forte, de opinião feita, muito simples e com um coração imenso. Ela carregou o "título" de última sobrevivente com louvor e grande tranqüilidade de espírito.

Até mais, volte sempre ao blog, abraço.

beatriz disse...

Boa tarde, Rodrigo!
Adorei o blog. Muito bom."!"!"!"!"!

Rodrigo disse...

Oi Beatriz, obrigado. Seja bem vinda.

helida disse...

Em primeirolugar parabens ,vc e de mais de verdade eu sempre foi apaixomada por tudo que diz respeito ao titanic e agora estou ainda mais facinada depois do que vie e lei mo seu blog .adoraria ter tido a sorte que vc teve de ficar.tao proximo de tudo enfim adorei tudo e mas uma vez parabens.xau um grande bj.

Rodrigo disse...

Oi Helida, seja bem vinda, agradeço a atenção e consideração ao blog.

Sinceramente, o desenrolar de meu "trabalho" com o blog me fez e continua fazendo entender e ter um respeito grande pela história. Se eu pudesse, melhoraria e triplicaria conteúdo já publicado. Mas enfim, faço o que posso. Se o conteúdo tem serventia, estou satisfeito.

Até mais, abraço.

Alvaro Luíz disse...

Oi Rodrigo, primeiramente parabéns pelo seu blog, é o melhor. Eu quero fazer uma pergunta sobre a Condessa de Rotes, ela foi encarregada de manejar o leme ou ela mesma pegou o leme do bote 8 como é apresentado em Titanic minissérie de 2012 ( me corrija se eu estiver errado) e sobre o embarque em Cherbourg, as pessoas que estavam no Nomadic embarcavam no Titanic naquelas escadas como em Titanic 1953? Agradeço desde já.

Rodrigo disse...

Oi Alvaro, obrigado.

Segundo o depoimento do marinheiro Thomas Jones aos jornais, foi ele próprio que a colocou no leme. Ao que parece ela era uma mulher de atitude, e percebendo esta característica, ele a incumbiu desta tarefa útil.

Se não me engano o livro "Uma Noite Fatídica" (que é a versão brasileira do livro "A Night to Remember") cita exatamente sobre esta atitude de Thomas Jones em relação a ela. Para alguns jornais ele disse sobre isso com palavras mais belas... Para outros jornais ele simplesmente foi direto: "Ela tinha muito para falar, então a coloquei no leme do bote..."

Até onde eu sei o embarque de passageiros em Cherbourg foi através de pranchas retas, diretamente do Nomadic para o Titanic. Estas plataformas de embarque ficavam estocadas sobre o convés superior do próprio Nomadic.

Aí abaixo está o vídeo que ajuda a mostrar isto. Ele é uma publicidade do Olympic, da década de 1920. Aos 14:18 min você verá o Nomadic aproximando-se da lateral do Olympic, e na seqüência o processo de desembarque de passageiros e bagagens.

Na versão em alta resolução do filme Titanic (1997), dá para notar que o embarque de passageiros do Nomadic foi exatamente como eu citei. É evidente que o filme não serve como base histórica, mas é algo que aparentemente foi reproduzido de modo correto. A cena é muito passageira e o efeito de embarque é muito sutil, mas é possível ver os passageiros digitais caminhando em linha reta pela rampa de embarque.

Bem, isto é o que posso consultar... Até mais.

https://www.youtube.com/watch?v=JAjH1rI4eHc

Anônimo disse...

Muito obrigado Rodrigo. E você pretende postar alguma reportagem sobre o Britannic? Obrigado pela atenção.

Rodrigo disse...

Oi Alvaro,

faz algum tempo que eu estacionei o blog porque estou a 5 meses construindo uma maquete iluminada em escala 1/100 do Titanic. Não me sobra tempo para nada.

Mas em janeiro ou fevereiro eu vou publicar um longo material sobre o trabalho... e daí em diante vou ter um pouco mais de tempo para novas matérias.

Já tenho um enorme material reunido sobre o Britannic faz tempo, e acredito que vou editar no início do ano que vem. Muitas pessoas já me cobraram sobre isso, e estão certas, afinal o Britannic é parte essencial básica da trajetória e legado do Titanic.

Bem, é isso, por hora sigo trabalhando a todo vapor neste projeto com o qual sonhei por mais de 8 anos. Abraço.

Álvaro Luíz disse...

Oi de novo Rodrigo, incomodando mais uma vez eu queria fazer uma outra pergunta sobre a sala de caldeiras seis.
Logo após o Titanic colidir com o iceberg William Murdoch fechou imediatamente as comportas estanques. E o que contam e que choca é que muitos dos trabalhadores das caldeiras ficaram lá para sempre, presos nos compartimento até o navio bater no fundo do oceano.
Então alguns minutos depois da colisão foi dada a ordem que alguns trabalhadores voltassem a salas para apagarem as caldeiras. Mas em Inside the Titanic, Fred Barret volta à 6ª sala das caldeiras e não havia ficado ninguém preso lá, as comportas foram abertas para a passagem das mangueiras que sugariam a água que invadia o navio. Os motores foram ligados e eles ainda estavam lá na sexta sala até a comporta não aguentar. Então eu queria que você me explicasse; a ordem dos fatos, o que aconteceu e o que não aconteceu por dentro do Titanic. Obrigado mais uma vez.

Rodrigo disse...

Oi Alvaro, bem, quanto a isso eu vou ficar devendo. O meu centro de atenção está no legado de arte do Titanic, por isso não me concentro especificamente em trâmites, datas, e nos acontecimentos menos ou mal explorados da história. Como estou trabalhando full time na maquete, isto me tira até mesmo o tempo para checar minhas fontes a procura de esclarecimentos...

Lembro que o livro "Uma Noite Fatídica" de Walter Lord traz um pouco do que ocorreu nas salas das caldeiras... mas não me recordo qual foi o desfecho apresentado pelo livro.

Por hora tudo o que posso oferecer é o material que está no blog e respostas baseadas no pouco que eu trago na memória... que é curta.

Até mais.

Álvaro Luíz disse...

Mesmo assim obrigado pela atenção

Anônimo disse...

SO SEI DIZER QUE AMO TITANIC SOU FA

Jose Aurelio disse...

Jose. A - Expert visual do Titanic - Expert dos navios.

Matéria demais.

Minha homenagem a ela com todo o meu coração.

Lembro-me como agora, a notícia de sua morte, em ano 2009, e quanto isso me afetou e quão triste que eu estava. O Capítulo do Titanic fechou. Mas eu também tranquilo, ela deixou de sofrer.

Eu não vou falar muito, porque eu me emociono.

Vamos ver, resumindo muito, eu tenho a dizer sobre ela que era uma pessoa extraordinária. Como quase todos os passageiros do Titanic.

Era uma mulher que valia muito humanamente. Ela era muito educada, inteligente, tranqüila, boa, uma mulher com um grande carisma, era alguém muito especial.

Todo o mundo amou a ela.

Ela faz parte de um grupo de pessoas do Titanic, que está sempre em meus pensamentos e meu coração.

Como o Ruth Blanchard que ordenou espalhar suas cinzas no local onde o Titanic afundou. Milvina ordenou espalhar suas cinzas no porto onde o Titanic zarpou.

É uma maneira de voltar para casa, depois de ter concluído a sua missão na Terra. É uma forma de estar ligada, vinculada ao Titanic para a eternidade.

Obrigado Milvina.

Nunca esquecer de você, iremos amar você para sempre.

Seus olhos e seu sorriso. Destruí o coração com a sua bondade e ternura sem limites.

http://titanic.pagesperso-orange.fr/images2/dean2.jpg

http://images2.fanpop.com/images/photos/6500000/R-I-P-Millvina-Dean-rms-titanic-6500656-541-400.jpg

Saudades.

“A vida é um sonho vivido”

“O tempo passa demasiado rápido”

Saudações a todos. Obrigado.
Jose Aurelio.
Da Europa.

Jose Aurelio disse...

Olá a todos
Reflexões Finais e pensamentos

Uma coisa que nós eo mundo tendemos a esquecer com o passar do tempo, é o terror da noite em que o Titanic afundou. 90% da população mundial tem uma visão romântica do Titanic, sonhamos com essa viagem, com a parte mágica dessa jornada, e nós ignoramos a parte horrível de aquele viagem. Provavelmente porque apenas aqueles que foram envolvidos no desastre poderiam experimentar. Mas eu acho que para o resto do mundo é inimaginável compreender o que os passageiros desse navio tiveram que viver e experimentar naquela noite interminável. Com aquele frio glacial. Há testemunhos de passageiros nos botes salva-vidas, que quando eles foram resgatados pelo Carpathia, eles tinham as fossas nasais bloqueadas pelo gelo. Imaginem aqueles que morreram na água. A própria Millvina se lembrava de aquele frio implacável. Ou passageiros da terceira classe que se afogaram horrivelmente em suas cabines, ou nos corredores escuros, que se tornaram corredores de terror. Pessoas com membros anputados durante o naufrágio da popa. E tantas histórias

“Quando você ver os danos no convés do Titanic no fundo do oceano, você ter uma idéia do que realmente aconteceu com aquele navio. Como as pessoas tiveram que lutar para pular para os botes salva-vidas e lutar por suas vidas. Graças ao filme Titanic 1997 temos uma idéia preconcebida de que deve ter acontecido a bordo daquele navio, mas eu acho que tiveram que ser algumas cenas ainda mais incríveis do que as observadas no filme”. Nunca devemos esquecer de aqueles momentos finais apocalípticos, misteriosos e aterrorizantes do fim cruel do Titanic

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O capitão Smith era um homem muito especial, com uma personalidade muito forte e magnetismo, muito amado por crianças, e exerceu grande respeito por todos aqueles que estavam sob seu comando. Ao Capitão Smith nunca tinha ido mal na vida, nunca experimentou uma situação de alto risco ou catástrofe. Então, naquela noite, ele caiu e entrou em choque, porque não estava preparado para a iminente tragédia sem precedentes que estava prestes a acontecer. É uma lição para qualquer um que serve em nossas vidas. É positivo mesmo vir dificuldades e maus momentos na nossa vida, porque você aprende um monte deles. Você se torna mais forte e preparado na vida, mais sábio, para enfrentar os desafios

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Muitas vezes eu penso em o capitão Smith. No que eu chamo. “A história do peso histórico”. O capitão de um navio, um avião, e coisas assim. Tem consigo mesmo, uma responsabilidade inimaginável. Especialmente na 1912. Então, quando eu sonhar e imaginar naquela noite em minha mente. Eu penso em o capitão Smith. Ele tinha em suas mãos o futuro das gerações futuras, as esperanças, os sonhos, as vidas de centenas de pessoas. Você pode sentir todo esse peso, de saber que em suas mãos esta o destino de pessoas, as décadas, e anos e anos subsequentes. Eu acho que o capitão Smith não podia sequer imaginar em sua mente que ele tinha sob a sua responsabilidade a vida de uma menina que viveria até o ano 2009. E de certa forma o Titanic estava vivo até o ano 2009. Vocês me entendem?. É além da compreensão humana, que nem mesmo o capitão Smith poderia imaginar. Então na minha mente, o capitão Smith e Millvina estão ligados de uma maneira muito poderosa. Já que Millvina era a última sobrevivente com vida.

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Jose - Eu digo com todo o meu coração, como eu sinto na minha alma:
“Eu vejo o Titanic como um guerreiro sagrado, ele era um deus. Veio ao planeta para lutar, para vencer ou morrer. Sua vida foi curta, muito curta. Mas também intensa, muito intensa”.

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Espero tenham gostado desta viagem breve na minha mente
Abraço eterno a todos

Saudações a todos. Obrigado
Jose Aurelio
Da Europa