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sábado, 7 de março de 2015

Os bastidores de "Titanic": Os segredos do mais famoso navio do cinema nas páginas da revista SET de janeiro de 1998 [ momento nostálgico ]


Seja bem vindo ao Titanic em Foco 

Colocada à disposição nas bancas brasileiras a 17 anos atrás, em janeiro de 1998, o número 127 da extinta revista brasileira SET, especializada em produções de cinema, trazia como destaque de capa a manchete sobre o mais novo filme que estrearia nos cinemas brasileiros em 16 de janeiro de 1998: o tão comentado "Titanic", que já havia sido lançado nos cinemas norte americanos ainda em dezembro de 1997.

Com uma reportagem muito bem editada, cheia de boas informações e promissoras expectativas sobre a produção que causava notório burburinho nas manchetes dos noticiários e na imprensa como um todo, a revista trazia um delicioso tour pelos bastidores da produção que viria a se destacar poucos meses depois, em 23 de março de 1998, ao ser reconhecida com o recebimento de 11 estatuetas do Oscar, empatando na época com o filme épico bíblico Ben-Hur, que igualmente recebera 11 estatuetas 48 anos antes, em 1960.

O belo destaque de capa, a extensa matéria ao longo de 16 páginas e a qualidade do texto, tornaram a revista SET um belo item para os colecionadores e cinéfilos brasileiros, sendo encontrada à venda hoje esporadicamente em sebos físicos e na Internet. Esta foi uma das publicações brasileiras de maior conteúdo dedicado à grandiosa produção de James Cameron, junto de inúmeras outras manchetes de variadas publicações onde o filme Titanic esteve presente durante sua estreia e exibição entre 1997 e 1998.

Nesta experiência de nostalgia, o Titanic em Foco disponibiliza a longa matéria da revista SET, aqui reconstruída na íntegra. A reportagem reproduzida aqui traz conteúdo quase inalterado em relação à matéria original, portanto há detalhes de informações que fogem ligeiramente à realidade, e representam a expectativa daquele período sobre o filme que se tornaria objeto de culto, curiosidade e inspiração de milhões de fãs pelo mundo afora, num interesse que perdura até hoje.
Embarque neste momento nostálgico
Artigo original para Revista SET de José Emílio Rondeau e Roberto Sadovski.

ocês vão me desculpar", diz Kate Winslet, levando a mão trêmula à boca, "mas eu acho que vou vomitar". Ela se levanta e sai, cambaleante, correndo para o banheiro da boate do hotel Dorchester, em frente ao Hyde Park, em Londres. Instantes mais tarde, Kate está internada num hospital, em observação, sob suspeita de ter contraído um vírus exótico numa visita recente ao Marrocos. Assim se inicia o primeiro dia de entrevistas para divulgar Titanic e, diante das circunstâncias que cercam o filme, o incidente com a atriz pode ser considerado altamente incomum, mas não chega a ser dos mais espantosos.



Durante mais de dois anos, a imprensa americana anotou atentamente os mínimos detalhes sobre a realização de Titanic. As filmagens foram, no mínimo, as mais complicadas da história do cinema. Logo quando a equipe montou acampamento em Rosarito, no México, um técnico aborrecido com Cameron - bem, muito aborrecido - salpicou um alucinógeno na comida do grupo, botando todo mundo para viajar. Depois vieram os chiliques de James Cameron - um perfeccionista obsessivo que exigia de seus comandados concentração absoluta, e não hesitava em filmar a mesma cena dezenas de vezes até se dar por satisfeito.

Sem mencionar os atrasos devastadores (após sete meses de filmagens, foi impossível finalizar a pós produção a tempo da data de lançamento original, marcada para julho passado) e o inchaço recorde no orçamento do filme: somadas as despesas de produção e de divulgação, Titanic teria chegado aos cinemas americanos exibindo uma conta de aproximadamente 250 milhões de dólares - embora alguns especialistas garantam que o orçamento tenha encostado nos 300 milhões. Graças a todos estes "detalhes", a nova realização do criador de obras igualmente complicadas como Aliens - O Resgate, O Segredo do Abismo, O Exterminador do Futuro 2 e True Lies merece, com louvor, ser chamado de "a mais cara e problemática de toda a história do cinema".

om as filmagens concluídas, o diretor se isolou na sala de edição para começar a colocar ordem em Titanic. A versão integral, com mais de cinco horas, tinha de ser abreviada antes de chegar aos cinemas. A cada corte - segundo Cameron, "cortes de um milhão de dólares" -, Titanic deixava de ser a produção que gerou centenas de notícias negativas na imprensa para se tornar uma preciosidade. Mesmo assim, o cineasta mantinha uma pequena lâmina de barbear colada a uma das mesas de edição, com um bilhete que dizia: "Use se o filme ficar uma droga".

Em exibições-teste preliminares, que chegaram a ser comentadas na Internet, a única reclamação de de que o filme ainda estava longo demais. Depois de concluir seu trabalho como editor - que foi somado ao de produtor, roteirista e diretor -, Cameron se deu por satisfeito com a combinação dos 100 minuto iniciais do filme, que precedem o choque com o iceberg, e com os 80 minutos finais, quando o pânico toma conta dos 2.228 ocupantes do navio - 1.522 deles destinados a encontrar a morte nas águas gélidas do Atlântico Norte.

Mas a conclusão da saga de Titanic - que culminou com seu lançamento no Festival de Tóquio, em novembro passado, e depois com uma premiére beneficente em Londres, com a presença da família real britânica - tem um final feliz. O filme é nada mais do que uma nova revolução tecnológica: é também um marco artístico na econômica carreira de Cameron, que soma não mais do que seis títulos em dezesseis anos. Trata-se da obra mais poética do diretor, um triunfo da combinação da mais moderna tecnologia cinematográfica com a arte de contar uma história. Além disso, de todos seus trabalhos, é o primeiro de todos a contabilizar chances reais de concorrer a vários prêmios Oscar - não apenas técnicos, mas também estatuetas mais cobiçadas, como as de melhor filme e diretor.

om duração de três horas e doze minutos - e filmado em super 35 milímetros, em vez dos 35 convencionais - Titanic é um épico em termos visuais e dramáticos. Enxerga-se na tela cada centavo do orçamento do filme, e pode se perceber o quanto o dinheiro foi bem empregado: Titanic transporta a platéia para um mundo que se consideraria impossível de recriar. Como já havia feito em O Segredo do Abismo e O Exterminador do Futuro 2, Cameron engana os olhos da platéia ao misturar com perfeição modelos, sets em tamanho natural e animação digital - a ponto de, na maior parte do tempo, não se consegue distinguir muito bem onde acaba uma técnica e onde começa outra.


ames Cameron sublinha aqui seu lado de roteirista, com um script enxuto porém impactante, carregado de emoção. Imerso no romance fictício e proibido de dois passageiros do navio - a menina rica Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) e o artista plástico pobretão Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) -, o público não sente o tempo passar, e segue o casal desde o seu primeiro encontro até o trágico desfecho de seu convívio, nas águas escuras do Atlântico, a 400 milhas de St. John's, na Groelândia, e a 800 de Nova York, seu destino final.

O cineasta utilizou um recurso inteligente para aproximar a platéia de hoje do naufrágio do Titanic, ocorrido 86 anos atrás, em 14 de abril de 1912. A história é narrada pela sobrevivente Rose (interpretada pela atriz Gloria Stuart, de 87 anos, uma beldade das primeiras décadas do cinema) que, apesar dos seus 102 anos, mostra-se em plena posse de sua memória. Tudo começa quando o explorador - e oportunista - Brock Lovett (Bill Paxton) desce até os escombros do navio, que jazem quatro quilômetros abaixo da superfície do oceano, para encontrar um diamante valiosíssimo que ele acredita estar perdido no Titanic. Mas, em vez da pedra, o explorador traz à tona um desenho datado da noite da tragédia, no qual uma jovem nua ostenta um fabuloso colar adornado com o tal diamante. A descoberta chama a atenção de Rose, que garante ser ela a jovem do desenho - e é levada até o barco de Lovett para ajudá-lo a desvendar o paradeiro da valiosa pedra.

ssim, a sobrevivente do naufrágio narra sua jornada - desde o embarque ao lado da mãe (Frances Fisher) e do noivo esnobe (Billy Zane) até a noite da tragédia -, transportando o público para um universo tão fantástico quanto real. As cenas da multidão embarcando no transatlântico são impressionantes, a ponto de não se saber mais o que é de verdade e o que não é. As câmeras do cineasta percorrem o navio por vários ângulos, numa demonstração de técnica nunca menos que extraordinária. Mas, apesar de estas fabulosas cenas representarem uma marco na história do cinema, ainda é o envolvimento emocional com a narrativa de Rose - uma trama de amor à moda antiga - que cativa a platéia e, por fim, coroa Titanic.

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resultado final é inacreditável", diz Leonardo DiCaprio, numa mesa do Dorchester club, entre dentadas num sanduíche de salmão defumado. "É mais do que um filme: foi a experiência mais incrível que eu já tive. Titanic fez de mim um homem." O jovem ator ainda passou por outra experiência inesquecível na premiére, realizada no Festival de Tóquio, em novembro passado, quando cerca de duas mil fãs o receberam aos gritos de "Leo" e "Romeu" - e algumas delas já estavam à espera do ator há mais de três dias em frente ao local onde o filme seria exibido.

Leonardo, no entanto, quase perdeu a oportunidade de protagonizar Titanic por causa de um mero cigarro. Quando ainda recrutava seu elenco, James Cameron ficou furioso com os modos arrogantes do astro de Romeu & Julieta. O cineasta pediu para Leonardo para fazer uma leitura do roteiro com Kate Winslet, mas ele se limitou a ficar sentado, fumando, como se estivesse fazendo pouco caso da situação. "Achei que ele nem estava prestando atenção no que eu estava dizendo", comentou Cameron numa entrevista. "De repente, ele se levantou, leu as falas de seu personagem de um modo emocionado e eu percebi que havia encontrado meu protagonista". O diretor revela ainda que Tom Cruise também estava interessado no papel de Jack Dawson, mas sabia que tinha de escolher um ator mais jovem: "Titanic é sobre o fim da inocência, e tanto Leo quanto Kate são a própria imagem da inocência."

Já para a veterana Gloria Stuart, o aspecto histórico do filme também pesa a seu favor. "Não sei quantas pessoas sabem que os passageiros da terceira classe ficaram trancados na parte de baixo do navio na hora do naufrágio", conta a atriz, "para que os da primeira classe pudessem embarcar nos botes salva-vidas". Ela acredita que o grande público ignora que não havia botes salva-vidas em número suficiente para todos, nem que o Titanic não tinha nada de estar navegando em águas cheias de icebergs. "A verdade histórica do filme é importantíssima", ela comenta, "mas o melhor ainda é a história de amor. É Romeu & Julieta em alto mar".

ara James Cameron a saga de Titanic começou em 1989, durante as filmagens de O Segredo do Abismo. Preparando-se para rodar as cenas submarinas necessárias ao filme, Cameron estudou um documentário do oceanógrafo Robert Ballard - autor do livro The Discovery of the Titanic - a respeito da descoberta, em 1985, dos restos do famoso naufrágio. Empolgado com o documentário, que fez o diretor rodar as cenas submarinas de O Segredo do Abismo como se a ação se desenrolasse no espaço, ele imediatamente escreveu 167 páginas de uma sinopse para um filme sobre o Titanic que sublinharia "o fim de uma era de inocência, quando se acreditava que a ciência salvaria o mundo". Cameron, então, partiu para um processo adicional de pesquisa que consumiria cinco anos e culminaria com uma empolgante série de visitas aos destroços do navio, nas profundezas do Atlântico Norte.
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om um orçamento de três milhões de dólares, James Cameron e sua equipe alugaram uma embarcação russa destinada à pesquisa científica, o Keldish, e desceram um total de doze vezes ao túmulo aquático do Titanic, a quase quatro quilômetros de profundidade, para filmar tudo que pudessem dos destroços. A longa jornada até a carcaça - cinco horas para descer e subir - complicava as filmagens: a pressão da água simplesmente pulverizaria qualquer câmera comum, limitando os trabalhos a tomadas feitas apenas de dentro dos diminutos submarinos especiais usados para mergulhos desta natureza. Ao contrário de outras equipes de filmagem que haviam registrado o Titanic, Cameron desejava capturar detalhes do navio sem a barreira das paredes de um submarino. Dessa forma, foi preciso desenvolver o protótipo de uma nova câmera, trabalho que ficou a cargo de Michael Cameron, irmão do diretor e um gênio da tecnologia de cinema. Com a ajuda da Panavision, Michael veio a desenvolver um novo sistema de filmagem submarina operado por controle remoto, capaz de resistir à enorme pressão.

Havia, no entanto, uma grande limitação: o tempo de filmagem permitido pelo novo sistema. Por causa do design complexo da câmera criada por Michael, James Cameron conseguiria filmar apenas 12 minutos em cada descida ao Titanic, o que obrigava o já disciplinado diretor a planejar dada detalhe das imagens que ele desejava capturar com extrema meticulosidade.

Cameron ensaiou com os russos as tomadas antes mesmo de fazer o primeiro mergulho, usando miniaturas do submarino e pequenas luzes. E, pelo menos durante o início das filmagens, não deixou que a emoção de estar cara a cara com o lendário navio afundado interferisse na precisão necessária ao trabalho.
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No primeiro mergulho", recorda o diretor, "minha preocupação era dirigir a filmagem - tomada um, tomada dois. Somente na terceira ou quarta descida é que me permitir me emocionar". Ele terminou essa primeira etapa do trabalho com um material riquíssimo, tanto em vídeo quanto em película - além de ter visto coisas que permaneciam ocultas ao mundo desde 1912, quando o navio colidiu com um iceberg e afundou. "Decidimos integrar este material ao filme, e a realidade acabou afetando profundamente a força emocional de Titanic". De posse dessas imagens, Cameron encomendou um modelo em miniatura do Titanic à sua equipe, pensando que esse seria seu principal recurso durante as filmagens. Com o tempo, contudo, o diretor percebeu que, para alcançar o resultado desejado, seria preciso trabalhar não com miniaturas, mas com cenários de proporções bem maiores: de preferência, um navio tão grande quanto o verdadeiro Titanic, o qual o diretor pudesse explorar à vontade com sua câmera.
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Partiu-se, então, para a construção de todo um estúdio na praia do Rosarito, na região do México conhecida como Baja California, onde foi construído o maior tanque de água ao ar livre existente no mundo, com capacidade para 68 milhões de litros e medindo mais de 10 metros de profundidade. Dentro do tanque - montado dentro do próprio Oceano Pacífico e virado para o mar aberto, para tirar proveito do horizonte - , Cameron construiu uma réplica do Titanic apenas 10 por cento menor que o verdadeiro, com 775 pés (236 metros) de comprimento, e a conectou parcialmente a um sistema hidráulico capaz de incliná-la e afundá-la conforme a necessidade. Dentro de um dos três galpões também construídos em Rosarito, o cineasta também montou outro tanque, também equipado com um sistema hidráulico de movimentação, para as filmagens  de cenas internas. Tudo isso em tempo recorde: cem dias. Sozinhas, as instalações consumiram 40 milhões de dólares.

ara fazer seu filme, Cameron precisaria de, no mínimo, outros 130 milhões - dinheiro levantado com a combinação dos esforços de dois estúdios, a 20th Century Fox e a Paramount, que viriam a repartir os direitos de distribuição. Assim, a Fox ficou responsável pela distribuição de Titanic internacionalmente, enquanto a Paramount se encarregava de cobrir os Estados Unidos.

Somadas a pesquisa a bordo do Keldish e a construção em Rosarito, os engravatados de ambos os estúdios já sabiam que Titanic custaria, no mínimo, 173 milhões de dólares. Segundo o produtor John Landau, porém, a opção pela construção das instalações em Rosarito e pela filmagem em um navio quase tão grande quanto o Titanic resultou, na verdade, em economia.

"Cerca de mil tomadas de efeitos especiais foram eliminadas com a possibilidade de filmar do jeito que escolhemos", ele garante. Como está, o filme tem 160 tomadas de efeitos especiais, combinando cenas reais, modelos em miniatura e animação digital - para se ter uma idéia, o novo Star Wars, que George Lucas está rodando, vai utilizar mais de mil cenas de efeitos especiais. A Fox já está diminuindo o prejuízo com o aluguel das instalações em Rosarito para outros estúdios.



em antes de selecionar o elenco, Cameron convocou o artista plástico Ken Marschall, mais o historiador Don Lynch e o diretor de produção Peter Lamont - com quem já havia trabalhado em Aliens -, e os colocou para trabalhar juntos na reprodução dos menores detalhes do Titanic. Eles utilizaram o material colhido no fundo do mar, além das plantas do próprio navio - fornecidas pelos estaleiros Harland and Wolff, que construíram o transatlântico  no começo do século -, e materiais idênticos aos do navio original: carpetes iguais aos do navio, cadeiras, abajures, janelas, prataria, louça, bagagem, salva-vidas e até mesmo a placa de "puxe" de uma porta. O trabalho de reprodução destes detalhes mostrou-se especialmente difícil, mas o resultado compensou: o interior da réplica de Cameron é uma reprodução fidelíssima de tudo o que havia dentro do trágico navio até a noite em que ele foi a pique.



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Como o Titanic fez apenas uma única - e fatal - viagem, logo após o término de sua construção quase não existia material fotográfico disponível mostrando seu interior. Assim, a produção precisou recorrer também a fotos do Olympic, uma navio quase gêmeo do Titanic. Uma vez que alguns dos cenários internos - como o salão de jantar e a escadaria central -seriam mostrados intactos e depois inundados pela água, eles foram construídos dentro do tanque coberto,  em cima de imensas plataformas hidráulicas.

Da mesma forma que havia feito no Atlântico Norte, durante a viagem a bordo do Keldish, Cameron planejou as filmagens dos interiores do Titanic milimetricamente, utilizando o modelo em miniatura do navio e uma minicâmera do tamanho de um batom. Obedecendo à geografia da embarcação, ele estruturou a ação do filme conforme apenas o que seria possível fisicamente, dada a arquitetura do Titanic.
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odo o exaustivo trabalho de pré produção acabou sendo a parte fácil da realização. Quando as câmeras começaram a rodar, o tamanho do empreendimento navegou em sentido contrário à vontade de Cameron em cumprir o cronograma original, que colocaria o filme nos cinemas a tempo de pegar a rentável temporada americana de verão - Titanic chegaria as telas no mesmo dia da aventura alienígena Homens de Preto.

Além disso, o orçamento crescia em progressão geométrica, e a imprensa americana noticiava um esquema de trabalho quase escravo em Rosarito, com jornadas diárias durando não menos do que dezesseis horas, técnicos mexicanos ganhando abaixo dos padrões americanos e toda a equipe armazenando um enorme ressentimento contra o exigente diretor. A fama de ditador que Cameron construíra durante as filmagens de O Segredo do Abismo e de O Exterminador do Futuro 2 foi duramente comprovada.
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s rumores sobre as constantes crises no set mexicano de Titanic se espalharam pela imprensa como um incêndio num matagal seco, dando conta de uma produção desgovernada e a caminho do fracasso - ameaçando repetir os passos do malfadado Waterworld, a aventura submarina de Kevin Costner dirigida pelo seu ex-amigo Kevin Reynolds.

Os problemas, por sinal, envolveram até os altíssimos escalões de Hollywood. Num dos ápices das discussões em torno do desgovernado orçamento do filme, Bill Mechanic, um dos cabeças da Fox, teria ido pessoalmente ao México para pôr ordem na casa de Cameron. Diante da presença do chefão do estúdio, que teria proposto uma série de cortes no roteiro numa tentativa desesperada de diminuir os custos, o diretor teria partido para a ignorância, quebrando peças do cenário e parte do equipamento para demonstrar a Mechanic sua insatisfação com a visita: "Para cortar o roteiro você vai ter que tirar o filme de mim", ele teria afirmado. "E para fazer isso você vai ter que me matar".

Num momento de sensatez, o diretor fez um gesto simbólico que selaria o destino de Titanic: ele abriu mão de todo o dinheiro que ganharia com sua obra. "Desisti tanto do cachê quanto da participação nos lucros", ele garante, quando chega sua vez de dar entrevistas no Dorchester, "e redirecionei todo esse dinheiro direto para a produção. A partir dali, eu estava trabalhando absolutamente de graça, por amor ao filme". Para justificar seu gesto, o diretor lembra que todas as suas realizações invariavelmente estouraram o orçamento, mas geralmente é uma percentagem pequena, seis ou sete por cento do custo total. No caso de Titanic, porém, a diferença foi 45,50 %.

 lém disso, ele não deixa de mencionar o apoio da Fox e da Paramount, que apostaram alto e o deixaram no timão do filme até o final. "Titanic não possui nenhum potencial para uma continuação, nem mesmo merchandising ou para se tornar uma atração de parque de diversões", afirma Cameron. "Sem falar que é um filme com mais de três horas de duração, que terá menos sessões por dia nos cinemas".

Para compensar os altos custos, o diretor já expressou sua vontade de rodar um roteiro que tenha um apelo imediato junto ao público, como Terminator 3 ou True Lies 2 - e ele afirma que, depois do inferno que foram as filmagens de Titanic, uma reunião com Arnold Schwarzenegger seria como passar férias com um amigo. "São duas possibilidades que ainda não estão descartadas", garante o cineasta. "No momento, tenho uma idéia bem melhor para um True Lies do que para um terceiro Terminator".

O diretor também mencionou o projeto Avatar, um roteiro escrito antes de Titanic, que teria os primeiros personagens totalmente digitais da história a participar ativamente da ação, mas não falou uma palavra sobre o esperado Spiderman, cujo script ele desenvolveu há anos.
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Mas Cameron defende até agora os altíssimos custos de Titanic. Ele admite que o orçamento estava fora de controle - tanto que chegou ao ponto drástico de abrir mão de todo o dinheiro que ganharia para conseguir terminar a produção, e que o próprio cineasta considera "o máximo que poderia dar de mim, sendo que a única coisa inaceitável seria acabar com meu filme".

Cameron garante que a equipe inteira estava fazendo tudo para controlar os gastos, mas Titanic continuava custando cada vez mais. "O problema com Titanic é que você ou tem o navio ou não existe filme", esbraveja o diretor. "A trama inteira se passa dentro da embarcação, e maior parte do dinheiro foi gasta na materialização dela".

Por esse motivo, ele acredita que mudar o roteiro para retirar cenas não ajudaria a diminuir o orçamento - só a comprometer a apaixonada história imaginada por ele. "Além disso", ressalta o cineasta, sem falsa modéstia, "Titanic é o maior projeto que qualquer um de nós fez até hoje no cinema". E o que seria do cinema se não existissem gênios loucos como Cameron - ou Francis Ford Coppola, ou Stanley Kubrik - para desafiar as regras e tornar possível o impensável?
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São quatro e meia da tarde, e a noite já caiu sobre Londres. É hora de James Cameron voltar para seu quarto de hotel e preparar o discurso que fará a noite, na presença do Príncipe Charles e de toda a realeza britânica, que começará com "Alteza real, nobres senhores e damas".

À noite, no cinema Empire, em Leicester Square, seu discurso - precedido do hino nacional inglês, do tema do desenho animado Popeye e de uma versão de "Sailing", de Rod Stewart - transcorre normalmente, exceto pelo fato de que o diretor saúda o Príncipe Charles pelo menos três vezes e treme muito.

O filme, terminada a sessão, é aplaudido de pé por longos minutos, por uma platéia ainda perplexa, maravilhada com o que acabou de assistir. No dia seguinte, quando contam a ele que seu tremor fora perceptível, James exagera na cara de contrariado. "Deu para ver?", ele exclama. "Mas que droga. Lá se vai a minha fama de mau".
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Crédito
Introdução, adaptação de texto, recriação de gráficos e edição de imagens - Rodrigo, Titanic em Foco 

Fonte - Revista SET, Edição 127, Ano 12, N° 1, Janeiro de 1998 / Artigo original para Revista SET de José Emílio Rondeau e Roberto Sadovski.

17 comentários:

Jose Aurelio disse...

Hey Rodrigo.

Mais adiante eu vou falar sobre esta matéria.

Mas agora eu estou te escrevendo porque eu quero que você veja este vídeo: link abaixo

https://www.youtube.com/watch?v=ey6XGv8ddTI

Link do blog:

http://magnificenttitanic.tumblr.com/

Este é um dos meus blogs superfavoritos do Titanic. Todos os dias eu vejo junto com - Titanic and sisters Facebook - e estas páginas dos artistas - Ken marschall Facebook - David olivera Facebook - e Titanic em foco claro.

Sempre ansioso à espera de as últimas novidades que vocês trazer é minha droga, eo Titanic minha religião.

Bem, então eu quero que você veja este novo vídeo de hoje mesmo, porque eu estou muito impressionado com ele. Você deve sentir o vídeo, sem palavras ele transporta para aquela noite. E faz você se sentir distantemente o que deve ter sido aquela noite, a incompreensão, o medo, a ansiedade, a incerteza do que avecinava, mas também a eternidade do Titanic.

Este vídeo é parte do projeto Titanic Honra e Glória, é indescritível como eles estão retornando o Titanic para a vida, não há palavras. Eu sempre que há uma novidade fotográfica a baixo para minha coleção.

Este blog é de este cara norteamericano chamado Kyle Hudak é onde eu encontrei maravilhas do Titanic como a recreação do Titanic a noite, que eu já mostrei em seu blog, e tudo o processo do Titanic Honor and Glory e assim por diante.

Rodrigo espero que tenham gostado do blog da menina historiadora do Titanic. Tanto quanto eu fiquei impressionado, fiquei chocado e eu amo.

Te vejo em breve.

Saudações a todos. Obrigado.
Jose.
Da Europa.

Rodrigo disse...

Oi Jose

Obrigado por indicar o vídeo. Eu assisti assim que foi divulgado, porque ando acompanhando o progresso do trabalho de nossos amigos. E que progresso impressionante. O trabalho deles está sendo desenvolvido com muita qualidade, e o game vai ser com certeza um divisor de águas no que sabemos sobre o Titanic (e o que não sabemos também). Vai ser um marco, não há dúvidas quanto a isso.

A cada novo vídeo promocional, a qualidade surpreende... É um trabalho dedicado.

Visitei o blog de sua colega rapidamente. Muito bom ver a forma com que ela trata do assunto, seu amor pela história. Espero que a dedicação dela lhe renda uma bela inspiração em sua vida, e que o Titanic se torne motivo de crescimento para ela. É isso que eu desejo para todos que se interessam verdadeiramente pelo assunto.

Até mais amigo. Sigo trabalhando em meu modelo por aqui... e agora chegando na reta semi final, pois já estou na fase de construção do casco do navio. Espero que dentro de mais 2 meses no máximo, eu termine 100% das obras por aqui.

Abraço.

Jose Aurelio disse...

Jose. A - Expert visual do Titanic - Expert dos navios.

Olá para o público e rodrigo.

Falar de o melhor filme de todos os tempos Titanic 1997 é sempre bom. Este filme mudou o mundo para sempre, inventou técnicas que não existiam, para mim o filme levou tudo a um nível inigualável no cinema. Havia também coisas negativas sem dúvida. James cameron levou o Titanic para a vida de muitas pessoas em todo o mundo para sempre, com seu filme inalcançável.

A vida é muito curta, lembro-me de este filme como se fosse ontem, tenho muitas lembranças dela quando eu era criança, eu foi por primeira vez a ver no cinema em 1998 e ainda morava em uma casa perto do porto de minha cidade atual sempre cercado por navios desde a infância.

Na porta do meu quarto eu ainda tenho o grande poster do filme Titanic 1997, o mesmo da capa de revista. Tenho também os planos do Titanic como um cartaz no meu armário, modelos, uma toalha de banho com uma imagem bonita do Titanic generalizada na parede eu tenho desde o ano 1999 e coisas assim.

De este filme é incrível na internet quantos invejosos, e grupos da maldade e porcaria de estúpidos, calúnia o filme apontando erros que não são e outras coisas. Quando a verdade é que o único erro do filme é se ela nunca tivesse existido.

Este filme tocou o céu, por isso é lógico ter detratores, a imprensa em si foi dizendo que seria um desastre, e no final foi um filme que o planeta viu. Há uma anedota que eu sempre me lembro: teve uma tribo isolada em uma selva do planeta que eles nunca contatou com a civilização, mas eles tinham visto Titanic 1997. Não me pergunte como, porque eu não sei.

Eu também tenho algumas revistas naquela época do tempo do filme com reportagens semelhantes a este. Embora esse da revista (SET) esta muito bem.

Titanic 1997 é maravilhosa. Eu também adoro a Minissérie Titanic de 1996. Os efeitos especiais da Minissérie 1996 foram feitos pela mesma empresa que trabalhou para o Titanic do James Cameron.

https://www.youtube.com/watch?v=k2WXKWstYAA

Vou levar algumas correções e opiniões na próxima parte.

Algumas coisas vão ficar no tinteiro mas tentarei resumir.

Parte - 1

Jose Aurelio disse...

Parte - 2

Os atores são perfeitos, se tivessem sido outros, a história deste filme teria sido diferente.

Este filme é tão incrível que descobrimos graças a ele coisas que aconteceram com o navio real, graças a construir tudo à escala quase real do Titanic verdadeiro.

Também tenho que dizer que james cameron disse várias coisas misteriosas que aconteceram durante as filmagens do filme, como se os passageiros do Titanic queriam ajudar desde o céu desde o outro mundo. Por exemplo a cena da proa o pôr do sol, cuando Rose diz, “estou voando”. James cameron dixo: “O tempo estava nublado e de repente este por do sol incrível, foi o que Deus nos ofereceu esse dia”.

Recentemente eo deixe links no set, do navio, se você quiser chamá-lo assim, do filme Titanic de 1997. Foi o mais perto que que estará nunca o S.S. Titanic de ressuscitar. Tinha que ser uma experiência muito emocional apesar dos erros do set passear por ele. O set de acordo com Don Lynch se estragada muito rápidamente conforme o tempo passava, quando o filme terminou foi vendido para a sucata. Foi incrível ver o Titanic lá naquela praia, nunca vou esquecer de aquela imagem.

(Uma correção). O set não tinha 258 metros. Ele tinha totalmente concluído se possível dizê-lo quanto ele nunca foi um trabalho completo, 240 metros de comprimento como o Rms Mauretania. Não sou eu quem diz isso, diz James Cameron.

Eu gosto do que é dito na revista, o começo da aventura: A vida é assim, o impensável pode acontecer como mostrou o Titanic, tudo pode mudar em um instante, quase sempre ruim.

Medo da morte?, nunca. A morte é a paz eterna.

Eu gosto do que é dito: salto para a morte. Assim foi. Muitos que saltaram da popa pulou para a morte morreram no impacto com a água. Para mim, repito, as pessoas não se congelar eles foram asfixiados.

É interessante naquela época realmente se acreditava que a ciência iria salvar o mundo, no mundo de hoje é o dinheiro que irá trazer o mundo à sua destruição, nós batemos novamente como em 1912, esta espécie não tem solução.

Este filme está na eternidade, o transporta para 1912.

Que seja um negócio pelo maldito dinheiro, com objetos do Titanic é abominável para mim.

Prazer como uma criança de este reportage.

http://www.empireonline.com/images/features/oscar-best-picture-winners/70.jpg

“Vamos Titanic em foco, cair pra trás nunca, desistir jamais”.

A paixão ligada a mim e ao Titanic para a eternidade.

https://www.youtube.com/watch?v=85Rc2kyqWgE

Saudações a todos. Obrigado.
Jose Aurelio.
Da Europa.

Anônimo disse...

Acho que o Cristoforo Colombo vai gostar:).

Jose Aurelio disse...

Oi Rodrigo.

Espero que não se incomode, eu voltar a escrever novamente para você, para falar sobre mim brevemente.

Eu não tenho nenhuma rede social ou qualquer coisa, eu sou um cara muito simple, para você ver que eu não minto, e completando o que eu falei em muitas matérias.

Eu vou te mostrar onde eu moro.

Esta primeira imagem é de um navio que não existe mais, mas existia até recentemente e quando eu era uma criança, e ancorado perto da minha casa, quando eu era criança, como eu disse eu tirei as cordas dos postes de amarração várias vezes para deixar o porto. Na foto você pode ver a montanha ao fundo, é onde eu vou todas as noites para ver as estrelas eo mar, para a direita, no final da montanha, há um farol, até onde eu vou sempre à noite. E não é possível na foto, pero à esquerda da foto foram as casas onde eu vivi cuando eu era criança.

http://photos.marinetraffic.com/ais/showphoto.aspx?photoid=168776&size=

E aqui está uma foto aérea do porto onde eu cresci como uma criança, a casa onde eu morava quando eu era criança foram abaixo dos grandes depósitos brancos que estão no topo da montanha. E para a direita é onde eu ir à noite a ver o mar, há uma paz incrível é meu refúgio.

https://www.puertogijon.es/recursos/galeria/imagenes/16413_101010102005132545.jpg

Mas em o ano 1999 eu mudei-me para viver para a cidade perto do porto, e desde o ano 2000 até o presente é onde eu moro. Nesta imagem do porto você pode ver ao fundo a cidade onde eu moro, não e visto nesta foto, mas eu moro em um prédio que está muito perto à direita da imagem ao fundo da cidade.

E também nesta foto é um barco vermelho no cais do porto, lá eu jogava quando eu era criança, eu tive muitas aventuras ao longo do porto, eu era uma criança privilegiada nesse sentido.

http://fotos.imghs.net/geo/zonas/0331/C00000000000331_635241078330837527.jpg

Espero que tenha gostado

Como você pode ver eu não minto.
Espero não ter incomodado ou aborrecido.

Até mais, Titanico abraço meu irmão.

JOSE Frases:

“Só quem realmente te amar, vai você esperar”.

Saudações a todos. Obrigado.
Jose Aurelio.
Da Europa.

Rodrigo disse...

Oi Jose,

obrigado por compartilhar estas fotos, o lugar é muito bonito.

Como você percebe, para cada pessoa interessada pelo Titanic, o início do contato começou de um modo diferente, por motivos diferentes e os focos sempre são muito diferentes.

Sua ligação com o mar certamente foi a responsável por te levar ao Titanic.

Quem está tão perto do mar certamente não consegue ficar sem ser influenciado por este poder tão grande da natureza.

Já no meu caso, o que me levou ao Titanic foi meu intenso interesse pela arte; como o Titanic foi um navio que integrou a arte de todas as formas desde sua criação, e que continua permeando todo o seu legado... ele se tornou um imã de minha admiração e curiosidade. Meu interesse foi despertado com um filme, que por si só já é pura arte, em todos os sentidos.

Até mais.

Anônimo disse...

Que blog perfeito...com ctz terei que acessar + vezes! Mto obigado, ta de parabens!!

André Lucas disse...

Muito interessante a postagem, rica de informações! Realmente o filme foi uma verdadeira obra de arte que até hoje é moderno e um referencial para o mundo do cinema.

Titânicos em Ação
www.titanicosemacao.blogspot.com

Anônimo disse...

E se o Amerigo Vespucci gostar também?

Anônimo disse...

Olá público do blog.

Deixo aqui o link do documentário de james cameron... (a última palavra).

No brasil 100 anos do Titanic.

Eu já baixá-lo para a minha coleção antes de ser removido do youtube rapidamente.

Maravilhoso documentário, desfrutar dele.

https://www.youtube.com/watch?v=LV3XYw_uU4w

Obrigado.

Anônimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=bbGUWkg73gI


https://www.youtube.com/watch?v=gWB3FAMChn4

Anônimo disse...

Ta chegando o dia do aniversário do titanic

Carlos Souza disse...

Rodrigo, Você ja está sabendo do trabalho de um Homem chamado Roman Potapov? Ele está colorizando as imagens e videos do Olympc, Titanic e Britannic, o trabalho dele é muito bonito e muito eficiente, Merece ser divulgado!
Deixo aqui o link dos trabalhos dele (youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=XfAHAW4_bHA
https://www.youtube.com/watch?v=EAOJyBVg6AM
https://www.youtube.com/watch?v=kXcijf57eBk

Rodrigo disse...

Oi Carlos, obrigado pelos links. Eu ainda não tinha visto as colorizações dos filmes feitas pelo Roman. Uma pena estes vídeos não serem em melhor resolução, mas o trabalho dele é bem interessante, imagino o quanto deve ser um processo cansativo, espero que estes vídeos históricos em P&B surjam com melhor resolução mais adiante e sejam disponibilizados ao público.

Até mais.

Alvaro disse...

Um dia histórico para exrair ensinamentos, ponderar o ímpeto e recordar de modo respeitoso auqeles que pereceram nesta tragédia tão marcante.

Jose Aurelio disse...

http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2015/06/23/compositor-da-trilha-sonora-de-titanic-morre-em-acidente-aereo.htm

Olá a todos.

Deixo aqui esta triste notícia que eu ouvi recentemente.
Eu estou em choque. Eu não posso acreditar.
Um bom ser humano com um talento incrível. Que o destino e Deus tem tomado.
Sua alma descanse em paz para sempre. Você era um homem bom sempre estar perto de Deus.

Ele será para sempre lembrado como um dos grandes gênios da música.
E sempre estar no coração da geração que como eu, cresceu com o filme Titanic 1997.
Ele deu ao filme todo o sentido e profundidade emocional, sem ele o filme ficaria sem alma.

Não esquecendo a canção do filme feita por ele, uma das melhores canções de todos os tempos para sempre. E que o mundo inteiro ouviu.
Certamente seu trabalho em Titanic vai continuar a fascinar as gerações futuras. Já que o filme Titanic será lembrado para sempre.

Meu sincero respeito por você. Vai com Deus.

Saudações a todos. Obrigado.
Jose Aurelio.
Da Europa.