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domingo, 7 de abril de 2013

Titanic: 101 anos de história em imagens

Acima, esquerda - Às 12:15 de uma quarta-feira cinzenta da primavera europeia, em 10 de abril de 1912, o Titanic solta amarras e parte da área portuária da cidade de Southampton, na Inglaterra. Havia se passado exatos três anos desde que a primeira peça de sua quilha havia sido assentada na Irlanda, e ele era então o maior navio do mundo, novo em folha. O barco seguiria a tradicional rota na travessia atlântica, carregado das esperanças de mais de 2.200 pessoas, ricos e famosos, pobres e anônimos.

Acima, direita -  Segunda-feira, 15 de abril de 1912: Cinco dias após o início da viagem este era o chocante legado deixado pelo desaparecimento do Titanic; 20 botes salva-vidas de madeira com as 700 afortunadas almas que escaparam do desastre, pairando sobre um oceano com 3.800 metros de profundidade. Aqui se vê o bote salva-vidas Nº 06 fotografado a partir do convés do Carpathia por volta das 08:00 da manhã, com apenas 28 ocupantes, quando na realidade poderia carregar até 65 pessoas. Nestas disparidades da inteligência humana, mais 500 vidas poderiam ter sido salvas apenas com o preenchimento até a capacidade máxima de todos os 20 botes.Outros tributos já prestados pelo Titanic em Foco
  • 97 anos do naufrágio (2009) - Aqui
  • 99 anos do naufrágio (2011) - Aqui
  • 100 anos do naufrágio (2012) - Aqui
Os frios números da tragédia
  •  Capacidade máxima do navio - 3.547 pessoas
  • Cerca de 2.200 pessoas embarcaram na viagem inaugural
  • Capacidade máxima de lotação dos 20 botes - 1.178 pessoas
  • Cerca de 705 sobreviventes (*ainda havia espaço nos botes, e poderiam ser salvas mais 500 pessoas)
  • Cerca de 1.500 mortes
  • Apenas 337 corpos resgatados
  • Cerca de 1.100 corpos desaparecidos
Titanic, 101 anos: 15 de abril de 1912 - 15 de abril de 2013
Ao lado -  Quarta-feira, 10 de abril de 1912, 12:15, porto de Southampton, Inglaterra: O Titanic solta amarras e vagarosamente deixa o cais Nº 44, se direcionando para sua 1ª escala, na cidade de Cherbourg, França. (Cenas de "Titanic" 1997)

O mês de abril de 2013 marca o centésimo primeiro "aniversário" do naufrágio do Titanic. Às 12:15 da tarde de uma quarta-feira, 10 de abril de 1912 o então novíssimo Titanic, o maior navio construído até aquela data, partia do cais Nº 44 do porto da cidade de Southampton, Inglaterra, com direção final à cidade de New York, nos Estados Unidos, onde pretendia-se a chegada na manhã da quarta-feira seguinte, 17 de abril, após uma semana sobre o trajeto de pouco mais de 5.000 Km que separa a costa Inglesa da costa estadunidense.

Após duas escalas ainda na Europa, uma na cidade de Cherbourg, França, em 10 de abril, e a outra em Queenstown (atual Cobh), na Irlanda, em 11 de abril, o Titanic foi entregue ao Oceano Atlântico. Durante os 04 dias seguintes sua tripulação foi por várias vezes alertada sobre a presença de icebergs à deriva no Atlântico; fato não suficiente para que precauções sérias fossem colocadas em prática a fim de garantir maior segurança à embarcação e a seus ocupantes.

As 23:40 de 14 de abril de 1912, sob um mar calmo e uma noite sem luar, o Titanic colide com um iceberg: durante os 160 minutos seguintes (2h e 40 min) o navio era tragado pelas águas gélidas do Atlântico, resultando em um dos mais memoráveis e clamorosos desastres marítimos da história. O desastre do Titanic foi diretamente responsável por um profunda reformulação nas normas de segurança no mar e no aprimoramento dos métodos de navegação dos navios desde então. O pesado custo, com a perca de 1.500 vidas no naufrágio do Titanic, foi também um evidente golpe na superestimada consciência de infalibilidade de toda uma geração.
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Ao lado - Por volta das 1:50 da madrugada da segunda-feira, 15 de abril de 1912, Oceano Atlântico Norte: A água gélida transborda para a secção de vante do Convés B; a partir de agora o Titanic, já condenado, têm não mais do que 30 minutos de vida. (Cena de "Titanic" 1997).

Para rememorar esta data o Titanic em Foco reúne aqui algumas das mais significativas imagens publicadas no blog desde a fundação deste em abril de 2009. Acompanhe um pouco da história do Titanic aqui apresentada durante os 04 anos desde a primeira matéria deste site, que é inteiramente dedicado à memória e ao legado cultural relacionado ao Titanic.

Esta matéria é um tributo inteiramente dedicado às 2.200 pessoas que embarcaram no Titanic, às 700 pessoas que se salvaram e às 1.500 que dele jamais se separaram.

Acompanhe Um tributo musical às vítimas do Titanic

Segue um tributo à história, aqui representado pela apresentação da jovem trompetista alemã Melissa Venema, na apresentação emocionante da canção "Il Silenzio" ("Canção do Silêncio"), composta por Nini Rosso e Guglielmo Brezza em 1965.

“Apenas a música é capaz de externar aquilo que com palavras não se consegue expressar”


Divulgação do vídeo - xversie
Estaleiros Harland and Wolff, Belfast, Irlanda do Norte - o "berço onde nasceu o Titanic"

Abaixo: Há exatos 105 anos, em 1908, esta era a visão das rampas de construção do Estaleiro Harland and Wolff, em Belfast. Recém reformuladas com a instalação dos novos e gigantescos pórticos de construção, as rampas especiais seriam o "berço" do Olympic e do Titanic para os próximos 03 anos de construção e, posteriormente, acomodariam também a construção do terceiro do trio, o Britannic.
Queen's Island, Belfast, hoje.
Acima: Uma vista aérea recente de Queen's Island, Belfast, em 2012. Aqui foram construídos o Olympic, o Titanic e o Britannic. Ao fundo vê-se o grande edifício com formato característico de proa estilizada do "Centro Titanic Belfast", aberto em maio de 2012, no centésimo aniversário do fim da construção do Titanic. A esquerda vê-se parte do Rio Lagan, onde o Titanic adentrou pela primeira vez no dia de seu lançamento, 31 de maio de 1911. 

Atrás do edifício estão as duas gigantescas rampas que abrigavam os pórticos onde os navios foram construídos. Em primeiro plano, na doca seca Hamilton, está o pequeno SS Nomadic, o centenário barco auxiliar do Titanic. O pequeno barco encontra-se em processo de restauro, e já conta com 102 anos de idade; abrirá em breve como museu e atrativo turístico. A direita a Queens Road (Rua Queens) e o centenário prédio de tijolos a vista, que abriga o antigo e inativo escritório dos projetistas, onde o Titanic foi desenhado. Acima, esquerda: O mesmo local e direção, aqui visto em uma foto tirada em 1911, quando os trabalhadores se retiravam após mais um dia de trabalho na construção do Titanic.
Três navios-irmãos encontram seu meio natural, a água, pela 1ª vez 
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Abaixo: Três navios-irmãos e três destinos diferentes. o primeiro, o Olympic, após gloriosos 24 anos de serviços na rota Europa-Estados Unidos e servindo como transporte de tropas na 1ª Guerra Mundial, foi aposentado em 1935 na cidade de Southampton e demolido na sequência. O segundo, o Titanic, colide com um iceberg em sua primeira viagem na noite de 14 de abril de 1912, naufragando nas primeiras horas do dia 15 de abril e causando a morte de mais de 1.500 pessoas. O terceiro, o Britannic, requisitado pelo Almirantado Britânico antes mesmo de sua completa equipagem, vai atuar como navio-hospital durante a 1ª Guerra Mundial. À 21 de novembro de 1916 colide com uma mina explosiva submarina e naufraga no Canal Kea, na costa da Grécia, causando a morte de 30 pessoas. 

Acima: O lançamento do casco do RMS Olympic no dia 20 de outubro de 1910, sete meses antes do lançamento do Titanic (o Titanic nesta data ainda está preso aos pórticos de construção, fora de quadro, a esquerda da rampa do Olympic). Para o dia do lançamento o casco do Olympic foi pintado com tinta cinza clara com finalidades estéticas; uma prática comum no dia do lançamento do primeiro navio de uma nova classe, pois isto fazia com que as linhas do barco aparecessem muito mais visíveis nas fotografias em preto e branco, beneficiando a publicidade. O casco do Olympic foi pintado de negro na sequência dos trabalhos de finalização.  Não se conhece qualquer gravação do dia da cerimônia de lançamento do casco do Titanic (em 31 de maio de 1911), no entanto afora detalhes menores, a visão teria sido exatamente a mesma do lançamento do Olympic.
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RMS Olympic.................................. RMS Titanic............................... ...HMHS Britannic
Queen's Island, Belfast, Irlanda do Norte, o local onde nasceu o Titanic

Abaixo: Uma visão aérea dos Estaleiros Harland and Wolff em Belfast, Irlanda do Norte, o "berço" onde nasceu o Titanic. A seta vermelha indica o exato local onde foram construídos o Olympic, o Titanic e o Britannic, chamados de "Olympic Class Liners" (Transatlânticos Classe Olympic). A seta amarela indica a localização da gigantesca doca seca Thompsom, onde foram realizados os trabalhos de finalização do trio de navios-irmãos. O mês de abril de 2012 marcou a abertura de um gigantesco museu dedicado ao Titanic no exato local onde o navio fora construído (na seta vermelha).
Os Estaleiros Harland and Wolff ontem e hoje

Abaixo: O mesmo local, três momentos diferentes - de 1909 à 1914 os Estaleiros Harland and Wolff foram palco da construção dos três navios-irmãos da White Star Line. O gigantesco estaleiro foi utilizado por décadas na construção de grandes navios, mas foi semi abandonado perante a crise no final dos anos de 1970. Hoje o local ganhou nova vida com a construção do Museu Titanic Belfast e, no futuro, haverá a completa revitalização visando a plena utilização da área para moradia, centro cultural, turismo e como um marco memorial à construção naval da cidade de Belfast e atração turística especificamente voltada ao Titanic, visto que foi aqui onde nasceu "o mais famoso navio do mundo".
1908: Enquanto isto... nos escritórios de desenho

Ao lado e abaixo: Engenheiros navais e desenhistas trabalhando nos projetos do trio 'Olympic Class' em um dos dois escritórios de desenhos da construtora de navios Harland and Wolff, na cidade de Belfast, Irlanda do Norte.


Ao fundo da sala está centralizada em exibição uma grande maquete com as características dos novos futuros navios; neste caso a maquete representa o primeiro do trio, o Olympic. 

A poucas dezenas metros atrás destas janelas estavam as rampas do estaleiro onde o Olympic, o Titanic e o Britannic seriam erigidos nos próximos anos.
Uma publicidade para ninguém botar defeito

Ao lado: A "Oceanic House", localizada na rua Cockspur, em Londres. Aqui estava o belo escritório da Companhia de navegação White Star Line, proprietária do Titanic. 

 Nesta foto, tirada em 1911, o edifício está decorado para a coroação do Rei George V (22 de junho) e em celebração à inauguração do Olympic, que partiria em sua primeira viagem em 14 de junho daquele ano. Acima da porta de entrada do prédio se vê uma grande maquete do Olympic, a qual era belamente iluminada durante a noite.

Titanic e Olympic, dois irmãos construídos lado a lado

Abaixo: O Titanic (esquerda) e o Olympic (direita) no estaleiro Harland and Wolff em Belfast, Irlanda do Norte. O Olympic preparado para ser lançado ao mar, evento que ocorreu no dia 20 de outubro de 1910, quase sete meses antes do lançamento do Titanic, que ocorreu no dia 31 de maio de 1911. Os dois navios-irmãos eram tão similares que apenas um fato os separa nas fotos do lançamento de ambos: o Olympic foi pintado com tinta cinza clara para o dia do lançamento (com propósito de melhorar a nitidez do navio nas fotografias publicitárias); o Titanic foi lançado plenamente pintado com tinta negra.
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Dois bravos sobreviventes do Titanic

Ao lado: Bertram Vere Dean e Eva Hart, sobreviventes do Titanic, examinam lembranças do navio no Merseyside Maritime Museum, na cidade de Liverpool, Inglaterra (década de 1980). Os itens incluem o enorme modelo dos construtores, um colete salva-vidas de cortiça, uma colher de prata, um relógio e chaves recuperados junto à uma vítima e um letreiro metálico de um dos botes salva vidas. Bertram era irmão de Millvina Dean, a última sobrevivente do Titanic (falecida em 31 de maio de 2009); ele faleceu aos 81 anos, em 14 de abril de 1992, coincidentemente no mesmo dia do aniversário de 80 anos da colisão do Titanic com o iceberg. Eva Hart faleceu em 14 de fevereiro de 1996, aos 91 anos.
SS Nomadic, o barco auxiliar do Titanic que sobreviveu ao tempo 


Ao lado e abaixo: O pequeno barco de transbordo de passageiros SS Nomadic em Chebourg, França. Ele é hoje o último barco existente da extinta White Star Line, foi também nele que embarcou o mais rico passageiro do Titanic, John Jacob Astor junto de sua jovem esposa Madaleine. Ele fora lançado em 1911, como lancha de apoio para o embarque de passageiros a partir do porto de Cherbourg, pois o porto não possuía estrutura para receber navios de grande porte, como o Olympic e o Titanic. Nos próximos meses (até o final de 2013), com o final do processo de restauro, o Nomadic abrirá como museu e atrativo turístico, junto ao Centro Titanic Belfast.
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Tarde de 10 de abril de 1912, Cherbourg, França, a 1ª escala do Titanic

Abaixo: O Titanic ancora na cidade de Chebourg, França, no fim da tarde de 10 de abril de 1912. Junto do navio atraca o recém lançado SS Nomadic, também de propriedade da Companhia de navegação White Star Line.

Aqui embarcaram mais 274 passageiros da 1ª, 2ª e 3ª classes, e desembarcaram 24 "sortudos" que escaparam da tragédia em 15 de abril, apenas cinco dias depois desta bela cena. O breve contato do Nomadic com o Titanic lhe garantiu uma rápida aparição no filme "Titanic" 1997 (como visto na cena acima).

(Ilustração de Ken Marschall, 1977)
Seis personalidades que embarcaram no Titanic 

Abaixo: Foi no SS Nomadic que em 10 de abril de 1912 rumo ao Titanic em Cherbourg, França, embarcaram Benjamin Guggenheim e sua amante Madame Léontine Aubart, o Coronel John Jacob Astor, a socialite americana Molly Brown, a modista Lady Duff Gordon e o marido Cosmo Edmund Duff-Gordon. Duas pessoas da fotografia abaixo viriam à perecer no naufrágio: Benjamin Guggenheim e John Jacob Astor, o 1º e o 3º na sequência de imagens.
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  Titanic (1997) e a representação do fim do Capitão Edward John Smith

Abaixo: No filme Titanic (1997), dirigido por James Cameron, Edward J. Smith, o Capitão do Titanic, foi interpretado pelo ator Bernard Hill. As cenas mostram que nos momentos finais, em estado de grande angústia, Smith se tranca na casa do leme, enquanto a água toma conta da ponte de comando. O final do capitão chega quando logo em seguida os vidros das janelas se arrebentam devido à grande pressão da água.
A cena, apesar de muito impactante, é apenas uma recriação livre de compromisso histórico, visto que não há qualquer testemunho de que o Capitão Edward John Smith tenha se trancado na ponte de comando.

Os testemunhos oficiais dão conta apenas de que ele fora visto nas proximidades da ponte de comando nos minutos finais do naufrágio, mas não há qualquer evidência factual de como foram os últimos instantes do capitão do Titanic.

Entre momentos fictícios, lendas e histórias mal contadas, uma coisa parece certa: o Capitão Smith, sendo o topo das autoridades a bordo, poderia ter facilmente requerido um bote e salvo sua própria vida; no entanto sua bravura provada com a própria morte no Titanic, lhe conferiu um grandioso título de coragem e de dignidade, ainda que suas ações não tenham sido as ideais no que se refere à navegação e evacuação segura e suas atitudes sejam discutidas até a presente data.
  Notícias chegam em New York: manhã de 18 de abril de 1912

Abaixo: Em New York a tragédia ia ganhando contornos mais precisos enquanto os jornais buscavam incessantemente por notícias concretas da tragédia. O jornal New York American publicava as últimas atualizações em um grande painel de divulgação escrito à mão para a ansiosa multidão que buscava por informações. No painel lê-se: 

Últimas notícias: Navio da White Star "Titanic" - Justice Davidson de Montreal recebeu mensagem particular "TODOS DE MONTREAL À SALVO" - Entre as pessoas proeminentes que foram salvas estão a Srtª J.J. Astor, Condessa de Rothes, Cosmo Duff Gordon, ...
Chelsea Piers, New York, o destino que o Titanic jamais conseguiu alcançar

Abaixo, esquerda: Chelsea Piers, em New York, por volta de 1910, onde os gigantescos transatlânticos de variadas companhias de navegação aportavam e partiam durante décadas. A seta amarela aponta para o atracadouro Nº 59, de propriedade da Companhia White Star Line, onde o Titanic teria aportado na manhã de 17 de abril, caso não houvesse naufragado. Neste píer o Carpathia desembarcou os botes salva-vidas vazios do Titanic na noite de 18 de abril de 1912. Direita: Exatamente o mesmo local em sua configuração atual, transformado em um complexo esportivo de golf e estúdio de gravações.
Cais Nº 59, New York, o cais que nunca recebeu o Titanic

Abaixo: O píer 59 da White Star Line em fotografia tirada a partir do Rio Hudson. Foi aqui onde foram desembarcados os botes vazios do Titanic pelo navio Carpathia. A despeito da grande tragédia, a Companhia White Star Line continuou utilizando o local durante décadas para embarque e desembarque de passageiros em seus navios.
Noite de 18 de abril de 1912: 700 sobreviventes e apenas 13 botes salva-vidas...
Foi o que restou do Titanic.

Abaixo: O Carpathia deixa os botes salva-vidas do Titanic nas águas do Rio Hudson, no píer 59 da White Star Line. Os passageiros permanecem no navio, e só serão desembarcados mais tarde, no píer Nº 54, da Cunard Line.
Manhã de 19 de abril de 1912: 13 botes salva-vidas e memórias para serem apagadas

Abaixo: Os botes salva-vidas, tudo o que restou do suntuoso Titanic. Apenas 13 deles foram resgatados pelo Carpathia, os restantes 07 botes foram abandonados vazios no mar. Um mês após a tragédia o 14º bote foi trazido pelo navio RMS Oceanic. Curiosamente, após o processo de resgate dos sobreviventes, 06 botes foram abandonados vazios para sempre no mar, desaparecendo definitivamente dos registros históricos. Apenas 14 botes salva-vidas do Titanic foram efetivamente levados para New York (13 pelo navio RMS Carpathia e 01 pelo navio RMS Oceanic), e estes 14 botes igualmente desapareceram dos registros históricos: sucateados, vendidos, reaproveitados... nem mesmo os historiadores mais ávidos sabem o verdadeiro paradeiro destas relíquias históricas.
  Pier Nº 54, o local que recebeu os 700 sobreviventes do Titanic

Abaixo: Uma visão aérea do píer 54 da Cunard Line. Na imagem, onde vê-se o trágico RMS Lusitania, fora onde atracou o Carpathia, desembarcando os pouco mais de 700 sobreviventes do Titanic.
RMS Carpathia, o navio herói

Abaixo: O Carpathia atracado ao píer 54, da Cunard Line. Seis anos após ter atuado no resgate dos sobreviventes do Titanic, em 17 de julho de 1918 o Carpathia naufragou após ser atingido por um torpedo disparado pelo submarino Alemão U-55, enquanto fazia parte de um comboio a leste da costa da Irlanda.
  Os restos de uma época

Abaixo: A arquitrave de entrada para o extinto píer Nº 54, onde desembarcaram os sobreviventes do Titanic trazidos para New York a bordo do RMS Carpathia. Na inscrição no frontal do pórtico ainda se pode ler "Cunard White Star", o nome oficial assumindo pela Companhia Cunard Line na década de 1930, quando incorporou a quase falida White Star Line.  Um 'raio X' do Titanic

Abaixo: Uma ilustração publicitária de época sobre os dois navios irmãos, Olympic e Titanic, divulgada pela Companhia White Star Line, proprietária de ambos. A ilustração foi totalmente reeditada pelo Titanic em Foco para uma visualização básica das acomodações interiores do transatlântico.
  As 'entranhas' do Titanic

Abaixo: Uma visão geral dos interiores do Titanic na ilustração do norte-americano Ken Marschall. *Reedição de imagem, adaptação e tradução por Titanic em Foco.
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Titanic, um gigante de um distante passado
  As primeiras e últimas fotos do Titanic

Abaixo: Em uma foto autêntica, tirada a bordo do Titanic, o garoto Douglas Spedden se diverte ao brincar com um pião acompanhado de seu pai, Frederic Oakley Spedden, e outros dois passageiros da 1º classe. A fotografia foi tomada pelo missionário jesuíta Francis Browne, às portas de entrada para as duas salas Palm Court, localizadas à ré do Convés de Passeio (convés A) da primeira classe. O "padre Francis Browne" (como ficou conhecido posteriormente) se salvou da tragédia ao desembarcar na cidade de Queenstown, Irlanda, em 11 de abril de 1912, levando consigo as últimas fotografias verídicas conhecidas dos conveses do Titanic. Frederick morreria em 1947 devido a um infarto enquanto nadava em uma piscina em Palm Beach, no estado da Flórida. Seu filho, Douglas, morreria em 08 de agosto de 1915, aos 09 anos, devido aos ferimentos causados por um atropelamento.

Acima: A fotografia verídica de Francis Browne fora utilizada como base de inspiração para a recriação de uma cena em "Titanic" (1997). Na tomada em questão, o pequeno garoto Douglas aparece tal e qual na imagem verídica, brincando de pião à ré do Convés de Passeio da 1ª classe acompanhado de seu pai (aqui vivido pelo historiador do Titanic Don Lynch); enquanto que ao fundo, o personagem ficcional Jack Dawson (interpretado por Leonardo DiCaprio) invade clandestinamente a 1ª classe após saltar por sobre as grades a partir do Convés B, da 2ª classe, localizado diretamente abaixo.
 
  A maior maquete do Titanic já construída...

Ao lado e abaixo: O gigantesco modelo construído especialmente para as cenas do filme "Raise the Titanic" ("O resgate do Titanic", 1980) mergulhado em um tanque na costa grega, plenamente iluminado e preparado para um das tomadas do filme. Este modelo teve um custo de cerca de 5 milhões de dólares para ser concluído em 1980. Na verdade era um modelo impressionante, pesando 10 toneladas, com uma altura de 3,65 m e comprimento de 17 m.

A estrutura principal do casco era uma fôrma de fibra de vidro e a estrutura superior e os detalhes do convés são de madeira, aço e resina. O interior do casco era equipado com tanques de flutuação e tubulações que permitiam a passagem da água para que o modelo viesse à tona durante as gravações. Medindo 17 metros de comprimento, a imensa maquete tinha apenas 6,2 % das dimensões do verdadeiro Titanic, o qual media 269,1 m. de comprimento. Se colocado na posição vertical, o modelo teria aproximadamente a mesma altura de uma chaminé do grande transatlântico real. Cada uma das quatro chaminés do Titanic media 19 m. de altura, portanto tinham 02 metros a mais do que o comprimento total da maquete.
Abaixo: Membros da equipe de efeitos especiais preparam o modelo (aqui já convertido para sua versão "apodrecida") para a tomada de uma nova cena. Note a linha divisória que separa a água contida no tanque e a água do Mar Mediterrâneo, que fica à frente da piscina onde está o modelo.
2011: Enquanto isto, num quintal da Escócia...

Abaixo: Ao mencionar a palavra Titanic pode-se apostar que até mesmo uma criança recém-nascida vai narrar o que aconteceu com o malfadado navio em 1912. O transatlântico de luxo afundou em 15 de abril após atingir um iceberg, mas até hoje continua sendo o mais famoso navio de passageiros de todos os tempos. No 100 º aniversário deste trágico acontecimento, Stan Fraser, entusiasta da marinha de 46 anos de idade, surge com uma maquete de 30 m de comprimento do RMS Titanic, a qual funcionará como um museu marítimo e café, de acordo com Stan. A réplica está assentada nos fundos de seu quintal na cidade de Inverness, Escócia.
Luxo revivido: A Grande Escadaria é reconstruída para o megasucesso "Titanic"
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Acima: A mocinha da ficção, Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet), vai de encontro ao seu par romântico, Jack Dawson (Leonardo DiCaprio), que a aguarda sobre o lance central da famosa Grande Escadaria dianteira da 1ª classe, aqui vista em seu mais admirado patamar, situado entre o 'Convés de Botes' e o 'Convés A' (cena de "Titanic", 1997, dirigido pelo canadense James Cameron).

Ao lado e abaixo - A Grande Escadaria reconstruída para os cenários do filme "Titanic" (1997). A reprodução fiel foi possível graças às fotografias e às peças sobreviventes da escadaria do RMS Olympic, o navio-irmão do Titanic, das quais foram feitas cópias em gesso artisticamente pintadas para se assemelharem à madeira de carvalho nobre esculpido.

A excelência do trabalho de cenografia pode ser vista em cada detalhe fielmente reproduzido e, à exceção dos dois lances centrais que foram alargados em cerca de 50 cm em cada lado, praticamente todo o restante segue quase à perfeição a obra original. Este ambiente faz diversas aparições durante o filme, se tornando um ponto de alguns dos encontros dos personagens protagonistas Jack e Rose (vividos por Leonardo DiCpario e Kate Winslet), e é também retratado durante a sequência final, quando a bela escadaria é destruída pela brutal invasão das águas.
E na costa do Oceano Pacífico: o Titanic renasce nas praias do México em 1996

Abaixo: O cenário exterior do Titanic construído para o filme homônimo de 1997, construído em um estúdio exclusivo junto à praia do Rosarito, na costa da cidade de Baja California, México, no Oceano Pacífico. A réplica media 236 metros de comprimento (33 metros menor que o verdadeiro navio), alojada numa piscina cheia com 64 milhões de litros de água do mar. Após as gravações o gigantesco cenário foi desmontado, tendo grande parte de seus adereços leiloados e direcionados a museus e instituições históricas. CURIOSIDADE: A gigantesca piscina de concreto onde aloja-se o cenário do navio não era integralmente profunda; apenas a área situada diretamente ao redor do navio cenográfico possuía diferentes níveis de maior profundidade [que variavam de 4,5 m até 12 m de profundidade]; todo o restante do tanque possuía não mais que 1,2 m de profundidade, funcionando apenas como um espelho d'água, suficiente apenas para que os botes cenográficos pudessem flutuar sem tocar o fundo.
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O que afundou o Titanic?
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  Uma gigantesca banheira....

Abaixo: Doca seca Thompson, Belfast, Irlanda do Norte. Aqui foram realizados os trabalhos de finalização e pintura do Olympic, do Titanic e do Britannic, os três navios-irmãos.
  Pier Nº 59, década de 1920: Um destino final que o Titanic jamais encontrou

Abaixo: O Olympic atracado na doca 59 da White Star Line no porto de New York, o mesmo local onde o Titanic teria atracado em 17 de abril de 1912. A contínua fileira de botes salva-vidas no convés superior evidencia que esta é uma imagem pós desastre do Titanic, quando foram feitas bruscas alterações nas leis da segurança naval, obrigando todos os navios à disporem de botes salva-vidas para todos a bordo.
O curto caminho do Titanic

Abaixo: Mapa referencial com os locais relacionados à viagem, naufrágio e resgate dos corpos do Titanic.
O que a White Star Line dizia sobre a Grande Escadaria?

Acima: Ilustração e texto extraídos diretamente de um panfleto publicitário de época publicado pela Companhia White Star Line, antecipando a beleza e benefícios dos interiores do Olympic e do Titanic.
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A Escadaria
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"Nós deixamos o convés e passamos através das portas que nos levam ao interior do barco e, como por mágica, perdemos o sentimento de que estamos a bordo de um navio, a sensação é de que estamos entrando no saguão de uma grande casa em terra. Dignos e simples painéis de carvalho cobrem as paredes, enriquecidos em alguns lugares por trabalhos de entalhe, reminescentes dos dias quando Grinling Gibbon colaborava com seu grande contemporâneo, Wren.

No meio do saguão se ergue uma graciosa escadaria curva, sua balaustrada sustentada por leves volutas de ferro com ocasionais toques de bronze, na forma de flores e folhagens. Acima de tudo um grande domo de ferro e vidro verte uma inundação de luminosidade pelas escadas abaixo. No lance abaixo há um grande painel esculpido que contribui com seu toque de riqueza na sobriedade da composição das paredes de painéis simples. O painel contém um relógio, e em cada um dos lados há uma figura feminina, uma composição simbolizando a Honra e a Glória Coroando o Tempo.

Olhando por sobre a balaustrada, nós vemos as escadarias precipitando-se para os muitos pisos inferiores. Voltando-nos para o lado poderemos ser poupados do trabalho de descer os degraus ao entrar em um dos elevadores com seu suave deslizar que nos levará rapidamente a quaisquer outros dos inúmeros pisos do navio que queiramos visitar. A escadaria é um dos principais atributos do navio, e será muito admirada como sendo, sem dúvida, a mais fina obra deste tipo no mar."

Ao lado - Um pequenino trecho de um vídeo publicitário, gravado na década de 1920, sobre as acomodações interiores do RMS Olympic. A cena mostra alguns passageiros da 1ª classe ao descerem os degraus do lance principal da Grande Escadaria, no Convés A, onde se localizava o belo querubim luminária fundido em bronze. Estas são as únicas imagens em filme conhecidas da Grande Escadaria.

Família Odell e Francis Browne: os primeiros e últimos passageiros fotógrafos no Titanic

Abaixo: As últimas imagens que se conhece dos conveses do Titanic foram feitas pelas afortunadas mãos deste grupo de pessoas, passageiros "sortudos" que escaparam da tragédia ao desembarcar em Queenstown, Irlanda. À esquerda a família Odell posa no Convés de Botes do Titanic, ao lado da elevação do teto da Sala de Leitura e do Lounge (sala de estar). À direita o ex passageiro Francis Browne (muitos anos após ter passado pelo Titanic) segura em suas mãos o objeto de seu hobby, uma máquina fotográfica. Apenas em 1986, 74 anos após o naufrágio, as preciosas fotos que Francis Browne tirou do Titanic foram descobertas em um baú.
Inspeção pública ao RMS Olympic: algo que jamais aconteceu com o Titanic

Abaixo - Inspeção pública ao RMS Olympic. A contínua fileira de botes salva-vidas no convés superior evidencia que esta é uma foto pós desastre do Titanic, quando o Olympic foi reequipado com a adição de botes salva-vidas que ocuparam completamente o lado de bombordo e estibordo do Convés de Botes. Esta ampla abertura à visita da comunidade não ocorreu com o Titanic. 
A Grande Escadaria em 1912... e em sua situação atual
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Acima - Hoje a majestosa Grande Escadaria do Titanic não vai além de um gigantesco buraco vazio, por onde as dezenas de equipes de exploradores conseguem fazer imagens dos interiores do navio naufragado através da utilização de robôs câmera, teleguiados remotamente pelos submarinos que "pousam" sobre as bordas deste "precipício", onde antes ficava a bela escadaria de madeira de carvalho polido e grades de ferro forjado e bronze.

Uma viagem de apenas 05 dias / um repouso de 101 anos
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Acima: Aqui vê-se proa do Titanic, tal qual hoje se encontra há 3.800 metros da superfície, no Oceano Atlântico Norte, através de uma arte do norte-americano Ken Marschall, o mais célebre artista ilustrador do Titanic. O local se tornou famoso pelas cenas românticas do filme "Titanic" (1997). 

Originalmente este ponto do navio estava há 15 metros de altura da linha d'água. O brutal impacto do navio com o solo do mar na madrugada de 15 de abril de 1912 fez o extremo da proa literalmente "atolar" 18 metros no solo marinho; hoje esta área extrema frontal do Titanic encontra-se maciçamente fincada 06 andares no leito lamacento do mar, escondendo para sempre até mesmo os danos causados pela colisão com o iceberg.
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Ao lado: O extremo dianteiro da proa do Titanic lentamente é tragado pelas águas do Oceano Atlântico enquanto a água incontrolavelmente vai tomando conta dos interiores do barco (Cena de "Titanic", 1997)

O escombros do Titanic repousam na escuridão marinha eterna, a luz solar jamais alcança os 3.800 metros de profundidade; os restos do navio hoje só se iluminam através dos potentes holofotes carregados pelos submarinos das muitas expedições que o visitaram desde que fora finalmente redescoberto na madrugada de 01 de setembro de 1985, setenta e três anos após desaparecer sobre as águas.
Acima: A área da popa, destacada do navio após a quebra e submersão da parte frontal, sofreu enormemente os danos causados pelo mergulho brutal no oceano. Devido ao enorme rombo causado pela ruptura, a popa enfrentou um processo de contínua destruição durante o mergulho livre de quase 4 Km em direção ao fundo do Atlântico. (Ilustração de Ken Marschall)

Enquanto a estrutura principal se manteve relativamente intacta, uma considerável parte da "pele de aço" e os aparatos de convés foram literalmente varridos de suas estruturas, um efeito devastador que tornou esta porção do navio em uma massa quase irreconhecível. Apesar dos enormes danos ainda é possível reconhecer parte do mastro contorcido entre os escombros, boa parte do chapeamento do casco no lado de bombordo (esquerda do navio) e a porção superior da hélice de estibordo (direita do navio) e do leme, que encontram-se parcialmente soterrados no leito oceânico.
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Ao lado: A popa do Titanic mergulha violentamente em direção ao fundo do Oceano Atlântico às 2:20 da madrugada de 15 de abril de 1912 (Cena de "Titanic", 1997)

Esta foi a área onde refugiaram-se as últimas vítimas do naufrágio, que nos estágios finais se dirigiram para a parte posterior do castelo de popa, a última porção do navio à submergir as 2:20 da madrugada de 15 de abril. As explorações em vídeo desta área são bastante reduzidas em relação à parte frontal do navio, em parte devido ao fato de que poucas coisas aqui são reconhecíveis à primeira vista.
Os espólios de um gigante do passado
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Acima: Um dos turcos (guindastes) responsáveis por sustentar e baixar os botes salva-vidas. Poucos destes equipamentos resistiram no convés de botes, e este em especial parece demonstrar as forças brutais que "varreram o Titanic" em sua descida à quase 4 mil metros de profundidade. Na madrugada de 15 de abril de 1912, este equipamento foi parte dos aparatos essenciais no processo de salvamento. 

Direita: Numa fotografia tirada no Convés de Passeio da 2ª classe do Olympic (o navio irmão do Titanic), vê-se o conjunto dos bote salva-vidas Nºs 10, 12, 14 e 16 com seus respectivos turcos (guindastes). No Titanic este modelo de guindaste funcionou primorosamente na madrugada do naufrágio, permitindo a evacuação de 18 dos 20 bote salva-vidas de modo seguro. Os únicos 02 botes salva-vidas do Titanic que não foram lançados à partir destes aparatos estavam alojados em posições de difícil acesso junto à base da chaminé Nº 01, completamente fora do alcance destes guindastes.  

Acima: Numa foto realmente tirada a bordo do Titanic, o capitão Edward John Smith posa defronte às janelas dos alojamentos dos oficiais no Convés de Botes. Abaixo: Duas das várias janelas voltadas para o convés de botes. Atrás destas janelas ficavam os quartos dos oficiais.
Abaixo: Numa visão tomada entre os conveses B e C, pode se notar a área afetada pela ruptura do navio na madrugada do naufrágio. Para além desta área, 600 metros adentro da escuridão, repousa a popa do que fora um dia o maior e mais belo navio do mundo.
Dois gêmeos idênticos?... Bem, quase idênticos

Ao lado - Sábado, 03 de fevereiro de 1912, Belfast, Irlanda do Norte: o Titanic adentra a doca seca Thompson para a realização dos trabalhos de finalização, apenas 67 dias antes da viagem inaugural, que iniciou-se em 10 de abril; Estas são as únicas imagens autênticas em filme conhecidas do Titanic.

Abaixo, sábado, 02 de Março de 1912 - O Olympic (esquerda) adentra a doca Thompson para efetuar os reparos na hélice de bombordo, após perder uma de suas pás em uma colisão com um banco de areia submerso em fevereiro. O Titanic (direita) em estágios de finalização têm sua viagem inaugural cancelada e remarcada para 10 de abril. Esta seria uma das últimas imagens dos dois navios-irmãos lado a lado. A curiosa impressão de que o Olympic (esquerda) é maior que o Titanic, é devido ao simples fato de que o Olympic se encontrava ligeiramente mais próximo da lente do fotógrafo, ou seja, uma ilusão de ótica. Os dois navios-irmãos mediam 269 metros de comprimento e tinham também a mesma largura e altura (algumas fontes dão conta de que o Titanic media 10 cm a mais, ou seja 269,1 m.). Porém o “trono” de maior navio do mundo pertencia ao Titanic devido à seu peso adicional: O Titanic pesava 1.004 Toneladas a mais que seu gêmeo, ou seja, 1 milhão e 4 mil quilos a mais que o Olympic (46.328 Toneladas do Titanic contra 45.324 Toneladas do Olympic).
 Olympic....................................................................... Titanic

  Cais Nº 44, Southampton, Inglaterra: Foi aqui que a jornada começou

Abaixo: O antigo Museu Marítimo de Southampton (hoje fechado) exibe o relógio da Grande Escadaria do Olympic. O museu localiza-se muito próximo da antiga doca que pertenceu à extinta White Star Line (a longa doca à direita), de onde partiu o Titanic em 10 de abril de 1912 e onde o Olympic fazia o embarque de passageiros durante sua carreira ativa.
Três badaladas que mudaram a história da navegação...


 Ao lado: Cenas de "Titanic" (1997)

Abaixo, esquerda: 14 de abril de 1912, 23:40, Oceano Atlântico Norte - Três badaladas fortes ressoam do sino do cesto da gávea. O Primeiro Oficial William McMaster Murdoch vê o perigo que se aproxima e grita para o contramestre Robert Hichens ao timão, dentro da casa do leme (Ilustração de Ken Marschall, 1992). Abaixo, direita: A 12 metros do piso do navio e a 27 metros do nível do mar, os vigias Frederick Fleet e Reginald Lee avistam o grande iceberg no cesto da gávea do Titanic, o imenso bloco flutua a cerca de 500 metros diretamente à frente. 
Passeando pelo Titanic, 11 de abril de 1912, Queenstown, Irlanda

Abaixo: O Convés de Passeio da 2ª classe, ao lado da 4ª chaminé do Titanic, em uma fotografia tomada enquanto o navio esteve ancorado na cidade de Queenstown, Irlanda, em 11 de abril de 1912, sua segunda e última escala na Europa. Dezenas de espreguiçadeiras são vistas recostadas na plataforma elevada do teto da Sala de Fumantes. Estas cadeiras dobráveis eram locadas pelos passageiros através do balcão do Comissário de Bordo, no Convés C, e não poderiam ser levadas e trazidas para qualquer lugar no Convés, tinham marcação de local fixo onde deviam ser obrigatoriamente colocadas. Na esquerda da imagem se pode notar os botes salva-vidas Nºs 10, 12 e 14. 

As três pessoas caminhando sob pesadas roupas são as cunhadas Elsie Doling (18), Ada Julia Doling (34) e Edwin Frederic Wheeler (24), todos os três eram passageiros da 2ª classe. Edwin era criado particular do milionário norte-americano George Washington Vanderbilt, que cancelou sua passagem no Titanic, mas o enviou com passageiro da 2ª classe. Edwin pereceu na tragédia e seu corpo, se recuperado, jamais foi identificado. Elsie e Ada sobreviveram à tragédia.
Uma maquete de respeito: o Titanic renasce nos efeitos especiais em 1997

Ao lado e abaixo: Ao contrário do que fora mostrado no filme "Titanic" de 1997, as chaminés do Titanic na realidade não possuíam nenhuma iluminação noturna especial. A única luminosidade que recebiam era indireta, vinda das fracas lâmpadas que iluminavam o convés, portanto as quatro se apresentavam bastante obscuras durante a noite, difíceis até mesmo de serem vistas à distância.  

Curiosidade: A cena foi gravada com um modelo do Titanic (maquete) em escala 1:20, com 13,45 metros de comprimento. A maquete demorou 5 meses para ser concluída, incorporando extremo nível de detalhes técnicos. A cena fora gravada em estúdio fechado com uma câmera de movimento controlado por computador. Na pós-produção a tomada recebeu os toques da realidade com a adição da fumaça, céu, estrelas e mar gerados através de complicados métodos de computação gráfica e animação. Este grande modelo permanece até hoje como uma das maiores e mais completas maquetes do Titanic já construídas.
A primeira, a única e a última foto da cabine telegráfica

Abaixo: A única fotografia conhecida da Sala de Telégrafo do Titanic, de costas, operando o aparelho de telégrafo, está o operador Harold Bride. Harold sobreviveu à tragédia com os pés feridos pelo congelamento, mas perdeu seu companheiro de trabalho, Jack Philips, que morreu na tragédia.

E assim era o portal para dentro do Titanic: O saguão de entrada para a 1ª classe


Ao lado - O Titanic fotografado pelo passageiro Francis Browne em seu desembarque no dia 11 de abril de 1912, na cidade de Queenstown, na Irlanda (04 dias antes da tragédia). Na foto pode-se nitidamente observar as duas pesadas portas de aço que acessavam o saguão de entrada da 1ª classe no lado de estibordo do navio (o mesmo lado da colisão com o iceberg).
 
Abaixo: Uma reconstituição gráfica do saguão de entrada da 1ª classe do Titanic, localizado a estibordo (direita do navio) no Convés D, junto aos elevadores e adjacente à Recepção do Salão de Jantar. As duas portas de aço com treliças de ferro ornamental que se vê na imagem foram instaladas no imenso paredão negro do casco do navio, e ofereciam acesso imediato ao exterior do barco; foi através de portas exatamente iguais a estas que os passageiros da 1ª classe embarcaram no Titanic na manhã de 10 de abril de 1912, vindos diretamente das passarelas de embarque do porto da cidade de Southampton. Numa situação hipotética, se um passageiro caísse por uma destas duas portas, a queda seria de 07 metros até a água.

A cozinha e as dispensas ficavam bastante distantes daqui, e o armário ao fundo foi instalado com o propósito de apoiar o trabalho dos garçons que atuavam neste convés. No armário foram armazenados talheres, pratos, xícaras e pires auxiliares para agilizar o serviço de atendimento aos passageiros acomodados na Recepção da 1ª classe, antes e/ou após as refeições. Diferente de toda a área do Salão de Jantar, Recepção e Elevadores, aqui o teto e a iluminação era muito simples, deixando evidente o formato das vigas de sustentação do piso superior. (Crédito fotográfico: Titanic Lost in the Darkness)
Reunião da 3ª classe: o amplo salão no Convés D

Abaixo: Uma reconstituição gráfica do Espaço Aberto da 3ª classe. A foto ilustra de modo muito próximo todo o visual do ambiente, substituindo a completa ausência de fotografias deste local no Titanic. A imagem mostra a porção de estibordo da sala, voltada na direção da proa, apenas 04 conveses acima do local onde aconteceu a colisão com o iceberg na noite de 14 de abril. Aqui pode-se notar a contínua corrente de contenção posicionada ao longo das aberturas dos porões, um local protegido devido ao risco de queda oferecido pelas duas aberturas que se precipitavam por vários conveses abaixo, como um poço. A porta ao fundo (no meio da imagem) seria utilizada para o desembarque de carga no porto de New York. Neste salão haviam 21 portinholas (janelas circulares, de aproximadamente 35 cm de diâmetro cada uma), todas voltadas diretamente para o exterior do navio. O salão media cerca de 23 metros de comprimento máximo e 24 metros de largura em sua porção traseira; na área dianteira, reduzida pelo formato "afunilado" da proa, o salão media 19 metros de largura máxima.
Scotland Road, Convés E: Um gigantesco corredor, a 'artéria principal' do Titanic

Abaixo: Nesta fotografia tirada no dia 11 de abril de 1912, na 2ª e última escala do Titanic, em Queenstown, Irlanda, o destaque indica a localização e os extremos da cobertura do gigantesco corredor apelidado como Scotland Road, no Convés E do Titanic. Devido à sua enorme extensão, que iniciava-se na proa e finalizava-se na popa, a Scotland Road se ajustava à leve curvatura para cima das extremidades do navio. Em um cálculo aproximado, o corredor percorria de uma ponta à outra cerca de 220 dos 269,1 metros do navio, facilitando enormemente o acesso da tripulação à qualquer área, sem a necessidade de recorrer aos quilométricos corredores sinuosos que percorriam o barco.
Abril de 2012: 100 anos depois o Titanic é totalmente revelado
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Ao lado:  Neste mapa fotográfico real, as grandes seções da proa e da popa do Titanic descansam há cerca de 600 metros uma da outra, separadas por um grande campo de pequenos e grandes destroços. Como já previamente sabido, a seção da proa (frente do navio) continua notavelmente preservada com seu formato característico, enquanto que a seção da popa (traseira do navio) se apresenta como um amontoado incaracterístico de escombros. Proa e popa apontam em direções opostas, cada parte voltada para direções diferentes, elas não caíram na exata posição em que se encontravam na superfície.

Após a ruptura do navio em duas partes na madrugada da tragédia em 15 de abril, as duas partes desceram ao fundo comportando-se de modo diferente: A proa deslocou-se para frente, colidindo violentamente com o leito marinho relativamente inteira. Enquanto que a seção da popa, gravemente afetada pela ruptura da parte frontal, enfrentou uma brutal descida ao abismo com correntes aquáticas geradas pelo movimento de queda e girou durante este processo, arremessando muitos destroços no solo marinho.nnnnnnnnApós a ruptura do navio em duas partes na madrugada da tragédia em 15 de abril, as duas partes desceram ao fundo comportando-se de modo diferente: A proa deslocou-se para frente, colidindo violentamente com o leito marinho relativamente inteira. Enquanto que a secção da popa, gravemente afetada pela ruptura da parte frontal, enfrentou uma brutal descida ao abismo com correntes aquáticas geradas pelo movimento de queda e girou durante este processo, arremessando Repousando na escuridão eterna: A arte 'ilumina' o que sobrou do Titanic

Acima e abaixo - A proa e a popa descansam a aproximadamente 600 m de distância. Devido à dinâmica da descida na madrugada de 15 de abril suas respectivas posições no fundo do mar não são exatamente abaixo de onde afundaram.

Tendo em vista a extrema escuridão do ambiente onde os escombros do Titanic se encontram, não é possível a visualização do panorama completo em uma só imagem fotográfica, restando então apenas as reconstituições artísticas (acima e abaixo), as quais são as únicas que permitem exibir todo o panorama virtualmente iluminado.
"BIG PIECE": A maior peça já resgatada do Titanic

A popularmente chamada "BIG PIECE" (Grande Peça) do Titanic. Clique na imagem e assista ao resgate.
Acima: 10 de agosto de 1998, a empresa RMS Titanic INC. resgata uma peça de 17 toneladas do casco do Titanic.
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Ao lado: A mesma peça após passar pelo processo de preservação, note que era precisamente por esta porção que percorria a longa faixa em amarelo-cromo que embelezava o navio, separando a porção negra do casco da estrutura superior, pintada de branco. A colorização da foto foi feita por meio digital, apenas para fins informativos, a peça não foi repintada na realidade. A aparência "rasgada" do aço é uma gritante testemunha das violentas forças que causaram a ruptura do navio.


Esta porção do casco integrava a área onde o navio se quebrou ao meio, entre as cabines C-79 e C-81 da 1ª classe (ao lado, destaque em verde). A "Grande Peça" era localizada na área onde o navio se quebrou ao meio, ela foi um dos muitos fragmentos do casco que se soltaram e se misturaram à uma incontável quantidade de outros destroços e objetos pessoais caídos do navio..

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Millvina Dean: a mais jovem em 1912 / a última a partir em 2009

Abaixo: De 1912 a 2009, a jornada de uma vida em fotografias. A inglesa Elisabeth Gladys Millvina Dean, nascida apenas 73 dias antes do naufrágio do Titanic, jamais saberia de sua impressionante história pessoal, como sobrevivente da tragédia, caso sua mãe, Eva Georgetta, não houvesse mais tarde lhe relatado as causas da triste perca familiar: o esposo Bertram Frank Dean, pai de Millvina e de seu irmão, foi uma das vítimas naquele 15 de abril de 1912. Millvina Dean com então pouco mais de 2 meses de vida foi a mais jovem sobrevivente do naufrágio. Ao falecer em 31 de maio de 2009 aos 97 anos, levou consigo o título de ter sido a última sobrevivente do Titanic e uma das mais queridas pelos admiradores e pela mídia.

Titanic ou Oympic?

Abaixo - Em 03 de fevereiro de 1912 o Titanic é assentado na doca seca Thompson, na cidade de Belfast, Irlanda do Norte. Aqui foram instaladas suas três hélices e onde recebeu a última camada de pintura. O Convés de Passeio (Convés A) continuava sem receber as famosas janelas envidraçadas, fazendo com que o Titanic ainda fosse virtualmente "idêntico" ao seu navio-irmão, o RMS Olympic, que já estava em serviço há 8 meses, desde 14 de junho de 1911.
Hora da refeição

Abaixo: Um cardápio real do almoço oferecido aos passageiros da 1ª classe no dia 14 de abril de 1912 (o mesmo dia em que o Titanic colidiu com o iceberg), uma réplica de um garfo de prata da 1ª classe e uma imagem de uma típica refeição no Salão de Jantar da 1ª classe do RMS Olympic, o navio-irmão do Titanic. O cardápio fora salvo pela família Dodge, da 1ª classe, e então leiloado em 2012 por R$ 222.000,00.
11 de abril de 1912, a última escala: 03 dias antes da colisão

Ao lado: A popa do Titanic aqui vista nas cenas mais dramáticas de "Somente Deus por Testemunha" (1958), um dos mais célebres filmes sobre a tragédia. O enunciado "Liverpool" demarca a cidade inglesa que sediava a empresa White Star Line, onde o verdadeiro Titanic fora registrado.
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Abaixo: 11 de abril de 1912, Queenstown, Irlanda (entre 11:30 e 13:30) - Um grande grupo de passageiros da 3ª classe é fotografado ao sol, na popa do Titanic. Esta era a última escala da viagem. Aqui muitos deles veriam as terras do Velho Mundo (a Europa) pela última vez na vida, indo rumo ao Novo Mundo (a América) em busca de tempos melhores. Quatro dias depois deste registro fotográfico, na madrugada de 15 de abril de 1912, a popa do Titanic deixaria de ser um belo mirante de despedida para se converter em último refúgio nos momentos de desespero.
O último adeus: uma das fotografias finais

Abaixo: Queenstown, Irlanda, 11 de abril de 1912, 13:30. O Titanic levanta âncora e parte em direção ao mar aberto, esta seria uma das últimas imagens do navio e o último adeus as terras da Europa. Quatro dias após este momento registrado, mais de 1.500 almas entrariam para a história, sem jamais separarem-se do navio cujo nome é símbolo de tragédia.Dezesseis vidas tragadas pelo Titanic: heróis e vítimas

1. Telegrafista Jack Philips, cujo importante trabalho e senso de dever foi responsável pelo salvamento de mais de 700 pessoas. Permaneceu no posto de telégrafo até os últimos instantes. 2. Família Alison, passageiros da 1ª classe cujo desencontro de uma tragédia e o amor que os unia lhes causou irreparável perca: apenas o bebê Trevor sobrevive salvo pela babá Alice Cleaver. 3. Família Goodwin, 3º classe: permaneceram reunidos até o final, seus nomes "gritam" a cruel desigualdade de uma tragédia. 4. Engenheiro Thomas Andrews, responsável pelos projetos do navio que lhe tomou a própria vida; seu senso de responsabilidade e dignidade lhe gravou o nome história. Foi visto ao orientar os passageiros e a organizar o processo de evacuação. 5. Michell Navratil, passageiro da 2ª classe: O senso de proteção que tinha sobre seus dois filhos foi responsável por salvar-lhes a vida, no entanto não pode salvar a si próprio. Seu corpo foi recuperado e sepultado no cemitério Baron de Hirsch, na cidade de Halifax, Nova Escócia. 6. William McMaster Murdoch, 1º oficial: Responsável pela evacuação de 10 botes salva-vidas do lado de estibordo do Titanic. Relatos imprecisos de que tenha cometido suicídio nos últimos instantes não diminuem a sua crucial tarefa e mérito de ter salvado centenas de almas.
Uma cena que jamais se concretizou...

Na “O Titanic aproxima-se do porto de New York na manhã de 17 de abril de 1912. Ao fundo vê-se a imponente Estátua da Liberdade, símbolo de uma nova vida, coroando a triunfal chegada ao Novo Mundo, a América."

A ilustração emoldurada abaixo é uma das magistrais obras do norte-americano Ken Marschall, o maior e mais conhecido artista ilustrador relacionado ao Titanic da atualidade. Esta pintura é a hipotética visualização de quão venturoso seria o fim da viagem inaugural do Titanic caso a tragédia não houvesse se abatido nas primeiras horas da madrugada de 15 de abril de 1912.

O R.M.S. Titanic aporta em Nova York, 17 de abril de 1912 (Ken Marschall, 1970)
O nome "Titanic" se revela nos escombros do navio há 3.800 metros da superfície

Abaixo, esquerda: 10 de abril de 1912, Southampton, Inglaterra, por volta das 13:00, o Titanic lentamente deixa a zona portuária da cidade e inicia sua jornada à sua primeira escala na cidade de Chebourg, França, onde chegaria as 18:30 daquele mesmo dia. Direita: O letreiro fotografado nos primeiros meses de 1911, com o imenso navio ainda preso à rampa de construção e ao pórtico dos Estaleiros Harland and Wollf, em Belfast, Irlanda do Norte, antes do lançamento do casco. Cada letra aqui media 45 cm de altura, e foram escavada no aço e pintada na cor amarelo-cromo.
Abaixo: A animação fotográfica destaca com clareza as letras que compõe a palavra "TITANIC", gravadas na lateral de bombordo dos escombros do verdadeiro Titanic. Estas fotografias foram obtidas em anos recentes pela empresa RMS Titanic Inc., a detentora exclusiva dos direitos de exploração dos escombros do navio. O mosaico revela que as 07 letras foram escavadas diretamente sobre as placas de aço do casco, contrariando a impressão de que teriam sido simplesmente pintadas sobre a superfície. A sobrevivência do letreiro frente aos 101 anos decorrentes desde o naufrágio, se deve exclusivamente à esta técnica de "gravação escavada e pintura", visto que a tinta denota ter se corrompido há muito tempo, deixando a mostra apenas as letras escavadas em baixo relevo, e que vagarosamente desaparecem sob a deposição do ferrugem formado pelas bactérias que se alimentam de aço.
http://oi62.tinypic.com/acw12.jpg
Os momentos finais: A queda de uma gigante de 19 metros

Trabalho de Marlon Delano, Sergipe: Assim como você que está lendo, eu também sou um grande fã do Titanic desde a época em que eu soube de sua historia. Ainda hoje me perguntam o por quê de minha paixão pelo Titanic, e eu: "Sei lá ahahaha". Só sei que não consigo tirá-lo de minha vida, e engraçado que aprendi muita coisa com essas historias, conheci pessoas maravilhosas através do nosso amado Ship of Dreams.


Ao lado e abaixo - O mesmo momento trágico recriado 85 anos depois da tragédia, em 1997, pelo diretor canadense James Cameron, que colocou a seu favor a moderna tecnologia do cinema utilizando-se de grandiosos efeitos especiais nas cenas do filme Titanic. O momento da queda da enorme chaminé fora recriado através da mistura de filmagem em cenário do Convés de Botes com tamanho natural dentro de uma piscina, uma miniatura física da chaminé e um céu com horizonte gerado por computador.  

Curiosidade - A cena ao lado foi conseguida com duas técnicas diferentes: Na sequência inicial, uma chaminé em miniatura foi gravada em estúdio fechado separado, com uma estrutura metálica interna coberta por uma "pele de aço" feita com papelão, pintado com as cores da chaminé. Na sequência final, para simular a queda em dimensão mais próxima à realidade, fora utilizado um tanque de caminhão em formato cilíndrico com as cores da chaminé que, por sua vez, foi suspendido com cabos de aço sobre a piscina lotada com dublês e então derrubado, causando uma grande onda.
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Sob a luz embaçada de 10 de abril de 1912 começava uma  história jamais esquecida

Abaixo: Quarta-feira, 10 de abril de 1912, Southampton, Inglaterra, 12:15, a tripulação do Titanic solta as amarras do cais Nº 44 e inicia a sua jornada em direção à América. Ao som de milhares de despedidas e gritos de adeus começa uma jornada que, por ordem do destino, rumaria para dentro da história.

Ao lado: Uma animação gráfica feita a partir de uma fotografia verídica do Titanic, tirada por volta das 12:20 da tarde de 10 de abril de 1912, enquanto deixava o porto da cidade de Southampton, Inglaterra, através das águas do Rio Test. A animação virtual ajuda a ilustrar o momento de partida, considerando que atualmente não se conhece nenhum filme do Titanic gravado neste dia.

Quatro dias e meio depois deste registro fotográfico, às 2:20 da madrugada de 15 de abril de 1912, a popa do Titanic desaparecia sobre as águas gélidas do Oceano Atlântico Norte, carregando consigo parte das 1.500 pessoas que permaneceram a bordo na esperança de sobrevivência.
Ano de 1996: 84 anos depois da tragédia o Titanic naufragava novamente, desta vez de modo seguro

Naufrágio seguro, gravações de "Titanic" (1997): Diferente do verdadeiro Titanic na madrugada de 15 de abril de 1912, a escuridão aqui não guardava o perigoso e gelado Oceano Atlântico Norte e seus 3.800 metros de profundidade. Para além do breu noturno escondiam-se os morros da cidade de Baja California, os galpões do estúdio e uma piscina de concreto preenchida com água do mar, neste caso água do Oceano Pacífico.
Convés de Passeio da 1ª classe: Manhã de 10 de abril de 1912, Southampton, Inglaterra

Ao lado - Uma das raras fotos verídicas dos conveses do Titanic, neste caso tirada por um jornalista no Convés de Passeio da 1ª classe no dia 10 de abril de 1912 em Southampton, Inglaterra, dia em que o Titanic iniciou sua viagem inaugural. As primeiras três janelas que se vê na imagem pertenciam à Sala de Fumantes da 1ª classe. Ao fundo pode-se observar discretamente uma janela e a porta de saída deste convés, ali instaladas como medida de proteção contra o mal tempo. Curiosidade - A 4ª e a 5ª janela que se pode observar muito discretamente nesta foto pertenciam à cabine A36 da 1ª classe, exatamente a suíte ocupada pelo projetista do Titanic, Thomas Andrews, durante os 04 dias da viagem, que foi interrompida pela tragédia na madrugada de 15 de abril de 1912.
Meados de 1996: a produção do filme que "ressuscitou o Titanic"
 Acima -  Com 236 metros de uma ponta à outra, a gigantesca reprodução cenográfica do Titanic foi erigida junto à costa do Oceano Pacífico, no México, suportada por um grande e complexo conjunto de andaimes de aço, parcialmente conectado à um potente sistema de elevação hidráulica. Apesar do caprichado trabalho de reconstituição, o navio não teve sua fachada plenamente reconstruída de ambos os lados: a lateral de bombordo (esquerda do navio) não possuía o enorme paredão negro que simula o casco; a qual não foi construída como meio de contenção de gastos. As cenas ambientadas no lado esquerdo do navio foram então gravadas no lado direito do cenário, e então invertidas (espelhadas) na pós produção, e isto supriu a ausência de parte do casco negro.

Ao lado e abaixo - Com apenas o lado de estibordo plenamente reconstruído (o mesmo lado da colisão com o iceberg), os aspectos faltantes do navio foram então preenchidos na pós produção com os efeitos de computação gráfica e, em parte das cenas, o navio inteiro fora substituído com a utilização de maquetes populadas com pessoas digitais, criadas por efeitos de animação.
Thomas Andrews Jr.: O projetista que foi tragado pela propria criação

Acima, fundo - A Sala de Fumantes da 1ª classe do RMS Olympic, digitalmente alterada para representar a mesma sala do Titanic, da qual atualmente não existem fotografias conhecidas. Considerando que os dois navios-irmãos contavam com decoração virtualmente idêntica, nesta foto apenas a tela acima da lareira precisou ser alterada: No Olympic a pintura chamava-se "The Approach to the New World" (A Aproximação do Novo Mundo), e ilustrava uma bela vista da chegada ao porto de New York, nos Estados Unidos, com a Estátua da Liberdade ao fundo. No Titanic a tela chamava-se "Plymouth Harbour" (Porto de Plymouth), e exibia esta bela vista da costa da cidade inglesa de Plymouth, no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, onde o Titanic faria escala em sua viagem de retorno à Europa. Apesar de diferentes, as duas telas foram obra do mesmo artista, Norman Wilkinson (*1878  †1971).

Acima, em primeiro plano - Thomas Andrews Jr., o projetista do Olympic e do Titanic. Na madrugada de 15 de abril de 1912, com então 39 anos de idade, após auxiliar no penoso processo de embarque nos botes, ele corajosamente permaneceu a bordo do navio condenado. Reza a história que ele fora visto pela última vez nesta sala, com o olhar perdido voltado na direção da tela acima da lareira. Desde então, a bela Sala de Fumantes decorada em estilo Georgiano deixou de ser conhecida apenas pelo luxo, entrando para a história como o último refúgio do corajoso projetista que não se separou do navio que fora sua criação. Thomas Andrews foi tragado pelo mar gelado junto do Titanic, deixou uma filha e esposa. Hoje, somados 100 anos desde o naufrágio, ele continua lembrado como tendo sido um sujeito trabalhador, cavalheiro e querido por muitos. Acima, direita - O projetista Thomas Andrews em "Titanic" (1997), interpretado pelo ator Victor Garber.

Charutos, conhaque, jogos e poltronas de couro: O luxo da Sala de Fumantes da 1ª classe

 
Acima - Viajando com luxo, as acomodações da 1ª classe no Titanic transbordavam uma imensa mistura de estilos decorativos centenários, mas a decoração denotava o balanço entre o "grandioso e o bom gosto". A fama exagerada ganhada pelo Titanic ao longo dos anos esconde que, na realidade, praticamente todos os grandes navios da rota do Atlântico Norte daquele período seguia a mesma tendência de interiores ricamente decorados para a 1ª classe. A verdade é que o tamanho do Titanic era a sua maior vantagem: Mais espaço, maiores as acomodações e melhores possibilidades de decoração de luxo.

Acima, direita: A animação ao lado é um trecho de um vídeo publicitário sobre os interiores do RMS Olympic, gravado na década de 1920 para a companhia White Star Line. Nas imagens se vê o grande movimento de passageiros ao serem atendidos na Sala de Fumantes da 1ª classe. Estas são as únicas imagens em filme conhecidas desta sala.
Um Carro no Titanic: O famoso Renault vermelho Acima, esquerda - O Titanic navega em mar calmo sob a luz do sol em direção à Nova York. Em algum lugar no porão Nº 02, estocado entre a montanha de bagagens, segue o belo Renault vermelho de William Ernest Carter. Oitenta e cinco anos depois o carro ganharia uma participação nas telonas do cinema com o filme "Titanic", dirigido pelo canadense James Cameron. Direita - Um autêntico Renault ano 1912 restaurado, foi leiloado em 2003 por mais de 500 mil reais. (Imagem de fundo digitalmente alterada para fim informativo, não trata-se de uma fotografia autêntica)
01 de abril de 1912: O dia em que o Titanic ficou pronto

Abaixo - Belfast, Irlanda do Norte, segunda-feira, 01 de abril de 1912: o Titanic acabara de ser concluído após exatos três anos de obras, e este é o dia de testes. O destaque vermelho marca a localização das cabines B96 e B98, ocupadas pela família Carter, os passageiros da 1ª classe proprietários do famoso Renault vermelho, o único carro que se sabe com certeza que estava sendo transportado pelo Titanic.
Convés de Botes, bombordo, entrada para a 1ª classe: O 'palco final' para a orquestra do Titanic

Abaixo, foto de fundo - A entrada de bombordo para a famosa Grande Escadaria da 1ª classe no Convés de Botes do Titanic em sua condição real atual, há 3.800 metros no fundo do Oceano Atlântico Norte, onde os escombros do Titanic repousam desde a madrugada do naufrágio em abril de 1912. Os "espectros fantasmas" na fotografia mostram 05 dos 08 músicos do Titanic em sua "tarefa final", executando músicas alegres enquanto o navio era tragado pelas águas geladas e os botes salva-vidas eram lotados pelos passageiros e tripulantes. A grande destruição desta área, especialmente pelo desaparecimento completo da Grande Escadaria, não impede a identificação das conhecidas janelas arcadas e da porta de entrada para a 1ª classe. Foi exatamente aqui onde Wallace Hartley e parte da orquestra tocou naquela madrugada. Todos os 08 músicos pereceram com o navio. Direita - O mesmo local aqui visto em uma maquete do Titanic.


  10 de abril de 1912, cais de Southampton: O Titanic é rebocado, fazendo a primeira curva na viagem inaugural

Abaixo - Quarta-feira, 10 de abril de 1912, porto de Southampton, Inglaterra, por volta das 12:20 da tarde: O Titanic é fotografado a partir do navio atracado SS Beacon Grange, minutos após soltar amarras enquanto deixa a cidade em sua viagem inaugural condenada. Cinco dias depois desta foto o convés superior do navio, junto da 2ª chaminé, seria palco de um dos mais relembrados e célebres concertos musicais da história, quando Wallace Hartley e sua orquestra praticariam um último ato de heroísmo. Nenhum membro da orquestra sobreviveu para contemplar o amanhecer do dia 15 de abril de 1912, mas seus nomes ficaram gravados na eternidade.
.
Os oito músicos do Titanic: Heróis nunca esquecidos
(Todos pereceram em 15 de abril)
1.....................2......................3.....................4.....................5.....................6.....................7.....................8
1: Wallace Henry Hartley, 34 anos, líder da banda.....2: W. Theodore Ronald Brailey, 24 anos..... 3: John Frederick Preston Clarke, 30 anos.....4: John Wesley Woodward, 32 anos..... 5: Georges Alexandre Krins, 23 anos.....6: Percy Cornelius Taylor, 32 anos.....7: John Law Hume, 21 anos.....8: Roger Marie Bricoux, 20 anos.Em memória às 1.500 vítimas do naufrágio do Titanic
15 de abril de 1912 - 15 de abril de 2013
Crédito
Pesquisa, adaptação de texto e reedição de imagens - Rodrigo, Titanic em Foco

49 comentários:

Vinícius disse...

Sem palavras... Obrigado por me fazer arrepiar com essa trágica história novamente.

Anônimo disse...

Oi tudo, fala Jose Aurelio.

rodrigo, eu sempre olho com atenção e interesse, todas as suas respostas, eu acho que vou surpreendê-lo, mas é você que me surpreende a mim, Bem, nós aprendemos ambos intercâmbio de informações.

em resposta a penúltima matéria, a questão dos modelos, Rodrigo, obrigado pela sua resposta, e interesse dos meus modelos.

Eu não posso enviar fotos de meus modelos, basicamente, porque não tenho Câmera fotográfica, ou telefone móvel, ou qualquer modernidade de hoje.

não porque eles podem levá-los, mas porque, como você pode ter que verificar nas minhas respostas, eu sou um cara humilde, mais espiritual do que materialista, ou seja, no mundo de hoje, eu sou ...

(uma raça em extinção)

espero que não fique zangado comigo, eu não posso prometer, mas espero que eu possa enviar algo algum dia.

sobre a construção dos modelos, se o Queen Mary 1 tem peças complexas em sua estrutura, mas nem tudo é difícil, o Titanic tem áreas para mim, muito mais complexas em sua estrutura.

na verdade, o Queen Mary 1 , cópia muitos conceitos do titanic, o titanic será sempre o auge, sofisticação, e tecnologia, da história naval.

estruturalmente, há muitos mais do que estes, mas para mim, estes são os melhores dos melhores transatlânticos, ao longo de toda a idade de ouro do mar, do melhor ao pior, a minha lista favorita:

1- rms titanic 1911
2- rms olympic 1910
3- hmhs britannic 1914
4- rms queen mary 1934
5- rms mauretania 1906
6- rms lusitania 1906
7- rms aquitania 1913

jose, obrigado.

Anônimo disse...

Oi tudo, fala Jose Aurelio.

rodrigo, quanto ao assunto em questão, parabéns novamente, nesta matéria, muito bem estruturada, e bem contada, uma homenagem bem-pagante do Titanic e suas vítimas, como você sempre faz.

algumas nuances de contribuir.

o nomadic, eu o amo sempre, fez um trabalho incrível, a única coisa que me dá um pouco triste é não ver a ponte, está faltando.

Eu também gostava de ver, Eva Hart, ela e Ruth Blanchard, é minhas favoritas, eu acho que eles têm algumas das mais ricas histórias para contar do titanic.

pinturas e artistas dos navios, e do Titanic, fascinam-me, ken marschall, meu artista favorito, eu tenho todas as suas fotos na foto computador, espero que algum dia você fazer uma matéria de, a influência sobre a arte, do Titanic, em artistas do mundo, meus favoritos são, ken marschall, gordon bauwens, james a flood, stuart williamson, simon fisher, e d walker, stan stefaniak, robert lloyd, y mais.

comparação do Titanic, com os navios presentes, mostra a grandeza do Titanic, em 1912, o Titanic naquela época, era de outra dimensão.

e eu passei anos pesquisando na internet, fotos de todos os navios, mas é claro ay muito, muito, eu não posso ter tudo, mas tenho milhares de fotos, mas não tenho fotografia de o olympic em Nova York desta matéria, muito bonita, eu acho que pode ser a década dos anos trinta, que olympic foi instalado, no (convés B) na parte da frente, uma faixa de janelas circulares.

a grande peça do Titanic, não era exatamente no local onde o Titanic partiu-se em frente a terceira chaminé, mas um pouco mais atrás, na popa delaminada durante a descida para o fundo.

Titanic ou olympic?
muitas pessoas argumentam isso, há até uma teoria absurda, que diz que ele foi o olympic afundou, não o Titanic, que diz isso, não têm idéia, porque na foto do Titanic em doca seca, pode ser visto como que as janelas de (convés B), foram transformadas em janelas estreitas e só manteve as janelas originais no embarque de primeira classe, deck privativo, e café estibordo, no Olympic em 1912,(convés B) eram todas iguais, eram idênticos, mas a alteração só foi feita no Titanic, as mudanças na Olympic foram feitas posteriormente.

sempre, mas em abril, mais do que nunca, o Titanic, sempre em nossos corações.

fantástico,rodrigo, Saudações a todos, obrigado.

Jose. A, Gijón, Asturias, 27 anos.

Anônimo disse...

Ola, boa noite. Estranho o supervisor da câmara de comércio fazer teste com o sinalizador e aprova-los sendo que eram brancos e não tinha vermelho, num é mesmo? A arquitrave parece esta com uma mistura de letra, do nome anterior com o da década de 30, num pe verdade? O Ms Allure é menor que o Queen mary 2 em comprimento, ele apenas tem o título de maior por ser mais pesado, correto? Fernando

Rodrigo disse...

Oi Fernando

Não sei dizer quanto aos foguetes. James Cameron, em 2012 com o documentário "Titanic: the final word with James Cameron", mostrou que há junto aos destroços do navio uma caixa de fogos não detonados. Estes fogos nos destroços, ao que tudo indica, eram coloridos, porque há em seus topos as cores em pequenas "bolinhas", anunciando qual era a coloração de cada um. Se estes fogos foram testados ou não, se foram usados ou não... Aí não sei. Segue a foto da caixa, que não foi resgatada ainda hoje.

http://i101.photobucket.com/albums/m56/Aaron1927/colrocket.jpg

Exato, realmente parece uma mistura de nomes; acredito que seja mesmo, só não sei o motivo; porque aquele cais sempre pertenceu à Cunard Line antes da fusão. Não entendo porque o nome "White Star Line" parece estar pintado embaixo.

Segundo informações da "Wikipedia" inglesa, o Allure mede 362 metros, o Queen Mary 345 (e o Allure é também mais pesado). Portanto, se assim for realmente, o Allure, junto com o Oasis, são os dois maiores navios (de passageiros) já feitos pelo homem em todos os tempos. Com a vantagem de o Allure ser poucos centímetros maior que seu irmão, o Oasis.

Bem isto é o que pude consultar. Grato pela atenção ao blog.

Anônimo disse...

Boa noite! Tem alguma foto foto Britannic nas rampas de construção? Ele foi feito no do TITANIC ou na do Olympic? É verdade que atualmente só existe um dos botes do TITANIC? E esta aonde? Naquela foto que o Lympic e o TITANIC estão juntos olhando pela visão aérea do estaleiro me parece que o Olympic esta apenas no início da doca, porque o TITANIC esta ao lado no canal do mar, correto? O estaleiro Harland and Wollf atualmente a sede é do lado do memorial e tem construído o que? Henrique, obrigado!

Rodrigo disse...

Oi Henrique

O Britannic foi construído sobre a mesma rampa em que do Olympic. Aí está a foto.

http://titanicandhersisters.webs.com/photos/HMHS-Britannic/1913_00_00_britannic_n.jpg

Não existe sequer sinal do paradeiro de nenhum dos botes do Titanic, todos desapareceram no fim de 1912, e desde então (até hoje) nem mesmo os especialistas sabem qual foi a paradeiro de qualquer um deles. Há possibilidade que tenham sido sucateados ou reaproveitados em outros navios da empresa (só há possibilidade de terem sido reaproveitados se eles ainda estavam em boas condições de uso, após ficarem estocados até o fim de 1912 no porto de New York); mas ninguém sabe ao certo o paradeiro. O único de todos os botes da White Star Line ainda existente é um bote do SS Nomadic, que foi abandonado nos fundos de um Museu na Inglaterra. Atualmente o bote está em processo de restauro e certamente será exposto em breve [ou será exposto no próprio Nomadic, que está também em restauro, ou dentro do Centro Titanic Belfast]. Segue a foto do bote.
http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/46433000/jpg/_46433537_lifeboat.jpg

Apenas 14 otes do Titanic foram retirados do mar e lavados à New York (de um total de 20 botes). Os restantes 06 botes foram abandonados no mar porque não havia espaço suficiente para transportá-los no Carpathia. E estes seis botes igualmente desapareceram no oceano (isto é historicamente comprovado).

Quanto à foto dos dois navios lado a lado, sim, você estpa correto. O Olympic está adentrando a doca, enquanto o Titanic está no lado externo, pois teve de ser retirado para que os trabalhos de reparo no Olympic pudessem ser feitos.

As rampas de construção do Olympic, Titanic (e Britannic) hoje já não operam com mais nenhuma atividade relacionada à construção, mas estão livres e preservadas como 1 longa passarela e 1 longo jardim em direção ao Rio Lagan (ambas iluminadas e demarcadas com a forma dos dois navios no piso); como você pode ver na foto no link abaixo, que foi tirada a partir da janela do Centro Titanic Belfast, no início de 2012.

http://images.icnetwork.co.uk/upl/gazettelive2/7/1/3749455-ulster_titanic_105981_490_jpg-nopRef.jpg

Bem, isto é até onde eu sei. Até mais.

Anônimo disse...

Muito obrigado Rodrigo! E em relação a plantas do navio, se tem noticias delas?? Pois com as plantas é possível recriar qualquer parte do navio, até mesmo aquelas partes incertas como os corredores. A Harland esta fazendo seus trabalhos atuais voltados para outros tipos de construção, porém você sabe se a sede deles continua no mesmo local ao lado do museu?

Anônimo disse...

Áh, parece ter um navio na foto ao lado do Britannic, na rampa do TITANIC, é?

Anônimo disse...

e é verdade que o James fez algumas mudanças no filme em 3 d nos cinemas como mudar a cor dos foguetes? Eu vi mais isso não reparei. Você sabe se a bilheteria foi boa? Muiiiito obrigado

Rodrigo disse...

Até onde eu sei não existem plantas da decoração dos interiores do Olympic e do Titanic; ou, ao menos, apenas raríssimas delas ainda estão preservadas. Em parte por terem sido destruídas nos bombardeiros à Belfast na guerra, em parte porque o Titanic foi decorado por empresas tercerizadas, que mantiveram as plantas decorativas em propriedade privada... perdendo-se com o tempo (ele não foi equipado apenas pelas oficinas da Harland). Eu sei que há algumas poucas coisas em mãos particulares e museus, mas aparentemente nada que resolva nem 10 % do desafio de recriação.

E para bem da verdade, Clive Palmer não têm grande interese de "escarafunchar" até o ínfimo detalhe para sua reprodução do Titanic. O que ele propôs a fazer não é uma réplica fiel, mas sim uma reprodução tão aproximada quanto a lei e a possibilidade de adaptação moderna permitem.

Quanto à sede eu não sei nada sobre, mas acredito que esteja nas redondezas, afinal este é ainda o local onde está sediada a Harland and Wolff [ao que me parece].

Rodrigo disse...

Sim, há um navio na rampa ao lado; não me recordo o nome. As rampas foram constantemente utilizadas durante décadas, elas não foram feitas só para o trio de navios da White Star.

Cameron mudou raríssimas coisas; inseriu um topo negro na chaminé que cai sobre os náufragos (que foi feita com um tanque de caminhão pintado como chaminé sem topo negro, um erro evidente até a correção em 2012). Ele também trocou o céu estrelado para onde Rose olha enquanto flutua sobre o painel decorativo, antes de ser salva [detalhe que ninguém notaria, é extremamente sutil]. Ele parece ter trocado mais ínfimos detalhes, nada que faça diferença; ele não corrigiu os fogos, mas comentou sobre eles no documetário "Titanic the Final Word With James Cameron".

Ele próprio alegou que não corrigiu os erros do filme porque seria uma tarefa extremamente complicada, e tantas coisas teriam de ser trocadas que ele estragaria o próprio filme (diretores anteriores, como o de Star Wars tentaram "melhorar" seus filmes e os resultados não foram bons). Ele preferiu então manter quase 100 % tal qual ele gravou; apenas recapturando o filme com qualidade máxima e convertendo-o para 3D.

A bilheteria ao que parece foi de 343 milhões e 400 mil dólares ao redor do mundo; nada mal, porque a conversão custou 18 milhões. Somadas as bilheterias de 1997 e 2012, o total é de pouco mais de 2 bilhões de dólares. O filme se pagou mais de 10 vezes, porque custou 200 milhões para ser feito em 1997.

Anônimo disse...

Boa noite amigo Rodrigo sou o Fernando, tudo bem? Eu defendendo o filme justifiquei este erro para um amigo meu uma vez da seguinte maneira KKKK, : A chaminé esta quebrando, pelo fato dela se quebrar com a velocidade que ela caia e com as cordas se arrebentando o topo preto foi jogado longe, e caiu sobre a água aquela parte amarela, na qual a parte preta a câmera não mostrou cair, mostrando apenas a amarela que caia sobre o naufrago. Engraçado né rsrsrs. Boa noite!

Rodrigo disse...

Oi Fernando, realmente engraçado. Eu mesmo descubro detalhes frequentemente que eu considerava já saber; há sempre toneladas a se descobrir e nunca se sabe demais...

Rodrigo disse...

JOSE AURELIO

Oi Jose, desculpe não ter respondido a seu comentário antes. Fico satisfeito que tenha gostado do tributo, em todos os anos faço questão de tentar marcar a data com algo especial; sempre ficarei devendo em riqueza de informações, é tudo muito complicado de reunir, montar e publicar, há tanto que vale a pena ser citado que apenas triplicando a dimensão das matérias se poderia reunir muito do que há de interessante à contar.

Ah.. Os artistas, estes sim são os responsáveis por “ressuscitar” a história, todos os citados por você fazem trabalhos maravilhosos com suas ilustrações. Marchall é o mais proeminente devido à quantidade e diversidade de suas obras, mas todos os demais têm contribuído com criações nada menos que fantásticas. Há aqui no blog uma matéria sobre o trabalho de Marschall, mas não citei sua influência nas obras de outros tantos. Caso queira vê-la, segue o link:

http://titanicemfoco.blogspot.com.br/2011/07/o-titanic-renasce-na-arte-de-ken.html


Até mais, sempre grato pela atenção ao blog. O mês de abril é sempre o da memória.

Anônimo disse...

Olá! Isso é algo estranho por se tratar do TITANIC e por ser uma viagem de inauguração, você sabe se existe ou porque não existe nenhuma filmagem ou fotografia do TITANIC saindo do porto de Southamptom?? Eu particularmente não acredito que não tenham registrado este momento, talvez se perdeu ou nunca veio a tona Obrigado!

Anônimo disse...

Ass: Henrique

Anônimo disse...

Quem inventou essa empresa Blue Star Line, e existe alguma empresa que possa colocar o TITANIC 2 como plágio? Henrique

Anônimo disse...

Porq na matéria fala até 8 querubins sendo que tem lance para até 5? Na materia do corredor, tem como eles olharem no navio naufragado como era certos detalhes?Erica

Rodrigo disse...

Oi Henrique

Hoje não se conhece nenhuma gravação do Titanic feita no dia da partida. A única gravação real do navio é uma que foi feita em 03 de fevereiro de 1912, quando o navio estava adentrando a doca seca para os trabalhos finais de equipagem e pintura. Esta é a única conhecida hoje.

É realmente curioso, considerando que o lançamento do Olympic e do Britannic foram gravados, e os filmes foram igualmente preservados. E sei que no dia do lançamento do Titanic havia presença maciça de fotógrafos, entre eles também cinegrafistas, isto é fato.

Quanto à fotos do dia da partida?

Há várias delas, uma inclusive está no fim desta matéria e com legenda. E ela não é a única, pessoalmente conheço pelo menos uma dúzia de fotos tiradas no dia 10 de abril, todas com o navio de partida de Southampton.

Sei que a quase colisão do Titanic com o SS New York, ainda no porto, também foi gravada, a partir do Convés de Botes do Titanic, pelo passageiro cinegrafista da 1ª classe William H. Harbeck; Lawrence Beesley, um sobrevivente da 2ª classe, testemunhou que o viu gravando o acidente. Herbeck morreu na tragédia, consequentemente seu filme se perdeu também; seu corpo foi o 35º recuperado pelo Mackay Bennet (mas sem o filme, é claro).

Há também o caso do pasageiro da 1ª classe Daniel Warner Marvin, que era cineasta. Não conheço relatos de que ele tenha gravado qualquer coisa junto com sua esposa no navio. Há também relatos de que o lançamento do Titanic (em 31 de maio de 1911) foi gravado; e até onde sei, esta gravação também desapareceu.

A maioria do que havia para ser revelado sobre o Titanic, já foi explorado neste século de tamanho interesse. Mas enfim, nunca diga nunca. Tenho certeza que pode haver coisas perdidas apenas à espera de serem resgatadas. Se elas serão encontradas... aí só o tempo dirá.

Rodrigo disse...

Henrique

Não sei praticamente nada sobre a Blue Star. Sei apenas que foi funadada como companhia proprietária do possível futuro "Titanic II".

Rodrigo disse...

Olá Erica

SOBRE DETALHES NOS ESCOMBROS
Bem, nos escombros dos interiores do Titanic já foram descobertos dezenas de detalhes que ninguém sabia nos últimos anos. A maioria deles pela equipe do cineasta James cameron, quando ele fez as expedições de 2002 e de 2005; isto porque ele foi o único explorador a realmente se arriscar para dentro do Titanic com os robôs-câmera teleguiados como ninguém mais fez.

Agora, se é possível descobrir sobre os corredores... Acredito que sim, mas nada que seja tão simples porque os corredores estão tão destruídos quanto o restante dos interiores do navio.

SOBRE OS QUERUBINS
A possibilidade de 08 querubins se deve ao simples fato de que em 2012 descobriu-se que no Convés "C" da escadaria dianteira do Olympic havia 02 querubins pequenos: Um de cada lado da balaustrada, e no centro ao invés de 01 querubim havia 01 pinha de carvalho (Ambos com o mesmo modelo do único querubim resgatado até hoje do Titanic). *** Este era um dado que ninguém sabia, e foi uma completa surpresa para os pesquisadores.

E isto leva à conclusão de que se esta regra fora seguida também no lance "B" da escadaria dianteira e no lance "C" da escadaria traseira, o resultado é de exatamente 06 querubins pequenos e 02 querubins grandes (sendo estes dois "grandes" plenamente confirmados desde sempre).

O resultado final é este abaixo; ele só vale se a regra foi seguida deste modo, e se foi aplicada também no Titanic:

Escadaria dianteira

Convés A - 01 querubim grande (confirmado há décadas)
Convés B - 02 querubins pequenos (possibilidade grande)
Convés C - 02 querubins pequenos (tal como descoberto e confirmado no Olympic em 2012)

Escadaria traseira

Convés B - 01 querubim grande (confirmado há décadas)
Convés C - 02 querubins pequenos (possibilidade grande)

TOTAL GERAL POSSÍVEL 08 querubins

E é por isto que a matéria cita os dados que você leu. No entanto isto tudo não é 100 % confirmado; da mesma maneira que a matéria deixa bem claro.

Até mais, espero ter esclarecido algo

Felipe S. disse...

Matéria incrível Rodrigo! Parabéns, o seu blog mantém o compromisso de manter nós, fãs e admiradores do Titanic, sempre informados e entretidos com as matérias de altíssima qualidade que você faz.

Rodrigo disse...

Oi Felipe

Fico satisfeito que tenha gostado do conteúdo; e espero ter fôlego para manter o blog por bons anos. A história merece ser lembrada sempre.

Anônimo disse...

As pessoas sabe porque quase todos corpos sumiram sendo que eles estavam de coletes? Talvez se não fosse pela agua gelada eles teriam sido atacados por tubarão. Erica

Rodrigo disse...

Olá Erica

Bom, primeiro vale alertar que não há nenhuma nota que registre que aquela era uma área de incidência de tubarões. Obviamente deveriam haver animais marinhos, como em todo o oceano.

Também não é correto pensar que absolutamente 100 % das pessoas estavam de colete... é impossível acreditar que as 1.500 pessoas estavam absolutamente todas de coletes; certamente uma parte delas poderia estar sem.

Eu leio sobre o assunto há 11 anos, e nunca encontrei qualquer resposta para o sumiço das cerca de 1.100 pessoas. Mas há possibilidades que não precisam de grandes análises: Estes 1.100 desaparecidos foram levados para muito longe pelas correntes, arrastados com o navio para o fundo (uma quantidade muito pequena, creio eu); ou permaneceram submersos sem coletes, porque pessoas que se afogam em locais de água muito fria não flutuam com facilidade (quando estão sem coletes, é claro).

*** Vale ressaltar que a área de cobertura de resgate dos navios enviados para o local obviamente não cobriu o Oceano Atlântico inteiro. Os navios Mackay-Bennet, Minia, Montmagny e Algerine cobriram grandes áreas, mas limitadas. Não é à toa que mais três navios, que não tinham nada a ver com o resgate, acabaram encontrando corpos sem nem mesmo estar procurando: o Oceanic, o Ilford e o Ottawa. E ainda não contabilizando os outros navios que passaram pela área e viram corpos à deriva, há relatos que foram vários.

Bem, estas são as possibilidades; e todas elas reunidas ajudam a explicar o sumiço de 1.100.

Até mais, grato pela atenção ao blog.

Anônimo disse...

Existe algum registro da ultima viagem com passageiros do Olympic? Aquela foto que tem no blog do Olympic com Mauritania, e o Mauritania parece estar pintado de branco? Erica

Anônimo disse...


Penso ser muito estranho que os corredores da 1ª classe do TITANIC tenham sido da forma que os estudos atuais indicam, penso que se diferenciam dos demais interiores do navio, parecem ser muito modernos para época, qual sua opinião a respeito? Fernando

Anônimo disse...

ah, obvio que pelo fato da estrutura em si do Titanic ser de ferro ela não corre o risco de desmoronar, mais em relação as expedições por ‘’diversão’’ na minha opinião não deveria ter, mais a respeito das expedições que teriam meados do ano passado para levar pessoas que tivessem interesse em ver o navio você sabe se teve?

Rodrigo disse...

Oi Fernando

As pesquisas atuais estão ancoradas em informações de época, por isto tanto o teto, lustres e piso estão virtualmente e rigorosamente fiéis à realidade. Quanto aos painéis de revestimento, ausência de corrimãos e a ausência de luminárias, não posso palpitar muito. Mas considerando que eles não estão cedendo em nada com relação à "romantização" dos interiores, acredito que eles estejam muito próximos da realidade.

James Cameron é que se afastou e muito da realidade com relação aos corredores (apesar de terem sido criados com um visual muito mais atrativo, mas firmemente baseados em fotografias do Mauretania).

Pode até ser que os corredores virtuais do game parecem não combinar com o estilo do restante do navio... Mas isto é aceitável, porque o Titanic seguia uma mistura de mais de 15 estilos arquitetônicos diferentes, com um balanço geral decorativo muito bom... mas não em todos os locais. E os corredores podem ser um dos pontos falhos na “beleza” que tanto imaginamos e supomos.

Quanto aos "mergulhos" com intuito de recreação, acredito eu que estejam proibidos, e se não me engano até o do ano passado foi proibido e não ocorreu. Os escombros do Titanic estão desde abril de 2012, por ocasião do centenário, protegidos sob o título de "Patrimônio Cultural Submerso"; consequentemente os escombros hoje estão protegidos por acordos e leis regulamentadoras e proibitivas com relação a qualquer tipo de dano ou saque.

Há um ponto importante: a grande maioria dos escombros é composta de AÇO, e estão em contínua decomposição e irão realmente desabar nas próximas décadas (talvez leve mais tempo). Em minha opinião os escombros devem levar entre mais 80 e 120 anos para desabarem gravemente; apenas meu palpite com base em coisas que leio. [todas as peças feitas com FERRO regatadas do navio estão absurdamente corroídas porque o ferro se degrada mais facilmente, e caso o Titanic tivesse sido feito com ferro, certamente já teria desabado]

Anônimo disse...

Obrigado Rodrigo por esta informação!Esperamos que dure bastante tempo. Você sabe se a proa até a parte da quebra, e da quebra até a parte da popa quantos metros tem ambas?

Rodrigo disse...

Fernando

Minha análise

Se o mosaico publicado em 2012 está correto, a secção da proa têm 145 metros de extensão máxima, enquanto a secção da popa parece ter 110 metros de extensão máxima de uma ponta à outra.Somando as duas o resultado é 255 metros dos 269 metros originais.

É claro, tanto o extremo da proa quanto o extremo da popa (ambas são a área da quebra) estão desabadas e brutalmente distorcidas. Por isto estes 14 metros "perdidos" são muito mais graves e evidentes do que parece.

*** Na verdade estes 14 metros não se poerderam; foram destroçados e se espalharam pela zona de escombros.

Rodrigo disse...

Oi Erica

Sim, o Mauretania está na cor do final de sua carreira, branco. Os navios daquela época eram negros porque o processo de embarque de carvão sujava demais o casco, por isto a cor negra auxiliava na manutenção da boa aparência do navio. Na época daquela foto é provável que o Mauretania já havia sido convertido para óleo diesel há vários anos, assim como o Olympic; eliminando então a necessidade de casco negro. O Olympic também já tinha sido convertido, mas não teve a cor do casco alterada no fim da carreira [não sei por quais motivos].

Acredito que exista registros da viagem final, mas não é este meu foco de pesquisa. Fico devendo.

joão victor pereira disse...

ola rodrigo foi muito bonito esse post sobre os 101 do naufragio do RMS Titanic porque hoje voce nao faz um post sobre os 102 da viagem inaugural do RMS Olympicporque hoje 14 de junho de 2013 completa 102 anos da viagem inaugural porque voce um admirador dos navios mais famosos da historia da navegação do seculo XX nao faz um post sobre esse maravilhoso navio porque desde de 30 de abril de que voce nao posta nada esse blog aqui ele ta muito parado porque assim nao faz um post a casa 2 dias contando mais sobre essa historia desse maravilhoso navio devia fazer pelo menos um post sobre o TITANIC Belfast sobre o RMS Mauretania,RMS Lusitania,RMS Aquitania,RMS Queen Mary que e um navio muito parecido com o TITANIC so que com 3 chamines a proa parecida,popa,mastros,helices,ponte de comando cabines de 1 classe,2 classe,3 classe viagem inaugural terminio dos trabalhos e como ele esta hoje que eu tambem queria fazer uma homenagem ao RMS QUEEN MARY assistindo ao filme TITANIC e assim que eu homenageo as vitimas de alguns dos maiores naufragios da historia e por ultimo nao poderia deixar de esquecer fazer um post sobre o HMHS Britannic que afundou em 21 de novembro de 1916 ok.


Rodrigo disse...

Olá João Victor

Agradeço a atenção ao blog, é bom saber que o conteúdo agrada.

Infelizmente não há nenhuma possibilidade de que eu edite matérias tão frequentemente, pois disponho de pouco tempo e pouca disposição. O trabalho de edição de material é sempre muito demorado, e tenho outras preocupações mais.

Eu sinceramente gostaria de editar material sobre outros navios relacionados, mas preciso manter o blog concentrado apenas no Titanic, que é sobre o qual eu mantenho minha atenção e pesquisa. Ainda há muitas matérias á serem editadas, e elas virão como tempo. O Titanic em Foco não é um blog de atualizações, mas sim de conteúdo.

Novamente grato pela atenção; espero manter o blog por longos anos, sempre de maneira extremamente tranquila, como sempre foi.

Alvaro disse...

olá Rodrigo, aqui fala o seu amigo Alvaro. Lembra-se dos meus comentários postados no ano passado? Pois bem estou quebrando o silêncio após meses, quando revizito este admirável blog e volto a parabenizá-lo por sua dedicação. é sempre um aprendizado e especialmente para quem admira o Titanic, resulta em emoção e reflexão. obrigado por todas estas informações q nos ajudam a reviver esta história. Abraço.

Rodrigo disse...

Oi Alvaro

Sim, claro que me lembro, e só posso agradecer a atenção ao blog. Como você pode notar a expansão de conteúdo ainda segue tranquilamente; enquanto a história do Titanic me trouxer emoção e cultura, o blog vai continuar; sinceramente gostaria de melhorar a qualidade de tudo o que já publiquei, como isto não é possível, estou tentando fazer um trabalho melhor nas novas matérias que sigo editando vagarosamente.

São 101 anos de história plena de emoção, cultura, ensinamentos, arte e tanto mais que há ainda para descobrir. A história merece sempre ser lembrada e, antes de tudo, respeitada.

Até mais, grande abraço, obrigado pelo apoio e contribuição com o Titanic em Foco.

Álvaro Luiz disse...

Oi Rodrigo tenho 13 anos e sou um fan do Titanic, queria lhe parabenizar pelo seu conhecimento e sua vontade de conhecer mais e mais sobre o ´´ Ship of dreams´´ parabéns continue assim. Adoro se site.

Rodrigo disse...

Obrigado Álvaro. ;)

viktor kardoso disse...

ola tenho 18 anos desde dos 13 anos sou fascinado pelo lendário TiTANIC e é surreal a perfeição e que forma q vc conseguiu resgatar esse acontecimento, o que me deixou a imaginar é que parece que vc reviveu aquelles momentos de alegria e os de tensão , parabéns vc me fez ser mais admirador ainda desse Fato que vai passar gerações e gerações.... Parabéns msm :))

Rodrigo disse...

Oi Viktor, seja bem vindo. Fico feliz que tenha gostado da forma que a matéria foi editada; neste caso o texto é inteiro meu. Talvez esta proximidade com que descrevo as fotos seja devido ao grande respeito pela história que adquiri ao longo dos últimos anos. Seja como for, a história merece ser repassada à frente com todo o respeito que merece. Há muito o que se aprender com tudo isso.

Até mais, abraço, agradeço a atenção ao blog.

Clademir Wisniewski disse...

Cara, parabéns!!! parabéns mesmo, de coração, a leitura arrepia realmente quem é verdadeiro fã, quem tem verdadeiro respeito e fascínio pela trágica história deste que outrora fora o Rei dos Mares... As fotos são realmente de prender a atenção por inúmeros minutos, ao apreciar as imagens daquela época, aquelas fotos onde os fotógrafos jamais imaginavam a suma importância que teriam nos dias de hoje. Graças a você meu fascínio pelo Titanic só aumentou, obrigado, sou viciado em vídeos e fotos da época relacionados ao navio e aos acontecimentos e esse blog só me enriqueceu a consciência. Se coseguir mais fotos, principalmente das excursões realizadas, dos artigos encontrados, do Titanic em si, nas profundezas do mar, poste-as, por favor, aposto que a vontade da maioria dos que aqui se inspiram era a de poder explorar cada palmo desse navio, enclausurado nas profundezas do oceano à quase 112 anos, imagine quantas coisas seriam encontradas, novas histórias desvendadas, não é apenas uma vontade, é um sonho, e se algum dia se tornar possível, eu quero fazer parte dele!!! Mais uma vez Obrigado de coração!

Rodrigo disse...

Oi Clademir, seja bem vindo ao blog.

Agradeço a visita e a atenção à matéria, fico feliz em receber sua opinião e crítica. Não tenho larga experiência em edição e texto, mas esta matéria especificamente tem texto todo meu; e saber que o conteúdo agrada é um prazer.

Ainda há toneladas de informações que podem ser levantadas e transformadas em material novo, e é uma pena não ter toda a disposição para editar tudo o que ainda há de interessante, mas faço o que está em meu curto alcance, dentro de meu tempo, de minha disposição e de minha possibilidade.

Novamente agradeço; e o blog seguirá em frente de maneira tranquila, como sempre foi. Como o Titanic em Foco não é comercial, tenho a tranquilidade de que preciso para tentar fazer um bom trabalho no material que edito. O Titanic em Foco é apenas mais um blog, mas é feito com o melhor de minha pouca habilidade.

Até mais, abraço.

Anônimo disse...

Tem alguma foto do titanic no fundo do mar desse ano?mateus

Rodrigo disse...

Oi Mateus

Segundo o pouco que sei, não houveram expedições ao Titanic nos últimos 2 ou três anos. A última expedição aparentemente foi em 2010, mas não tenho informação precisa. As fotos e foto-mosaicos mais recentes dos escombros do Titanic foram divulgadas na "Revista National Geographic" de abril de 2012.

As fotos mais recentes dos escombros [nesta matéria que escrevi] são especificamente as fotos obtidas na expedição realizada em 2010. Elas são aquelas no tópico chamado "Os espólios de um gigante do passado", no meio da página.

Até mais.

Julio Fernando disse...

Bom dia Rodrigo, estou de volta com 2 perguntas; seguinte, pq o Cap. Smith não ancorou qd soube que haveria à sua frente um campo vasto de iceberg? pelo que li aqui, houve alguns "contra-tempos" que evitasse que o Titanic navegasse naquele dia, tipo qd ele ainda no porto quase colidiu com o SS New York, os inúmeros telégrafos recebidos e não repassado à ponte de comando,etc.. Pq isso?!
E a 2ª pergunta, vc sabe qual era as medidas do SS Nomadic? Não sabia que ainda existia esse navio, fiquei mto feliz em saber que ainda resta uma "parte" da história do Titanic.
No mais é isso.
Desde já agradeço.
Tenha um ótimo dia.
Mais uma vez, Parabéns pelo belo Blog.

Rodrigo disse...

Oi Julio, bom dia

Bem, posso falar apenas puxando pela memória [que é fraca]... Segundo o que me lembro apenas duas mensagens não foram entregues à Ponte de Comando: Uma ficou com Bruce Ismay (que mostrou a mensagem para alguns passageiros amigos), e a outra não foi entregue porque os dois operadores, Philips e Bride, estavam ocupados demais com o grande tráfego de mensagens dos passageiros.

O fator principal da falta de preocupação séria com as mensagens era devido ao fato de que em 1912 a telegrafia ainda não possuía todo o caráter de seriedade que deveria ter. A inclusão de telégrafos nos navios era coisa de tempos recentes e o tráfego de mensagens ainda era um misto de seriedade e frivolidade: SERIEDADE porque o telégrafo efetivamente servia como excelente aparato de apoio à segurança. E FRIVOLIDADE porque as mensagens enviadas e recebidas por passageiros se misturavam às mensagens operacionais do navio em si. RESUMINDO: Os operadores de telégrafo tinham de se preocupar com as duas coisas; evidentemente uma destas coisas sairia prejudicada.

Quanto aos demais contratempos, pessoalmente acredito que fazem parte daquilo que chamanos de "destino"... Houve uma série de fatores e circunstâncias ao redor da tragédia que parecem realmente mensagens do destino... E a quase colisão entre Titanic e New York no porto de Southampton é um dos que mais chamam a atenção. Parece até mesmo um tipo de alerta do destino. Mas, enfim, se você olhar em retrospectiva para qualquer tragédia ou grande acontecimento, sempre irá encontrar estas possíveis mensagens; este tipo de fenômeno não é exclusivo do “caso Titanic”.

Bem, não é a toa que a quase colisão em Southampton é o destaque do cabeçalho do blog... Porque é, em minha opinião, um ponto de grande destaque e que suscita reflexão.

SOBRE O NOMADIC

O Nomadic é realmente a "última jóia" existente da extinta White Star Line; considerando que ele é o último de todos os barcos da empresa que existe. Ele passou décadas como restaurante flutuante ao lado da torre Eiffel, em Paris, e foi recentemente restaurado após um longo processo de batalha por arrecadação de fundos. Hoje ele é parte do Centro Titanic Belfast, e recebe visitantes como navio-museu. Têm feito um grande sucesso pelo que eu sei. Foi através do Nomadic que a passageira Molly Brown embarcou no Titanic... dentre outros grandes nomes de passageiros da 1ª classe.

A conexão da história do Nomadic com o Olympic e o Titanic é tão importante que ele faz uma aparição no filme de 1997. O Nomadic foi construído especialmente para levar os passageiros de Cherbourg, na França, para o Olympic e o Titanic, que não podiam atracar no porto da cidade devido ao tamanho excessivo. Depois da tragédia do Titanic o Nomadic continuou por décadas servindo os navios que atracavam na cidade, inclusive o Queen Mary e o Elisabeth. Hoje o “pequeno notável” está preservado unicamente devido ao descomunal legado da tragédia do Titanic; não fosse a tragédia, certamente o Nomadic já teria sido feito em pedaços há muitas décadas.

O Nomadic mede 67 metros de comprimento e pesa 1 milhão 273 mil quilos, cerca de apenas 3% do peso do Titanic.

Até mais, abraço, agradeço pela atenção ao blog.

TATY LOWE disse...

Oi, marinheiros! SANTO CACHORRINHO, são imagens realmente de tirar o fôlego hahaha Não se sabe exatamente o que nos transporta pro navio e sua época: os textos, as fotos ou ambos. Sobre o que poderia falar seriam alguns passageiros e tripulantes, dando mais ênfase aos oficiais (especialmente o Lowe, meu personagem preferido, tanto do navio real, quanto representado em filmes, as atitudes dele me encantaram e o tornam uma pessoa a ser admirada). Quanto aos museus e o "filhotinho" sobrevivente... Por que não tem no Brasil? Seria ótimo para quem, por diversos motivos, infelizmente não pode viajar ao exterior para contemplá-los, assim, os brasileiros teriam um pouco da História desse super transa que, até hoje, continua encantando pessoas pelo mundo inteiro. Valeu pra chuchu.

Feito, o Magnífico disse...

Números da tragédia na minha opinião:
Capacidade máxima de pessoas: 3327
Número de pessoas que estavam no RMS Titanic: 2224
Capacidade máxima de pessoas nos botes: 1178 (foram desperdiçados 468 espaços)
Sobreviventes: 710
Falecidos: 1514
Corpos resgatados: 333
Corpos desaparecidos: 1181