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sexta-feira, 30 de março de 2012

Titanic, 100 anos: Um tributo memorial às vítimas do naufrágio

***Esta matéria é um tributo memorial às vítimas do naufrágio do Titanic, ocorrido à 15 de abril de 1912.

Seja Bem vindo ao Titanic em Foco

Neste histórico mês de abril, o Titanic em Foco faz uma pausa de reverência ao prestar tributo às vitimas do naufrágio do Titanic, que será relembrado no próximo 15 de abril ao completar 100 anos.

São 100 anos já transcorridos, incapazes de eliminar a memória e a comoção daquela viagem que começou em 10 de abril de 1912, mas que não encontrou jamais o seu porto de destino. O Titanic e as almas de seus passageiros jazem até a presente data no leito do oceano e no imaginário emotivo e social de nossos dias.


O Titanic em Foco têm por linha central a pesquisa e redivulgação histórica relacionada ao Titanic (o navio), no entanto este tributo é direcionado unicamente às vítimas e às pessoas diretamente afetadas pela tragédia.


“Navios são apenas navios, são objetos substituíveis. Vidas perdidas não são substituíveis, elas jamais podem ser repostas, não se restauram, tampouco podem ser reconstruídas... Mas aqueles que partem com dignidade merecem ser eternamente relembrados...”

Titanic, 100 anos: Um tributo memorial às vítimas do naufrágio

15 de abril de 1912 - 15 de abril de 2012

Um livro gasto dentro de uma gaveta

Uma curiosidade de criança

Um site com fotografias e desenhos coloridos

Uma maquete com ares de brinquedo

Dezenas de filmes com efeitos “capengas”

Um romance cinematográfico de 1997

Uma apostila cheia de fotos

Um comentário passageiro

Um navio grande que naufragou em 1912...


10 de abril de 1912, Southampton, Inglaterra, 12:15 - A tripulação do Titanic solta as amarras do cais Nº 44 e inicia a sua jornada em direção à América. Ao som de milhares de despedidas e gritos de adeus começa uma jornada que, por ordem do destino, rumaria em para dentro da história.

À imensa platéia de nossos furiosos tempos é apenas e tão somente isto que a palavra Titanic hoje representa: Simples frivolidades que envelhecem, empoeiram, se quebram ou se esvaecem lentamente, perdidas na memória ao escoar do tempo. Resta apenas um link perdido, um livro já lido, um DVD riscado, uma maquete quebrada, papéis amassados, um fanatismo gratuito, memórias sendo apagadas...

O Titanic hoje está na TV, na conversa passageira, na exposição itinerante, no leilão disputado, no quadro da parede, na conversa virtual. O Titanic vira peça de teatro, ele é trabalho de escola, está na sessão de filmes, loca-se como DVD, ele gera lucro como produto, vira sermão com lição de moral.
O Titanic está em muitos lugares...
Mas
Se tão friamente é o que resta da palavra Titanic para nossos furiosos dias, o mesmo não se abateu às mais de 2.200 pessoas que, naquele abril de 1912, por desventura do destino colocaram seus pés em um navio de casco negro impregnado com cheiro de tinta fresca.

Pessoas que confiaram suas almas à proteção de uma tripulação que naquela primavera seguia a rotina de inaugurar mais um grande barco, levando-o rumo ao NOVO MUNDO, a América: O sonho e a viagem de uma nova vida para uns... Mais uma rotineira travessia do perigoso oceano para outros... Um navio dito virtualmente inafundável, um incompreensível e desconhecido gigante.

Seriam necessárias 1.500 vidas perdidas para que esta história estivesse gravada à fogo em nossa cultura, seriam necessárias 1.500 vidas perdidas para que a história do Titanic, em grande parte, hoje seja apenas uma memória passageira, um filme já visto, um livro já lido, um site colorido, um souvenir empoeirado.

Aquele grande navio, símbolo da criatividade humana, glória de um tempo, se converteria em túmulo ao raiar do quinto dia de sua primeira e única jornada, encerrando em si os sonhos, os planos, as expectativas de mais de mil vidas...


Abaixo:
11 de abril de 1912, Queenstown, Irlanda (entre 11:30 e 13:30) - Um grande grupo de passageiros da 3ª classe é fotografado ao sol, na popa do Titanic. Esta era a última escala da viagem. Aqui muitos deles veriam as terras do Velho Mundo (a Europa) pela última vez na vida, indo rumo ao Novo Mundo (a América) em busca de tempos melhores. Quatro dias depois deste resgistro fotográfico, na madrugada de 15 de abril de 1912, a popa do Titanic deixaria de ser um belo mirante de despedida para se converter em último refúgio nos momentos de desespero.

Hoje, ao relembrar os 100 anos do naufrágio do Titanic, paremos aos menos por um instante e voltemos nossa memória apenas às 1.500 almas sacrificadas naquela fria madrugada de abril em meio ao oceano. Levemos nosso tributo às vidas perdidas, não a um navio naufragado. Pois navios são apenas navios: não sonham, não sentem, não sofrem não morrem... Navios são substituíveis. Vidas são invariavelmente insubstituíveis. O Titanic só é grandemente reconhecido hoje devido a triste tragédia que levou tantas vidas, e não por ter sido um navio de luxo.

Hoje o Titanic em Foco faz uma pausa e respeitosa reverência àquelas vidas de abril de 1912: as que se findaram, as que prosseguiram, as que foram esquecidas e as que foram eternizadas na memória e na história.

“Que o mundo possa entender que não se presta tributo à navios, mas à vidas. Que a memória do naufrágio do Titanic seja eterna e que a lembrança desta história real siga através dos tempos num pulsante alerta de que somos criaturas falíveis e finitas”.

Abaixo: Queenstown, Irlanda, 11 de abril de 1912, 13:30. O Titanic levanta âncora e parte em direção ao mar aberto, esta seria uma das últimas imagens do navio e o último adeus as terras da Europa. Quatro dias após este momento registrado, mais de 1.500 almas entrariam para a história, sem jamais separarem-se do navio cujo nome é símbolo de tragédia.

Às 1.500 vítimas do naufrágio do Titanic

Aos heróis e aos anônimos de 15 de abril de 1912, que seguem dignamente representados:


1. Telegrafista Jack Philips, cujo importante trabalho e senso de dever foi responsável pelo salvamento de mais de 700 pessoas. Permaneceu no posto de telégrafo até os últimos instantes. 2. Família Alison, passageiros da 1ª classe cujo desencontro de uma tragédia e o amor que os unia lhes causou irreparável perca: apenas o bebê Trevor sobrevive salvo pela babá Alice Cleaver. 3. Família Goodwin, 3º classe: permaneceram reunidos até o final, seus nomes "gritam" a cruel desigualdade de uma tragédia. 4. Engenheiro Thomas Andrews, responsável pelos projetos do navio que lhe tomou a própria vida; seu senso de responsabilidade e dignidade lhe gravou o nome história. Foi visto ao orientar os passageiros e a organizar o processo de evacuação. 5. Michell Navratil, passageiro da 2ª classe: O senso de proteção que tinha sobre seus dois filhos foi responsável por salvar-lhes a vida, no entanto não pode salvar a sí próprio. Seu corpo foi recuperado e sepultado no cemitério Baron de Hirsch, na cidade de Halifax, Nova Escócia. 6. William McMaster Murdoch, 1º oficial: Responsável pela evacuação de 10 botes salva-vidas do lado de estibordo do Titanic. Relatos imprecisos de que tenha cometido suicídio nos ultimos instantes não diminuem a sua crucial tarefa e mérito de ter salvado centenas de almas.

Os nomes das 1.500 almas: o reconhecimento e o respeito

Este vídeo é um tributo às mais de 2.200 pessoas que no Titanic estiveram, às mais de 1.500 almas que nele pereceram e às 700 pessoas que da tragédia sobreviveram. Nele estão registrados os nomes de todas as vidas perdidas em 15 de abril de 1912.
"Que as almas que partiram descansem na eternidade e que seus nomes jamais sejam esquecidos."

Reflexão

Na pintura abaixo: “O Titanic aproxima-se do porto de New York na manhã de 17 de abril de 1912. Ao fundo vê-se a imponente Estátua da Liberdade, símbolo de uma nova vida, coroando a triunfal chegada ao Novo Mundo, a América."

A pintura emoldurada abaixo é uma das magistrais obras ilustradas do norte-americano Ken Marschall, o maior e mais conhecido artista ilustrador relacionado ao Titanic da atualidade. Esta pintura é a hipotética visualização de quão venturoso seria o fim da viagem inaugural do Titanic caso a tragédia não houvesse se abatido nas primeiras horas da madrugada de 15 de abril de 1912.

R.M.S. Titanic aporta em Nova York, 17 de abril de 1912 (Ken Marschall, 1970)
O Titanic em Foco te convida: pare e reflita...

Se a feliz imagem, artisticamente retratada neste pintura, houvesse realmente acontecido:

1.500 vidas teriam prosseguido

Jornais não teriam sido publicados
Túmulos não teriam sido erigidos

Monumentos não teriam sido inaugurados

Livros não teriam sido escritos

Filmes não teriam sido feitos

Quadros não teriam sido pintados

Maquetes não teriam sido construídas

Lágrimas não teriam vertido...

E até mesmo a obra emoldurada acima desta mensagem possivelmente não teria sido pintada.


O Titanic teria sido então mais um grandioso navio, cuja feliz viagem inaugural seria responsável pela alegria do começo de uma nova vida a tantas pessoas de bem. E quisera então que sequer lembrássemos ou soubéssemos da palavra Titanic, pois esta “não lembrança” seria a feliz conseqüência de uma triunfal viagem que encontrava seu porto na manhã de 17 de abril de 1912...
Se a viagem inaugural do Titanic houvesse encontrado seu porto de destino, este blog não seria criado, você hoje não acessaria esta página de tributo memorial e sequer esta mensagem, que agora você lê, teria sido escrita...

O Destino:

“Insondável, imprevisível e inexplicável: Ninguém sabe, prevê, muda ou pode controlar as obras do que há por vir... Quisera Deus que fôssemos senhores absolutos do destino, mas não somos... No entanto nos é permitido evoluir sempre, basta um olhar atento para a história, pois nela reside a grandeza da alma humana, a memória e os ensinamentos de uma época...”


"A todos os heróis dos tantos infortúnios da história da humanidade, que seus nomes sejam imortais e que reverberem no tempo e no espaço, num eterno clamor de que não é preciso ser grande para ser imortal, a imortalidade é construída sobre a pedra fundamental da coragem e da dignidade."

Aos músicos do Titanic
(Todos pereceram em 15 de abril)
1.....................2......................3.....................4.....................5.....................6......................7..................8
1: Wallace Henry Hartley, 33 anos, líder da banda.....2: W. Theodore Ronald Brailey, 24 anos..... 3: John Frederick Preston Clarke, 30 anos.....4: John Wesley Woodward, 32 anos..... 5: Georges Alexandre Krins, 23 anos.....6: Percy Cornelius Taylor, 32 anos.....7: John Law Hume, 21 anos.....8: Roger Marie Bricoux, 20 anos.

Os músicos: Heróis sem armadura, munidos de instrumentos foram responsáveis pelo som que ecoou até os últimos momentos daquela fria noite. Seu trabalho devoto e abnegado fora também responsável por varrer-lhes da presença física; naquela madrugada de abril o mesmo gélido mar que lhes subtraiu da vida, também foi responsável por gravar-lhes os nomes na eternidade.

Ainda que os labirintos da história não permitam que se saiba ao certo qual fora a última canção executada pela orquestra do Titanic, admite-se na cultura popular que a canção “Nearer My Good to Thee” tenha sido a derradeira.


Seguem duas magistrais atuações musicais apresentadas nos filmes “Titanic” (1997) e “A Night to Remember” (1958).

Cenas de "Titanic" (1997)
Cenas de "A Night to Remember" (1958)
Cenas de "Titanic" (1953)
Crédito

Pesquisa, composição, edição de texto e imagens: Rodrigo, TITANIC EM FOCO


Música - To the Unknown Man, Vangelis

9 comentários:

André disse...

Olá Rodrigo, quanto tempo!
Começou a contagem regressiva para uma data histórica. Mas será que ela será realmente lembrada pela maioria das pessoas? Questiono porque navios não são bem vistos pela sociedade, a mídia só os lembra em caso de acidentes, as pessoas gostam de avioes, carros e motos.
Concordo que navios são navios, um bem material. Tamanha repercursão teve a perda desse navio que as pessoas não se deram conta que acidentes acontecem, ao criticarem o erro de manobra do oficial que guarnecia o posto do Titanic naquele momento tenebroso de que resultou no acidente. Mulheres pensam que se uma delas estivessem no comando do Titanic, a tragédia não teria aocntecido, ja que a mulher é "mais sensível que o homem". O feminismo encontrou na história do Titanic uma grande chance de visibilidade. O movimento defende na verdade a igualdade entre os gêneros e não a superioridade "delas". Além disso elas só falam em direitos e não deveres. Vê como é facil desviarem o tema do Titanic, transformando o assunto em guerra dos sexos?
Acredito que as pessoas não morreram necessáriamente porque o navio afundou e sim por falta de botes suficientes apra todos. Portanto, foi por pura imprudência dos governo britanico que o acidente teve as consequências que conhecemos. Vão os anéis e ficam os dedos.
até a próxima.

Rodrigo disse...

Bem citado seu ponto de vista. Curiosamente as pessoas que não têm interesse pela história do Titanic conseguem enxergar com mais pureza o lado humano e a gravidade da perca de tantas vidas.

Mas infelizmente os que se dizem admiradores acabam passando por cima de quase tudo e lembram e "remartelam" o tempo inteiro na chata e cansativa história de "O navio dos Sonhos", "O maior navio do Mundo". Cegamente esquecem que a gravidade e real importancia desta história não está em um navio, mas sim na triste perca de vidas.

À mim não há nada maior, mais importante e nem mais grandioso do que as vidas, nada deve superar o respeito às vidas que se perderam. A partir do momento em que se adquire plena consciência do respeito que se deve ter sobre estas pessoas, as portas do real conhecimento se abrem. Enquanto não se coloca as vidas em 1º plano não se pode dizer que há respeito histórico; pois respeito histórico só pode ser assumido a partir do momento em que há plena e clara consciência das reais e mais importantes consequências de um fato.

O Titanic acabou sendo grosseiramente convertido em "lenda" e esta conversão atropelou 90% da real seriedade deste acontecimento.

Anônimo disse...

Oi Rodrigo, vc não imagina como esta matéria de reverência às vítimas me deixou comovido, tanto pelas reflexões como pelo navio em si.Claro q as vidas são imprecindíveis e inestimáveis, aquelas pessoas viram seus sonhos transformados em ruína em pouco tempo. Mas quero enfatizar a este navio, esse ícone da beleza de uma época tão garciosa, simboliza mais do q o senso como tem expressado.A mídia tem se apropriado da história com objetivos financeiros, mas por outro lado, é graças a ela..........

Luciano Spears disse...

Que post magnifico, emocionante... parabéns Rodrigo!
As vezes algumas pessoas esquecem que o real motivo do titanic ser tão falado até os dias atuais não é uma coisa boa! Não foi o luxo e beleza que ele possuia que fizeram dele, a lenda que é hoje, e sim a triste tragédia que levou mais de 1.500 vidas embora. Um ótimo exemplo é o próprio 'navio-irmão' do Titanic, o Olympic... era tão bonito e luxuoso quanto, mas a maioria das pessoas hoje, nem sabem que ele existiu... pois graças a Deus, ele não sofreu nenhum acidente grave! Provavelmente não saberiamos da existência do Titanic hoje, se ele tivesse sido como o Olympic, e isso com certeza seria o melhor...

Rodrigo disse...

Obrigado Luciano.

Seu raciocínio está na medida certa, era o que eu queria propôr com este tributo: Fazer relembrar que sabemos sobre o Titanic infelizmente graças a algo tão infeliz que se abateu sobre ele e ao custo de tantas vidas. Não é um motivo bonito.
Se não tivesse naufragado ele seria apenas mais um navio de tantos outros navios que cruzaram os mares, tenho certeza que seu nome não despertaria mais do que um artigo na Wikipedia.

Apesar do tom pesaroso da matéria, não quiz dramatizar e nem exagerar no tributo, que é direcionado à pessoas que se foram à tanto tempo. No entanto considero mais do que necessário fazer este registro para fazer com que o leitor relembre da seriedade desta história.

Espero conseguir ter repassado este sentimento de respeito, pois a "alma" da história do Titanic foi, é, e sempre será as pessoas diretamente relacionadas a ele: sejam as que o projetaram, as que o construíram, as que nele embarcaram, as que sobreviveram e as que nele pereceram.

Nada pode superar este reconhecimento e este respeito: nem a arte, nem as lendas e nem os filmes.

Anônimo disse...

Sou mto fã do Titanic desde os oito anos d idade, quando assisti o filme de James Cameron pela primeira vez, mais do que o romance, mais do que as cenas realistas do naufrágio, do navio se quebrando, e o desespero das pessoas a cena mais triste e comovente eh quando o bote salva-vidas volta em busca d pessoas vivas "Tem alguém vivo aí?" aquilo foi tão triste, tão injusto c aquelas pessoas, marcou tão profundamente em mim, q fiquei semanas pensando nessa cena.Que choque as pessoas à bordo do Carpathia devem ter sentido quando viram aquele mar d corpos no oceano, os tripulantes dos barcos fretados para resgatarem os corpos o q será q sentiram? Quantos corpos foram enterrados apenas c numeraçoes, números!!! Além d perderem a vida, os sonhos, o futuro todo pela frente, perderam a identidade, são apenas mais um, eh por isso q as pessoas pensam no navio e ñ nas almas, infelizmente..o q significa 1500 diante de um navio tão grande....

Lucas (Banda Harmonia) disse...

Parabéns Rodrigo,
Escrevo agora essas palavras, com profundo sentimento de tristeza, agora, por volta de 3:50 da madrugada de 15 de abril de 2012, exatamente 100 anos da tragédia. DESCANSEM PARA A ETERNIDADE POBRES ALMAS!

Rodrigo disse...

Obrigado aos amigos e leitores que registraram seus pensamentos e o respeito.

Quando escrevi esta matéria eu queria trazer ao primeiro plano todo o respeito que sinto pela história e por estas pessoas. Queria registrar aqui a verdadeira alma da história do Titanic.

Felizmente consegui. Todos os pensamentos aqui prestados recebem apenas um nome: TRIBUTO.

E é isto que a memória destas pessoas merece.

Anônimo disse...

eu não concordo que o nome titanic seria esquecido,ele se tornaria famoso pelo naufrágio do lusitania,mesmo assim ele não prescisava ter afundado em sua viagem inaugural